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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Eta que é amanhã...


Depois de ver o Japão aparecer como surpresa, a Itália escorregar e escorrer pelo mundo que embeleza a taça e a Espanha reagir e colocar o Chile no seu devido lugar. Peguei a tabela da Copa e vi o dia de amanhã... Pensei, pensei... Aposto no Brasil pra ganhar a Copa do Mundo, mas o meu palpite pra esse jogo, é que o Brasil jogará de camisas azuis, calções brancos e meias azuis e a Holanda estará em campo de camisas laranjas, calções pretos e meias laranjas. É o único palpite que eu posso dar. Engraçado, o Brasil vai jogar que nem em 94...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E se o futebol imitar a vida?

Uma andorinha só não faz verão. Essa é a verdade dessa Copa do Mundo. Futebol é conjunto, técnica e habilidade. E é isso que está acontecendo nessa Copa do Mundo. Os times jogam atrás demais e só empata o jogo quem perder o gol nos contra-ataques.

Quem tem mais talento funcionando mata o jogo facilmente. O Uruguai fechou o grupo A em primeiro e o México ficou em segundo. Os talentos da França foram pra Copa do Mundo apenas para contra-atacar o técnico Raymond Domenech e nem isso conseguiram. E a África do Sul só tinha a sede da Copa como o jogador talentoso. No grupo B, a Argentina fez somente o que um verdadeiro candidato ao título tinha que fazer. Ganhar na estréia, dar um show e se poupar para as oitavas. E a Coréia do Sul mostrou que o futebol evoluiu e a boa participação em 2002 não foi obra do fator casa.

Até aí é o que aconteceu, agora vamos aos palpites. No grupo C, os talentos da Terra da Rainha não fizeram o mesmo que a França e não brigaram com o técnico na frente das câmeras, preferiram varrer a sujeira pra debaixo do tapete. E é por isso que as duas vagas estão em disputa e não apenas uma, como deveria ser inicialmente. No grupo D, a Alemanha já não é mais aquela e todo mundo tem chance de classificação. O grupo E, está mostrando que Dinamarca e Holanda são aqueles times do segundo escalão que aparecem nas quartas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa, como um Lyon, um PSV da vida. No grupo F, Paraguai fez a lição de casa, além dos exercícios extras que a professora recomendou, depois que todo mundo foi embora quando o sinal tocou. Já a Itália, mostra que o time é da velha escola que sempre começa aos trancos e barrancos e vai embalando a cada vitória no mata-mata. No grupo H, o Chile faz a mesma coisa que o Paraguai, enquanto que a Espanha também está honrando sua velha escola de chegar favorita cheia de pompas e cair fora cedo. E a Suíça, quem diria, está dando trabalho...

Agora o grupo G, que deixei por último por merecer umas linhas a mais. Portugal está fazendo o que se espera dele, já que Drogba, sozinho, só faz um golzinho quando o jogo já está decidido. Enquanto que Cristiano Ronaldo joga com Raul Meireles, Tiago e Liédson. E o Brasil, o merecedor das linhas a mais, está fazendo exatamente o que um time determinado faz, joga sua bola e mantém o jogo sob controle. Pra que ganhar mais de 2 a 1 da Coréia do Norte, se o jogo foi definido aos 27 do segundo tempo? Dá um gol a eles, aos 43 do segundo tempo, de prêmio pelo bom comportamento. Pra que ganhar mais de 3 a 1 da Costa do Marfim, se o jogo definido aos 16 do segundo tempo? Dá um gol, aos 33 do segundo tempo, a Drogba como uma medalhinha de honra ao mérito por jogar com um braço quebrado. E assim o Brasil segue na sua campanha. Aperta quando tem que apertar, impõe seu jogo, não desperdiça muito as oportunidades, mata o jogo e passa a administrá-lo com tranqüilidade, diminuindo os giros do motor até o apito final, que por falar em Fórmula 1, vai ter GP da Europa nesse domingo.

Brasil e Argentina só não farão a final, dia 11/07, se, respectivamente, o lado esquerdo e a defesa atrapalharem demais os times. Os dois são os melhores e são os únicos que jogam como candidatos ao título, impondo autoridade e colocando seus adversários nos seus devidos lugares, sem se desgastarem muito, fazendo o que é característico de cada um. Os Argentinos são ágeis, habilidosos, rápidos, por isso os gols saem como se estivesse brincando, batendo um baba. Já o Brasil é forte, competitivo e controla o jogo, na hora de se fechar, ninguém passa por Lúcio, nem por Juan e nem por Maicon e na hora de atacar, Elano, Robinho, Kaká, e Luís Fabiano fazem a parte deles. Os dois times estão caminhando até a final, do mesmo jeito que nós caminhamos até a velhice.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Abertura da Semi-final da UEFA Champions League: Brasil x Argentina

O Manchester United era um dos favoritos da Liga dos Campeões, mas caiu diante de um Bayern, organizado e experiente, ao ter uma grande baixa na sua tropa, o seu guerreiro, Wayne Rooney, fora de combate. Já os outros dois favoritos atropelaram os seus adversários cada um do seu jeito.

