quarta-feira, 29 de julho de 2009

Lá vem o alemão

Michael Schumacher está de volta ao circo da Fórmula 1. O alemão entrará no lugar de Felipe Massa que se acidentou gravemente no último GP, mas segue em recuperação e não poderá mais entrar na pista nesse ano.

Ótima jogada de marketing da Ferrari? Sim, um golaço de placa. Loucura da Ferrari? Não, nem um pouco. Schummy está há 2 anos e meio (tudo isso? Minha sensação é de isso aconteceu outro dia) sem entrar num carro de F-1, porém com a proibição dos testes na F-1, piloto reserva, praticamente, só faz assistir os titulares correndo e pingar alguns milhares de dólares na conta bancária. Então, enferrujado por enferrujado melhor que seja um enferrujado com 7 títulos mundiais no currículo.

A escolha de Schumacher para substituir Massa é uma bela homenagem ao alemão. A Ferrari já naufragou na temporada, só está cumprindo tabela até o fim do campeonato, isto é, não tem nada a perder. Devido a isso, Schumacher tem licença para correr tranquilamente. A única obrigação do alemão é acelerar o que máximo que puder e mostrar um pouco da velha e conhecida habilidade no volante. De resto não tem mais nenhuma obrigação. Não precisa brigar por vitórias, apenas por posições.

O grande prejudicado nessa história será Kimi Raikkonen, que terá a obrigação de andar na frente de Schumacher. Ficar atrás de um aposentado, com quase três anos sem guiar um carro de F-1 terá um gosto de vergonha, mesmo que esse aposentado tenha 7 títulos na conta. Raikkonen foi campeão justamente no primeiro Mundial da Era Pós-Schumacher. A escolha pelo alemão demonstra um pouco da moral que Felipe Massa tem na equipe de Maranello. No dia 23 de agosto, no GP da Europa, podemos rever um dos grandes nomes (e o maior para alguns) da história da F-1 em ação. Vamos ver como voltará o alemão ao seu principal passatempo.

domingo, 19 de julho de 2009

Vale a pena ler de novo

Acabei de assistir a entrevista de Galvão Bueno com Luís Fabiano no Esporte Espetacular. Não teve como não lembrar dos tempos do Fabuloso vestido com a camisa 9 do São Paulo. Atualmente é o único jogador que eu tenho muitas saudades dos tempos em que jogava no Morumbi. Nem com Kaká é assim. Vida longa para Luís Fabiano e que ele continue fazendo muitos gols por onde passa. Segue o repeteco que escrevi no dia que o Luís voltou a seleção e começou sua caminhada para ser dono da camisa 9 amarelinha:

Luís Fabigol, Luís Fabuloso ou Luís Fabiano, o Fabuloso. Eram esses os apelidos que a torcida são-paulina chamava-o no Morumbi. Sou fã dele hoje, mas fui mais ainda quando vestia a camisa 9 do São Paulo. Ah, que saudade do Luís Fabiano com a 9 do Tricolor!
Ontem Luís Fabiano voltou ao Templo que brilhou em vários jogos. Voltou com uma camisa diferente, talvez um pouco estranha nele por causa do costume (temporário, porque acho que ele será figurinha certa nas próximas convocações). Mas ele fez o que sempre fazia nos velhos tempos. Gol. E não apenas 1, fez 2. Foi o herói da partida e saiu aplaudido como sempre acontecia. O gol de empate que ele marcou me trouxe várias boas lembranças dele. O chute quase sem ângulo e a comemoração no escudo do São Paulo me deixaram arrepiado.
Lembro de um jogo Grêmio x São Paulo no estádio Olímpico em Porto Alegre, em que ele fez um gol parecido, num chute sem ângulo. Era o Campeonato Brasileiro de 2003. Eu estava chegando em casa e o jogo já tinha começado. Aliás, já estava quase acabando o 1º tempo. O jogo estava empatado, 1 a 1. Achei o resultado até bom, um empate fora de casa e num clássico brasileiro contra o Grêmio, normal o empate. Mas quando terminou o 1º tempo apareceu o placar com os autores dos gols. Júlio Baptista tinha aberto o placar e Anderson empatou para o Grêmio. Nesse momento pensei: fica tranquilo, falta o gol do Luís, pode botar aí 2 a 1. Dito e certo (eu estava sozinho em casa, não iria ficar falando sozinho, né?), no início do segundo tempo, o Fabuloso fez o gol da vitória. Foi um chute forte e alto, quase sem ângulo, pela esquerda, perto da linha de fundo. Lembro também do comentarista da tv dizendo que só chutava para o gol, naquela posição sem ângulo, o atacante que estivesse com a confiança em dia. Naquela época o Fabuloso estava numa fase em que fazia gol em quase todos os jogos.
É bom rever o Luís Fabiano. O ruim é não vê-lo vestido com a camisa branca com duas listras verticais, uma preta e outra vermelha, no meio. Que saudade!! Hoje era tudo que o São Paulo precisava para ser um time completo. Uma forte defesa, quase intransponível, e um ataque matador, liderado por um atacante fabuloso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O nosso papel

Um dia desses, filosofando com meus amigos... Quando um deles matou a charada da nossa missão aqui na Terra (já escrevi algo sobre esse tema, clique aqui). Deus nos fez burros, idiotas, arrogantes e prepotentes. Ele simplesmente nos deu inteligência(?) para destruir o planeta. A Terra será engolida pelo Sol um dia, assim como a Via Láctea, até ele explodir, virar um buraco negro e voltar ao marco anterior ao da explosão do Big Bang. Esse é o fim da Terra no “livro da Ciência”. Já o fim da Terra pela Bíblia será através do homem. Nós somos o Apocalipse.

O homem destrói o mundo fazendo coisas que não são nem um pouco importantes para a sobrevivência dele. Porém sei que um dia ele vai entender todo o funcionamento do planeta, o jeito certo de viver, que será algo parecido como vivem os hippies, os naturebas, os desgarrados das coisas materiais da vida, os orientais que compreenderam que são nada menos do que meros ingredientes do grande e perfeito bolo chamado Natureza. São poucos, mas já é um sinal de esperança, uma luz no fim do imenso (e bota imenso nisso!) túnel. Tipo a cena que assisti no filme Sonhos (para ver, clique aqui). O grande desafio da humanidade é despertar para isso a tempo, antes que seja tarde demais e a merda se torne irreversível, sem volta, apenas com passagem de ida para o inferno.

Se você for reparar, todas as tribos, etnias, civilizações tem seus momentos de luz. O ocidente é contra o aprisionamento das mulheres, a obrigação do uso da burca que faz parte da cultura dos árabes e afins. Já os orientais vivem de forma tranqüila e dão o devido valor para as pessoas mais velhas que são as mais experientes e bem preparadas pra conduzir o mundo (quanto mais novo você é, menos conhecimento você tem e mais merda você faz. Você já viu um velho dar pt no carro? Velho não faz esforço, ele sempre procura o menor, melhor e mais calmo caminho possível, como você acha que Romário conseguia fazer um monte de gols sem correr pelo campo todo?), porém muitos deles são obcecados por estudo e trabalho, deixam de lado a melhor coisa da vida que é viver. Os árabes, quando são árabes de verdade e não árabes ocidentalizados, usam a grana deles pra comer mulher, cravejar a Mercedes de diamantes e botar privada de ouro maciço no banheiro. A cultura deles permite ter quantas esposas ele puder bancar. Enquanto isso, os negros nunca se rendem, por pior que seja a situação em que se encontram, eles nunca descansam enquanto não chegar onde querem, seja no poder judiciário ou na presidência da maior potência do mundo, e isso alguns anos depois de serem tratados como mercadorias. Eles saíram dos Quilombos para ocuparem a Casa Branca e mandar no mundo inteiro. Em contrapartida, na África, a cultura obriga que as mulheres tenham genitálias mutiladas para não sentirem prazer no melhor esporte do mundo, esporte esse que é absolutamente natural, puro e é o tempero para deixar a vida perfeita. E os ocidentais, por transformarem o mundo num enorme puteiro em que as mulheres já vão sem calcinha pra boate para o cara não ter muito trabalho para deixá-las como vieram ao mundo, e só de tirar os (poucos) pedaços de pano, também chamado de vestido ou shortinho/top, recheados de silicone, com músculos em dia para a carne ficar tenra e em cima, a cara carregada de maquiagem e apliques no cabelo, fora os alisamentos capilares e a pele mais sedosa do que tecido de seda... A contrapartida é que o ocidente gasta muito dinheiro com as guerras mais idiotas e motivos de ganância fazendo de conta que eles justificam a necessidade de fazer guerra.

