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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Elevador quebrado

Se o síndico do meu prédio lesse meu blog, tomaria conhecimento da minha reclamação: Que o botão 7 do elevador do lado do 703 e 704 não está funcionando. Se ele lesse o meu blog... Porque é isso que eu escreveria no livro ou caderno, chame como quiser, de ocorrência ou de reclamação...

"Depois de imaginar o sonho de estacionar o carro no local que já foi o clube Português e ir correndo até a academia Hangar 45, parei o carro, bem mais adiante, no início do Parque Costa Azul, lá mesmo onde os aprendizes de motoristas treinam baliza para o exame do Detran. E dali parti correndo pra Hangar 45. #partiuHANGAR 45. Malhei, resenhei e dei risada. Resenhei, dei risada e malhei. E depois #partiuCHURRASCARIA VILLAS (fica lá do lado onde parei o carro).

Chego em casa faço minha janta. Como, tomo banho, atendo o celular e aviso que já estou de saída, e vou para a “Super-Quarta” na casa de um amigo meu, jogar videogame (Barcelona 1 x 0 Real Madrid, Barcelona 0 x 3 Real Madrid), ouvir Sharon Jones e assistir Peñarol 0 x 0 Santos.

Por falar no jogo de ontem, Muricy Ramalho, técnico do Santos, viu o primeiro tempo tendo um infarto. O Santos não jogava nada, Elano parecia estar no Departamento Médico e Neymar fazia caras e bocas para as câmeras depois de simular uma fratura exposta e um queixo deslocado. Como bem disse Santiago Solari, o Peñarol jogou no físico. E foi assim, cozinhando o jogo a fogo médio, ganhando no meio de campo, chegando bem no ataque, se defendendo, até aumentar o fogo no final. Enquanto que o experiente Durval comandava a zaga do Santos.

Depois de tudo isso, chego no meu prédio, coloco o carro na vaga, chamo o elevador, que estva no “T” (minha garagem é no andar de baixo, G1), entro no elevador, aperto o botão 7 sem ter surtido efeito algum. Lembro do “elevador em manutenção eterna” da faculdade.". Aí penso em escrever tudo isso no livro de ocorrência que fica na portaria do prédio, mas começo a imaginar o presidente da reunião de condomínio lendo esse texto com meu pai entre os presentes e desisto da idéia. Seria melhor que o síndico lesse meu blog.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O que é impossível?

A palavra impossível não faz parte do vocabulário do futebol.

No dia 29 de novembro de 2010, primeiro turno do campeonato espanhol, o Barcelona aplicou humilhantes 5 a 0 no Real Madrid. O Barça desfilou em campo e o Real não conseguiu fazer absolutamente nada naquele dia.

Hoje teve o segundo encontro entre Barcelona e Real Madrid, desta vez em jogo válido pela decisão da Copa do Rei. Porém, antes de falar de bola rolando e invertendo a ordem dos fatores, faço um adendo logo de cara. Li que a organização do jogo iria colocar o hino da Espanha a 120 decibéis para abafar as vaias da torcida catalã. Para quem não sabe, a região da Catalunha são os gaúchos em maiores proporções. O Rio Grande do Sul já tentou se independer, mas esse desejo foi perdendo força ao logo dos anos. Já na Espanha, se o governo der um cochilo, os catalães gritarão independência ou morte e era uma vez uma região que pertencia ao território espanhol... O Rei Juan Carlos também estaria nas tribunas do velho estádio Mestalla, casa do Valência, e poderia ser exposto a algo do tipo.

De volta ao jogo, o que vi foi um primeiro tempo dominado pelo Real Madrid. José Mourinho neutralizou a maneira de jogar do Barça ao adiantar a marcação e botar 3 volantes cercando Messi, toda vez que a bola se encontrava com o melhor do mundo. Sem deixar o rival a vontade, o Real mandou no jogo e chegou algumas vezes com bastante perigo na defesa catalã.

Não pude ver o segundo tempo, por causa do trabalho e do horário. Antes de sair para o curso de espanhol, dei uma olhada no placar que permanecia inalterado, 0 a 0.

Agora de noite, li que Cristiano Ronaldo acertou um chute de cabeça numa bola cruzada por Di Maria, definindo o clássico e dando o título ao Real Madrid. Ao ver o gol, abri um sorriso por ver que a jogada teve grande participação do lateral esquerdo da seleção brasileira, Marcelo (temos uma belíssima defesa para a seleção, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo). É, o melhor treinador do mundo, conseguiu mais uma vez superar o melhor time do mundo. Uma missão que parecia impossível em novembro, Mourinho virou o jogo.

No dia 23 de março de 2010, o Fluminense conseguiu uma virada histórica (gol de Deco aos 42 do segundo tempo) que manteve os aparelhos ligados, mantendo o time vivo na Libertadores. Dessa vez, o Flu conseguiu uma classificação até então impossível, ao vencer o Argentinos Juniors, em pleno estádio Diego Armando Maradona, por 4 a 2.

Mais uma virada histórica do Flu, daquelas tão impressionantes como em 2009, que evitou um rebaixamento tido como inevitável. Dessa vez, a eliminação não era inevitável e sim a classificação é que era impossível. Mas que não foi impossível para os guerreiros do Flu. Tomara que consigam seguir até a final.

Definitivamente, o futebol não sabe o significado da palavra impossível.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O que está no alto é como que está em baixo

No dia 15 de março, o deputado federal Anthony Garotinho anunciou a tentativa de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra Ricardo Teixeira como presidente do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014.

O Comitê Organizador Local da Copa do Mundo tem apenas dois sócios no seu contrato social. Um é a pessoa física Ricardo Teixeira e o outra é a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que é presidida por... Ricardo Teixeira! Seguindo com o contrato social, os lucros obtidos pelo comitê com o evento (Copa do Mundo) serão distribuídos de acordo com a conveniência de seus sócios, sem respeitar a proporção de participação que cabe a cada um no capital societário, isto é, Ricardo Teixeira pode fazer o que bem entender.