José Mourinho e Dunga são inteligentes. Mourinho é experiente, já ganhou uma Liga dos Campeões, com competência e bastante sorte. Dunga foi uma peça e assistiu uma conquista de Copa do Mundo. Os dois construíram seus pilares na defesa com Júlio César, Maicon e Lúcio, enquanto que o reboco foi feito com as peças que dispõem nos seus elencos. Samuel e Juan são companheiros de Lúcio, respectivamente na Inter de Milão e Seleção Brasileira. Zanetti fecha a lateral-esquerda de Mourinho, enquanto que Dunga pede que Deus o ilumine para encontrar o seu lateral esquerdo para a Copa do Mundo da África do Sul. O resto é um articulador técnico e um matador, que são Sneijder e Etoo no time italiano e Kaká e Luís Fabiano com a camisa amarela.

Já Pep Guardiola e Maradona só se assemelham na inexperiência, até um certo ponto. Maradona é um mito, mas transloucado. Ele não sabe armar o tabuleiro, mas arma um xeque-mate com a mesma naturalidade com que aprendemos a respirar. Enquanto que Guardiola está aprendendo a colocar as peças nos lugares corretos. Guardiola só tem Ibrahimovic. Alguns especulam que Maradona irá com o genro Agüero, a única luz que brilha no Atlético de Madrid, outros apostam que Diego Milito, artilheiro do Italiano, será o matador da Argentina. Guardiola já viu que o tempo de Henry está chegando ao fim e Pedro vem numa enorme crescente. O batalhador Tévez está pronto para dar o sangue para a seleção argentina.

O ponto que Guardiola distoa de Maradona é justamente Lionel Messi. Guardiola já disse que se não fosse Messi ele ainda estaria treinando time de segunda divisão. Pep armou o seu excelente time, depois sentou no banco, botou "Deixa o menino brincar" de Jorge Ben para tocar no seu iPod, virou pra Messi e deu a seguinte orientação tática: Coloque as caneleiras e as chuteiras, pegue a camisa 10 e entre em campo. A partir daí, Messi passou a chamar todos os defensores dos times adversários, tanto os da esquerda quanto os da direita, para brincar de esconde-esconde, pega-pega, polícia e ladrão e fazer os goleiros decorarem bem o fundo do gol.



Nas eliminatórias da Copa, o Brasil de Dunga meteu 3 a 1 na Argentina de Maradona. Messi nem parecia estar em campo naquela ocasião. As semi-finais da UEFA Champions League entre a Inter de Milão, de Mourinho, e o Barcelona, de Guardiola, serão nos dia 20/04, o jogo de ida, e 28/04 o jogo de volta. É o trunfo de Mourinho e Dunga contra o messias de Guardiola e, talvez, de Maradona.

domingo, 19 de julho de 2009

Vale a pena ler de novo

Acabei de assistir a entrevista de Galvão Bueno com Luís Fabiano no Esporte Espetacular. Não teve como não lembrar dos tempos do Fabuloso vestido com a camisa 9 do São Paulo. Atualmente é o único jogador que eu tenho muitas saudades dos tempos em que jogava no Morumbi. Nem com Kaká é assim. Vida longa para Luís Fabiano e que ele continue fazendo muitos gols por onde passa. Segue o repeteco que escrevi no dia que o Luís voltou a seleção e começou sua caminhada para ser dono da camisa 9 amarelinha:

Luís Fabigol, Luís Fabuloso ou Luís Fabiano, o Fabuloso. Eram esses os apelidos que a torcida são-paulina chamava-o no Morumbi. Sou fã dele hoje, mas fui mais ainda quando vestia a camisa 9 do São Paulo. Ah, que saudade do Luís Fabiano com a 9 do Tricolor!
Ontem Luís Fabiano voltou ao Templo que brilhou em vários jogos. Voltou com uma camisa diferente, talvez um pouco estranha nele por causa do costume (temporário, porque acho que ele será figurinha certa nas próximas convocações). Mas ele fez o que sempre fazia nos velhos tempos. Gol. E não apenas 1, fez 2. Foi o herói da partida e saiu aplaudido como sempre acontecia. O gol de empate que ele marcou me trouxe várias boas lembranças dele. O chute quase sem ângulo e a comemoração no escudo do São Paulo me deixaram arrepiado.
Lembro de um jogo Grêmio x São Paulo no estádio Olímpico em Porto Alegre, em que ele fez um gol parecido, num chute sem ângulo. Era o Campeonato Brasileiro de 2003. Eu estava chegando em casa e o jogo já tinha começado. Aliás, já estava quase acabando o 1º tempo. O jogo estava empatado, 1 a 1. Achei o resultado até bom, um empate fora de casa e num clássico brasileiro contra o Grêmio, normal o empate. Mas quando terminou o 1º tempo apareceu o placar com os autores dos gols. Júlio Baptista tinha aberto o placar e Anderson empatou para o Grêmio. Nesse momento pensei: fica tranquilo, falta o gol do Luís, pode botar aí 2 a 1. Dito e certo (eu estava sozinho em casa, não iria ficar falando sozinho, né?), no início do segundo tempo, o Fabuloso fez o gol da vitória. Foi um chute forte e alto, quase sem ângulo, pela esquerda, perto da linha de fundo. Lembro também do comentarista da tv dizendo que só chutava para o gol, naquela posição sem ângulo, o atacante que estivesse com a confiança em dia. Naquela época o Fabuloso estava numa fase em que fazia gol em quase todos os jogos.
É bom rever o Luís Fabiano. O ruim é não vê-lo vestido com a camisa branca com duas listras verticais, uma preta e outra vermelha, no meio. Que saudade!! Hoje era tudo que o São Paulo precisava para ser um time completo. Uma forte defesa, quase intransponível, e um ataque matador, liderado por um atacante fabuloso.