Pegue todas as virtudes de cada civilização, etnia, tribos e junte tudo. Tire todas as merdas, idiotices e amarelices de cada um, jogue tudo no lixo e chegaremos ao mundo perfeito. Um mundo sem guerras, sem poluição, com invenções tecnológicas que melhoram a vida das pessoas sem destruir o planeta, sem mutilar as mulheres e tendo tesão por elas, que estão simplesmente espetaculares, tiradas dos mais nobres sonhos e claro, com a nossa contrapartida pra elas também, todos seremos do jeito que elas mais sonham. E o mundo perfeito está criado. O caminho para isso? Primeiro temos que acabar com o ácido que corrói o mundo e envenena a sociedade: Dinheiro.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

(Piloto “ah-perdi-as-contas”) (O texto dos parênteses!)

(Com preguiça de fazer as contas...) Dia cheio, cansativo e movimentado. Tudo bem que hoje fiz meu horário (A vida tá começando a se organizar do jeito que eu quero) e pude dormir até não poder mais, meio-dia. Levantei e hoje eu resolvi brincar de trabalhar. Quer dizer, na verdade tive bastante coisa pra resolver, principalmente com banco, em que tive que prestar contas pro meu chefe. Como sou novo no emprego, meu chefe hoje resolveu testar meu desempenho e me deu um extrato de banco para testar minha “organização contábil” (sim, mudei de emprego, agora trabalho num lugar, cujo percurso simplesmente é na trilha do mar. Se não morasse na cidade, moraria no paraíso em que eu iria na praia dar um nadada e pescar o almoço. Eu hoje estou num ótimo emprego (o salário não é dos melhores, mas consigo cobrir meu passivo) em que a idéia que eu faço é simplesmente essa. E faço isso não pra buscar o peixe e, sim sereias, andar de navio, fazer nadar... Em outras palavras meu dinheiro é pra roupa, festa, mulher e cachaça, ...) – foi o maior parêntese na minha iniciante carreira de escritor, tá perto de eu postar sobre isso. E outra, não é um dos melhores empregos do mundo pra mim, simplesmente todo mundo dormiu hoje (eu consegui flexibilizar meu horário pra não precisar ir de manhã. A galera que foi toda dormiu de tarde. E de tarde só ficou essa galera. O resto (da sala ao lado, porque o prédio da Química pegou fogo, aí eles estão “alojados” lá no laboratório mais “relaxadão” do Campus, o laboratório de Física, que é onde eu trabalho), como dormi em casa, cheguei lá em alta. Dois caras subiram pro mezanino que fizeram como sala de repouso, pra dormir. Então fiquei com a galera que deve ter dormido de manhã ou não foram pro reggae quarta, lá só contando piada, dando risada e assistindo vídeo de e-mail pra homem. E descobri que é tenho que voltar do trabalho com o sol acendendo a cidade, preciso ver o mar! O ponto de maior satisfação desse trabalho é poder voltar também com o mar. Não posso trabalhar até tarde da noite!
Ainda tive que resolver o trabalho de conclusão de curso do MBA. Primeiro que começou comigo sem lembrar (de jeito nenhum!) que hoje tinha reunião. Um colega me ligou duas vezes (só atendi na segunda) pra me lembrar e pedir a apostila. Quando cheguei os caras tavam lá me esperando, na internet e trocando palavras. Cheguei, corrigi dei uma olhada no trabalho, corrigi e entreguei uma apostila que simplesmente tinha tudo que precisa ser colocado no trabalho. Um deles comemorou e disse que o trabalho tava pronto e pediu emprestado por uma semana para ler e adiantar as coisas.
Mas meu dia ainda não tinha terminado, fui pra casa de um amigo meu recém-casado (sem cerimônia, festa, só por morar junto). Fui pra lá troquei, idéia, filosofei, dei idéias cheques, ouvi coisas interessantíssimas, sérias, pra aprender e tudo isso em menos de uma hora... E senti muita saudade na volta...
Quando voltava pra casa, por volta das 23h senti todo o por que, toda a inspiração de Chico Science nessa música. A cidade não pára, a cidade só cresce (tá até agora bombando, um pouquinho, os carros nas ruas e tal), o de cima sobe e o debaixo desce (primeiro tinha um Monza antigão se arrastando na rua e na frente da fila de três, com o meu atrás, tinha uma Mercedes). Foi em momentos como esse meu que essa letra explodiu na cabeça dele, assim como a idéia dele explodiu na minha cabeça. Sulozei no MSN enquanto escrevia esse texto, procurava essa música, tudo isso ao som de Caetano Veloso no iPod e de headfone no ouvido. Este foi o meu ótimo dia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

É pra você responder!

Vi duas das várias (que devem ter tido) matérias do Fantástico sobre Michael Jackson, uma não interessa e a outra me chamou muito a atenção . Não queria mais tocar nesse assunto, mas não resisti. É muita mídia em cima e já virou moda dar pitacos sobre a vida e morte do astro-rei do pop. O mundo inteiro só fala e discute isso, é na praia, no boteco, na igreja, no supermercado, só não na Coréia do Norte porque os caras estão ocupados testando mísseis.

A matéria que me chamou atenção falava sobre a apresentação dos Jackson 5 na TV Tupi (se não me falha a memória...). Dois caras que fizeram o meio-de-campo para a banda se apresentar na TV, foram chamados para contar essa história. Um deles destacou que a banda era muitíssimo bem ensaiada e insinuou que o rei do pop chegou onde chegou por causa da disciplina e do rigor dos ensaios. Pois é, o cara levantou a hipótese, em pleno Fantástico, para milhões de brasileiros aqui e no mundo afora, para a família brasileira que assistia, de que Michael Jackson devia ter agradecido todo o sucesso, fama e dinheiro ao pai (tirano).

Antes de mais nada só quero lembrar que a minha intenção não é destruir o ídolo, muito menos questionar o seu verdadeiro talento, também gostei dele na infância. Mas o sucesso da música de MJ é basicamente ensaios atrás de ensaios para se chegar a uma coreografia perfeita e surpreendente, sem contar com as roupas extravagantes (e originais). Esse pop que ele fazia é dança, coreografia, cenário, efeitos especiais, luzes, faíscas. O resto o computador corrige... E é claro que se tem que cantar um pouquinho.

