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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Som Ambiente


A indicação inaugural dessa seção já tinha sido escolhida há séculos... Aliás há decadas, pois também tem outro disco que eu vou te contar. Mas, para ser o mais justo possível semanas, pois o outro disco também é recheado de relíqueas e a briga foi boa. Porém deixemos as indicações deles para as próximas oportunidades, porque a escolha inaugural foi alterada por motivos puramente pessoais, viu?

A Tábua de Esmeralda (1974) de Jorge Ben. Este disco apareceu em sexto numa lista elaborada pela revista Rolling Stones dos 100 maiores discos da música brasileira. Contém algumas das maiores composições de Jorge Ben como "Os alquimistas estão chegando", "Eu vou torcer". Além das espetaculares, mas menos divulgadas, como "Errare humanun est", "Cinco Minutos", "O homem da gravata florida", entre o resto do disco. Ele é todo bom.

Agora vamos a seção. Um belo dia perceberam uma estranha maneira minha. Toda vez que eu dizia que gostava muito da música que estava começando a tocar no som do carro, eu ia e abaixava o volume. Acharam isso estranho logicamente, pois todo mundo que gosta de uma música aumenta o som.

Uma boa música para mim deve ser deleitada em som ambiente, simplesmente porque você consegue ouvir todos os instrumentos da música. Com o som alto sempre alguma coisa vai ficar mais estridente do que as outras e consequentemente isso termina tomando conta da sua atenção. Com o volume mais baixo, em som ambiente, você consegue perceber vários pequenos detalhes da música. O momento em que entra um instrumento, a hora que o outro se recolhe. Música tem que ser conduzida pelo seu criador. Ele vai te dizer a hora que a guitarra deve entrar desse jeito, sendo acompanhada pelo baixo, para abrir caminho para a vez do piano.

Exatamente por isso essa seção vai se chamar Som Ambiente, pois vai ser sempre um som para você se deleitar ao ouvir. Não será uma escolha a revelia. O underground a gente deixa para o underground, já que a minha intenção é agradar o maior número possível de pessoas. As indicação serão de discos com potenciais para agradar a gregos e troianos. Já os "undergroundianos" perguntem diretamente a mim (o e-mail está no perfil). Filtrarei a água que pego diretamente da fonte, mas não esperem esssas coisas que estão sob os holofotes, não será nada que teria o carimbo do Disk MTV, se este ainda fizesse parte da grade do canal. Isso é coliformes fecais e a água que eu bebo é pura e limpíssima!
P.S: Não apenas mostro os peixes, como também digo onde eles estão que é nesse último link da parte de Fontes, Inspirações e Influências.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Momento de Reflexão

Nas últimas semanas esgotou o meu estoque de temas inspirados. Por isso que não venho escrevendo muitas coisas. Não que a cabeça tenha parado de trabalhar e se concentrado apenas no trabalho e estudo. Ela ainda continua a todo gás, principalmente neste último sábado em que fiz observações pertinentes sobre algumas pessoas (famosas e anônimas), discuti sobre novos rumos do blog, da vida e desmitifiquei o passeio do homem na Lua e no espaço (acho que tudo não passou e não passa de propaganda ilusória dos EUA), além de outras coisas que sei que falei, mas esqueci.

Um dos meus objetos de observação foi Jorge Ben Jor. Ele fez grandes músicas no passado, década de 70, discos espetaculares como Tábua de Esmeralda e África Brasil. Hoje em dia ele sobrevive do que fez no passado. Não faz mais nada novo. Quando as contas chegam e o cheque especial começa trocar olhares, paquerá-lo, Jorge pega o violão e sai por aí fazendo shows, lotando lugares de médios pra pequenos e depois volta pra casa trazendo na mala dinheiro suficiente para continuar a sua vida tranqüila. Ele sabe que os tempos de criatividade agora fazem parte do passado e se esforça para não fazer nada de novo que vá machar a sua bela discografia.

Não tenho um belo arquivo de textos, mas tenho coisas respeitáveis, tenho meus momentos de algum brilho. Não quero vir aqui e escrever merda. Tentei encher choriça como esse texto sobre tênis, que foi nada mais do que um tapa-buraco. Mas seguirei o exemplo de Jorge Ben Jor e para não fazer merda, invento um quadro novo para o blog, pelo menos durante esse tempo sem luz de inspiração.

Como diz Mano Brown em uma de suas letras, até no lixão nasce flor. Colherei flores no ar e distribuirei para vocês. Nos próximos dias, além de apresentar músicas, indicarei discos e filmes. Não sou nenhum especialista nesses assuntos, assim como não sou nenhum especialista em nada que escrevo aqui. Sou apenas um cara que gosta de curtir as coisas boas da vida. Como sou apresentado a muitas músicas e filmes, uso meu filtro para entregá-los só os barros que julgo que irão gostar, mas sempre assinando embaixo todos.

Outra coisa que quero explicar é aquela história que contei há alguns meses atrás de criar um segundo blog. Não farei mais isso, porém as coisas que eu ia botar no outro blog, estou botando aqui. Os bastidores mudaram. A idéia de como atualizaria o outro blog foi posta em prática nesse. Talvez vocês não tenham percebido isso, pois não é uma mudança que possa ser vista a olhos nus. Vocês não sabem o que acontecem nos bastidores da Globo ou de Hollywood. As outras idéias do novo blog serão implantadas nas próximas semanas.

Por enquanto é só. Em breve, falarei de uma enorme mudança no blog que está por vir. Apenas não quero me precipitar e já cantar a pedra antes da hora. As negociações estão bastante avançadas, mas ainda não foram fechadas. Ao que tudo indica em breve serão concluídas e um novo estilo de blogar no Nove do Quinto será implantado. Acredito que vocês gostarão, pois eu estou me empolgando muito com a coisa e a alma do blog continuará a mesma.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Arrepia zagueiro!

Este é o meu ídolo do São Paulo na atualidade. Miranda. Zagueiro refinado, classudo, duro e pegador quando necessário e um dos melhores zagueiros em atividade no Brasil. Ocupou o lugar deixado por Luís Fabiano, este último trocou de clube e agora figura na minha galeria dos grandes jogadores que admiro. Quando digo que Miranda é meu ídolo no São Paulo, não estou levando em conta Rogério ceni, já que este é patrimônio tombado do Morumbi, merecia um busto ou uma estátua.

Depois que o rival Palmeiras anunciou a contratação de Vágner Love, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, viu que não poderia mais vender ninguém e botou os culhões pra fora ao rejeitar uma proposta do Wolfsburg, da Alemanha, de 12 milhões de euros pelo anjo da guarda da defesa tricolor. Pelo menos até o final do ano não precisarei trocar de ídolo são-paulino...

Segue a letra de uma música de Jorge Ben na qual ele explica o que é um zagueiro e não tem como eu não associá-la ao camisa 5 do São Paulo.


Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro

Ele é um bom zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio
Acreditar em si
E ser leal
Zagueiro tem que ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumento
E ganhar todas as divididas
E não deixar sobras pra ninguém
Tem que ser o rei e o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos
De 90 minutos
Zagueiro

Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro