sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Ruim certo

Que Hugo Chávez é um ditador e um entrave para a liberdade de expressão na Venezuela disso ninguém tem dúvidas. Porém, estou começando a vê-lo com outros olhos. E na rabeira do venezuelano, vem Evo Morales, presidente da Bolívia.

Chávez é aquele cara que quer botar ordem na casa. Ele não conta conversa, seja quem for não terá vida fácil pra entrar no território venezuelano.
O principal inimigo de Chávez são os EUA, simplesmente porque os americanos se acham os donos do mundo por ser poderosos. Os ianques invadem qualquer território sob a bandeira da democracia, mas na verdade estão fazendo o mesmo papel que os europeus nos tempos dos descobrimentos. Portugueses, espanhóis, ingleses e franceses rodaram o mundo atrás de novos territórios que tivessem riquezas para serem exploradas. Chegavam, faziam um reconhecimento da área, matavam os índios rebeldes, tomavam conta do local e começavam a exploração, colonização, catequização dos índios, construção de igrejas e fortes, desova dos conterrâneos loucos varridos e depois iam embora (ou nem iam embora, que o diga os africanos).
Os americanos fazem a mesma coisa nos dias atuais. A diferença é que fazem o reconhecimento da área antes da invasão e quando descobrem alguma riqueza é que recolhem a âncora, abrem a vela e colocam a caravela a navegar pelos oceanos. Sob a bandeira da democracia, invadiram o Afeganistão, mataram os talibãs rebeldes, tomaram conta do local (e nem Obama pensa em sair logo), começaram a explorar o petróleo, colonizar afegãos, democratizá-los, levaram empreiteiras e os loucos varridos ficam por conta dos soldados que se ficarem na terra do Tio Sam vão metralhar universidades. A mesma coisa aconteceu e acontece com o Iraque que era de Sadam Hussein.

É por causa disso que a Venezuela está na lista negra. O problema é que lá existe um tal de Hugo Chávez que não abaixa a cabeça pra ninguém com o crachá de Washington e pra nenhum outro capacho deles. Sem sucesso pela via capacho-diplomática, os americanos pegam uma foto com a cara de Chávez colocam dois chifrinhos, pintam os dentes de serpente, colocam um tridente e apresentam pro mundo como o capeta em pessoa. Todo mundo se assusta com a foto photoshopada e passa a vê-lo como tirano. Aí Chávez pede apoio a população venezuelana. Os americanos então apelam para o plano B, financiando a oposição venezuelana, fazendo com que Chávez libere o seu lado tirano, pegando em armas e eliminando seus opositores. Assim, os americanos podem levantar a bandeira da democracia e convencer o mundo de que o líder venezuelano é o novo Sadam, mas sempre mirando, de canto de olho, no petróleo venezuelano.

O que os americanos querem é o que financia as guerras no mundo, que é o petróleo. Sadam Hussein não bateu testa com os americanos porque ele era feio, chato e ditador, e sim porque ele tinha petróleo que financiou toda a resistência iraquiana ao longo das décadas. Fidel Castro também tentou enfrentar os americanos, mas esbarrou em 3 obstáculos: não tinha petróleo (conseqüentemente, não tinha dinheiro), médicos só sabem salvar pessoas e atletas só sabem lutar em competições esportivas e não pegar em badogues, se entrincheirar atrás de postes e jogar pedra no inimigo. Por isso, Fidel parou junto com a União Soviética, mas fez questão de não abaixar a cabeça, mesmo que o seu povo tivesse que passar por necessidades.

As maiores riquezas do mundo são petróleo e gás natural. O dono de um país é o governo. É justo que o governo seja o dono do petróleo e do gás do seu país. Por isso, é justo que o “Mionzinho” de Chávez, Evo Morales, botasse a Petrobrás pra correr. A estatal brasileira quis dá uma de EUA e se apossar, por vias legais (diga-se de passagem), do gás boliviano. Ao contrário dos índios do século 15, 16, o índio do século 21 dispensou o arco e flecha e usou fuzil e metralhadora para expulsar os brasileiros.

Os americanos são poderosos, ricos, mas tem um ponto fraco, um calcanhar de Aquiles. Eles não se metem com gente com poder de fogo de destruição em massa, mesmo que seja limitado. Imaginem algum maluco meter uma bomba atômica em Manhattan e apagá-la do mapa? Por isso que os americanos não se metem com o Paquistão, nem com a Coréia do Norte. E na nova corrida armamentista do século 21, Chávez procura se aliar com os únicos no mundo que poderiam abrir o cofre com o segredo do armamento nuclear, Paquistão e Coréia do Norte e formar, segundo os americanos, o eixo do mal.

