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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Sonhando e trabalhando

Há um bom tempo atrás, quando entrei para este mundo dos blogs, li algumas dicas sobre como fazer um blog de sucesso. Li, mas nunca segui. Porém dentre as várias dicas uma me chamou atenção e que posteriormente observei na prática.

A dica era que o blogueiro deveria ter uma regularidade, justamente para que os leitores criarem o hábito de acompanhar o blog, saberem que determinado dia terá texto novo no blog.

Meu blog nunca se restringiu a um determinado tema. Sempre deixei claro que falaria sobre qualquer coisa que me chamasse atenção. Claro que temas esportivos, como futebol, fórmula 1, olimpíadas e outros, eram corriqueiros no blog.

Quando Ronaldo Fenômeno saiu do motel com três travestis direto para a delegacia, disseram pra mim que estavam aguardando o meu comentário sobre o caso. Meu blog nunca foi sucesso absoluto, mas vi que ele era no mínimo interessante. Ali, percebi que minha escrita podia não ser ótima, excelente, mas que ruim não era, afinal de contas, meus textos despertavam o interesse nas pessoas. Comecei a sonhar em viver da escrita, ser jornalista, colunista...

Hoje, estou terminando o 2º semestre de jornalismo. Sim, para quem não sabe, tomei coragem e resolvi dar novos rumos na minha vida e fazer o que realmente gosto e me fascina. Há alguns dias atrás, conversei com minha professora de Leitura e Produção Textual e pedi que me desse um feedback dos meus textos, para que eu possa corrigir os meus erros. Depois que ela deu uma olhada nos meus blogs e fazer algumas sinalizações, disse que espera meu texto sobre a final do Mundial de Clubes deste ano, entre Santos e Barcelona.

O tempo passou. Algumas coisas mudaram, porém continuo despertando o interesse das pessoas pela minha escrita. É, acho que não escrevo tão mal assim. E continuo sonhando em viver da escrita, mas dessa vez trabalhando de verdade pra ser jornalista, colunista...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Elevador quebrado

Se o síndico do meu prédio lesse meu blog, tomaria conhecimento da minha reclamação: Que o botão 7 do elevador do lado do 703 e 704 não está funcionando. Se ele lesse o meu blog... Porque é isso que eu escreveria no livro ou caderno, chame como quiser, de ocorrência ou de reclamação...

"Depois de imaginar o sonho de estacionar o carro no local que já foi o clube Português e ir correndo até a academia Hangar 45, parei o carro, bem mais adiante, no início do Parque Costa Azul, lá mesmo onde os aprendizes de motoristas treinam baliza para o exame do Detran. E dali parti correndo pra Hangar 45. #partiuHANGAR 45. Malhei, resenhei e dei risada. Resenhei, dei risada e malhei. E depois #partiuCHURRASCARIA VILLAS (fica lá do lado onde parei o carro).

Chego em casa faço minha janta. Como, tomo banho, atendo o celular e aviso que já estou de saída, e vou para a “Super-Quarta” na casa de um amigo meu, jogar videogame (Barcelona 1 x 0 Real Madrid, Barcelona 0 x 3 Real Madrid), ouvir Sharon Jones e assistir Peñarol 0 x 0 Santos.

Por falar no jogo de ontem, Muricy Ramalho, técnico do Santos, viu o primeiro tempo tendo um infarto. O Santos não jogava nada, Elano parecia estar no Departamento Médico e Neymar fazia caras e bocas para as câmeras depois de simular uma fratura exposta e um queixo deslocado. Como bem disse Santiago Solari, o Peñarol jogou no físico. E foi assim, cozinhando o jogo a fogo médio, ganhando no meio de campo, chegando bem no ataque, se defendendo, até aumentar o fogo no final. Enquanto que o experiente Durval comandava a zaga do Santos.

Depois de tudo isso, chego no meu prédio, coloco o carro na vaga, chamo o elevador, que estva no “T” (minha garagem é no andar de baixo, G1), entro no elevador, aperto o botão 7 sem ter surtido efeito algum. Lembro do “elevador em manutenção eterna” da faculdade.". Aí penso em escrever tudo isso no livro de ocorrência que fica na portaria do prédio, mas começo a imaginar o presidente da reunião de condomínio lendo esse texto com meu pai entre os presentes e desisto da idéia. Seria melhor que o síndico lesse meu blog.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sonho meu

Que suerte

Coloquei meu passaporte e o formulário de imigração preenchido, no balcão da polícia federal espanhola.

Uma policial simpática me deu bom dia, verificou os documentos e iniciou o diálogo:

- Madri… férias?

- Não, trabalho.

- Ah, que pena… por quanto tempo?

- Vinte e dois dias. Mas não é só Madri…

- Que outros lugares pretende visitar?

- Valência, Madri novamente e Barcelona.

- O que vai fazer?

- Os clássicos entre Real Madrid e Barcelona.

Ela sorriu e disse:

- Que sorte.

Esse texto é de autoria de André Kfouri e está no blog dele (o link está aí do lado) postado no dia 14/04/2011. O texto continua falando sobre o clássico entre Real Madrid e Barcelona. Nos próximos dias, terá uma overdose do clássico, quatro jogos válidos pelo Campeonato Espanhol (2º turno), Copa do Rei (final) e Liga dos Campeões (2 jogos pela semifinal), respectivamente, nos dias 16/04, 20/04, 27/04 e 04/05.

O texto de André é um complemento do que me fez sonhar em ser jornalista e me motivou a entrar numa faculdade de jornalismo. Olha que sacrifício, cobrir um jogo com craques que há de melhor no mundo, em pleno Santiago Bernabéu ou no Camp Nou. Claro que isso é sonho. São poucos que chegam a esse nível ou estágio.

Como sou pé no chão, já me contento com a obrigação de ter que assistir a esses quatro jogos pra depois escrever sobre eles, em troca de um salário. Pra mim será a glória quando esse dia chegar. E deixarei meus braços roxos de tanto me beliscar quando estiver dentro do estádio com a incumbência de cobrir um ou quatro jogos desses.