Todo mundo joga pedra em Mr. Jackson tal como em Gení, mas se o patriarca da família não tivesse posto o pequeno Michael por 10, 12 horas ensaiando canto e os passos de dança direto, sem parar, ele teria se tornado Michael Jackson? Será que se o pequeno Michael tivesse tido uma infância de verdade e faltado alguns (vários) ensaios para jogar gude e soltar pipa, contando a mentirinha de que comeu um cachorro-quente na rua e ficou com dor de barriga a noite toda, e o Mr. Jackson tivesse passado a mão na cabeça dele dizendo “coitadinho, deixa ele brincar, é criança”, teria vendido, alguns anos mais tarde, 105 milhões de cópias só do álbum Thriller? Talvez sim, talvez não. Ninguém pode afirmar isso. Se o pequeno Michael não tivesse emplacado na música, não teríamos visto, curtido, adorado e idolatrado o Michael Jackson que conhecemos, porque ele não teria existido. Talvez fosse apenas uma Mariah Carey da vida ou uma instável Britney Spears ou uma Janet Jackson, enfim, seria o Robinho da música pop e não o Pelé.
Não podemos afirmar nada com relação a isso, o que foi feito já foi feito e o que aconteceu já aconteceu. Como não podemos voltar no tempo, já que Doc Brown guardou a sua grande invenção apenas pra si, sem divulgá-la na comunidade científica e sem ser contaminado pelo capitalismo para botar na esteira de produção e ficar multimilionário, só podemos brincar de imaginar e perguntar qual dos dois você preferia sacrificar: o Michael guri (que se tornou o que o mundo conheceu) ou o Michael Jackson astro do pop (assim ele não teria existido do jeito que conhecemos)? Quero sua resposta!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouvindo 1 som

Tô cansado, já são quase 3 da manhã, acabei de chegar em casa, disposto a escrever. Escrevi, mas deu preguiça de copiar frase por frase, letra por letra pra cá(não consegui copiar e colar aqui). Hoje o blog vai ser mangueado... (manguear é nesse sentido). Vocês ouvem a música aqui, lê o texto abaixo e comenta onde quiser (mas comente!).

É pra ler esse texto aqui...

Hoje não quero tocar no assunto futebol! Aliás teve um esboço de jogo na Globo hoje, que terminou aos 19 minutos do primeiro tempo. Parecia luta de Mike Tyson após a saída da prisão. Eu, guri, resistindo o sono bravamente só pra ver Tyson almoçar o adversário e o filho da puta acabava com a luta em menos de 1 minuto. Então, vou falar de música.

Ultimamente (e bota ultimamente nisso, já deve ter quase um mês) tenho ouvido Björk e viajado bastante nela. Björk tem uma voz linda, de boneca de porcela, que aliás ela está parecida com uma quando fez a versão ao vivo de Vespertine. Aqui na televisão local tem uma jornalista chamada Daniela Prata. Ela é bonita até um certo ponto... Não... Quer dizer ela não chega ser linda, mas pende mais para bonita e arrumada atrai uma quantidade razoável de olhares... Aliás não, tá tudo bem, bota na conta de gata, ela é gata e sabe se arrumar pra atrair atenção.

A primeira vista, Björk parece ser estranha, mas aí você ouvindo, ouvindo a vozinha vai tomando conta dos seus ouvidos e no final ela fica bonita. Daniela é que nem Björk só que melhorada, bem melhorada. Ela é bonitinha no início, mas no final fica gata. Outro dia descobri que a senhorita Prata tem gostos alternativos (leia-se, funciona no mesmo esquema da voz de Björk). Inclusive, ela também ouve a própria Björk. Daniela é loira, tem uns dentinhos na frente querendo sair um pouco dos lábios, mas acabam entrando em harmonia com o resto do rosto evitando a tendência para o lado de feia. Do pescoço pra baixo dispensa comentários, é tudo no lugar certíssimo.

Toda vez que ouço Björk com aquela vozinha linda comemoro o fato de gostar de ouví-la. É como se fosse uma sinfonia ou o barulho harmônico da natureza numa floresta, o som do vento balançando as árvores, o canto dos pássaros ou as ondas no mar. Um som tranquilizante. E depois disso, concluo que Daneila Prata é esperta, muito esperta e por isso que ela ouve Björk.

Porra a islandesa bota pra fuder!! Essa música faz parte do Dvd ao vivo que está ou vai lançar, o Voltaic, que é o Volta (último álbum em estúdio) ao vivo. Ela sempre lança uma versão ao vivo dos álbuns que ela lança.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Deram a descarga

A última semana foi semana de pós-graduação para mim. Num dos dias, o professor passou um trecho do filme Sonhos de Akira Kurosawa. Era a última parte do filme. Não conheço exatamente a estrutura do filme, pelo que encontrei na internet, deve-se tratar de uma reunião de contos. O trecho do filme mostrava um viajante, mochileiro chegando num vilarejo que vive numa interação direta e saudável com a natureza.
Assim que o mochileiro chegou, ele encontrou um ancião que no decorrer da conversa levantou com toda a saúde e firmeza dizendo que já tinha passado dos 100 anos de idade. Porém, o que mais me impressionou foi a visão do velho sobre a vida urbana. Está tudo muito errado. Os urbanóides vivem da forma mais complicada e autodestrutiva possível. As pessoas simplesmente despejam excrementos, produtos químicos, lixo na própria água que bebem. Mas isso é até lógico, pois é mais fácil e prático construir enormes estações de tratamento de água do que não poluir os rios e lagos.
A vida não é complicada, de jeito nenhum. As pessoas é que gostam de complicar a vida enchendo a cabeça dos outros e a própria de pensamentos vazios, de idéias mirabolantes, que a felicidade está no dinheiro, que as pessoas precisam de roupas caras, carros velozes e luxuosíssimos, iates gigantescos, helicópteros para serem reconhecido pelos outros e não pela simples companhia, da risada demorada, das conversas. Para você ser alguém, você precisa trabalhar e ganhar dinheiro.
A sociedade dita as regras, molda as pessoas ao bel prazer dela e as que não se enquadram ou ficam mandam todo mundo a merda ou ficam loucas. Quando isso acontece, ela trata de execrá-las, humilhá-las, julgá-las e dependendo do julgamento, o veredicto é a morte nas trevas da solidão com o atestado de maluco, excêntrico. É engraçado, a sociedade projeta as pessoas a serem gananciosas, só pensarem em dinheiro, para depois quando o cara tiver rico, virar pra ele e dizer que ele é metido a besta, arrogante. Não ser arrogante para ela é escancarar as portas da casa para uma câmera registrar o cara acordando, lendo o jornal e tomando café. Ou saindo para academia ou simplesmente dando um passeio no parque com a mulher e os filhos. E para justificar a (in)sanidade disso, vem com o queixo de que se a pessoa não quisesse aquilo que ela seguisse qualquer outra profissão e não aquela de celebridade.
Enquanto isso, os Frankensteins da sociedade tem de estar sempre se reinventando, mostrando a calcinha toda vez que vão descer do carro, comprando jatinhos, ilhas, tirando meleca do nariz. Aí eles ou entram na onda ou piram. Os que se mantêm fortes, não sucumbindo à lavagem cerebral, procuram o isolamento e assinam o atestado de loucos, excêntricos, egoístas por não dividir com o resto do mundo a sua vida amorosa, quando foi no shopping, onde comprou o pão, que horas foi no banheiro pra fazer o número 2. Tem uns que fazem de tudo para aproveitar o tempo perdido e começam a comprar parques de diversão aos 30, 40 anos para subirem na montanha russa e ficar dando voltas e voltas até vomitar, que nem as crianças fazem e depois se encher de brigadeiro, algodão doce, pipoca, sem que ninguém apareça com uma câmera fotográfica para registrar a cena e postar na internet segundos depois.
Se fosse normal viver de forma simples como o ancião japonês disse, sem engarrafamentos, poluição, dinheiro, talvez Michael Jackson tivesse sobrevivido a “parada cardíaca” fulminante que acabou de ter aos 50 anos de idade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rindo a toa

Semana passada tive a honra de ser convidado para escrever uma crônica para o blog Palimpnóia. A semana foi muito corrida, mas consegui escrever e enviar o texto a tempo para ser publicado no dia correto. Viajei e não tive tempo de divulgar essa notícia e o link da crônica aqui no meu blog. Aí vai com um pouco de atraso e pressa, pois a semana começou hoje e termina amanhã. Aqui na Bahia 24/06 é feriado e para não quebrar as tradições culturais Brasil, resolvemos (a maioria dos trabalhos, inclusive o meu) enforcar os dias úteis e pegar a estrada para pular fogueira, beber licor, comer amendoim (tudo bem que isso todo mundo faz o ano inteiro...) e dançar forró.
O link é esse aqui e sintam-se a vontade para comentar lá ou aqui e também se quiserem, continuem comentando o post abaixo. Até a próxima, porque ainda tenho um monte de coisas para resolver antes de viajar (novamente) amanhã.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cabeça vazia é oficina do diabo

Vamos brincar para evitar julgar. Antes de pensar na brincadeira, li três notícias na internet. A primeira era sobre uma belga que fez 56 tatoos na cara. Ela diz que pegou no sono, mesmo com as agulhadas na cara e o barulhinho torturante da máquina, aí ficou desse jeito aí.