A Guerra nuclear é o visto no passaporte do mundo para o inferno, então por isso toda cautela para apertar o botão é pouca. Os países sentam para conversar com quem tem armamento nuclear, no máximo aplicam uma (simbólica) multa com o timbre da ONU para quem “ousa” entrar nessa brincadeira. Na mente dos “donos do mundo”, ninguém mais pode inventar de desenvolver esse tipo de armamento. Se eu tenho um 38, mando nessa porra e não quero que ninguém mais tenha para bater testa comigo! Esse é o pensamento dos americanos e por isso querem impor a política de quem tem tem, quem não tem, não pode ter mais. Já os que não tem são alvejados de bombas como o Afeganistão e o Iraque, nada de sentar para conversar e nem aplicar (simbólicas) multas.

Chávez só precisa de uma bombinha nuclear e de um lançador, que pode até ser um meio enferrujado da antiga União Soviética (é só dar um polimento e botar óleo nas engrenagens que funciona), para que os EUA não entrem nunca na Venezuela para roubar o petróleo alheio. E é justamente por isso que começo a vê-lo com outros olhos. Ele está defendendo o patrimônio dele, da Venezuela. Coisa que o resto da América do Sul deveria fazer para não ter mesmo fim do Oriente Médio. A ONU vira e mexe inventa de vir inspecionar as usinas de enriquecimento de urânio, porque isso é o caminho para se chegar na energia nuclear e, conseqüentemente, na bomba.Porém muita calma nessa hora. Bater testa com os EUA não significa ditadura, nem morte aos opositores, muito menos fita isolante na boca da imprensa! O povo é que tem que ter liberdade para escolher o seu líder e liberdade para pensar e falar o que quiser. Enquanto que os governantes devem cuidar bem do seu povo e protegê-los de ameaça externa. E não deixar que o mundo transforme a Amazônia num patrimônio do mundo, porque ela é dos sul-americanos. Quem mandou escolher território ruim?

domingo, 24 de maio de 2009

(Piloto III) Quase um paulista

Desde domingo passado que o teto desaba em Salvador. A chuva não pára! Como todo cidadão que mora em cidade com vista pro mar, fico que nem um siri na lata em dia de fim de semana de chuva. Não tenho a mínima idéia pra onde ir em dias assim. Mas a culpa não é só minha, não tem o que fazer em dia de chuva. Hoje não tava afim de beber, então exclui-se os bares. E depois de rachar o coco, tive a brilhante idéia de rodar no shopping.

Cheguei na enorme feira moderna ao som disso aí, Mombojó, que desde sexta-feira não consigo ficar sem escutar essa música, Deixe-se acreditar, cada vez que entro no carro. O escolhido foi o Salvador Shopping.

Ele é o mais bonito e (por enquanto) moderno shopping daqui. Quando eu era guri, assistia o filme De Volta para o Futuro e achava que aquele futuro estava muito distante, chegava até a duvidar que eu pudesse ver. Mas, pois é, ele está quase aqui e pode ser visto na arquitetura e decoração do shopping. Pro presente ficar igual ao futuro, do segundo filme da trilogia, só falta os carros recolherem as rodas e sairem voando por aí.

Outra coisa que me chamou bastante atenção no shopping foi a juventude das coroas. Elas estão cada vez mais com aspecto, jeito e ar de jovens. Pela frente, dá pra ver sem dificuldades que elas estão muito perto ou já passaram um pouco mais dos 50. Mas quando vistass por trás, não dá pra dizer quem é a mãe ou quem é a filha de 18, 20 anos. Reparei também numa coroa que ficou diluida quando entrou numa loja que tinha algumas mulheres de 20, 25 anos. Foi como se você mistura-se o açúcar na água. Todas elas vestidas com calça jeans apertada e que empina a bunda, blusas apertadinhas também e luzes no cabelo. Já as gurias adolescentes todas iguais, padronizadas de franja no olho, parecendo que acabaram de sair de uma fábrica do Fordismo.

Um domingo de chuva só dá programa de paulista como opção. Da metade da tarde pra agora a pouco, foi rodando no shopping. Não comprei nada, só fiz comer e andar sem rumo observando o ambiente. Até que não foi ruim, mas eu queria era ter ido pra praia. Pára São Pedro!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Em metamorfose

Depois que assisti ao jogo do Corinthians contra o Santos pela final do paulistinha, a disputa de pênalti entre Flamengo e Botafogo pelo título do Campeonato carioquinha e ao segundo de tempo de Bahia e Vitória na decisão do baianinho, levantei do sofá com uma vontade de saber como eu ia e como ia meu mundo. Não foi agora que descobri que o meu Orkut estava desatualizado e o meu perfil não tinha mais quase nada a ver comigo.
Mudei muito nos últimos meses. A mudança não aconteceu da noite pro dia, nem do dia 31/12 pro dia 01/01, ela começou lá em 2006. Com o tempo fui mudando, mudando e me transformei no que eu sou hoje. Descobri que além de ser um anjo, posso não ter cinco inimigos, mas as pessoas começaram a ver e a falar das minhas atitudes. Algumas aceitaram meu novo estilo de vida, minhas escolhas, ou, pelo menos, toleraram. Outras ganharam uma enorme interrogação sobre mim na cabeça, ao não conseguir entender determinadas decisões que tomei. Já outras pessoas adoraram a nova versão 2000inovo (não pretendo ficar somente em 2009). Antes eu era tímido, hoje não mais. Sou reservado e não vou conversar com você como se fossemos melhores amigos desde a infância, se nos conhecemos a 5 minutos atrás. Dê tempo ao tempo e um dia vamos conversar como se fossemos melhores amigos desde a infância sem nem sentir.
Também mudei a minha forma de pensar. Hoje tenho uma visão muito maior da sociedade, seus preconceitos, seus objetivos, suas vulnerabilidades. Enfim, passei a observá-la bem mais e não somente viver nela. Busco a compreensão da sociedade pra aceitá-la do jeito que é e me adequar às suas regras quando for obrigado ou quando não quiser causar qualquer constrangimento pra mim (sim, nessa parte sou egoísta, mas não sozinho, já que tolero as manias dela. Quero que ela também passe a tolerar as minhas). A sociedade macula muita coisa. Ela pinta de azul, amarelo e verde o que lhe convém e trará benefícios. Já o que não traz nenhuma vantagem ela pinta de preto e chama de loucura.
A parte da compreensão da sociedade entra agora. Nas brechas das leis, nos meandros das bases das pirâmides, ela permite que as pessoas sejam do jeito que elas são e querem, desde que não saiam do perímetro que ela estabeleceu. É como se ela disse onde e como você deve exercer suas subjetividades, permitindo que você viaje quando quiser, só não dê mole (com ela e nem com você mesmo), nem a incomode, porque aí as providências drásticas serão tomadas.
Utilizo a mesma fórmula, da sociedade, nas pessoas. Tento compreendê-las ao máximo, descobrir o que as motivou a tomarem determinadas atitudes e, principalmente, a forma como pensam sobre as coisas, a vida, o mundo e as outras pessoas. Já faz algum tempo que parei de julgar as pessoas. Hoje sinto pena de algumas delas e lamento muito pelo pensamento limitado e preconceituoso. As pessoas se acham na condição de julgar todo mundo sem investigarem a fundo o que aconteceu de fato e os seus principais detalhes. Elas fazem juízo de todos sem nenhum embasamento, apenas no achômetro e na visão limitada.
Recentemente, pude ver todo esse raciocínio em prática. Foi na semana santa, quando fui pra Búzios. Rolou várias coisas desse tipo durante a viagem. Era gente julgando gente por serem diferentes, gente querendo subjugar outras porque se acham melhores, gente falando de coisas que apenas viram o galo cantar, mas sem nem saber como ele cantou e por que ele cantou. Gente que teve o veredicto que não merecia, que foi dado apenas com base em atitudes extremamente irrelevantes ou fatos isolados, mas que na hora chamaram mais atenção do que a essência mais bonita e humana delas, esta última, geralmente, não é vista a olho nu pelas outras pessoas. Já as primeiras ficam expostas como carnes em açougue ou roupas em liquidação.
Descobri também que a vida é simples, além, do óbvio, de ser extremamente injusta com a esmagadora maioria. Não estou falando da injustiça das leis. A coisa é muito mais profunda do que seguir meras frases escritas em um livro intitulado Código de Leis, que foram ditas por alguém ou por alguéns. Estou falando da injustiça que as pessoas cometem umas com as outras. Pra quê ostentar o excesso, se a maioria mal tem o básico? Não é crime ter alguma coisa, muito menos é indicação de falta de caráter o querer ter algo, não sejamos hipócritas também, pode ter luxo, conforto, mas só não precisa esbanjar, dar salto mortal ou pintar a bunda de vermelho só para aparecer, com o único objetivo de mostrar que tem. Tenha tudo do bom e do melhor, mas fique plantado na sua. Afinal de contas, não se pode fechar os olhos para o mérito e o esforço da pessoa para alcançar o sucesso, ser bem-sucedido. A sociedade faz questão de mostrar as diferenças que existem dentro dela e não move uma palha sequer para mudar esse quadro. Não querem largar o osso ou dividir o banquete, apenas dominar, escravizar ou chantagear.
Não tenho esperança de um mundo perfeito. Os mundos que beiram a perfeição tiveram que sujar muito suas mãos para atingir a posição em que se encontram. Mãos que a primeira vista estão limpas e cheirosas, mas que um exame mais cuidadoso dá pra ver os calos e as sujeiras debaixo das unhas. Porém a sociedade concorda que os meios justificam os fins e, por isso, passaram a admirar essa quase perfeição. É como diz o ditado farinha pouca, meu pirão primeiro e é dessa forma que caminha a humanidade.Ah, e quanto a análise “de como eu ia”, já coloquei no Orkut. Meu perfil agora tem a minha cara. O próximo passo será o blog. O novo está perto de chegar e o velho continuará desse jeito que está aqui, não mudará em nada, só que a essência de quem escreve aparecerá muito mais no outro. Esse daqui é o da sociedade, os julgamentos serão feitos aqui a opinião será difundida por aqui, já as idéias serão lá. Porém fiquem tranqüilos a hipocrisia continuará passando muito longe daqui.

sábado, 16 de maio de 2009

Quase um carioca

A constatação é óbvia, mas aos poucos vou subindo um degrau no Rio de Janeiro. Na primeira vez que fui pra Cidade Desespero, segundo o Marcelo D2, ou Cidade Maravilhosa, segundo André Filho, só passei uns 2 dias lá. Não deu pra conhecer quase nada.
Nessa segunda vez, consegui subir 2 lances de escada, de três em três degraus. Fui pro Furacão 2000 na quadra da Salgueiro. Sim aquilo mesmo, Furacão 2000. Já vários vídeos no Youtube de Mulher-Melancia mexando o rabão na velocidade 5, logo que surgiu a profissão mulher-fruta. Na quadra da Salgueiro, vi os camarotes e a sacada onde Viviane Araújo e outras colegas tiram fotos, de micro-short, micro-vestido, micro-top, micro-roupa, pra aparecer na capa dos grandes portais da internet. E vi também várias outras anônimas cavalas e protótipos de mulher-fruta dançando na pista e nos camarotes da festa. Terminei a noite ou começei o dia, depende do referencial, na famosa Pizzaria Guanabara. E na volta pra casa, tivemos que mudar o caminho, pois um túnel ainda estava fechado devido a uma troca de tiros entre policiais e traficantes. Só não me perguntem que túnel foi, pois esqueci 5 minutos depois que me falaram.
Dessa vez tive tempo de viver o life style carioca. Fui pro Maracanã ver Fluminense e São Paulo, jogo em que o tricolor paulista renovou mais uma vez a carteirinha de freguês do tricolor carioca. Na história recente, o São Paulo perdeu do Flu como sempre e eu, pra não perder o costume, perdi o avião mais uma vez. Mas como há males que vem para o bem, pude viver o life style carioca e ir pra praia em plena segunda-feira, como várias famosas gostosas fazem e, mais uma vez, aparecem, de micro-biquini, nas capas dos principais portais da internet. Infelizmente a minha ida pro Posto 9 não coincidiu com Viviane Araújo, Mirela Santos e etc. A noite de boemia foi na Lapa. Cerveja, samba e mulher, mais carioca do que isso, só se tivesse ido com Jorge Ben.
Marquei outra viagem para o Rio, mas não poderei ir, pois nessa semana terei aula na pós. Mas guardarei o crédito da passagem para uma próxima oportunidade ou o próximo final de semana. A única coisa que não mudou é o meu desejo de não mudar para lá. Salvador é a minha cidade, o Rio pode ser minha segunda casa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Se amanhã fosse ontem, teria ido hoje

Se estivéssemos no longínquo ano de 2008, sábado eu estaria em São Paulo. Em 2006, se eu não estiver enganado, o Oasis, dos irmãos Noel e Liam Gallagher, fez 3 shows aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. Não pude ir pra nenhum dos shows naquela ocasião. Eles aconteceram no meio da semana no Rio e em Sampa e no domingo em Curitiba. Não encontrei nenhum amigo que estivesse disposto a pegar o avião e voltar de “virote” pra trabalhar no dia seguinte. Depois disso, resolvi que na próxima vez que os irmãos viessem tocar aqui no Brasil eu iria, mesmo que tivesse que ir sozinho.

