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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A tarde no Tunga

A Oktoberfest é uma ótima festa. Muito bonita, hiper-mega-ultra organizada. E digo isso porque já fui pra muita coisa nessa vida. Já encarei desafios que sonhava com todas as minhas forças que era o máximo, mas eram apenas a alguns kilômetros de Salvador. Saía de lá de queixo caído, lá embaixo mesmo! Então eu posso falar!
O meu primeiro dia na Oktoberfest foi do Céu (nos ouvidos...) ao sono quase profundo (mas não tanto por causa do fenômeno que eu testemunhei com meus próprios olhos), quando cheguei no quarto e voltei ao Céu. A festa de vocês, Santa Catarina (até agora...), é muito, mas muito morgada. Desculpa dizer... Se fosse um pouco mais "moderna" seria uma das melhores festas do Brasil, porque potencial vocês tem e aos montes.
Um aviso a vocês: Cerveja morga, morga muito, não encham a cara com cerveja e saiam pra balada, a menos que seja para aquela mais bem esquematizada, para os dois adiantarem seus lados e finalizarem a noite onde deve ser.
Uma bebida excelente é energético. Energético é a bebida da praia. Vodka ou uísque. Duas bebidas destiladas. Não dá barriga e te deixa em ponto de bala para a balada. Misturem com energético (red bull, burn ou mad dog, se encontrarem este último). E curtam a batida da eletrônica.
Para mim o melhor dia da Oktoberfest foi o dia do desfile na rua, em frente ao Tunga. No início fiquei admirado com a organizacão da festa. Gradezinha no papel de corda de bloco de trio-elétrico. Desfile bonito. Quando acaba a grade incrivelmente evapora, os dois lados da rua se misturam e entra no rol das melhores festa do Brasil, facilmente com a sua faixa de miss. Como eu entendi a festa de vocês vou dar uma dica, mas antes terei que explicar uma coisa.
A Oktoberfest começou com os coroas que chegaram aqui querendo só de comer a água deles. Vieram com família e para passar a cultura alemã para os filhos, pelo menos por um tempo no ano, para manter as raizes vivas, a Oktoberfest foi criada. Os filhos aprenderam com os pais, cresceram, tiveram filhos e as coisas comecaram a mudar com a MTV. Jovem ouve eletrônica também. Então, os coroas fizeram a festa e nesse ano, incluiram a música eletrônica, a boate. Para vocês comerem água no Tunga misturem aquela bebidinha que vem no tubo de ensaio todo no chopp. Vão bebendo e esperando o desfile acabar e as grades evaporarem. E depois encontrem o lado oposto.
Essa bebidinha no tubo de ensaio funciona como o energético da vodka. Ok, mantenha a tradição bebam chopp, mas misturem com isso e entrem no pavilhão da música eletrônica. E não fiquem só parados com o copo na mão ou se acabado de dançar com músicas inocentes. Pegue as letras das músicas do Asa de Águia, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e façam o que eles falam. Pra Oktoberfest ser uma das melhores festas do Brasil, precisa ter o veneno que sobra numa Trivela, num show de Axé. Na hora do momento de vocês peçam pros velhos darem uma diminuida no volume da música educativa deles e aumentem o som da eletrônica ou botem axé na caixa. E larguem de achar que o mundo é um conto de fadas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

De volta...

