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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Elevador quebrado

Se o síndico do meu prédio lesse meu blog, tomaria conhecimento da minha reclamação: Que o botão 7 do elevador do lado do 703 e 704 não está funcionando. Se ele lesse o meu blog... Porque é isso que eu escreveria no livro ou caderno, chame como quiser, de ocorrência ou de reclamação...

"Depois de imaginar o sonho de estacionar o carro no local que já foi o clube Português e ir correndo até a academia Hangar 45, parei o carro, bem mais adiante, no início do Parque Costa Azul, lá mesmo onde os aprendizes de motoristas treinam baliza para o exame do Detran. E dali parti correndo pra Hangar 45. #partiuHANGAR 45. Malhei, resenhei e dei risada. Resenhei, dei risada e malhei. E depois #partiuCHURRASCARIA VILLAS (fica lá do lado onde parei o carro).

Chego em casa faço minha janta. Como, tomo banho, atendo o celular e aviso que já estou de saída, e vou para a “Super-Quarta” na casa de um amigo meu, jogar videogame (Barcelona 1 x 0 Real Madrid, Barcelona 0 x 3 Real Madrid), ouvir Sharon Jones e assistir Peñarol 0 x 0 Santos.

Por falar no jogo de ontem, Muricy Ramalho, técnico do Santos, viu o primeiro tempo tendo um infarto. O Santos não jogava nada, Elano parecia estar no Departamento Médico e Neymar fazia caras e bocas para as câmeras depois de simular uma fratura exposta e um queixo deslocado. Como bem disse Santiago Solari, o Peñarol jogou no físico. E foi assim, cozinhando o jogo a fogo médio, ganhando no meio de campo, chegando bem no ataque, se defendendo, até aumentar o fogo no final. Enquanto que o experiente Durval comandava a zaga do Santos.

Depois de tudo isso, chego no meu prédio, coloco o carro na vaga, chamo o elevador, que estva no “T” (minha garagem é no andar de baixo, G1), entro no elevador, aperto o botão 7 sem ter surtido efeito algum. Lembro do “elevador em manutenção eterna” da faculdade.". Aí penso em escrever tudo isso no livro de ocorrência que fica na portaria do prédio, mas começo a imaginar o presidente da reunião de condomínio lendo esse texto com meu pai entre os presentes e desisto da idéia. Seria melhor que o síndico lesse meu blog.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vivo

Ok, eu sou são-paulino. O meu time está jogando contra o Paulista, pelo Paulistinha e eu deveria estar vendo. Mas logo em seguida ao gol de Dagoberto, que diminuiu o placar, 3 a 2 Paulista, abri a internet e vi: América do México faz o segundo e volta a ficar na frente do Fluminense. Tive que trocar de canal, pois não podia perder esse momento.

Não, eu não estava torcendo contra o Fluminense. Também não troquei o canal para ver o atual campeão brasileiro agonizando na Libertadores. Não sou desse tipo de gente que gosta de ver miséria alheia, a menos que seja o Corinthians dando seus últimos suspiros.

Quando comecei a ver o jogo, o placar marcava 2 a 1 América do México, mas o mais incrível foi ver a apatia dos jogadores. Faltavam um pouco mais de 15 minutos para o jogo terminar e os jogadores do Flu andavam desolados dentro do campo... Até que Deco cruzou e Araújo, de cabeça, empatou o jogo aos 34 minutos. O time carioca voltou a pegar fogo e acreditar que milagres podem acontecer mais de uma vez, assim como aconteceu em 2009 ao se salvar do rebaixamento na última rodada.

Deco é craque. Esteve muito tempo fora do time por problemas de contusão, mas ele fez parte daquele time do Barcelona, que ganhou a Champions League, em que muitos apontam como o responsável pelo marco zero até o time catalão chegar nessa fase atual maravilhosa. E o roteiro, digno de um filme de Alejandro Gonzávez Iñárritu em que os personagens sempre lutam contra a morte, fez o torcedor sofrer até os 42 minutos do segundo tempo. Deco recebe de Fred e encobre o goleiro do América do México.

Linda e emocionante festa. Torcedor chorando feito criança, outros se abraçando, alguns se esgoelando. Sim, o Fluminense vira o jogo faltando 3 minutos e mantém os aparelhos ligados. Sem diretor de futebol, sem gerente de futebol, sem treinador, mas vivo na Libertadores.

Agora, quem tem que dar a bola é o Santos. É outro time brasileiro que está respirando por aparelhos na Libertadores.

Ah, depois olhei o resultado... O São Paulo não conseguiu empatar. Terminou mesmo 3 a 2 para o Paulista.