Foi por causa disso que Garotinho resolveu instaurar uma CPI para investigar essa manobra de Teixeira. Muitos deputados ficaram a favor da iniciativa.

Rapidamente, Teixeira começou a agir e no dia 29 de março foi pessoalmente a Brasília para negociar com alguns líderes de partidos a não apoiarem a CPI e ela não ser instalada.

Hoje, os deputados, que tiraram suas assinaturas de apoio a CPI, ganharam um kit com uma camisa oficial da seleção brasileira e um bilhete “Receba, ilustre deputado, os meus agradecimentos pela hospitalidade com que fui recebido, quando da minha estada em Brasília, no dia 29 de março”.

Se no alto escalão do país coisas desse tipo acontecem e ninguém faz nada, ninguém fala nada, como criticar flanelinhas que cobram 50, 80 reais por uma vaga na rua, que é pública, nos arredores do estádio do Morumbi, na hora do show do U2? Como criticar os donos de estacionamentos por cobrarem 140 reais por cada vaga? E o que dizer dos taxistas que cobravam 150 reais por uma corrida de 3km? Será que o país tem moral pra isso?

1ª Medida contra o rebaixamento

Quando o Bahia contratou Rogério Lourenço, olhei torto. Um tio meu, Bahia doente, veio me perguntar o que eu achava da contratação. Falei que não gostava, porque lembro quando ele foi efetivado no Flamengo. Não fez nada.

Depois o Bahia anunciou a contratação de Souza. Mais uma vez, meu tio me perguntou e mais uma vez eu lembrei o que Souza não fez no Flamengo e no Corinthians e terminei dizendo para ele não se empolgar com o novo camisa 9. E completava dizendo que com Rogério Lourenço no comando e dependendo dos gols de Souza, o Bahia é um fortíssimo candidato ao rebaixamento.

Ao contratar Renê Simões, o Bahia começou a reagir na luta contra o rebaixamento. Claro que o Tricolor de Aço deverá lutar para não cair. O time não é bom, mas Renê Simões pode dar um jeito no time, assim como deu no Atlético-GO ano passado, quando o time goiano conseguiu se manter na primeira divisão do futebol brasileiro no apagar das luzes e empurrando o maior rival do Bahia, o Vitória, para o inferno da Série B.

Com um bom técnico apagador de incêndio, o Bahia só falta contratar um camisa 9 de verdade, porque Souza na primeira divisão é difícil de fazer gol.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A Batalha da Transmissão do Brasileiro: Clube dos 13 x CBF, Fábio Koff x Ricardo Teixeira e Globo x Record

Hoje eu ia mesmo sentar para escrever. Tinha 2 assuntos na cabeça pra escolher ou o texto que saísse melhor. Um seria sobre os aumentos da gasolina tanto no preço, quanto na quantidade de álcool (ou o aumento foi por causa do aumento da quantidade de álcool na gasolina?), o outro tema seria dos apartamentos espaçosos de hoje em dia, 3 quartos de 88 m² uma atmosfera perfeita para viver bem, dizia a propaganda.

Durante o dia ouvi e li duas coisas que me fizeram arregaçar as mangas e brincar de ser jornalista. Duas coisas que falavam a mesma coisa. Primeiro foi na faculdade quando tocaram no assunto do imbrólio dos direitos de transmissão do brasileirão de 2012. Disseram que a guerra era entre a Rede Globo e a Rede Record para ter os direitos. De noite, quando chego em casa depois do trabalho, de Administrador, alguém manda o endereço de um blog por e-mail. Entro no blog dou uma olhada no post mais recente e vou olhando os posts passados até chegar num texto que fala da guerra entre a Vênus Platinada e a emissora dos Bispos pelos direitos de transmissão do brasileirão. Aí foi o golpe de misericórdia para eu levantar da cadeira e ir na cozinha buscar um café. Sim a noite vai ser longa.

Já tinha pensado em abordar esse assunto no blog, mas vi o trabalhão que ele ia dar, já que os jornalistas da ESPN Brasil não contaram o lindo conto de fadas da guerra entre a Globo e a Record, repito, pelos direitos de transmissão do Brasileirão 2012. Os caras simplesmente pegaram um bisturi e foram direto no intestino grosso dessa “guerra” mostrar a melhor parte do jornalismo, os bastidores da verdade.

Estou lendo para fichar um livro de Paulo Vinícius Coelho intitulado Jornalismo Esportivo, em que ele apresenta a profissão para os aspirantes ao trabalho. Primeiro ele começa falando do preconceito dessa área e de como as pessoas (não)dão importância ao trabalho do jornalista esportivo. De fato, sabemos que no Brasil existem mais de 190 milhões de técnicos que dividem os cargos de comandantes da Seleção Brasileira e dos seus times do coração. “Ah, esse técnico é burro! Como é que ele escala João e deixa Zé no banco? Ele deveria também botar Aguinaldo no lugar de Durval pra fechar mais o meio campo. Como é que Tiagão é reserva?!? Ele é burro demais!”.

Dei essa volta toda para dizer aos senhores, que escolhi a profissão que quero ser e aos 28 anos criei coragem para recomeçar tudo novamente e fazer faculdade de Jornalismo (para quem não sabe sou formado em Administração de Empresas e pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos).

A explosão do Big Bang

Essa guerra da Globo com a Record começou no dia 12 de abril de 2010, quando Fábio Koff foi reeleito presidente do Clube dos 13, vencendo o candidato de Ricardo Teixeira, Kleber Leite. Precisa dizer que Ricardo Teixeira é presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), meninas?

Koff recebeu votos de Flamengo, São Paulo, Palmeiras, Fluminense, Atlético-MG, Inter, Grêmio, Portuguesa-SP, Bahia, Atlético-PR, Sport e Guarani. Todos eles entraram, automaticamente, na lista negra do mandachuva da CBF. Enquanto que Corinthians, Vasco, Santos, Botafogo, Cruzeiro, Coritiba, Goiás e Vitória ficaram com medo de amanhecerem com a boca cheia de formiga, em plena época da ditadura (há 22 anos no poder, não é ditadura?), e votaram em Kleber Leite.