Enquanto esses dias não chegam, vou brincar de cobrir essa seqüência daqui de casa mesmo e tecer meus comentários e observações aqui no Nove do Quinto, em troca de duas satisfações, assistir os jogos e escrever sobre eles.

domingo, 20 de março de 2011

Em busca do prazer

As pessoas buscam o prazer de diferentes formas. Elas escolhem a melhor que lhes convém e vão a luta.

David Luiz, zagueiro do Chelsea, que foi contratado recentemente, tem no futebol a sua fonte de prazer. No clássico de hoje contra o novo rico Manchester City, o zagueirão acabou com o jogo. Não deixou passar nada lá atrás, tirou tudo e ainda teve pulmão pra subir ao ataque e arranjar uma falta no lado esquerdo do campo, junto a linha lateral. Drogba cobrou a falta e David Luiz atingiu o ápice do prazer ao se antecipar da marcação e cabecear para o gol abrindo caminho para a importante vitória do seu time, aos 80 minutos de jogo. E para selar a vitória dos Blues, outro brasileiro também balançou as redes. O volante Ramires, que teve um início difícil no Chelsea, marcou o seu primeiro gol em Stamford Bridge diante da torcida do clube londrino.

Já quem procura o prazer em lutas de Vale Tudo tem que estar preparado pra bater e apanhar. No ano passado, Maurício Shogun Ruas atropelou Lyoto Machida e conquistou o cinturão. Ontem, Shogun fez o papel de trilho que a locomotiva Jon Jones passou. E além da luta, Shogun teve que passar o cinturão para Jon Jones se tornar o mais jovem campeão da categoria.

E quem não é jogador de futebol, nem lutador, encontra o prazer no romantismo da noite da maior lua de todos os tempos como a de sábado que ainda por cima estava linda.


Errata: Quem cobrou a falta na cabeça de David Luiz foi Lampard e não Drogba.

terça-feira, 15 de março de 2011

A bucha do trambulador

Li hoje no blog de Flávio Gomes, jornalista especializado em automobilismo, que no dia 15 de março de 1981, Ayrton Senna conquistava sua primeira vitória na Europa, com um F-Ford. A primeira vitória de muitas outras que vieram pela frente, dentre as quais renderam 3 títulos mundiais de Fórmula 1 para o brasileiro.

Não vou falar da carreira de Senna em geral, mas destaco uma vitória histórica e importante, o primeiro lugar no GP do Brasil de 91. Senna nunca havia vencido no Brasil, apesar de já ter dois títulos mundiais no currículo. Além disso, a equipe Williams dava sinais de evolução, que foi confirmada nos anos seguintes (92, 93, 94, 96 e 97) em que dominou o circo, sendo que os carros de 92 e 93 são considerados como de outro mundo.

Senna fez a pole, saiu em primeiro lugar, porém não teve vida fácil. O brasileiro teve Nigel Mansell, com uma Williams, aparecendo no retrovisor até a 60ª volta, quando o inglês rodou e abandonou a prova. A vantagem de Ayrton em relação ao novo segundo colocado Ricardo Patrese, que também pilotava uma Williams, era de 40 segundos. Mas 40 segundos é uma eternidade, não? Sim, é uma eternidade, mas não quando você começa a ter problemas no câmbio e vai vendo suas marchas quebrarem, entrando apenas a 6ª quando ainda faltam 7, intermináveis, voltas. A vantagem que antes era de 40s, caiu para 5s a 2 voltas do fim. E com requintes de crueldade, a chuva começou a cair, deixando a pista escorregadia. Com muito sangue, suor e lágrimas, Senna conseguiu manteve-se na primeira posição até receber a bandeira quadriculada. Essa é aquela famosa vitória que Senna quase não conseguiu erguer o troféu de tão exausto que estava quando terminou a corrida.

Lembrei dessa vitória de Ayrton, porque passei por algo parecido na última sexta-feira, em que tive que sair do Costa Azul para a Ladeira da Barra e de lá pro Aeroporto, pra depois voltar para a Pituba (que fica a poucos kilômetros do Costa Azul). Esse itinerário seria tranqüilo se todas as marchas estivessem engatando, porém nesse dia meu câmbio quebrou e só entrava a 5ª marcha. Na ida, tive que estacionar o carro, então embiquei-o na ladeira pra soltar o freio e deixar pegar embalo pra começar a acelerar. De lá até o Aeroporto foi tranqüilo, as 6h da manhã a avenida Paralela quase não tem trânsito, é linha reta até bater no Aeroporto. A volta foi que complicou, 7h da manhã a cidade já está em pé e engarrafada. Já é chato ficar só na 1ª e 2ª marchas por 20, 30 minutos, agora imagine ficar esse tempo só com a 5ª marcha, tendo que fazer o motor girar o suficiente para fazer o carro andar? Entrei no carro já com as pernas bambas, quando cheguei em casa mal podia senti-las, mas assim como Senna, também pude celebrar minha vitória.

Ah, o problema do câmbio do meu carro foi a bucha do trambulador. Mas já troquei.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Explicações