A outra foi um carro que foi imprensado entre o poste e uma parede, que segundo o pai do motorista, um jovem de 23 anos, ele ia pegar um documento no escritório às 02:30 da manhã...


E a outra foi sobre uma exposição, de um fotógrafo no Rio, que gera um pouco de polêmica. Serão expostas 89 fotos de mulheres saradíssimas, mas não é tendendo a Gracyanne Barbosa e sim para Arnold Schwarzenegger.

Mas a notícia que servirá de tema é a Mega Sena acumulada em 23 milhões de reais. Com esse dinheiro, claro, realizaria meu sonho: não precisar mais trabalhar. E não ia trabalhar mesmo, não estou de brincadeira! Talvez pensaria em investir o dinheiro, montar algum negócio botando alguém para administrar, eu ficaria só com a chave do cofre e com um notebook assistindo o dinheiro cair na conta. Todavia, meu trabalho seria investir na bolsa, comprar ações de empresas grandes e apenas exigir os dividendos. Mesmo com a crise investiria no mercado de ações.
As pessoas alardeam que o mundo está em crise, que está todo mundo fudido, mas a verdade é que Abramovich, dono do Chelsea, Warren Buffet, um dos maiores investidores do mundo no mercado de ações, deixaram de ganhar 500 milhões de dólares para ganhar 300 milhões. É, uma quebrada de 200 milhões não é um trocado, você sente, porém o seu bolso ainda muito profundo para você ter que cortar o iogurte, a carne de primeira e trocar sua Heineken por Nova Schin da lista de supermercado. Muito pelo contrário, Abramovich está comprando um iate (?) por 950 milhões de dólares. O brinquedo parece um transatlântico com dois helipontos e um submarino de dois lugares (Oh, por quê será que tem só 2 lugares?).
Mesmo com os 23 milhões de reais, não faria grandes extravagâncias. Compraria uma cobertura ou uma casa na rua do Barro Vermelho, vulgo praia do Buracão, aqui em Salvador mesmo.

É, talvez um apêzinho de frente pro mar em Copacabana ou na Barra ou no Leblon só pra ter um cantinho pra ficar lá no Rio de Janeiro.

Carro? Talvez nenhum, meu famoso e admirado Gol Prata está muito bem, obrigado. Hoje em dia não cresço mais olho pra carro. Aliás, talvez compraria um Mustang 1960 ou um Opala ou até um Maverick (que esteve a venda por poucos dias na rua da casa do meu tio). A outra parte seria gasto em viagens, festas, claro que sempre com meus amigos, minha galera. Não tem graça em viajar sozinho. Não preciso nem citar que assim que os 23 milhões caíssem na minha conta me tornaria um forte concorrente de Adriano em passar o rodo no Rio de Janeiro.Logicamente que tudo isso não seria feito sem pensar, apenas no impulso. Cuidaria para a fonte não secar jamais. Viveria de aplicações bancárias (lá ele viver da poupança!). Aliás, iria trabalhar sim, me tornaria um blogueiro profissional. O Nove do Quinto não ia parar, seguiria do mesmo jeito que está hoje. O salário é baixo? No Brasil professor também ganha mal pra caralho. O grande problema é que raramente jogo na Mega Sena...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Made in Bahia

Um desses sábados, acho que umas duas semanas atrás, fui pra uma festa espuma mesmo (festa para o mitiê da cidade) e logo na entrada me deparo com um curioso panfleto de propaganda. O panfleto convidava para todos a irem para o Carnaval de Barcelona. As atrações? Asa de Águia, Banda Eva.

O carnaval de Salvador é tão forte que já faz escola no exterior. Mas não vou falar do melhor carnaval do planeta não. O que me chamou atenção foi o simples fato de Barcelona fazer um carnaval baseado no daqui. Durval Lellys, vocalista e líder do Asa de Águia, é quem deve ter começado com essa brincadeira. Ele botou o carnaval de Salvador na mala e levou pra Barcelona. A idéia vingou e agora estão convidando o resto dos baianos para irem pra lá ajudá-lo a fazer a festa.

É óbvio que o carnaval ia vingar lá. Os brasileiros estão espalhados pelo mundo todo, mas em alguns lugares a comunidade brasileira é grande. O poder do brasileiro vem da admiração dos gringos. Os brasileiros comandam em qualquer lugar que estejam. Nós somos a principal atração do mundo. Somos admirados por todos. E principalmente, sabemos como fazer festa. O que exemplifica minha teoria é o Brazilian Day que acontece em Nova Iorque. A maior cidade do mundo, praticamente, pára pra festejar. Agora me responda uma coisa, existe Japanese Day? Italian Day? Não, pelo menos eu nunca ouvi falar. Todo mundo paga pau pra brasileiro.

Aí um esperto, um baiano (o povo mais malandro do Brasil) leva o gostinho do carnaval da Bahia para os brasileiros que estão na Europa morrendo de saudade de casa. Os brasileiros se reúnem pra “Quebraê” com Durval e está armada a festa. Os europeus, ligados nas coisas boas da cultura brasileira, entram no esquema e começam a se balançar entrando na festa e se divertindo junto. No ano seguinte, a quantidade de pessoas aumenta e a coisa vai crescendo, até que Durval, com mais sede ainda de dinheiro, começa a chamar os brasileiros que vivem no Brasil para a festa de lá.

O problema é que a gente é muito preguiçoso, só queremos beijar na boca, fazer sexo, batucar, jogar bola e maguear tudo. Temos muito potencial para fazer qualquer coisa e dominar o mundo como Pink sempre tentou. Se Pink fosse brasileiro, o mundo era dele. Mas como os brasileiros são Macunaíma, preferimos fazer o que gostamos (sexo, futebol, música) e depois viramos pro lado e dormimos (preguiça). Pink gasta um esforço descomunal para conquistar o mundo sem obter sucesso até hoje. Prefiro viver que nem Macunaíma é mais interessante e muito mais gostoso. Se eu conseguir juntar dinheiro (sonho meu...) vou pra Barcelona curtir o carnaval, beber Heineken e pegar umas européias.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tudo farinha do mesmo saco