No dia seguinte 13 de abril, Ricardo Teixeira anunciou que o estádio do Morumbi, de propriedade do São Paulo Futebol Clube, meninas, não tinha a menor condição de receber um jogo sequer de Copa do Mundo. Ora, o maior estádio da capital paulista, palco de finais de Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Libertadores, não tem condição de abrigar um jogo de Copa. E agora, a cidade de São Paulo ficará de fora da Copa? Claro que não, será construído o estádio do Corinthians, o Itaquerão, já que o presidente do clube, Andrés Sanches tem sido muito leal.

O próximo da lista negra de Teixeira foi o Flamengo. No dia 14 de abril, a CBF reconheceu o Sport como campeão brasileiro de 87 e entregou a taça de bolinhas, tão pleiteada e sonhada pelo Flamengo, ao São Paulo como primeiro pentacampeão brasileiro. O Flamengo se revoltou e o São Paulo recebeu.

O nascimento das estrelas

No dia 13 de fevereiro, o Clube dos 13 resolveu pensar grande e cortou a pizza dos direitos de transmissão do campeonato brasileiro dos próximos três anos em quatro pedaços e vendê-los separadamente, isto é, a TV aberta vai pagar um valor, a fechada outro, o pay-per-view outro e as empresas de telefonia e internet também. O total projetado para tudo isso será de 267 milhões de euros, que está longe de ser dos mais caros do mundo, mas já é um bom início, já que o país vem crescendo bastante economicamente.

A disputa pelos direitos seria por envelopes fechados. Cada emissora aberta faria sua proposta, colocaria no envelope, lacraria e mandava pro Clube dos 13. Quando os envelopes forem abertos, a maior proposta levará os direitos. A mesma coisa acontecerá com as TVs fechadas, pay-per-view, telefonias e internet.

Um pouco mais pra frente, no dia 26 de fevereiro, o presidente reeleito do Clube dos 13, Fábio Koff deu uma entrevista para o jornalista Juca Kfouri. Dentre muitas coisas que ele falou para Juca, explicou também os motivos da briga dele com Ricardo Teixeira e com, o principal executivo da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto. A primeira briga foi com Marcelo, quando ofereceram o controle da segunda divisão do brasileiro para Koff, que se revoltou por considerar a proposta iníqua e denunciou, irritando o executivo da Globo. Depois foi a vez de Ricardo Teixeira, que a briga começou quando a CBF vetou um contrato de patrocínio que o Palmeiras pretendia estampar uma marca no uniforme de Felipão. A CBF se baseou num artigo no regulamento das competições que Koff apontou Marcelo como o autor, pelo estilo de escrita. Fábio Koff notificou a judicialmente a CBF, deixando Ricardo Teixeira mais irritado do que mulher de TPM. A notificação fez Teixeira cortar totais relações com o Clube dos 13 e para os clubes chegarem até ele, teria que ser por intermédio das federações estaduais.

Agora, voltemos a proposta. O Clube dos 13 assumiu todas as gerações de imagens, não só dos jogos, como também das entrevistas pós-jogo o que garantirá expor os patrocinadores dos seus filiados e também acabar com quaisquer direitos comerciais da CBF, isto é, a intenção de Koff é chutar Teixeira para escanteio.

A Globo também perderá a exclusividade, já que terá que disputar a concorrência democraticamente contra outras emissoras. Apesar de que alguns dias depois, ficou decidido que a Globo teria um ágio de 10% na proposta da TV aberta, pelo anos de parceria. Dito isso estaria aberto o leilão pelos direitos de transmissão.

E nascem os planetas

As duas maiores torcidas do país, como é de conhecimento de todos, inclusive das meninas, são Flamengo e Corinthians, nessa ordem. O time da segunda maior torcida já estava fechada com Ricardo Teixeira, mas o da maior torcida não. O Flamengo votou em Fábio Koff na eleição do Clube dos 13 em abril do ano passado. Aí o gato Félix pegou um papel e uma caneta na sua bolsa mágica e re-decretou o Flamengo como campeão legítimo do brasileiro de 87 e mandou o São Paulo pegar a taça de bolinhas, que já havia guardado na sua sala de troféus, e entregar ao Flamengo.

Se os dirigentes brasileiros fossem profissionais de verdade, entregariam a taça e dariam as mãos nessa negociação para ganharem mais dinheiro com os direitos do campeonato, fazendo valer a boa proposta do Clube dos 13. Mas como estamos no Brasil, Teixeira acertou em cheio. O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio subiu no pedestal da ignorância e fez mais uma trapalhada na sua ótima gestão, se recusando a entregar a taça. Patrícia Amorim, presidente do Flamengo, como muitos já perceberam, não gosta de contrariar a massa, afinal de contas a maior torcida do Rio de Janeiro, pode se tornar também o maior “colégio eleitoral” do estado, arregaçou as mangas e foi a luta. E assim o Clube dos 13 começou a ruir.

Nesse meio tempo, a licitação foi aberta e o lance mínimo para a TV aberta foi de 500 milhões de reais.anunciou-se que a RedeTV!

Surgimento de vida na Terra

Ronaldinho Gaúcho foi contratado pelo Flamengo no início do ano e como todos sabem o craque ex-Barcelona e Milan, ganha um caminhão de dinheiro. É impossível um clube brasileiro bancar o salário de um jogador de nível internacional, como Ronaldinho. A solução para que um time brasileiro tenha um craque desse quilate é arranjar patrocinadores que banquem esses gordos salários. A Traffic foi a empresa que bancou a ida de Ronaldinho para o Flamengo e todo mundo sabe que por mais que imite, a Record tem metade da visibilidade que a Globo tem. Como a Traffic não é besta nem nada e quer ter o retorno do investimento dela, nada mais óbvio do que torcer para que a Globo vença o leilão e fique com os direitos de transmissão. E é mais óbvio ainda que a Traffic convença a presidenta Patrícia Amorim a rachar o Clube dos 13, sob o pretexto de que nem a pau Juvenal entregará a taça de bolinhas, e negociar diretamente e individualmente com a Globo.