Desde o fim do mês passado que dou explicações. Expliquei o por que que quero comprar um carro 1.0, expliquei por que falei algumas coisas, expliquei o processo de renovação de um projeto, expliquei por que não gosto de Maria Gadú, expliquei por que não recomendo um carro 1.6, expliquei por que não quero ir pro Sauípe Fest que acontecerá durante esse feriadão, expliquei por que não quero mais trocar o meu carro, apesar dele ser 1.6 e agora vou explicar por que estou voltando pela enésima vez ao blog.
Ensaiei uma volta no mês retrasado. Parei de escrever há exatos 32 dias. Parei pelos motivos de sempre, falta de inspiração, tempo, vontade. Além da preguiça, que tenho de sobra pra dar (lá ele!) e vender.
O tempo também não está contribuindo e não estou falando do meu tempo. Estou falando do tempo das coisas. Um assunto que hoje é notícia, manchete em todos os portais da internet, amanhã já está caduco. Já apareceu outra coisa para ser assunto nas salas do cafezinho, dos restaurantes e refeitórios. Exemplo? O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 já passou faz séculos, né? O toque de chaleira de Dentinho no clássico São Paulo x Corinthians já deixou de ser assunto. Dilma já falou tudo o que tinha de falar como presidenta eleita. Os problemas do Enem já estão dando lugar ao tal aporte que o Banco de Sílvio Santos fez para não quebrar. A derrota de Obama nas eleições pro senado já vai fazer aniversário.
O tempo está voando. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e dando a impressão de que semana passada foi mês passado. Pelo menos é essa sensação que eu tenho. Mas vou me esforçar para acompanhar esse tempo. Vou me dedicar mais a isso aqui, sinto falta de escrever, postar, ler comentários, ler posts, outros blogs, o que as pessoas tem a dizer. Gosto disso aqui e por isso que essa é a enésima vez que ensaio uma volta.
Como sempre, volto com idéias de mudança na cabeça. A primeira delas está aí. Além do texto, botarei alguma foto que ilustre um pouco o tema central. O sol nascendo, o crepúsculo representa o início de um novo dia, novos dias do Nove do Quinto.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Super Promoção: Pague mais e leve menos!

Todo dia, assim que acabo de malhar, como uma barra de Proteína pra ajudar na recuperação e depois vou pra casa comer de verdade. A barra já não é das mais baratas e só é encontrada em Delicatessen, Padarias, Lojas de Conveniência, isto é, só em lugares onde as coisas são mais caras do que no supermercado. Pois bem, depois de quase umas duas semanas sem encontrar a barra pra comprar, eis que ela reapareceu! O problema é ela reapareceu menor e mais cara.

Não sei como é lá fora, mas no Brasil, quando a procura aumenta, as coisas tendem a diminuir de tamanho e o preço subir. Até onde eu lembro, tudo começou com a incrível esperteza dos fabricantes de papel higiênico de aumentar o diâmetro daquele tubo de papelão que fica no meio do rolo do papel. As pessoas compravam o rolo do papel higiênico, teoricamente, do mesmo tamanho e volume de sempre. Só que o papel passou a terminar mais rápido. O tamanho do papel (em comprimento) ficou menor, enquanto que o tubo e o preço cresceram. Outro exemplo que eu tenho é biscoito. Antes o biscoito era grande e hoje em dia, ele tá um pouco maior do que uma hóstia. Agora é a vez da barra de Proteína, ela emgreceu e diminuiu de tamanho. Antes era cobrado R$ 2,99, hoje o preço subiu para R$ 3,20.

E agora José? Reclama com quem? Boicota? Deixa de comer barra de proteína, biscoito? Pula a etapa do papel e vai direto pro chuveirinho?

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Bora Bahêêêa, minha Porraaa!!!!



Onde ouve-se: "Eu sou o lobo mau / Au au au", ouça: "Eu sou Rodrigo Gral / Au au au"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Garçom do Copa

No Restaurante Copa, portão 5 do estádio do Morumbi...

- Garçom! Como é o seu nome, amigo?

- Fernando Lúcio.

- Fernando Lúcio, por favor, me traga uma Eisenbahn Weiss e um carpaccio só para começar.

- Aqui senhor.

- Obrigado Fernando!

- Fernando Lúcio, traga aí uma dose de Red Label e um filezinho cortado.

- Muito obrigado Fernando!


Durante a partida contra o Cruzeiro, Fernando Lúcio, mais conhecido como Fernandão, perde dois gols logo de cara no primeiro tempo. Mas Dagoberto recebeu um passe açucarado de Fernandão, para fazer, de cobertura, o segundo gol do jogo. São Paulo 4 x 0 Cruzeiro no agregado do confronto das quartas-de-final, sendo que Fernandão participou de 3 gols distribuindo bola em um e dando duas assistências. O negócio de Fernandão não é fazer gol e sim servir. Merece os 10% da conta.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Mês quatro

Alguns gostam de fazer gols, como os meninos da Vila. Outros fazem o complicado parecer a coisa mais simples do mundo, como faz o melhor do mundo Messi. Tem pessoas que tem o dom de brincar com as palavras como Armando Nogueira, que foi escrever no andar de cima. Enquanto que uns se esforçam para traçar linhas, que só saem tortas, por pura brincadeira como este que vos escreve.

Tem gente que nasceu para desarmar bombas como o sargento James em Guerra ao Terror, tendo que cortar fios que ligam a vida com a morte. Enquanto que outros administram duas TPMs debaixo do mesmo teto com extrema facilidade e transformando a gritaria e aporrinhação em beijos, abraços carinhosos que terminam na conjugação do verbo amar, como Juan Antonio faz com Cristina e Maria Elena no sensacional e mais do que recomendado Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen.

Existem pessoas que gostam de dar risada e falar besteira com os amigos em dia de chuva. Outras assistem, isolados no meio da multidão, um pôr-do-sol nublado e achando o cenário divino maravilhoso. Enquanto que há pessoas que iludem o povo jogando a culpa em São Pedro, pelos deslizamentos de terra. Porém os mais responsáveis e precavidos fecham aeroportos, em detrimento de bilhões de euros, para não culpar um vulcão pelas iminentes quedas de aviões e assim preservando milhares de vidas.

Umas estão no começo da vida e já estão preocupadas se vão ou não casar. Enquanto que outras, as vésperas da menopausa, estão marcando a balada de sexta-feira.

Tem gente que se mete a escrever sobre tudo. Outras lêem sobre tudo. Enquanto que agora, vocês vão escolher sobre o que querem comentar, neste texto que pincela um pouco tudo que aconteceu no mês de abril.

*****

Esse texto era pra ser publicado antes, mas a culpa foi de Paulo Henrique Ganso domingo...

domingo, 27 de setembro de 2009

Um pouco de tudo

Salvador, 27 de setembro de 2009
Querido Diário,
Hoje tive um dia bacana, "deceni" (como diz na gíria). Primeiro acordei relativamente cedo, as 10:30 e fiz tudo que se faz de manhã, inclusive tomar café. Passei o olho no treino da Fórmula 1, porque enquanto eu fazia meu café, jogava um conversa fora e organizava o que ia fazer durante o dia antes do show de noite. Nada deu certo no msn, só as jogadas de conversa fora...
Era pra ter ido pra praia, mas acabei saindo de casa para assistir 2 amigos baterem uma feijoada na porta com uma sala no meio. O almoço dos caras deu 17 conto no total, dividido por 2... Além de assistir a implosão de duas porções de feijoada para 4 pessoas por apenas duas pessoas, ficamos resenhando e dando risada.
De lá fomos pra um barzinho com um acabemento melhor. Não estava bom e fomos pra o do lado encontrar um broder meu com a esposa e o irmão dele. Alçomei com eles um moqueca de camarão, fazendo a mesma coisa da porta que vendia feijoada, resenhando mais ainda e dando mais risada ainda.
Almoço terminado, conta paga e depois foi eu e o casal para o Forte do Carmo ver o pôr-do-sol. De lá descemos direto para a Concha Acústica ver o show de Céu, uma Marisa Monte "com asas de anjo", que por sinal, momento Som Ambiente, baixem o disco que ela tá lançando, Vagarosa. Pouco antes de começar, uma mulher amiga da galera chegou também para o show. O show foi demais! No mesmo nível do Teatro Mágico. Todo mundo no mesmo clima, os quatro na mesma vibe...
Depois do show veio aquela velha fome e partimos pro Rio Vermelho, bairro da Lapa do Rio em Salvador. Comemos, conversamos, trocamos idéias, filosofamos e depois cada um pras suas respectivas casa. E ao chegar em casa, viajei um pouco no msn, esboçei uma trocada de idéia, mas que rolou um "fuso horário" diferente com o outro lado da tela. E agora estou terminando de contar o meu ótimo dia pra vocês, novamente ao som de Céu.
Um abraço,
Leandro

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Abra a geladeria e misture tudo

No seu primeiro disco solo, pós-saída do Planet Hemp, Black Alien mete isso simplesmente no final do cd:"Evolução não será televisionada, nem virá pela rádio(...) Prepare a esquiva, informação real pro povo aderiva na terra da terra improdutiva.".
No ano de 1999 um amigo meu do colégio, a pessoa com quem eu mais andava, me apresentou Harmonia do Samba ao vivo no Lagoa Mar. Na época o cd era a mídia. O preço já tinha subido nas lojas e os piratas começaram a atracar seus navios nas sinaleiras (eu sou baiano! Pra quem não entendeu a gíria, semáforo). Enquanto que o sinal estava vermelho pros carros e ficava verde para o comércio. Começei a gostar, já que era obrigado a ouvir todas as vezes que pegava carona no carro dele (e essa cena era, exaustivamente, repetida todos os dias). Peguei o cd (que era pirata) e gravei uma fita K7 para ouvir em casa (já tinha a boa música no sangue, pois jamais empreguei a minha mesada para ouvir essas coisas...). Por muito tempo ouvia walkman de fita K7 e não mp3 (pros mais novos saberem, já que tenho uma prima que nunca tinha visto um toca-fita até mês passado).
No meu trabalho, a galera gosta de ouvir música. Tem umas duas caixas grandes de som (feitas artesanalmente). Tá sempre rolando um som na sala, mas o curioso é que as músicas não estão no HD dos computadores e sim no Youtube. A música já saiu de um vinil, depois de um caixa (segundo minha prima, que depois recebeu a explicação de aquilo era uma fita K7), depois o cd, em seguida pelo mp3 e agora sairá pelo Youtube.
Hoje assisti com um (outro) amigo meu, que agora ocupa o lugar daquele meu amigo dos tempos de colégio, umas músicas do Woodstock. Enquanto Santana destruia na guitarra ("baiana"), passavam imagens do evento. O Youtube agora vai mostrar as imagens do passado que eram ocultadas por causa da tecnologia da época, já que o vinil só gravava o áudio. As gerações seguintes foram vivendo a época deles na imaginação, no momento deles e do jeito que eles mais gostavam.
A geração seguinte digitalizou a música e guardou, o que só poderia ser transportada em carretas, numa plaquinha de 10 cm de altura, 5 de largura e 1mm de espessura. Agora vamos ouvir e assistir, de qualquer lugar, nessas plaquinhas que ficarão maiores por causa da tela. Basta que a Google aumente a capacidade de armazenamento do Youtube e acelere-o ainda mais para assistirmos documentários, filmes, programas no computador mesmo. Os governos já estão fazendo a parte deles investindo em tecnologia para levar a internet gratuitamente para os parques, praças das cidades. Enquanto que a Intel, Sony, Toshiba, HP estão trabalhando ainda mais para baixar o custo do mini-notebook que só faz entrar na internet e escrever no word (para você poder postar seus textos no blog). Uma ação conjunta que entregará a televisão para os estúdios de cinema.
A evolução não virá pelo rádio, muito menos pela televisão. E ela levará informação real, como o documentário dos Rolling Stones que foi censurado, para qualquer um, inclusive para os sangue azul que estão à deriva... Vamos ouvir música e assistir o Jornal Nacional sentados nos bancos das praças, as 5 da tarde, quando o sol está frio, se despedindo, e a temperatura amena anunciando que a noite já está lá embaixo na portaria.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meu Quidam

Começarei o post simplesmente dizendo que acabei de chegar do melhor show da minha vida. Fui para um teatrono circo. O grupo teatral era O Teatro Mágico, eles apresentaram uma peça musical intulada Segundo Ato.
Já postei uma música deles, se não me engano era Pena, não lembro do mês, nem da data, mas está aí no arquivo, basta procurá-lo para quem tiver a curiosidade de saber mais sobre eles ou procurar no Youtube vídeos dos shows ou no Google o site da banda (lá tem todas as músicas, os dois álbuns disponibilizados gratuitamente para quem quiser baixar qualquer música deles).
O show deles é uma peça teatral musical. As cenas vão acontecendo, as idéias são vomitadas, jabs, cruzados, ganchos são desferidos na cara, no estômago, no rim, no fígado da sociedade. É simplesmente um cara que atende pelo nome de Fernando Anitelli (acho que é assim que escreve o nome dele) dando derramando idéias sobre a vida, comportamento, visão de mundo... Enfim um cara que sacou toda a organização, movimento, disposição da enorme engrenagem chamada sociedade e está alertando, abrindo o olho da galera que ainda vê as coisas embaçada, mas que quer realmente buscar a evolução. Alguns estão no início da caminhada, outras já encontraram o caminho e estão apenas confirmando que estão na rota certa (acredito que me encontro aqui), outras estão apenas ouvindo o que ele tem a dizer, pois também encontram-se no mesmo estágio ou nível, no sentindo de trocar experiências com ele.
A peça do Teatro Mágico segue um esqueleto de roteiro, mas o inusitado, o surpreendente fica por conta do público. A recíproca tem que ser verdadeira, os dois corpos devem se mover em perfeita harmonia, com o mesmo sentimento, algo que é encontrado no ninho de duas pessoas que compartilham o mesmo sentimento, com a mesma intenção e interesses iguais.
A peça começa com a primeira cena, o cartão de visita, algo como se fosse a sinopse da peça, idéias da realidade contadas através da mescla com o lúdico. Na segunda cena, o encontro, o protagonista e os coadjuvantes importantes (todos eles são importante e cada um tem um papel específico, um personagem para interpretar) entra no palco cumprimenta a platéia e convidando-a para a interagir e fazer a peça. Na cena três, a mocinha mostra o cartão de visita dela com o pano pendurado no teto (não como se chama aquilo...). A música não pára, ela está sempre presente, de fundo, narrando a história na voz do vocalista/protagonista/mocinho. Na cena seguinte, voltam-se as atenções para o palco. Cada cena no palco é diferente. Num teatro o ator troca de roupa. Nessa peça o mocinho não troca de roupa, nem de maquiagem e sim o estilo de música, o ritmo dela. Tocou rap, axé, rock, pop, sempre com poesias, jogos de palavras recitando as idéias. E por aí vai, sempre intercalado com as travessuras com o pano amarrado no teto da mocinha. Ela é simplesmente foda, é uma espécie da russa saltadora, Yelena Isinbayeva que não tá afim de se matar, com o sol na moleira, para competir com outras mulheres por uma medalhinha de honra ao mérito e bater no peito mostrando a marca alcançada que geralmente é um mero número que só serve para ser escrito em algum papel que depois será juntado a outros papéis postos em um livro de capa dura, que não passam de meras curiosidades. Mas ela está ali para mostrar, apenas isso, compartilhar com outras pessoas, a qualidade dela, o que ela sabe fazer. Aliás, O Teatro Mágico é isso, um grupo de pessoas mostrando a sua criatividade, cada um a sua maneira. A Yelena do Teatro Mágico é linda como a russa recordista do salto em altura e tão habilidosa com o pano amarrado no teto quanto a saltadora com a vara (mentes poluídas, não pensem besteira, a idéia é puramente respeitosa e inocente).
O Teatro Mágico quer apenas compartilhar, mostrar, divulgar o que eles sabem fazer de melhor para divertir, conversar, trocar idéia com outras pessoas. Nada mais é do que um grupo de amigos que apresenta, para quem estiver disposto para ver e ouvir, o que eles fazem nas horas ociosas onde a criatividade é a dona do espaço e do momento, geralmente no final do dia, depois de se matar para não morrer.
Eu simplesmente assisti a encenação da peça musical de queixo caído, impressionado com o que acontecia diante dos meus olhos e me emocionei, por algumas vezes devido aos sentidos que estavam aguçados e com o sentimento a flor da pele.
Teatro Mágico: Merda pra vocês! No reuniremos sempre que nos batermos por aí pela vida. Vocês simplesmente são a melhor banda que existe.
E Los Hermanos: Voltem seus miseráveis! Disseram que vocês fazem show melhor do que o pessoal do TM. Estou ansioso para vê-los dando espetáculo.
Cordel do Fogo Encantado, Mombojó: Creio que vocês seguem essa mesma linha, dêem uma passadinha por aqui.
Leitores: Até a próxima!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O astro-rei


Hoje fui ver o pôr-do-sol do Porto da Barra. É um dos mais belos daqui de Salvador. E o Sol deu um show de despedida hoje. Foi parecido com esse aí da foto (tirada lá, mas não por mim e nem hoje). Ele foi caindo, caindo brilhando fortemente até dar tchau e desaparecer.

O Sol é aquele super-astro que todo mundo sabe que a qualquer momento ele vai chegar n a festa. Você vê um rebuliço ao som dos boatos, invadindo o salão, de que ele chegou e está na porta entrando. As pessoas se amontoam para ver a chegada dele. Ele chega com o ar da graça, de terno impecável (e com a gravata florida de Jorge Ben), entrando triunfante na festa. Depois da chegada você fala com ele e os dois dão as costas. Você porque não vai ficar olhando pra bunda dele e ele porque tem mais gente pra cumprimentar. O tempo passa, você não se importa mais em procurá-lo durante a festa, mas eis que surge um brilho intenso emitido por ele, aí você confere olha, ele ainda está aqui. Olha mais pouquinho e segue seu caminho pelo meio do salão.

Aí lá pras tantas, ele surge avisando que está de saída. Com um pouco mais de rapidez, ele vai se despedindo de todo mundo, fala com você, faz mais uma graça, distribui rosas colhidas no ar para as mulheres que se derretem e os homens olhando e admirando e aprendendo a sulozagem vagabundística. Ao terminar, triunfantemente. ele dá o último tchau e até amanhã para todos e vai embora, levando o brilho da festa e deixando somente a noite junto com as estrelinhas que só conseguem chamar atenção se estiverem de galera. E a festa acaba, é hora de ir pra casa, dormir, pois amanhã bem cedo, junto com o cantar do galo ele está de volta dando o ar da graça.
*****
"... o sol é uma bola vermelha que me atrai e que me ilumina."
Moraes Moreira, cantor e compositor

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bandeirantes do século XXI

Em seguida ao descobrimento do Brasil, a côrte real portuguesa ficou na praia, tomando banho de mar, comendo as índias, frango assado, frutas recém colhidas, enquanto que os bandeirantes se embrenhavam pela mata embusca das riquezas minerais, prata, ouro e ceifando os inídios que ofereciam alguma resistência e não se escravizavam em paz e capturando os negros que tantavam fugir dos seus senhores.