É engraçado como as coisas são. Cada nicho tem suas características, seu mundo, suas escolhas, seus gostos, enfim, todo mundo vive de maneira igual, seguem as mesmas leis, mas com ideais e pensamentos diferentes e cada um no seu canto ou, como se diz no pagode baiano, cada qual no seu cada qual.
Domingo de noite, abri a internet, no meu computador a página inicial é o site Terra, pra ver as notícias e uma das manchetes era de que naquele momento estava acontecendo o MTV Movie Awards, premiação do cinema feita pela MTV. A manchete dizia que o filme Crepúsculo era o mais indicado e favorito a levar a maioria dos prêmios.
Existem várias premiações do cinema. Cada uma interessa quase que exclusivamente ao seu público-alvo. O da MTV é voltado para os adolescentes e por isso Crepúsculo recebeu mais indicações. Já vi o trailer, só que não pretendo assistir o filme, mas suspeito que trate-se de um filme sobre vampiros (ou criaturas do além originadas nas profundezas do mal, com força e poderes sobrenaturais e que sempre tem um desertor que passa pro lado do bem) que tem ação para empolgar os garotos com as lutas e um romance água com açúcar para as menininhas suspirarem com a história de amor entre o casalzinho que é formado no início da história, entre o mocinho de gel no cabelo, corrente no pescoço, coragem e força pra vencer o mal, e a linda mocinha de chapinha no cabelo, corpo de modelo, que passam o filme inteiro sendo separados por tudo e por todos, se beijam selando a união eterna no final do filme sob a trilha sonora feita pela banda pop do momento, que coincidentemente ganhou a Escolha da Audiência no último VMA (também lembro da minha época).
Já o Oscar é para a massa pop adulta que se julga culta, esperta, jurando de pé junto que não engole os enlatados que a grande mídia impõe, mas que na verdade engole tudo sem nem sentir e ainda acha gostoso. A escolha de Quem quer ser milionário? como melhor filme do ano ilustra muito bem isso. É um filme com ar de cult, jeito de bem bolado e uma maquiagem de politicamente correto, fazendo de conta que está dando oportunidade para os pobres coitados indianos catadores de lixo mostrarem que também são gente e que tem algo para mostrar para o mundo. No entanto, por debaixo do pano está a enorme vontade de Hollywood em fazer um filme de baixo orçamento com ingredientes sob medida para cair no gosto do grande público e faturar mais uma grana de 9 dígitos. E um diretor com enorme vontade de querer aparecer.
Já os festivais de cinema de Cannes, Palma de Ouro e entre outros são feitos pelos, verdadeiramente, cults, gênios arrogantes e gente que está no mundo a passeio, se divertindo fazendo filmes com criatividade, criando inúmeras técnicas de filmagem, iluminação e dando opiniões excêntricas, se esforçando ao máximo para trazer a realidade a tona. Utilizando o hobby como fonte de (uma boa) renda e fama.
Os públicos de cada festival ou premiação apenas se aturam. Alguns vivem se bicando, mas sem chegar as vias de fato, além daqueles que tentam ignorar, a todo custo, a existência do outro. O público da MTV nunca ouviu falar de Bernardo Bertolucci. Do mesmo jeito que o público de Cannes não sabe nem do que se trata Crepúsculo. Já o público do Oscar acha infantil filmes como Crepúsculo, nunca ouviram falar de Edukators e acharam justo Titanic ganhar um monte de estatuetas. Já o pessoal de Cannes não sabem da existência de Crepúsculo, ridicularizam Quem quer ser milionário? e dá valor a belas tomadas, edições de imagem, histórias complexas e a exposição da vida sem maquiagens ou plásticas na "versão do diretor".
Porém todo mundo vive no seu canto, cada um com sua cerveja ou refrigerante e pipoca na mão, sentados confortavelmente em suas poltronas, idolatrando seus ídolos, delirando com seus filmes e observando seus vizinhos para criticar a vida alheia. Todo mundo se comporta de maneira igual, mas cada um se acha diferente e estão sempre lamentando a escolha "anormal" da pessoa ao lado. Cada um com seu gosto distinto pensando que está botando pra fuder, mas todos estão vivendo no seio da mesma sociedade e fazendo as mesma coisa: bebendo leite. A diferença é que cada um sente o gosto que achar melhor.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Ruim certo

Que Hugo Chávez é um ditador e um entrave para a liberdade de expressão na Venezuela disso ninguém tem dúvidas. Porém, estou começando a vê-lo com outros olhos. E na rabeira do venezuelano, vem Evo Morales, presidente da Bolívia.

Chávez é aquele cara que quer botar ordem na casa. Ele não conta conversa, seja quem for não terá vida fácil pra entrar no território venezuelano.
O principal inimigo de Chávez são os EUA, simplesmente porque os americanos se acham os donos do mundo por ser poderosos. Os ianques invadem qualquer território sob a bandeira da democracia, mas na verdade estão fazendo o mesmo papel que os europeus nos tempos dos descobrimentos. Portugueses, espanhóis, ingleses e franceses rodaram o mundo atrás de novos territórios que tivessem riquezas para serem exploradas. Chegavam, faziam um reconhecimento da área, matavam os índios rebeldes, tomavam conta do local e começavam a exploração, colonização, catequização dos índios, construção de igrejas e fortes, desova dos conterrâneos loucos varridos e depois iam embora (ou nem iam embora, que o diga os africanos).
Os americanos fazem a mesma coisa nos dias atuais. A diferença é que fazem o reconhecimento da área antes da invasão e quando descobrem alguma riqueza é que recolhem a âncora, abrem a vela e colocam a caravela a navegar pelos oceanos. Sob a bandeira da democracia, invadiram o Afeganistão, mataram os talibãs rebeldes, tomaram conta do local (e nem Obama pensa em sair logo), começaram a explorar o petróleo, colonizar afegãos, democratizá-los, levaram empreiteiras e os loucos varridos ficam por conta dos soldados que se ficarem na terra do Tio Sam vão metralhar universidades. A mesma coisa aconteceu e acontece com o Iraque que era de Sadam Hussein.

É por causa disso que a Venezuela está na lista negra. O problema é que lá existe um tal de Hugo Chávez que não abaixa a cabeça pra ninguém com o crachá de Washington e pra nenhum outro capacho deles. Sem sucesso pela via capacho-diplomática, os americanos pegam uma foto com a cara de Chávez colocam dois chifrinhos, pintam os dentes de serpente, colocam um tridente e apresentam pro mundo como o capeta em pessoa. Todo mundo se assusta com a foto photoshopada e passa a vê-lo como tirano. Aí Chávez pede apoio a população venezuelana. Os americanos então apelam para o plano B, financiando a oposição venezuelana, fazendo com que Chávez libere o seu lado tirano, pegando em armas e eliminando seus opositores. Assim, os americanos podem levantar a bandeira da democracia e convencer o mundo de que o líder venezuelano é o novo Sadam, mas sempre mirando, de canto de olho, no petróleo venezuelano.

O que os americanos querem é o que financia as guerras no mundo, que é o petróleo. Sadam Hussein não bateu testa com os americanos porque ele era feio, chato e ditador, e sim porque ele tinha petróleo que financiou toda a resistência iraquiana ao longo das décadas. Fidel Castro também tentou enfrentar os americanos, mas esbarrou em 3 obstáculos: não tinha petróleo (conseqüentemente, não tinha dinheiro), médicos só sabem salvar pessoas e atletas só sabem lutar em competições esportivas e não pegar em badogues, se entrincheirar atrás de postes e jogar pedra no inimigo. Por isso, Fidel parou junto com a União Soviética, mas fez questão de não abaixar a cabeça, mesmo que o seu povo tivesse que passar por necessidades.

As maiores riquezas do mundo são petróleo e gás natural. O dono de um país é o governo. É justo que o governo seja o dono do petróleo e do gás do seu país. Por isso, é justo que o “Mionzinho” de Chávez, Evo Morales, botasse a Petrobrás pra correr. A estatal brasileira quis dá uma de EUA e se apossar, por vias legais (diga-se de passagem), do gás boliviano. Ao contrário dos índios do século 15, 16, o índio do século 21 dispensou o arco e flecha e usou fuzil e metralhadora para expulsar os brasileiros.