Andrés Saches, do Corinthians, também anunciou que estava de saída do Clube dos 13. Além de Flamengo e Corinthians, os times que votaram em Kleber Leite também se debandaram do Clube dos 13.

A partir daí o que se viu e se vê, foram alguns clubes que antes votaram a favor de Koff, se debandar para o outro lado, enquanto que outros poucos revolucionários ficaram onde estão e prometeram lutar até o fim ao lado do presidente do Clube dos 13.

Separação dos continentes

Quando a licitação foi aberta, no dia 23 de fevereiro, foi anunciado o preço mínimo para os lances, 500 milhões. Rapidamente a Globo pulou fora e foi negociar individualmente com os clubes que não votaram em Koff. A Record foi depois, ficando apenas a RedeTV!.

Já em março, as negociações com a Globo rolaram soltas. Como quem tem boca fala o que quer, os novos números negociados pelos clubes individualmente com a Globo, mostrou o abismo entre os contratos. Por exemplo, o Botafogo alegava que sairia do clube dos 13, porque não aceitava receber 60% a menos que o rival Flamengo dos direitos de transmissão. A Globo oferece 45 milhões de reais ao Botafogo, que antes recebia 22 milhões. Evolução não? Seria sim, se o que especulam é que a Globo ofereceu a bagatela de 110 milhões de reais ao Flamengo. Isto é, sozinho o Botafogo não conseguiu nem a metade da receita do Flamengo com a TV.

Desfecho

Como se pode ver a briga não é entre Globo e Record. Na verdade a briga é entre Ricardo Teixeira e Fábio Koff. Apesar de anos e anos de mandos, desmandos, e muitos erros, Koff quer se redimir e a revolução que está tentando fazer é benéfica ao futebol brasileiro, coisa que a CBF não pensa em fazer, apenas objetiva controlar ainda mais o futebol e encher os cofres da entidade, mesmo assistindo de camarote os clubes se endividarem e entregarem suas almas a quem quer que seja para ter um craque no seu time.

Ricardo Teixeira manipulou direitinho os clubes para que houvesse o racha. Só para dar dois exemplos, o Super Bowl, o futebol americano, reparte igualmente os direitos de TV com os times e impõe uma série de regras para que todos tenham chances iguais para disputarem o título, além de terem caixas saudáveis.

O outro exemplo é negativo e vem da Espanha. Lá os direitos de TV são negociados meio que individualmente e o que culmina no pleno domínio de Barcelona e Real Madrid nos campos, já que eles detém disparados os melhores contratos de TV. Inclusive, está havendo um motim dos clubes menores para que o bolo passe a ser repartido igualmente.

Se a mesa não for virada, o futebol brasileiro corre o risco de se tornar um campeonato Espanhol, em que apenas dois times são apontados como únicos candidatos ao título e façam uma disputa particular, deixando as surpresas para o terceiro colocado. Será que isso faz bem ao futebol?

domingo, 27 de março de 2011

Cemsacional

Antes de ajeitar a bola para cobrar a falta, Rogério Ceni deu um beijo na redonda. Poderia incluir a história de Rogério no texto abaixo, mas preferi escrever um só para homenagear o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube. De falta, o capitão do São Paulo marcou o seu 100º gol na carreira.

Um goleiro marcar 100 gols é algo equivalente a um atacante marcar 1.000 gols. Rogério Cemni, o goleiro artilheiro, já ganhou tudo que podia no São Paulo, virou ídolo e agora entra escreve um capítulo só dele na história do futebol como o primeiro goleiro a marcar 100 gols.

Os feitos de Rogério não se limitam aos gols. Ele é goleiro e foi importantíssimo na conquista dos últimos títulos da Libertadores e do Mundial do São Paulo. Rogério Ceni fechou o gol na final da Libertadores pegando até pênalti, que seria o empate do Atlético-PR, na final da Libertadores que terminou 4 a 0 para o tricolor. Ele também foi buscar uma bola lá onde a coruja dorme, na cobrança de falta de Steve Gerrard na final do Mundial de Clubes contra o Liverpool, que terminou 1 a 0 São Paulo, gol de Mineiro.

Maior ídolo da história do clube, Rogério Ceni é o único goleiro, além de artilheiro, que é o camisa 10 do time, a camisa dele é 01 só dar esse efeito ou causa uma certa impressão.

E o 100º gol de Rogério ainda teve um sabor especial. Nada melhor do que atingir uma marca histórica, justamente, em cima do maior rival, que é o Corinthians. E pra ficar mais saboroso ainda, a vitória do tricolor em cima do rival quebrou um tabu de 4 anos sem vencer o Corinthians (7 vitórias alvinegras e 4 empates). E ele não foi só decisivo por causa do gol. Rogério salvou o São Paulo com duas defesas, uma quando o jogo ainda estava 0 a 0, em finalização de Liédson e outra, evitando o gol de Jorge Henrique, que seria o empate de 1 a 1.

Parabéns Rogério Ceni pelo centésimo gol! E muito obrigado por você existir!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vivo

Ok, eu sou são-paulino. O meu time está jogando contra o Paulista, pelo Paulistinha e eu deveria estar vendo. Mas logo em seguida ao gol de Dagoberto, que diminuiu o placar, 3 a 2 Paulista, abri a internet e vi: América do México faz o segundo e volta a ficar na frente do Fluminense. Tive que trocar de canal, pois não podia perder esse momento.

Não, eu não estava torcendo contra o Fluminense. Também não troquei o canal para ver o atual campeão brasileiro agonizando na Libertadores. Não sou desse tipo de gente que gosta de ver miséria alheia, a menos que seja o Corinthians dando seus últimos suspiros.

Quando comecei a ver o jogo, o placar marcava 2 a 1 América do México, mas o mais incrível foi ver a apatia dos jogadores. Faltavam um pouco mais de 15 minutos para o jogo terminar e os jogadores do Flu andavam desolados dentro do campo... Até que Deco cruzou e Araújo, de cabeça, empatou o jogo aos 34 minutos. O time carioca voltou a pegar fogo e acreditar que milagres podem acontecer mais de uma vez, assim como aconteceu em 2009 ao se salvar do rebaixamento na última rodada.