Os bandeirantes abriam caminho, faziam trilhas e criando os primeiros vilarejos. A área de atuação deles era predominantemente no sudeste, onde hoje é São Paulo. Os bandeirantes usavam botas de couro, coletes, armaduras para se protegerem e as armas eram espingardas.


O tempo foi passando, mas os neo-bandeirantes continuam atrás do ouro alheio. Menos mal que pararam de caçar índios e escravos, já que os primeiros foram drásticamente reduzidos e os últimos foram "libertados" pela abolição da escravatura (porém muitos ainda vivem como escravos). A função de caçar escravos fugitivos passou para os policiais que usam coletes a prova de balas, botas de couro, quepe e armas como pistolas de diversos calibres, escopetas, cacetetes, gás de efeito moral e saco plástico...

Mas voltando aos bandeirantes da Era Moderna, no lugar dos coletes e aramaduras para a segurança, eles usam terno e gravata, para a segurança deles, usam seguranças 4x4 e a força policial quando julgam necessário, além de juízes, advogados e matadores de aluguel. No lugar das armas, espingardas, hoje eles usam caneta, papel, medidas provisórias, leis, decretos que fazem muito mais estrago que uma bala de espingarda e matam muito mais gente do qualquer bomba atômica.

Outra diferença é que os neo-bandeirantes não precisam mais se embrenhar na mata atrás das riquezas naturais, do ouro, da prata. O esquema agora é outro, são as riquezas que vão até os noe-bandeirantes...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sozinho com todo mundo

Estou sozinho na cidade. Meus amigos viajaram. Uns foram pra Disney pra passear no parque e comprar tudo que verem pela frente, outros foram pra Recife, Porto de Galinhas, Barra Grande em viagem romântica. E eu fiquei sozinho na cidade. Sozinho com todo mundo.

Apesar de estar órfão dos amigos, não terei muito tempo de “folga”. Estou traçando o planejamento, encaixando os horários... Será um final de semana de muito trabalho. Depois da tempestade sempre vem a calmaria. No meu caso, vem muita coisa que não é calmaria. Fiquei meio que de molho no último final de semana, fiquei meio doente e me resguardei em casa. Mas agora estou bem e com sangue no olho, por causa do adiamento do “projeto” (deveria ter feito uma parte dele no último final de semana, já estava tudo esquematizado).

Vi esse título num cd de Richard Ashcroft. Quando o The Verve acabou, Richard, que era vocalista da banda, lançou um cd solo e botou esse nome. Gostei do nome e armazenei no HD e esperei a oportunidade. Hoje ela apareceu. Meus amigos estão viajando, estou sozinho na cidade, mas todo mundo está aqui... Estou sozinho com todo mundo em Salvador.
E domingo tem Stock Car aqui. Não vou para o CAB (local da pista) assistir, não perdi nada lá, não acompanho a Stock, não sei o nome de ninguém, não sei que são os melhores pilotos (sei que Xandy Negrão e Ingo Hoffman fazem cada pega da porra...), não sei quem está na liderança, a única coisa que sei é que vai rolar uma etapa aqui. Mas o mais importante eu sei! Vai rolar uma festa no Othon, no final da tarde com Alexandre Peixe e Jau. E não é pra ouvir a música deles que eu estou indo... Alexandre Peixe está a anos-luz de ser um Moraes Moreira da vida e Jau não atende pelo nome de Jorge Ben e não faz música como ele. Vou pelo público, vou por todo mundo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Gastando na internet e suas musas

Batendo perna pela internet, li uma manchete que me chamou atenção, "Em dia de boicote, site traz as maiores pérolas de Megan Fox". Abri a página li as pérolas dela (mais pra frente eu comento isso) e depois fui me informando sobre o tal boicote. Como macaco que vem de galho em galho, fui de link em link. O boicote é o seguinte, chegaram a conclusão que Megan Fox, a última Coca-cola do deserto, está sendo super-exposta. Muitos podem não achar que ela seja essa Coca-cola toda, também acho-a muito magra, mas ela é linda e nesse ponto eu concordo. Queria ou não, ela é atualmente a dona do pedaço, está por cima da carne seca. Para dar uma freada nisso, inventaram de fazer uma espécie de "blogagem coletiva", mas sem "blogar" nenhuma imagem ou notícia sobre a moça.
Como não dá pra parar com um vício de uma hora pra outra, a abstinência é forte, parece que ninguém conseguiu ficar sem dar sua cafungada e terminou que um monte de site "blogou" que hoje teria "blogagem coletiva" sobre o boicote a Megan Fox. Vários postaram fotos, outros postaram pérolas como o site E!, que foi reproduzido pelo EGO, que está sendo comentado no Nove do Quinto...

Diante da notícia começei a viajar na moça. Megan é gata e o melhor disso tudo é que ela sabe exatamente o tamanho dela na mídia e adorar dar uma escaldada, mostrando que não tá nem aí. Então ela faz o que der vontade e fala o der na telha. Algumas das pérolas que o site publico, ela diz:

- "Eu esqueço de dar descarga. Meus amigos vão me dizer 'Megan, você defecou no meu banheiro e não deu descarga'";

- "Não tenho questionamentos sobre ser bissexual. Mas também sou hipócrita: não namoraria uma mulher que fosse bissexual, porque isso significa que ela também dorme com homens. Eles são tão sujos que eu não gostaria de dormir com uma mulher que tivesse dormido com um homem";

- "Atores são como prostitutas. Outras pessoas estão pagando para te ver beijando outra pessoa, tocando alguém. Isso é muito grosseiro".