Os americanos são poderosos, ricos, mas tem um ponto fraco, um calcanhar de Aquiles. Eles não se metem com gente com poder de fogo de destruição em massa, mesmo que seja limitado. Imaginem algum maluco meter uma bomba atômica em Manhattan e apagá-la do mapa? Por isso que os americanos não se metem com o Paquistão, nem com a Coréia do Norte. E na nova corrida armamentista do século 21, Chávez procura se aliar com os únicos no mundo que poderiam abrir o cofre com o segredo do armamento nuclear, Paquistão e Coréia do Norte e formar, segundo os americanos, o eixo do mal.

A Guerra nuclear é o visto no passaporte do mundo para o inferno, então por isso toda cautela para apertar o botão é pouca. Os países sentam para conversar com quem tem armamento nuclear, no máximo aplicam uma (simbólica) multa com o timbre da ONU para quem “ousa” entrar nessa brincadeira. Na mente dos “donos do mundo”, ninguém mais pode inventar de desenvolver esse tipo de armamento. Se eu tenho um 38, mando nessa porra e não quero que ninguém mais tenha para bater testa comigo! Esse é o pensamento dos americanos e por isso querem impor a política de quem tem tem, quem não tem, não pode ter mais. Já os que não tem são alvejados de bombas como o Afeganistão e o Iraque, nada de sentar para conversar e nem aplicar (simbólicas) multas.

Chávez só precisa de uma bombinha nuclear e de um lançador, que pode até ser um meio enferrujado da antiga União Soviética (é só dar um polimento e botar óleo nas engrenagens que funciona), para que os EUA não entrem nunca na Venezuela para roubar o petróleo alheio. E é justamente por isso que começo a vê-lo com outros olhos. Ele está defendendo o patrimônio dele, da Venezuela. Coisa que o resto da América do Sul deveria fazer para não ter mesmo fim do Oriente Médio. A ONU vira e mexe inventa de vir inspecionar as usinas de enriquecimento de urânio, porque isso é o caminho para se chegar na energia nuclear e, conseqüentemente, na bomba.Porém muita calma nessa hora. Bater testa com os EUA não significa ditadura, nem morte aos opositores, muito menos fita isolante na boca da imprensa! O povo é que tem que ter liberdade para escolher o seu líder e liberdade para pensar e falar o que quiser. Enquanto que os governantes devem cuidar bem do seu povo e protegê-los de ameaça externa. E não deixar que o mundo transforme a Amazônia num patrimônio do mundo, porque ela é dos sul-americanos. Quem mandou escolher território ruim?

domingo, 24 de maio de 2009

(Piloto III) Quase um paulista

Desde domingo passado que o teto desaba em Salvador. A chuva não pára! Como todo cidadão que mora em cidade com vista pro mar, fico que nem um siri na lata em dia de fim de semana de chuva. Não tenho a mínima idéia pra onde ir em dias assim. Mas a culpa não é só minha, não tem o que fazer em dia de chuva. Hoje não tava afim de beber, então exclui-se os bares. E depois de rachar o coco, tive a brilhante idéia de rodar no shopping.

Cheguei na enorme feira moderna ao som disso aí, Mombojó, que desde sexta-feira não consigo ficar sem escutar essa música, Deixe-se acreditar, cada vez que entro no carro. O escolhido foi o Salvador Shopping.

Ele é o mais bonito e (por enquanto) moderno shopping daqui. Quando eu era guri, assistia o filme De Volta para o Futuro e achava que aquele futuro estava muito distante, chegava até a duvidar que eu pudesse ver. Mas, pois é, ele está quase aqui e pode ser visto na arquitetura e decoração do shopping. Pro presente ficar igual ao futuro, do segundo filme da trilogia, só falta os carros recolherem as rodas e sairem voando por aí.

Outra coisa que me chamou bastante atenção no shopping foi a juventude das coroas. Elas estão cada vez mais com aspecto, jeito e ar de jovens. Pela frente, dá pra ver sem dificuldades que elas estão muito perto ou já passaram um pouco mais dos 50. Mas quando vistass por trás, não dá pra dizer quem é a mãe ou quem é a filha de 18, 20 anos. Reparei também numa coroa que ficou diluida quando entrou numa loja que tinha algumas mulheres de 20, 25 anos. Foi como se você mistura-se o açúcar na água. Todas elas vestidas com calça jeans apertada e que empina a bunda, blusas apertadinhas também e luzes no cabelo. Já as gurias adolescentes todas iguais, padronizadas de franja no olho, parecendo que acabaram de sair de uma fábrica do Fordismo.

Um domingo de chuva só dá programa de paulista como opção. Da metade da tarde pra agora a pouco, foi rodando no shopping. Não comprei nada, só fiz comer e andar sem rumo observando o ambiente. Até que não foi ruim, mas eu queria era ter ido pra praia. Pára São Pedro!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em metamorfose

Depois que assisti ao jogo do Corinthians contra o Santos pela final do paulistinha, a disputa de pênalti entre Flamengo e Botafogo pelo título do Campeonato carioquinha e ao segundo de tempo de Bahia e Vitória na decisão do baianinho, levantei do sofá com uma vontade de saber como eu ia e como ia meu mundo. Não foi agora que descobri que o meu Orkut estava desatualizado e o meu perfil não tinha mais quase nada a ver comigo.
Mudei muito nos últimos meses. A mudança não aconteceu da noite pro dia, nem do dia 31/12 pro dia 01/01, ela começou lá em 2006. Com o tempo fui mudando, mudando e me transformei no que eu sou hoje. Descobri que além de ser um anjo, posso não ter cinco inimigos, mas as pessoas começaram a ver e a falar das minhas atitudes. Algumas aceitaram meu novo estilo de vida, minhas escolhas, ou, pelo menos, toleraram. Outras ganharam uma enorme interrogação sobre mim na cabeça, ao não conseguir entender determinadas decisões que tomei. Já outras pessoas adoraram a nova versão 2000inovo (não pretendo ficar somente em 2009). Antes eu era tímido, hoje não mais. Sou reservado e não vou conversar com você como se fossemos melhores amigos desde a infância, se nos conhecemos a 5 minutos atrás. Dê tempo ao tempo e um dia vamos conversar como se fossemos melhores amigos desde a infância sem nem sentir.
Também mudei a minha forma de pensar. Hoje tenho uma visão muito maior da sociedade, seus preconceitos, seus objetivos, suas vulnerabilidades. Enfim, passei a observá-la bem mais e não somente viver nela. Busco a compreensão da sociedade pra aceitá-la do jeito que é e me adequar às suas regras quando for obrigado ou quando não quiser causar qualquer constrangimento pra mim (sim, nessa parte sou egoísta, mas não sozinho, já que tolero as manias dela. Quero que ela também passe a tolerar as minhas). A sociedade macula muita coisa. Ela pinta de azul, amarelo e verde o que lhe convém e trará benefícios. Já o que não traz nenhuma vantagem ela pinta de preto e chama de loucura.
A parte da compreensão da sociedade entra agora. Nas brechas das leis, nos meandros das bases das pirâmides, ela permite que as pessoas sejam do jeito que elas são e querem, desde que não saiam do perímetro que ela estabeleceu. É como se ela disse onde e como você deve exercer suas subjetividades, permitindo que você viaje quando quiser, só não dê mole (com ela e nem com você mesmo), nem a incomode, porque aí as providências drásticas serão tomadas.
Utilizo a mesma fórmula, da sociedade, nas pessoas. Tento compreendê-las ao máximo, descobrir o que as motivou a tomarem determinadas atitudes e, principalmente, a forma como pensam sobre as coisas, a vida, o mundo e as outras pessoas. Já faz algum tempo que parei de julgar as pessoas. Hoje sinto pena de algumas delas e lamento muito pelo pensamento limitado e preconceituoso. As pessoas se acham na condição de julgar todo mundo sem investigarem a fundo o que aconteceu de fato e os seus principais detalhes. Elas fazem juízo de todos sem nenhum embasamento, apenas no achômetro e na visão limitada.
Recentemente, pude ver todo esse raciocínio em prática. Foi na semana santa, quando fui pra Búzios. Rolou várias coisas desse tipo durante a viagem. Era gente julgando gente por serem diferentes, gente querendo subjugar outras porque se acham melhores, gente falando de coisas que apenas viram o galo cantar, mas sem nem saber como ele cantou e por que ele cantou. Gente que teve o veredicto que não merecia, que foi dado apenas com base em atitudes extremamente irrelevantes ou fatos isolados, mas que na hora chamaram mais atenção do que a essência mais bonita e humana delas, esta última, geralmente, não é vista a olho nu pelas outras pessoas. Já as primeiras ficam expostas como carnes em açougue ou roupas em liquidação.
Descobri também que a vida é simples, além, do óbvio, de ser extremamente injusta com a esmagadora maioria. Não estou falando da injustiça das leis. A coisa é muito mais profunda do que seguir meras frases escritas em um livro intitulado Código de Leis, que foram ditas por alguém ou por alguéns. Estou falando da injustiça que as pessoas cometem umas com as outras. Pra quê ostentar o excesso, se a maioria mal tem o básico? Não é crime ter alguma coisa, muito menos é indicação de falta de caráter o querer ter algo, não sejamos hipócritas também, pode ter luxo, conforto, mas só não precisa esbanjar, dar salto mortal ou pintar a bunda de vermelho só para aparecer, com o único objetivo de mostrar que tem. Tenha tudo do bom e do melhor, mas fique plantado na sua. Afinal de contas, não se pode fechar os olhos para o mérito e o esforço da pessoa para alcançar o sucesso, ser bem-sucedido. A sociedade faz questão de mostrar as diferenças que existem dentro dela e não move uma palha sequer para mudar esse quadro. Não querem largar o osso ou dividir o banquete, apenas dominar, escravizar ou chantagear.
Não tenho esperança de um mundo perfeito. Os mundos que beiram a perfeição tiveram que sujar muito suas mãos para atingir a posição em que se encontram. Mãos que a primeira vista estão limpas e cheirosas, mas que um exame mais cuidadoso dá pra ver os calos e as sujeiras debaixo das unhas. Porém a sociedade concorda que os meios justificam os fins e, por isso, passaram a admirar essa quase perfeição. É como diz o ditado farinha pouca, meu pirão primeiro e é dessa forma que caminha a humanidade.Ah, e quanto a análise “de como eu ia”, já coloquei no Orkut. Meu perfil agora tem a minha cara. O próximo passo será o blog. O novo está perto de chegar e o velho continuará desse jeito que está aqui, não mudará em nada, só que a essência de quem escreve aparecerá muito mais no outro. Esse daqui é o da sociedade, os julgamentos serão feitos aqui a opinião será difundida por aqui, já as idéias serão lá. Porém fiquem tranqüilos a hipocrisia continuará passando muito longe daqui.