Dessa vez um dos shows caiu no dia perfeito, um sábado. No dia 09/05, o Oasis se apresentará em São Paulo. Se fosse 2008, eu já estaria com minhas passagens na mão e o ingresso também, independentemente de quem fosse. Porém, a questão não é a companhia e sim meu gosto. Não sou mais fã do Oasis. Entre o show da banda e outro programa mais divertido, mais putaria, escolhi a segunda opção. E sem medo de ser feliz e/ou nem um pouco preocupado de me arrepender depois.

Se eu pegasse um avião para São Paulo só pra ver o show, estaria fazendo isso somente por respeito aos irmãos Gallagher. Claro que respeito muito os caras, além de ser eternamente agradecido por eles me ensinarem a gostar de música boa. Hoje, tenho muito orgulho do que eu ouço, gosto e nem uma vergonha ou decepção de poucas pessoas terem um gosto parecido com o meu. Acredito que muita gente daqui não gosta de algumas músicas que eu posto no blog. Mas não me preocupo com isso, continuarei postando sempre que me der na telha.

Logo mais no final da tarde (ou seria início da noite? Meu avião sai 18:15) de hoje (08/05), irei viajar, porém o destino é o Rio de Janeiro e não São Paulo. O Oasis tocou ontem (07/05) no Rio. No entanto eu sou peão, trabalho pros outros e não me liberaram hoje (sexta), senão teria pegado o avião no início da noite de ontem e iria do aeroporto direto pro show. Ficaria lá até o dia que volto para minha cidade, Salvador, que é segunda de manhã e de lá vou direto pro trabalho.

Como estamos em maio de 2009, vou pro Rio de Janeiro passar o fim de semana, mas vou também para uma festa insana, Ministry of Sound Rio no Morro da Urca (Pão de Açúcar pra quem não sabe). Visual insano, pessoas insanas, músicas insanas, galera divertidíssima. É, é isso que quero no momento. Ah, tem a função de, mas não é somente de fachada, só pra constar no menu do final de semana no Rio, a entrada é a Trivela do Asa. Axé... é bom pra se ouvir comendo água (bebendo) e queixando a mulherada. O prato principal do menu é a festa no morro da Urca. Quando voltar de viagem, boto Oasis pra tocar no som do carro no trajeto para o trabalho.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Nove do Quinto Esporte

Como tudo na televisão é copiado de todo mundo, como por exemplo Jornal da não-sei-das-quantas 2ª edição, Não-sei-o-que-lá Repórter, Não-sei-quem Esporte, vou chamar esse post de Nove do Quinto Esporte ou ficaria melhor Nove do Quinto Sports ou Quinto do Esporte...?? Ele só vai tratar de esportes, mesmo que seja só de 2 esportes.

Fórmula 1

No GP do Bahrein deu Brawn com o inglês Jenson Button no topo do pódio, pela terceira vez em quatro corridas. Button abriu 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder do Mundial de pilotos, o também piloto da Brawn, Rubens Barrichello. Rubinho é seguido de perto por Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, que está com um ponto atrás do brasileiro.

Apesar de, mais uma vez, ter o melhor carro da temporada, Rubens Barrichello vai tomando pau de um companheiro de equipe, do mesmo jeito que Michael Schumacher fazia com ele nos tempos de Ferrari. E por falar na escuderia italiana, o time de Maranello começa a ver a temporada escorrer rapidamente pelo ralo. Com um carro horroroso, Felipe Massa já começa a dar adeus ao título, enquanto que seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen está iniciando o processo de aposentadoria precoce, já que o finlandês chegou a pensar alto sobre isso na temporada passada. Com isso, já especula-se a nova dupla da Ferrari para 2010. Sai Raikkonen e entra Fernando Alonso trazendo um caminhão de dinheiro do patrocinador Santander, do mesmo jeito quando o espanhol atracou na Mclaren, com o patrocinador estampando sua marca nos carros prateados.

Além disso, outro que está em processo de fritação é Nelsinho Piquet Jr. O garoto ainda não conseguiu engrenar na F-1, ainda não pegou as manhas direito. Já li no site Grande Prêmio outro dia que pode ser que outro brasileiro, Lucas Di Grasi, ocupe o lugar do filho de Nelson ainda nessa temporada.

Futebol Domingo

Não sou corintiano, muito pelo contrário, mas o Timão (o apelido é por causa do "volante" do barco) tá merecendo o título paulista. Aliás, já conquistou, dificilmente o Santos conseguirá virar em pleno Pacaembú lotado com umas 30 mil pessoas, que poderia ser 70 mil se a "profissional" cartolagem corintiana não tivesse de birra com o São Paulo e alugasse o Morumbi pra jogar.