Depois de dizer coisas desse tipo ela faz essa carinha de safada, sexy com essa linguinha pra fora e pronto. Que coisas belas e verdadeiras Megan Fox disse, ela tem toda a razão! Que linda!

Mas não é só de besteiras, escaldação, caras e bocas que ela vive. A moça também é dedicada ao trabalho, bem comportada, de família...



E bem humorada!



Além dessa notícia sobre Megan Fox, li também uma que falar sobre Carolina Dieckmann. Já tinha viajado nela antes e começei a compreendê-la. Depois disso passei a vê-la com bons olhos. Ela não é antipática, chata e mimada. Apenas uma mulher que bota pra fuder no trabalho dela, é linda, tem um tanquinho de causar inveja e odeia a intromissão da mídia na vida particular. Claro que ela é uma pessoa pública e está sujeita a isso, porém o que ela bate tanto é nos excessos que acabam cometendo. Se ela não está trabalhando, ela vira a Carolina ou os apelidos que as pessoas íntimas dela a chamam. Vira uma pessoa comum, normal, pode falar na rua com fãs, mas por quê tem que ficar sorrindo para todo paparazzi que aparece na frente dela pra fotografar e vender pra algum site? Não! E ela deve ficar feliz com as fofocas que fazem dela sobre quem ela tá pegando, se brigou com o marido de manhã? É lógico que não e é nisso que ela tanto bate, por não a deixarem em paz nos momentos de folga e acaba sendo taxada de antipática, chata, arrogante.


Ela é boa atriz, profissional, só quer fazer o trabalho dela e depois curtir a vida, ir pro shopping gastar o dinheiro que ela ganhou honestamente, ir pra praia pegar um sol, mostrar o tanquinho perfeito... Falando nisso, a única que pode bater testa com ela em termos de tanquinho perfeito é Paola Oliveira...


domingo, 2 de agosto de 2009

Pais e Filhos

"Minha velha é louca por mim. Só porque eu sou assim. Meu pai por sua vez, se liga na minha e nos butecos onde passa não dá outro papo. (2x)
Eu sou o caso deles, sou eu que esquento a vida deles, no fundo, no fundo coloco os velhos no mundo, boto na realidade, mostro a eternidade. Senão eles pensavam que tudo era divino, maravilhoso. Levavam tudo na esportiva, ficavam contando com a sorte e não se conformariam com a morte. Minha velha é louca por mim, só porque eu sou assim."
Não preciso nem mentir que eu também sou assim. Essa música não é Pais e Filhos, pois não começa com estátuas e cofres, nem paredes pintadas. "Eu sou o Caso deles" é de Moraes Moreira e Galvão, os cabeça dos Novos Baianos (minha banda preferida). Ela traduz ao pé da letra a relação entra pais e filhos. Ninguém precisa se jogar da janela do quinto andar, porque isso é até fácil de entender. Mas o pai de todo mundo vão sempre falar dos filhos na mesa de bar, nos butecos onde eles vão passar, enquanto que as mães vão sempre se ligar nos filhos, não importa o que eles façam ou sejam. Os filhos sempre serão o caso dos pais. Só tenho isso a dizer e agora dá licensa que vou beijar meus pais.
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Pra quem quiser ouvir... está aqui (Marisa Monte só gravou beeeeeeem depois do original. E digo uma coisa, não é a mesma coisa, o original é bem melhor na voz de Moraes).
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E Cielo hoje ganhou o ouro nos 50m, depois de ganhar nos 100m ontem. Se eu fosse Michael Phelps teria mostrado o dedo médio para Cavic e ainda mandaria ele tomar naquele lugar, depois daria risada apontando pra cara dele...!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O nosso papel

Um dia desses, filosofando com meus amigos... Quando um deles matou a charada da nossa missão aqui na Terra (já escrevi algo sobre esse tema, clique aqui). Deus nos fez burros, idiotas, arrogantes e prepotentes. Ele simplesmente nos deu inteligência(?) para destruir o planeta. A Terra será engolida pelo Sol um dia, assim como a Via Láctea, até ele explodir, virar um buraco negro e voltar ao marco anterior ao da explosão do Big Bang. Esse é o fim da Terra no “livro da Ciência”. Já o fim da Terra pela Bíblia será através do homem. Nós somos o Apocalipse.

O homem destrói o mundo fazendo coisas que não são nem um pouco importantes para a sobrevivência dele. Porém sei que um dia ele vai entender todo o funcionamento do planeta, o jeito certo de viver, que será algo parecido como vivem os hippies, os naturebas, os desgarrados das coisas materiais da vida, os orientais que compreenderam que são nada menos do que meros ingredientes do grande e perfeito bolo chamado Natureza. São poucos, mas já é um sinal de esperança, uma luz no fim do imenso (e bota imenso nisso!) túnel. Tipo a cena que assisti no filme Sonhos (para ver, clique aqui). O grande desafio da humanidade é despertar para isso a tempo, antes que seja tarde demais e a merda se torne irreversível, sem volta, apenas com passagem de ida para o inferno.