sábado, 16 de maio de 2009

Quase um carioca

A constatação é óbvia, mas aos poucos vou subindo um degrau no Rio de Janeiro. Na primeira vez que fui pra Cidade Desespero, segundo o Marcelo D2, ou Cidade Maravilhosa, segundo André Filho, só passei uns 2 dias lá. Não deu pra conhecer quase nada.
Nessa segunda vez, consegui subir 2 lances de escada, de três em três degraus. Fui pro Furacão 2000 na quadra da Salgueiro. Sim aquilo mesmo, Furacão 2000. Já vários vídeos no Youtube de Mulher-Melancia mexando o rabão na velocidade 5, logo que surgiu a profissão mulher-fruta. Na quadra da Salgueiro, vi os camarotes e a sacada onde Viviane Araújo e outras colegas tiram fotos, de micro-short, micro-vestido, micro-top, micro-roupa, pra aparecer na capa dos grandes portais da internet. E vi também várias outras anônimas cavalas e protótipos de mulher-fruta dançando na pista e nos camarotes da festa. Terminei a noite ou começei o dia, depende do referencial, na famosa Pizzaria Guanabara. E na volta pra casa, tivemos que mudar o caminho, pois um túnel ainda estava fechado devido a uma troca de tiros entre policiais e traficantes. Só não me perguntem que túnel foi, pois esqueci 5 minutos depois que me falaram.
Dessa vez tive tempo de viver o life style carioca. Fui pro Maracanã ver Fluminense e São Paulo, jogo em que o tricolor paulista renovou mais uma vez a carteirinha de freguês do tricolor carioca. Na história recente, o São Paulo perdeu do Flu como sempre e eu, pra não perder o costume, perdi o avião mais uma vez. Mas como há males que vem para o bem, pude viver o life style carioca e ir pra praia em plena segunda-feira, como várias famosas gostosas fazem e, mais uma vez, aparecem, de micro-biquini, nas capas dos principais portais da internet. Infelizmente a minha ida pro Posto 9 não coincidiu com Viviane Araújo, Mirela Santos e etc. A noite de boemia foi na Lapa. Cerveja, samba e mulher, mais carioca do que isso, só se tivesse ido com Jorge Ben.
Marquei outra viagem para o Rio, mas não poderei ir, pois nessa semana terei aula na pós. Mas guardarei o crédito da passagem para uma próxima oportunidade ou o próximo final de semana. A única coisa que não mudou é o meu desejo de não mudar para lá. Salvador é a minha cidade, o Rio pode ser minha segunda casa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Se amanhã fosse ontem, teria ido hoje

Se estivéssemos no longínquo ano de 2008, sábado eu estaria em São Paulo. Em 2006, se eu não estiver enganado, o Oasis, dos irmãos Noel e Liam Gallagher, fez 3 shows aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Não pude ir pra nenhum dos shows naquela ocasião. Eles aconteceram no meio da semana no Rio e em Sampa e no domingo em Curitiba. Não encontrei nenhum amigo que estivesse disposto a pegar o avião e voltar de “virote” pra trabalhar no dia seguinte. Depois disso, resolvi que na próxima vez que os irmãos viessem tocar aqui no Brasil eu iria, mesmo que tivesse que ir sozinho.

Dessa vez um dos shows caiu no dia perfeito, um sábado. No dia 09/05, o Oasis se apresentará em São Paulo. Se fosse 2008, eu já estaria com minhas passagens na mão e o ingresso também, independentemente de quem fosse. Porém, a questão não é a companhia e sim meu gosto. Não sou mais fã do Oasis. Entre o show da banda e outro programa mais divertido, mais putaria, escolhi a segunda opção. E sem medo de ser feliz e/ou nem um pouco preocupado de me arrepender depois.

Se eu pegasse um avião para São Paulo só pra ver o show, estaria fazendo isso somente por respeito aos irmãos Gallagher. Claro que respeito muito os caras, além de ser eternamente agradecido por eles me ensinarem a gostar de música boa. Hoje, tenho muito orgulho do que eu ouço, gosto e nem uma vergonha ou decepção de poucas pessoas terem um gosto parecido com o meu. Acredito que muita gente daqui não gosta de algumas músicas que eu posto no blog. Mas não me preocupo com isso, continuarei postando sempre que me der na telha.

Logo mais no final da tarde (ou seria início da noite? Meu avião sai 18:15) de hoje (08/05), irei viajar, porém o destino é o Rio de Janeiro e não São Paulo. O Oasis tocou ontem (07/05) no Rio. No entanto eu sou peão, trabalho pros outros e não me liberaram hoje (sexta), senão teria pegado o avião no início da noite de ontem e iria do aeroporto direto pro show. Ficaria lá até o dia que volto para minha cidade, Salvador, que é segunda de manhã e de lá vou direto pro trabalho.