O Corinthians meteu 3 a 1 no Santos em plena Vila Belmiro, com direito a um golaço de Ronaldo, o terceiro do Corinthians. Gol que foi uma pintura, um colírio pros amantes do bom futebol e que deixou a corintiana Brisa Feliz feliz mais ainda.

Futebol Hoje

Depois de um incrível, espetacular, excepcional empate de 4 a 4 contra o Liverpool pelas quartas-de-final da Champions League que lhe rendeu a classificação para a semi, o Chelsea foi à Espanha enfrentar o Barcelona. Não assisti o jogo, mas li aqui e aqui que o Barcelona engoliu o time inglês no Camp Nou, mas que apesar disso não conseguiu alterar o placar que ficou no 0 a 0. Os Blues foram a Barcelona justamente para se defender e não tomar nenhum gol. Já o Barça, que exibe um futebol arte e ofensivo, não conseguiu furar o bloqueio dos inglês e agora terá uma situação complicada no jogo de volta em Londres no Stamford Bridge. Mas isso também não significa que o Chelsea já está classificado, já qualquer empate com gols os espanhóis - ops, camaronês, francês, mexicano não são espanhóis - qualquer empate com gols o time espanhol carimba o bilhete do trem (já que europeu não precisa de passaporte pra transitar nos países europeus!) para Roma, onde acontecerá a final da Champions League.

E o Nove do Quinto Esporte ou Nove do Quinto Sport ou... ou... Ah sei lá! Este post acaba aqui! BeijoeTchau!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

(Piloto II) A cidade pára

Salvador tem dois grandes mitos. O primeiro, talvez eu seja um pouco chato por sempre bater nessa tecla, é dizer que em Salvador é festa o ano inteiro. Não, aqui só tem festa no verão. Logo em seguida ao fim do Carnaval, vem as ressacas, mas depois delas vem a chuva e nada mais de festas. O São João é no interior não na capital. O pós-verão é marcado pela mesmice de sempre bares ou as poucas boates contadas nos dedos de uma mão.

O segundo mito é a da cidade turística. Se Salvador é uma cidade do turismo, então a Islândia, terra do Sigur Ros a banda do clipe acima, também é. A única tração turística de Salvador é o Mercado Modelo, as baianas e o trio-elétrico na rua. A cidade tem poucas opções pra balada, além disso, o que é pior, a noite acaba cedo. No último domingo, em pleno feriadão, as 01:30 da manhã a cidade já estava dormindo. Nada de temakerias abertas para a fome da madrugada pós-balada. O resultado disso é a Sub-way cheia, Burger King saindo gente pelo ladrão e o Habibs foi o meu destino. Para fechar o domingo tive que gastar minha mão e meus dedos para espremer o limão do Habibs para botar na esfiha de carne. Poderia me deliciar com um temaki de Camarã especial ou Salmão especial.

Fora a minha necessidade de comer temaki que passei domingo, os bares daqui fecham cedo. Por volta das 1:30 da manhã os garçons de 80% do bares soteropolitanos passam de mesa em mesa avisando que a cozinha já está pra fechar e as 02h anunciam que é a vez do bar fechar o salão.

Para mim cidade turistica não pode espantar os clientes dos bares, restaurantes as 02h da manhã. As temakerias não podem já estarem dormindo as 01:30 da manhã. É muito cedo para um fim de semana ou um feriadão. Tudo bem que seja uma cidade de praia, mas os turistas também querem sair pra balada de noite.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

(Piloto) Viagens, sonhos...

Ontem cheguei do trabalho morto, só fiz tomar banho, comer e dormir. Resquícios da viagem, já que nelas só durmo o mínimo (possível) necessário. Na volta, o sono cobra os 10% dele acumulados. Normal, isso acontece com frequência nos pós-viagens.
Dormi profundamente, sonhei e babei. Lembro do sonho, mas não dos detalhes dele e sim do geral. Lembro que ainda estava numa sala grande de uma casa que não me é familiar. Lá tinha um monte de gente conhecida, outras nem tanto. Parecia uma enorme sessão. Eram vários grupos, uns sentados no sofá, outros na frente da televisão no jogadete, um outro grupo jogando cartas numa mesa e lembro de dois caras conversando construtivamente sobre o mistério do universo, Rússia, China, Alemanha, Hitler, Brasil, França, mulheres, fundo do mar, naves extraterrestre, tecnologia avançada dos norte-americanos... E eu era um deles.
Sonhei também outra coisa, mas não lembro o que, só sei apenas que sonhei. Acho que toda vez que durmo depois de viagens ou semanas cansativas sempre sonho. Não sou de sonhar muito, mas viajo que é uma beleza, é comigo mesmo. Preciso sonhar mais.

terça-feira, 14 de abril de 2009

No final das contas valeu muito a pena

Ótima viagem. Apesar dos altos e baixos, entre mortos e feridos, a viagem foi ótima. O Rio de Janeiro é tudo aquilo de belo que as pessoas falam. O cenário parece ser surreal, as montanhas de rocha coberta por plantas e árvores e cercadas pelo mar. É tudo verdade. Tudo aquilo que passa nas novelas da Globo existe, não é montagem, nem efeito especial.
Aqui em Salvador, qualquer estresse, engarrafamento, eu mudo o caminho do trabalho e vou pela orla, pra relaxar e, de fato, relaxa. Mas fiquei impressionado com o cenário que os cariocas tem pra desopilar.
Apesar de ter ficado poucos dias no Rio, consegui dá um bom passeio por lá. Fui no Pão de Açúcar e no Corcovado. A vista dos dois são maravilhosas, mas o passeio no Pão de Açúcar é o mais belo dos dois. Porém não deu pra ir no Maracanã. Cheguei tarde de Búzios, além de muito cansado, já que, praticamente, fiquei de virote, só dormi poucas horas. Mas não considerei esse fato uma catástrofe.
Além dos pontos turísticos, consegui pegar uma baladinha, tudo bem que por pouco tempo, já que o pessoal foi muito desorganizado e atrasou a saída da gente, só fomos botar a cara na rua por volta das 3 da manhã. O destino foi uma boate chamada 69. Pequena apertada, mas divertido, clima legal. O pós-boate é que foi melhor ainda, já que o destino foi a praia, só não me perguntem qual, pois não tava em condições de lembrar. Já eram umas 6, 7 horas da manhã e muita gente já estava no calçadão uns correndo, outros andando. Nessa hora me senti dentro da televisão, como um figurante das novelas de Manoel Carlos, os persogens principais fazendo a suas caminhadas matinais, conversando e eu lá cheio de calça jeans, tênis e camisa com cara de bêbado segurando uma latinha de skol sentado numa mesa com a galera.
Conheci alguma coisa, mas ainda quero voltar lá. Essa viagem me deixou com esse gostinho de quero mais na boca. Porém a próxima vez é pra ir conhecer o Rio de Janeiro pra viver a praia, o calçadão, a noite e, quem sabe, dá um rolé por lá de asa delta. Deve ser um passeio insano!!
*****
Depois de ficar com o queixo caído por causa do cenário surreal, chego em Salvador e me deparo com a péssima notícia de que Rogério Ceni quebrou o pé e ficará seis meses parado. Já na manhã de hoje me deparo com outra notícia surreal: O São Paulo está a procura de um novo goleiro.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Vou ali e volto!

Bom, um post breve e rápido, pois o meu tempo é curto. Assim como o dia foi corrido, aliás esses dias, por isso que estou em falta no blog de vocês. Daqui a pouco 21:45 estarei embarcando para o Rio de Janeiro, a cidade desespero, (onde) a vida é boa, mas sobrevive quem não tem medo, já dizia o Planet Hemp no início pro meio da década de 90.
Não conheço o Rio, mas continuarei sem conhecer. Já no final da tarde de quinta-feira estarei indo para Búzios. Vai ser lá que vou passar a semana santa e espero que seja nos moldes de Arraial (o que não acredito, pois o tempo, mais uma vez, é curto). Passarei, no final das contas, uns 2 dias na cidade maravilhosa. Quero pegar a noite na famosa Lapa e tomara que dê pra eu conhecer o underground da música, o Circo Voador. Ah, e na programação que fizeram, tem uma ida ao Cristo depois de uma tal pizzaria, que é depois da noite na Lapa, que depois do Cristo vai rolar uma praia e depois da praia é estrada pra Búzios... Será que dá pra ficar aceso?
E também se tudo der certo, vai rolar um Fla-Flu no Maracanã. Que dia? Como diz a música, "Domingo eu vou pro Maracanã...". Bom, vou ficar por aqui, ainda tenho que terminar de arrumar minha mala, tomar banho, comer e sair. Boa semana santa pra todos vocês, curtam ou descansem ou façam o que quiserem fazer, enfim aproveitem bastante o feriadão do jeito que vocês quiserem. Eu mesmo não quero descansar...

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ressaca

Já vou avisando de antemão. Nada de seleção brasileira. Os jogadores de Dunga são um bando de vagabundos que só jogam quando querem e quando precisam mostrar serviço. Fora isso, é melhor esquecermos seleção brasileira. Ontem eles jogaram uma ótima partida contra o Peru, coisa que não fizeram contra Equador, Bolívia...