Se você for reparar, todas as tribos, etnias, civilizações tem seus momentos de luz. O ocidente é contra o aprisionamento das mulheres, a obrigação do uso da burca que faz parte da cultura dos árabes e afins. Já os orientais vivem de forma tranqüila e dão o devido valor para as pessoas mais velhas que são as mais experientes e bem preparadas pra conduzir o mundo (quanto mais novo você é, menos conhecimento você tem e mais merda você faz. Você já viu um velho dar pt no carro? Velho não faz esforço, ele sempre procura o menor, melhor e mais calmo caminho possível, como você acha que Romário conseguia fazer um monte de gols sem correr pelo campo todo?), porém muitos deles são obcecados por estudo e trabalho, deixam de lado a melhor coisa da vida que é viver. Os árabes, quando são árabes de verdade e não árabes ocidentalizados, usam a grana deles pra comer mulher, cravejar a Mercedes de diamantes e botar privada de ouro maciço no banheiro. A cultura deles permite ter quantas esposas ele puder bancar. Enquanto isso, os negros nunca se rendem, por pior que seja a situação em que se encontram, eles nunca descansam enquanto não chegar onde querem, seja no poder judiciário ou na presidência da maior potência do mundo, e isso alguns anos depois de serem tratados como mercadorias. Eles saíram dos Quilombos para ocuparem a Casa Branca e mandar no mundo inteiro. Em contrapartida, na África, a cultura obriga que as mulheres tenham genitálias mutiladas para não sentirem prazer no melhor esporte do mundo, esporte esse que é absolutamente natural, puro e é o tempero para deixar a vida perfeita. E os ocidentais, por transformarem o mundo num enorme puteiro em que as mulheres já vão sem calcinha pra boate para o cara não ter muito trabalho para deixá-las como vieram ao mundo, e só de tirar os (poucos) pedaços de pano, também chamado de vestido ou shortinho/top, recheados de silicone, com músculos em dia para a carne ficar tenra e em cima, a cara carregada de maquiagem e apliques no cabelo, fora os alisamentos capilares e a pele mais sedosa do que tecido de seda... A contrapartida é que o ocidente gasta muito dinheiro com as guerras mais idiotas e motivos de ganância fazendo de conta que eles justificam a necessidade de fazer guerra.

Pegue todas as virtudes de cada civilização, etnia, tribos e junte tudo. Tire todas as merdas, idiotices e amarelices de cada um, jogue tudo no lixo e chegaremos ao mundo perfeito. Um mundo sem guerras, sem poluição, com invenções tecnológicas que melhoram a vida das pessoas sem destruir o planeta, sem mutilar as mulheres e tendo tesão por elas, que estão simplesmente espetaculares, tiradas dos mais nobres sonhos e claro, com a nossa contrapartida pra elas também, todos seremos do jeito que elas mais sonham. E o mundo perfeito está criado. O caminho para isso? Primeiro temos que acabar com o ácido que corrói o mundo e envenena a sociedade: Dinheiro.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

(Piloto “ah-perdi-as-contas”) (O texto dos parênteses!)

(Com preguiça de fazer as contas...) Dia cheio, cansativo e movimentado. Tudo bem que hoje fiz meu horário (A vida tá começando a se organizar do jeito que eu quero) e pude dormir até não poder mais, meio-dia. Levantei e hoje eu resolvi brincar de trabalhar. Quer dizer, na verdade tive bastante coisa pra resolver, principalmente com banco, em que tive que prestar contas pro meu chefe. Como sou novo no emprego, meu chefe hoje resolveu testar meu desempenho e me deu um extrato de banco para testar minha “organização contábil” (sim, mudei de emprego, agora trabalho num lugar, cujo percurso simplesmente é na trilha do mar. Se não morasse na cidade, moraria no paraíso em que eu iria na praia dar um nadada e pescar o almoço. Eu hoje estou num ótimo emprego (o salário não é dos melhores, mas consigo cobrir meu passivo) em que a idéia que eu faço é simplesmente essa. E faço isso não pra buscar o peixe e, sim sereias, andar de navio, fazer nadar... Em outras palavras meu dinheiro é pra roupa, festa, mulher e cachaça, ...) – foi o maior parêntese na minha iniciante carreira de escritor, tá perto de eu postar sobre isso. E outra, não é um dos melhores empregos do mundo pra mim, simplesmente todo mundo dormiu hoje (eu consegui flexibilizar meu horário pra não precisar ir de manhã. A galera que foi toda dormiu de tarde. E de tarde só ficou essa galera. O resto (da sala ao lado, porque o prédio da Química pegou fogo, aí eles estão “alojados” lá no laboratório mais “relaxadão” do Campus, o laboratório de Física, que é onde eu trabalho), como dormi em casa, cheguei lá em alta. Dois caras subiram pro mezanino que fizeram como sala de repouso, pra dormir. Então fiquei com a galera que deve ter dormido de manhã ou não foram pro reggae quarta, lá só contando piada, dando risada e assistindo vídeo de e-mail pra homem. E descobri que é tenho que voltar do trabalho com o sol acendendo a cidade, preciso ver o mar! O ponto de maior satisfação desse trabalho é poder voltar também com o mar. Não posso trabalhar até tarde da noite!
Ainda tive que resolver o trabalho de conclusão de curso do MBA. Primeiro que começou comigo sem lembrar (de jeito nenhum!) que hoje tinha reunião. Um colega me ligou duas vezes (só atendi na segunda) pra me lembrar e pedir a apostila. Quando cheguei os caras tavam lá me esperando, na internet e trocando palavras. Cheguei, corrigi dei uma olhada no trabalho, corrigi e entreguei uma apostila que simplesmente tinha tudo que precisa ser colocado no trabalho. Um deles comemorou e disse que o trabalho tava pronto e pediu emprestado por uma semana para ler e adiantar as coisas.
Mas meu dia ainda não tinha terminado, fui pra casa de um amigo meu recém-casado (sem cerimônia, festa, só por morar junto). Fui pra lá troquei, idéia, filosofei, dei idéias cheques, ouvi coisas interessantíssimas, sérias, pra aprender e tudo isso em menos de uma hora... E senti muita saudade na volta...
Quando voltava pra casa, por volta das 23h senti todo o por que, toda a inspiração de Chico Science nessa música. A cidade não pára, a cidade só cresce (tá até agora bombando, um pouquinho, os carros nas ruas e tal), o de cima sobe e o debaixo desce (primeiro tinha um Monza antigão se arrastando na rua e na frente da fila de três, com o meu atrás, tinha uma Mercedes). Foi em momentos como esse meu que essa letra explodiu na cabeça dele, assim como a idéia dele explodiu na minha cabeça. Sulozei no MSN enquanto escrevia esse texto, procurava essa música, tudo isso ao som de Caetano Veloso no iPod e de headfone no ouvido. Este foi o meu ótimo dia.