Como estamos em maio de 2009, vou pro Rio de Janeiro passar o fim de semana, mas vou também para uma festa insana, Ministry of Sound Rio no Morro da Urca (Pão de Açúcar pra quem não sabe). Visual insano, pessoas insanas, músicas insanas, galera divertidíssima. É, é isso que quero no momento. Ah, tem a função de, mas não é somente de fachada, só pra constar no menu do final de semana no Rio, a entrada é a Trivela do Asa. Axé... é bom pra se ouvir comendo água (bebendo) e queixando a mulherada. O prato principal do menu é a festa no morro da Urca. Quando voltar de viagem, boto Oasis pra tocar no som do carro no trajeto para o trabalho.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nove do Quinto Esporte

Como tudo na televisão é copiado de todo mundo, como por exemplo Jornal da não-sei-das-quantas 2ª edição, Não-sei-o-que-lá Repórter, Não-sei-quem Esporte, vou chamar esse post de Nove do Quinto Esporte ou ficaria melhor Nove do Quinto Sports ou Quinto do Esporte...?? Ele só vai tratar de esportes, mesmo que seja só de 2 esportes.

Fórmula 1

No GP do Bahrein deu Brawn com o inglês Jenson Button no topo do pódio, pela terceira vez em quatro corridas. Button abriu 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder do Mundial de pilotos, o também piloto da Brawn, Rubens Barrichello. Rubinho é seguido de perto por Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, que está com um ponto atrás do brasileiro.

Apesar de, mais uma vez, ter o melhor carro da temporada, Rubens Barrichello vai tomando pau de um companheiro de equipe, do mesmo jeito que Michael Schumacher fazia com ele nos tempos de Ferrari. E por falar na escuderia italiana, o time de Maranello começa a ver a temporada escorrer rapidamente pelo ralo. Com um carro horroroso, Felipe Massa já começa a dar adeus ao título, enquanto que seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen está iniciando o processo de aposentadoria precoce, já que o finlandês chegou a pensar alto sobre isso na temporada passada. Com isso, já especula-se a nova dupla da Ferrari para 2010. Sai Raikkonen e entra Fernando Alonso trazendo um caminhão de dinheiro do patrocinador Santander, do mesmo jeito quando o espanhol atracou na Mclaren, com o patrocinador estampando sua marca nos carros prateados.

Além disso, outro que está em processo de fritação é Nelsinho Piquet Jr. O garoto ainda não conseguiu engrenar na F-1, ainda não pegou as manhas direito. Já li no site Grande Prêmio outro dia que pode ser que outro brasileiro, Lucas Di Grasi, ocupe o lugar do filho de Nelson ainda nessa temporada.

Futebol Domingo

Não sou corintiano, muito pelo contrário, mas o Timão (o apelido é por causa do "volante" do barco) tá merecendo o título paulista. Aliás, já conquistou, dificilmente o Santos conseguirá virar em pleno Pacaembú lotado com umas 30 mil pessoas, que poderia ser 70 mil se a "profissional" cartolagem corintiana não tivesse de birra com o São Paulo e alugasse o Morumbi pra jogar.

O Corinthians meteu 3 a 1 no Santos em plena Vila Belmiro, com direito a um golaço de Ronaldo, o terceiro do Corinthians. Gol que foi uma pintura, um colírio pros amantes do bom futebol e que deixou a corintiana Brisa Feliz feliz mais ainda.

Futebol Hoje

Depois de um incrível, espetacular, excepcional empate de 4 a 4 contra o Liverpool pelas quartas-de-final da Champions League que lhe rendeu a classificação para a semi, o Chelsea foi à Espanha enfrentar o Barcelona. Não assisti o jogo, mas li aqui e aqui que o Barcelona engoliu o time inglês no Camp Nou, mas que apesar disso não conseguiu alterar o placar que ficou no 0 a 0. Os Blues foram a Barcelona justamente para se defender e não tomar nenhum gol. Já o Barça, que exibe um futebol arte e ofensivo, não conseguiu furar o bloqueio dos inglês e agora terá uma situação complicada no jogo de volta em Londres no Stamford Bridge. Mas isso também não significa que o Chelsea já está classificado, já qualquer empate com gols os espanhóis - ops, camaronês, francês, mexicano não são espanhóis - qualquer empate com gols o time espanhol carimba o bilhete do trem (já que europeu não precisa de passaporte pra transitar nos países europeus!) para Roma, onde acontecerá a final da Champions League.

E o Nove do Quinto Esporte ou Nove do Quinto Sport ou... ou... Ah sei lá! Este post acaba aqui! BeijoeTchau!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

(Piloto II) A cidade pára

Salvador tem dois grandes mitos. O primeiro, talvez eu seja um pouco chato por sempre bater nessa tecla, é dizer que em Salvador é festa o ano inteiro. Não, aqui só tem festa no verão. Logo em seguida ao fim do Carnaval, vem as ressacas, mas depois delas vem a chuva e nada mais de festas. O São João é no interior não na capital. O pós-verão é marcado pela mesmice de sempre bares ou as poucas boates contadas nos dedos de uma mão.

O segundo mito é a da cidade turística. Se Salvador é uma cidade do turismo, então a Islândia, terra do Sigur Ros a banda do clipe acima, também é. A única tração turística de Salvador é o Mercado Modelo, as baianas e o trio-elétrico na rua. A cidade tem poucas opções pra balada, além disso, o que é pior, a noite acaba cedo. No último domingo, em pleno feriadão, as 01:30 da manhã a cidade já estava dormindo. Nada de temakerias abertas para a fome da madrugada pós-balada. O resultado disso é a Sub-way cheia, Burger King saindo gente pelo ladrão e o Habibs foi o meu destino. Para fechar o domingo tive que gastar minha mão e meus dedos para espremer o limão do Habibs para botar na esfiha de carne. Poderia me deliciar com um temaki de Camarã especial ou Salmão especial.

Fora a minha necessidade de comer temaki que passei domingo, os bares daqui fecham cedo. Por volta das 1:30 da manhã os garçons de 80% do bares soteropolitanos passam de mesa em mesa avisando que a cozinha já está pra fechar e as 02h anunciam que é a vez do bar fechar o salão.

Para mim cidade turistica não pode espantar os clientes dos bares, restaurantes as 02h da manhã. As temakerias não podem já estarem dormindo as 01:30 da manhã. É muito cedo para um fim de semana ou um feriadão. Tudo bem que seja uma cidade de praia, mas os turistas também querem sair pra balada de noite.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

(Piloto) Viagens, sonhos...

Ontem cheguei do trabalho morto, só fiz tomar banho, comer e dormir. Resquícios da viagem, já que nelas só durmo o mínimo (possível) necessário. Na volta, o sono cobra os 10% dele acumulados. Normal, isso acontece com frequência nos pós-viagens.
Dormi profundamente, sonhei e babei. Lembro do sonho, mas não dos detalhes dele e sim do geral. Lembro que ainda estava numa sala grande de uma casa que não me é familiar. Lá tinha um monte de gente conhecida, outras nem tanto. Parecia uma enorme sessão. Eram vários grupos, uns sentados no sofá, outros na frente da televisão no jogadete, um outro grupo jogando cartas numa mesa e lembro de dois caras conversando construtivamente sobre o mistério do universo, Rússia, China, Alemanha, Hitler, Brasil, França, mulheres, fundo do mar, naves extraterrestre, tecnologia avançada dos norte-americanos... E eu era um deles.
Sonhei também outra coisa, mas não lembro o que, só sei apenas que sonhei. Acho que toda vez que durmo depois de viagens ou semanas cansativas sempre sonho. Não sou de sonhar muito, mas viajo que é uma beleza, é comigo mesmo. Preciso sonhar mais.