Viajei para Blumenau no último final de semana. O motivo da minha viagem foi a Oktoberfest. Os avisos da metereologia (não-oficial) eram os piores possíveis, era chuva que não acabava mais, o teto estava desabando e alagando tudo. Mas o cenário foi completamente diferente, não senti cair uma gota do céu.
Nunca tinha ido para Oktoberfest antes e quando cheguei lá, vi que as coisas estavam muito aquém do que imaginava. Mas também tive culpa no cartório, cometi o erro primário de criar um pré-conceito e depois as expectativas. Não se deve criar expectativas de nada, quanto mais do desconhecido. Porém a paciência é uma virtude e a compreensão é algo que deve sempre ser levado em conta. Não se deve julgar sem entender os fatos. Parei, observei e entendi o que é a Oktoberfest, mas isso são cenas dos próximos capítulos. Aliás, essa viagem me rendeu algumas coisas interessantes para transformar em texto. Farei isso ao longo dos dias e das semanas, depende da minha disponibilidade pra escrever.
Entre mortos e feridos, a viagem foi sensacional. É uma daquelas viagens que quando eu paro para analisar, chego a conclusão que foi "ducaralho". Já tinha ido para Blumenau há um bom tempo atrás (vixe, mais de 15 anos...), eu devia ter uns 11 anos. Me lembrava de pouca coisa, mas lembrava de como a cidade era. É uma cidade alemã no Brasil. As casas, a organização, o cenário, as músicas é todo alemão. Além, é claro, das mais belas mulheres. Ah, as catarinenses...
A gente deve viajar sempre, inclusive para os lugares que já fomos há um bom tempo atrás. A cabeça muda, a percepção e a sensibilidade aumentam, enquanto que algumas lembranças vem a tona. Por hoje é só, vou dormir, porque ainda preciso botar meu sono em dia. Ainda sinto os reflexos da viagem, as poucas horas de sono, as muitas horas de chopp...

sábado, 16 de maio de 2009

Quase um carioca

A constatação é óbvia, mas aos poucos vou subindo um degrau no Rio de Janeiro. Na primeira vez que fui pra Cidade Desespero, segundo o Marcelo D2, ou Cidade Maravilhosa, segundo André Filho, só passei uns 2 dias lá. Não deu pra conhecer quase nada.
Nessa segunda vez, consegui subir 2 lances de escada, de três em três degraus. Fui pro Furacão 2000 na quadra da Salgueiro. Sim aquilo mesmo, Furacão 2000. Já vários vídeos no Youtube de Mulher-Melancia mexando o rabão na velocidade 5, logo que surgiu a profissão mulher-fruta. Na quadra da Salgueiro, vi os camarotes e a sacada onde Viviane Araújo e outras colegas tiram fotos, de micro-short, micro-vestido, micro-top, micro-roupa, pra aparecer na capa dos grandes portais da internet. E vi também várias outras anônimas cavalas e protótipos de mulher-fruta dançando na pista e nos camarotes da festa. Terminei a noite ou começei o dia, depende do referencial, na famosa Pizzaria Guanabara. E na volta pra casa, tivemos que mudar o caminho, pois um túnel ainda estava fechado devido a uma troca de tiros entre policiais e traficantes. Só não me perguntem que túnel foi, pois esqueci 5 minutos depois que me falaram.
Dessa vez tive tempo de viver o life style carioca. Fui pro Maracanã ver Fluminense e São Paulo, jogo em que o tricolor paulista renovou mais uma vez a carteirinha de freguês do tricolor carioca. Na história recente, o São Paulo perdeu do Flu como sempre e eu, pra não perder o costume, perdi o avião mais uma vez. Mas como há males que vem para o bem, pude viver o life style carioca e ir pra praia em plena segunda-feira, como várias famosas gostosas fazem e, mais uma vez, aparecem, de micro-biquini, nas capas dos principais portais da internet. Infelizmente a minha ida pro Posto 9 não coincidiu com Viviane Araújo, Mirela Santos e etc. A noite de boemia foi na Lapa. Cerveja, samba e mulher, mais carioca do que isso, só se tivesse ido com Jorge Ben.
Marquei outra viagem para o Rio, mas não poderei ir, pois nessa semana terei aula na pós. Mas guardarei o crédito da passagem para uma próxima oportunidade ou o próximo final de semana. A única coisa que não mudou é o meu desejo de não mudar para lá. Salvador é a minha cidade, o Rio pode ser minha segunda casa.