Deco é craque. Esteve muito tempo fora do time por problemas de contusão, mas ele fez parte daquele time do Barcelona, que ganhou a Champions League, em que muitos apontam como o responsável pelo marco zero até o time catalão chegar nessa fase atual maravilhosa. E o roteiro, digno de um filme de Alejandro Gonzávez Iñárritu em que os personagens sempre lutam contra a morte, fez o torcedor sofrer até os 42 minutos do segundo tempo. Deco recebe de Fred e encobre o goleiro do América do México.

Linda e emocionante festa. Torcedor chorando feito criança, outros se abraçando, alguns se esgoelando. Sim, o Fluminense vira o jogo faltando 3 minutos e mantém os aparelhos ligados. Sem diretor de futebol, sem gerente de futebol, sem treinador, mas vivo na Libertadores.

Agora, quem tem que dar a bola é o Santos. É outro time brasileiro que está respirando por aparelhos na Libertadores.

Ah, depois olhei o resultado... O São Paulo não conseguiu empatar. Terminou mesmo 3 a 2 para o Paulista.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

No quilo certo

Comecei assistindo São Paulo x Fluminense torcendo pro time paulista não entregar. Claro que não exigi que os jogadores corressem atrás da bola como se fosse uma final de Libertadores, mas se perdesse que fosse com dignidade, por méritos do Fluminense e não por abrir as pernas. De repente ouvi a gritaria na rua. “Vixe, será que foi gol do Vitória em cima do Corinthians?” Pensei.

Assim como no primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Santos e Vitória, eu assistia ao jogo do São Paulo. Só que naquela ocasião, o tricolor paulista disputava uma semifinal de Libertadores contra o Internacional. Quando ouvi os gritos que vinham da rua, pensei “Vixe,o Vitória abriu o placar contra o Santos em plena Vila Belmiro”. Mais uma vez, a bolinha demorou pra aparecer avisando que teve gol na rodada. E, de novo, que nem na final da Copa do Brasil, o gol comemorado nas ruas da capital baiana foi de um time paulista. Pois é, gol do Corinthians, comemorado com toda euforia e vibração pela torcida do Bahia. A partir daí comecei a ver o jogo do São Paulo com outros olhos.

Não cheguei a comemorar o gol do Fluminense marcado pelo zagueiro Gum. Mas comemorei o gol de empate do Vitória. Não que eu queira que o rubro-negro escape do rebaixamento, muito pelo contrário, estou torcendo pro elevador funcionar “Uh elevador. Desce rubro-negro, sobe tricolor!”. Mas o gol de empate do rubro-negro baiano significou a perda da liderança do Corinthians.

Além do gol do Vitória, comemorei o gol de Lucas Gaúcho, mais uma vez de letra, empatando o jogo para o São Paulo contra o Flu. O ruim era que o empate na Arena Barueri significava que a classificação se manteria. Corinthians líder e o Fluminense em segundo. Mas depois de 2 jogadores do São Paulo serem expulsos justamente, o Flu fez o segundo gol e, logo depois, o terceiro e fechou o placar aos 43 marcando o quarto gol. O São Paulo até que jogou com alguma dignidade, apesar da apatia que não era nada de anormal, já que o time vem fazendo campanha pífia nesse Brasileiro. As expulsões também foram normais, Xandão por uma falta dura e Richarlisson por pura irritação, como já aconteceu em outros jogos.

Tudo bem que a derrota do São Paulo ajudou o Fluminense a tirar o título das mãos do Corinthians, mas não consigo torcer pro meu time perder, não tenho esse sangue frio. Depois do terceiro gol, desliguei a TV. O que o olho não vê, o coração não sente. E fui torcer pro jogo no Barradão terminar empatado, com Vitória e Corinthians morrendo abraçados. Um caindo para a Série B e o outro vendo o título escorrer por entre os dedos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diferenças

A Ferrari definiu o seu primeiro piloto no GP da Alemanha em Hockenheim. Naquela ocasião, Felipe Massa liderava a prova quando ouviu no rádio “Felipe, Fernando is faster than you”. Após essa frase, Massa e Alonso trocaram de posições. Ali a Ferrari declarou em alto e bom som que a prioridade dela no campeonato era Alonso.

Duas semanas antes desse episódio na Alemanha, a Red Bull levou duas asas dianteiras novas para o GP da Inglaterra em Silverstone, uma para Sebastian Vettel e outra para Mark Webber. No último treino livre, a asa de Vettel quebrou. Para o treino de classificação para o grid, a Red Bull deu a Webber para Vettel. Ali a Red Bull deixou claro que a prioridade dela era o alemão.

A diferença entre as duas equipes é que a palavra prioridade, em italiano, significa primeiro piloto, a equipe inteira girando em torno de um único piloto e o que sobrar fica com o outro. Já em alemão, prioridade significa apenasqueridinho, se o outro for o campeão ótimo, mas se ele for o campeão melhor ainda!

E assim foi a temporada da Red Bull, condições iguais para os dois pilotos e que vença o melhor. E deu Vettel, que sagrou-se o mais jovem piloto campeão do mundo da história da Fórmula 1.

Já no futebol, em São Paulo quando um dos três grandes da cidade conquistam algum campeonato, a Polícia Militar sempre tenta armar um forte esquema de segurança na Avenida Paulista. A comemoração de um título importante dos torcedores de São Paulo, Corinthians e Palmeiras é quebrando a Paulista toda.

Já aqui na Bahia, a torcida do Bahia foi comemorar o acesso a Série A do campeonato Brasileiro, depois de 7 anos longe da divisão de elite futebol nacional, do jeito que o baiano mais sabe, atrás do trio.


Parabéns Sebastian Vettel, campeão mundial de Fórmula 1!!

Parabéns Bahia, de volta a 1ª Divisão!!

E agora, os torcedores do Vitória vão falar o que? Que o rubro-negro tem mais vices que o tricolor de Aço?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Irmãos

Irmãos brigam, se estapeiam, se xingam (só não de fdp), sacaneam um com o outro. Negam brinquedos, deixam transparecer que se odeiam. Saem na mão no meio da rua, na frente de todo mundo, fazem intrigas, falam mal um do outro para as pessoas ao redor. Quando não são da mesma idade, o mais velho sempre apronta com o mais novo, seja botando o pé pro mais novo cair, seja dando cascudo e por ser menor e mas fraco, o mais novo se aproveita da proteção que tem dos pais pra ver o mais velho levar bronca, ficar de castigo, ter a mesada cortada...

Mas no fundo, no fundo os irmãos se amam, sentem a falta um do outro. Quando são da mesma idade saem juntos, curtem juntos, fazem “duques”, bebem juntos e ficam bêbados juntos. Quando não são da mesma idade o mais velho protege o mais novo na rua e, no que é possível, o mais novo ajuda o mais velho.

Um tem raiva do outro. Se xingam, fazem intrigas, falam mal um do outro pra terceiros, um bota o pé pro outro cair. Mas também se ajudam na horas certas. Ontem o Atlético-MG ganhou, de virada, do vice-líder Corinthians por 2 a 1. Hoje, foi a vez do Cruzeiro bater o Goiás por 1 a 0. A vitória do Atlético-MG sobre o Corinthians, ajudou o Cruzeiro a tomar a vice-liderança do clube paulista. Já o Cruzeiro, ganhou de um adversário direto do Galo da luta contra o rebaixamento. Um ajudou o outro na tabela do Brasileirão, como os irmãos fazem quando estão na rua com outros meninos, mas em casa podem se xingar, se estapear...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mês quatro

Alguns gostam de fazer gols, como os meninos da Vila. Outros fazem o complicado parecer a coisa mais simples do mundo, como faz o melhor do mundo Messi. Tem pessoas que tem o dom de brincar com as palavras como Armando Nogueira, que foi escrever no andar de cima. Enquanto que uns se esforçam para traçar linhas, que só saem tortas, por pura brincadeira como este que vos escreve.

Tem gente que nasceu para desarmar bombas como o sargento James em Guerra ao Terror, tendo que cortar fios que ligam a vida com a morte. Enquanto que outros administram duas TPMs debaixo do mesmo teto com extrema facilidade e transformando a gritaria e aporrinhação em beijos, abraços carinhosos que terminam na conjugação do verbo amar, como Juan Antonio faz com Cristina e Maria Elena no sensacional e mais do que recomendado Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen.

Existem pessoas que gostam de dar risada e falar besteira com os amigos em dia de chuva. Outras assistem, isolados no meio da multidão, um pôr-do-sol nublado e achando o cenário divino maravilhoso. Enquanto que há pessoas que iludem o povo jogando a culpa em São Pedro, pelos deslizamentos de terra. Porém os mais responsáveis e precavidos fecham aeroportos, em detrimento de bilhões de euros, para não culpar um vulcão pelas iminentes quedas de aviões e assim preservando milhares de vidas.

Umas estão no começo da vida e já estão preocupadas se vão ou não casar. Enquanto que outras, as vésperas da menopausa, estão marcando a balada de sexta-feira.

Tem gente que se mete a escrever sobre tudo. Outras lêem sobre tudo. Enquanto que agora, vocês vão escolher sobre o que querem comentar, neste texto que pincela um pouco tudo que aconteceu no mês de abril.

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Esse texto era pra ser publicado antes, mas a culpa foi de Paulo Henrique Ganso domingo...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cadeia neles!

Chegou a hora, ele botou a camisa do time preferido, mas na verdade a camisa é o uniforme de um assassino. Toda marcada surrada, manchada de sangue. Você confundiu, isso é torcida, não é gangue.
Cê você mantém o respeito eu respeito e muito obrigado. Mas se você não merece muito cuidado. Porque se na tua cabeça isso é um istinto animal, na da grande maioria não passa de um paga-pau. Paga-pau, uma vez é pouco. Esse daqui, paga-pau, eu fiz pra te alertar. Porque do jeito que vai você vai se arrasar. Eu grito U-tererê pro time do coração. Pobre que mate pobre, pra mim é vacilão. Se atraca com macho,deixa a fêmea de lado. Dá o suor pro patrão e ainda é esculachado. Se a finalidade é brigar, escolha o inimigo certo. Seja esperto, deixa de leva e traz. Viva ou descanse em paz.
Leva e traz , meu irmão só te faz brigar. Presta atenção e viaja aqui na minha rima. Cê fez gol, Pow! Mas esse gol foi contra, na realidade cê deu foi soco em faca de ponta, classe A!
Estão na tua cola, vacilou, vacilou e agora não tem caô, o cão tá pra trás. Fica esperto, cumpadi, se liga no que faz. Se você não sabe o pente tá cheio. Escureceu, já era, cortaram a vida no meio. Você não pensa e não nem o que fala. Arregaça um hoje e amanhã vai pra vala. Pra mim covarde é covarde, e nunca vai ser homem. Faça um favor pra mim, não mate em meu nome. Que sangue bom não tem parada errada. Vacilou e agora tua cova tá cavada. Se tu sangra igual aos outros, fique com pé atrás.
Viva ou descanse em paz

Mas a manchete principal...

... tem que ser desse conteúdo.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Paratodos"

Acabo de chegar em casa e me deparar com uma entrevista que vai cair no Youtube e dar o que falar, se não é que já começaram a falar... “Xuxa no Jô Soares”.
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O Grêmio não está fazendo nenhum estardalhaço, ao melhor estilo: "deixa que digam, que pensem, que falem. Deixa isso pra lá, vem pra cá, o que é que tem? Eu não estou fazendo nada, você tambem". Pois é, e o Inter nem se atreve a sonhar com o maior milagre depois da Ressurreição.
Enquanto que os chorões, que não sabem onde fica o pé do cabloco por pura amarelice, correm pra chamar o irmão mais velho que vai proteger dos brigões da mesma idade. Já os que pararam de chorar no pé do caboclo, começam a planejar dois futuros, o tenebroso e o da reorganização.
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E a ordem dos fatores altera o produto na divisão. Quem gosta do segundo assunto lê até o final, sem se importar com o início, enquanto que outros decidem se vão ou não, até o final, no arrear das malas.

domingo, 15 de novembro de 2009

Enquanto isso no parque de diversão doméstico...


Atira no pato azul. Acertou, menos um! Agora naquele preto e branco... Beleza! Mais outro. Hum, aquele pato vermelho já foi... Falta só aquele rubro-negro e o verde. E o prêmio é uma bala 7 Belo. Vamos tentar, faltam mais três tiros. Acho que vamos ganhar...
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Cruzeiro 1 x 1 Grêmio, Coritiba 2 x 1 Atlético-MG

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Deu branco com o escuro

Hoje pensei em escrever. Atualizar o blog. Tinha alguns assuntos em mente. Pensei em fazer um texto em forma de pitacos falando um pouco de cada um. Ou grandes tópicos, falando da notícia e dando minha opinião.

O caso da Uniban era um deles. O retrocesso dentro de uma instituição que deveria ter o objetivo de criar um futuro. Um bando de hipócritas apedrejando Geyse por causa de uma mini saia, que não era nem a mais curta que já vi na rua. A repercussão do ocorrido é ruim e a atitude da faculdade de expulsar a mulher, é pior ainda, com a desculpa esfarrapada de que estão defendendo o ambiente escolar. Mas como está escrito na Lei de Murphy: Nada é tão ruim que não possa ser piorado. A reitoria da Uniban decidiu revogar a expulsão. O problema é que tomaram essa decisão tão rápido que ninguém conseguiu pensar numa outra desculpa para que Geyse fosse reintegrada.

Tem também o Campeonato Brasileiro que na reta final tem emoção pra dar e vender. Quatro times na luta pelo título e um separado do outro por apenas 1 ponto de diferença. São Paulo novo líder do campeonato, seguido de Palmeiras com 1 ponto atrás, Flamengo em terceiro com 2 pontos a menos e o Atlético-MG em quarto a 3 pontos do líder. E a televisão quer mudar a fórmula para mata-mata, porque pontos corridos não tem emoção.

O erro crasso do árbitro Carlos Eugênio Simon foi destaque também nas principais manchetes, além da explosão do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. Erro de árbitro de futebol já virou rotina. Só Simon viu a falta de Obina em cima de Maicon e anulou o gol do atacante palmeirense. O Palmeiras acabou perdendo do Fluminense por 1 a 0, que resultou na perda da liderança do campeonato para o São Paulo. Porém tem sete jogos que o Verdão não faz a parte dele, portanto Simon não é o único responsável pela queda do time na tabela. Outro assunto também é o Flamengo que vem embalado com as ótimas atuações de Petkovic e Adriano e já ocupa a terceira colocação, depois de uma bela vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG em pleno Mineirão. Destaque para o belíssimo gol olímpico de Pet.

Volto da faculdade pensando na forma como escrever tudo isso. Escolho como falarei desses temas em um só texto. Mas quando chego em casa e ligo a televisão... Tenho um apagão por osmose: Itaipu desligada e seis estados na escuridão total, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro, os maiores do país. Até o Globo.com saiu do ar. Durma com um escuro desse!

domingo, 11 de outubro de 2009

Antes, um desabafo

Me desculpem! Eu sei que a maioria dos leitores não gostam desse assunto, preferem outros temas, mas não posso de deixar de fazer esse desabafo. O São Paulo perdeu o tetracampeonato brasileiro ou o rumo da fragata quando Juvenal Juvêncio perdeu o controle da oposição e teve que dispensar Muricy Ramalho.

Juvenal bancou o estrelado treinador desde o gol de cabeça de Washington aos 48 do segundo tempo, nas quartas-de-final da Libertadores de 2008. Não adiantou Muricy reverter a situação ganhar o terceiro brasileiro seguinte. A eliminação nas mesmas quartas-de-final da Libertadores desse ano frente ao Cruzeiro custou o treinador do cargo. A oposição preferiu apoiar o reserva Dagoberto.

O que me motivou falar sobre isso foi a derrota de virada do São Paulo para o Flamengo. Só tinha jogador burro nos dois times. Jogador que recebe 100 a 300 mil e é considerado peso de ouro. Os únicos diferenciados em campo eram Petkovic pelo lado do Flamengo e Hernanes pelo lado do São Paulo. Rogério Ceni é sempre hour-concour, um patrimônio tombado quando tomamos somente o Morumbi como referêcia e um quase ex-jogador em atividade que defende bola fáceis com toda a facilidade do mundo, mas que não está mais disposto a pular para pegar bola de dificuldade mediana para fáceis, como foi o segundo gol em que pulou antes de Zé Roberto chutar, justamente para o canto oposto.

Mas voltando aos dois times e ao jogo, a diferença que aparece na tabela entre os dois times é explicada pelos burros do São Paulo serem menos burros que os burros do Flamengo. Para servir de base para a minha teoria, Logo no início do jogo, o Flamengo acertou um cruzamento, a jogada tinha o aval de Pet, que veio correndo de trás (o sérvio é craque e como já está velho, só corre quando visualiza o gol no final da jogada), só que o (muito)burro do Dênis Marques resolveu meter a cabeça antes de Pet jogando a bola por cima do travessão. Jogo movimentado, mas sem lá tanto brilho, Hernanes dispara para o ataque, enquanto que os burros do São Paulo recuam, deixando o fora de série lá na frente sozinho pronto para resolver. Então, o burro Dagoberto (que não aceita o lugar de direito dele que é no banco de reservas) teve um raro lampejo de genialidade e acertou um lançamento para Hernanes. O diferenciado mata lindamente a bola e o goleiro Bruno, para fazer 1 a 0. Por isso os burros do São Paulo são menos burros que os burros do Flamengo.

Mas a arbitragem não pode passar despercebida e inventa de voltar uma cobrança de Petkovic defendida por Rogério Ceni. Na segunda, o sérvio bate com toda a imensa categoria que tem e empata o jogo.

Hernanes é um jovem jogador que mostra que é diferenciado, tem apenas 24 anos. Já Pet é um veterano craque de 37 anos. Duelo dos dois Hernanes saiu na frente, Pet empatou. Como 37 anos pesa e não dá pra tá em todas as partes do campo, o sérvio faz lançamentos e enfiadas precisas que os burros do Flamengo se esforçam para acertar, como Zé Roberto acertou uma hoje, virando a partida e colocando mais 3 importantes pontos na conta do rubro-negro carioca.

A diferença do São Paulo é que é organizado, mas quem faz a diferença é Petkovic, que se sente em casa quando Adriano está lá na frente, mas que se vira e vira quando está sozinho. Hernanes ainda é um jovem jogador de 24 anos que apresenta um diferencial em alguns jogos, mas que ainda não lhe garante vaga na reserva da seleção e nem um ótimo contrato com a Europa.

Muricy foi conquistar o seu tetracampeonato brasileiro, que lhe é de direito, comandando o Palmeiras. Enquanto que no Morumbi, Dagoberto é titular, Hugo, que também tinha birra com Muricy por ficar no banco, começa alguns jogos como titular no time de Ricardo Gomes. Este último é o perfeito substituto do seu antecessor, seu maior mérito é não classificar, para as Olimpíadas, uma seleção brasileira sub-23 que tinha Kaká, Nilmar, Robinho, Diego e cia. A oposição do São Paulo entregou o campeonato Brasileiro de bandeija para o Palmeiras.


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Desculpa, mais uma vez. No próximo post voltaremos com a programação normal, com um relato do Oktoberfest.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Arrepia zagueiro!

Este é o meu ídolo do São Paulo na atualidade. Miranda. Zagueiro refinado, classudo, duro e pegador quando necessário e um dos melhores zagueiros em atividade no Brasil. Ocupou o lugar deixado por Luís Fabiano, este último trocou de clube e agora figura na minha galeria dos grandes jogadores que admiro. Quando digo que Miranda é meu ídolo no São Paulo, não estou levando em conta Rogério ceni, já que este é patrimônio tombado do Morumbi, merecia um busto ou uma estátua.

Depois que o rival Palmeiras anunciou a contratação de Vágner Love, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, viu que não poderia mais vender ninguém e botou os culhões pra fora ao rejeitar uma proposta do Wolfsburg, da Alemanha, de 12 milhões de euros pelo anjo da guarda da defesa tricolor. Pelo menos até o final do ano não precisarei trocar de ídolo são-paulino...

Segue a letra de uma música de Jorge Ben na qual ele explica o que é um zagueiro e não tem como eu não associá-la ao camisa 5 do São Paulo.


Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro

Ele é um bom zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio
Acreditar em si
E ser leal
Zagueiro tem que ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumento
E ganhar todas as divididas
E não deixar sobras pra ninguém
Tem que ser o rei e o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos
De 90 minutos
Zagueiro

Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro

domingo, 19 de julho de 2009

Vale a pena ler de novo

Acabei de assistir a entrevista de Galvão Bueno com Luís Fabiano no Esporte Espetacular. Não teve como não lembrar dos tempos do Fabuloso vestido com a camisa 9 do São Paulo. Atualmente é o único jogador que eu tenho muitas saudades dos tempos em que jogava no Morumbi. Nem com Kaká é assim. Vida longa para Luís Fabiano e que ele continue fazendo muitos gols por onde passa. Segue o repeteco que escrevi no dia que o Luís voltou a seleção e começou sua caminhada para ser dono da camisa 9 amarelinha:

Luís Fabigol, Luís Fabuloso ou Luís Fabiano, o Fabuloso. Eram esses os apelidos que a torcida são-paulina chamava-o no Morumbi. Sou fã dele hoje, mas fui mais ainda quando vestia a camisa 9 do São Paulo. Ah, que saudade do Luís Fabiano com a 9 do Tricolor!
Ontem Luís Fabiano voltou ao Templo que brilhou em vários jogos. Voltou com uma camisa diferente, talvez um pouco estranha nele por causa do costume (temporário, porque acho que ele será figurinha certa nas próximas convocações). Mas ele fez o que sempre fazia nos velhos tempos. Gol. E não apenas 1, fez 2. Foi o herói da partida e saiu aplaudido como sempre acontecia. O gol de empate que ele marcou me trouxe várias boas lembranças dele. O chute quase sem ângulo e a comemoração no escudo do São Paulo me deixaram arrepiado.
Lembro de um jogo Grêmio x São Paulo no estádio Olímpico em Porto Alegre, em que ele fez um gol parecido, num chute sem ângulo. Era o Campeonato Brasileiro de 2003. Eu estava chegando em casa e o jogo já tinha começado. Aliás, já estava quase acabando o 1º tempo. O jogo estava empatado, 1 a 1. Achei o resultado até bom, um empate fora de casa e num clássico brasileiro contra o Grêmio, normal o empate. Mas quando terminou o 1º tempo apareceu o placar com os autores dos gols. Júlio Baptista tinha aberto o placar e Anderson empatou para o Grêmio. Nesse momento pensei: fica tranquilo, falta o gol do Luís, pode botar aí 2 a 1. Dito e certo (eu estava sozinho em casa, não iria ficar falando sozinho, né?), no início do segundo tempo, o Fabuloso fez o gol da vitória. Foi um chute forte e alto, quase sem ângulo, pela esquerda, perto da linha de fundo. Lembro também do comentarista da tv dizendo que só chutava para o gol, naquela posição sem ângulo, o atacante que estivesse com a confiança em dia. Naquela época o Fabuloso estava numa fase em que fazia gol em quase todos os jogos.
É bom rever o Luís Fabiano. O ruim é não vê-lo vestido com a camisa branca com duas listras verticais, uma preta e outra vermelha, no meio. Que saudade!! Hoje era tudo que o São Paulo precisava para ser um time completo. Uma forte defesa, quase intransponível, e um ataque matador, liderado por um atacante fabuloso.