O destaque do dia foi a humilhante goleada que a Argentina sofreu diante da Bolívia, em La Paz. Quando cheguei em casa e abri a internet e li a notícia de os hermanos tinham tomado 6 a 1 dos bolivianos, abri o link só pra comprovar que se tratava de mais uma mentirinha no dia da mentira. Porém logo, logo levei um susto quando percebi que não se tratava de nenhuma brincadeira típica de 1º de abril. Era verdade.

Depois disso, me vieram inúmeras perguntas e possíveis soluções para explicar tamanho vexame. Os argentinos tinham acabado de dar um show em casa, no Monumental de Nuñes, diante da Venezuela. Com direito a belas jogadas do trio ofensivo Messi, Tévez e Agüero. Como pode ser humilhada pela Bolívia 3 dias depois? O time não jogou absolutamente nada. O craque (e pra mim, atual melhor do mundo) Messi só vez andar em campo, a defesa argentina era uma enorme avenida em dia de feriadão, o time estava irreconhecível. Será que foram os 3.680 metros de altitude de La Paz? Seria a resposta ideal se o jogo tivesse terminado 1 a 0 ou 2 a 0 para os bolivianos, mas 6 a 1 já não é mais a falta de ar. Maradona sabia da interferência da altitude e por causa disso não entrou com o trio ofensivo deixando Agüero no banco e ainda escalou 3 volantes. Então, não se pode dizer que a altitude não foi levada a sério, pois o time não entrou de peito aberto, houve uma preocupação com a defesa. Corpo mole dos jogadores? Não, muito pelo contrário, até os ets sabem que Maradona é visto como um Deus pelos argentinos. Além disso, ele vinha de 3 bons resultados, os dois primeiros foram as vitórias de 1 a 0 sobre a Escócia e 2 a 0 (com autoridade) sobre a França em jogos amistosos longe de casa, sem contar a goleada sobre a Venezuela pelas Eliminatórias. Então, Maradona estava em estado de graça. Não existia motivo para derrubá-lo do cargo.

Mas a única alternativa que encontrei para isso foi que a Bolívia jogou contra 11 bicudos comandados por um bicudaço. Os 4 a 0 na Venezuela dentro de casa marcou a estréia oficial de Maradona no comando da seleção argentina. Uma goleada em casa na estréia, e com direito a show, merece uma comemoração a altura. E os tempos de Dieguito como jogador vieram à tona, já que ninguém consegue ficar limpo para sempre e o elenco deve ter entrado na onda também e foram pra La Paz de ressaca. Só isso justifica os 6 a 1 sofridos logo após uma apresentação de gala.

terça-feira, 31 de março de 2009

Papéis Invertidos

Não assisti toda a corrida do GP da Austrália, que abriu o Mundial de F-1, mas vi algumas coisas. Vi a largada, por exemplo, com Rubinho já dando sinais de que os tempos não mudaram, mas que conseguiu virar o jogo, fazendo uma boa corrida e terminando em segundo completando a dobradinha da estreante Brawn GP com Jenson Button. E o final da prova, as burradas de Kubica e Vettel, desnecessária aquela briga, já que Kubica estava muito mais rápido que Vettel e antes da bandeirada iria passar, era preciso apenas um pouco de paciência e Vettel por não ter evitado o choque, já que sabia que o carro da BMW estava mais rápido que a sua Red Bull.
A nova Fórmula 1 agora tem Brawn GP, BMW Sauber, Red Bull, Toyota e Williams andando na frente. Já a Ferrari não conseguiu fazer com que apenas um dos seus carros terminassem a prova. E Hamilton, aos trancos e barracos, conseguiu conduzir sua Mclaren ao quarto lugar e herdar o terceiro de Jarno Trulli que foi punido com o acréscimo de 25 segundos no tempo final caindo de 3º para o 12º, por ter ultrapassado Hamilton quando o safety-car estava na pista.
No ano passado, o cenário da F-1 era Ferrari e Mclaren brigando acirradamente pelos títulos de Pilotos e Construtores e o resto brigando de foice e punhal pelas migalhas. Devido as mudanças no regulamento técnico, quem for mais criativo e 'puta velha' levará o título. E um dos que mais tem isso na bagagem é Ross Brawn, o mestre das brechas no regulamento, e foi assim que ele chegou ao polêmico difusor, que acelera a passagem de ar por baixo do carro. Outros que também vem fortes nessa temporada é a Williams de Frank Williams, a Toyota que fez um bom carro, além da Red Bull do gênio Adrian Newey. O detalhe é que dessas quatro, a Red Bull é a única que não tem KERS, nem o polêmico difusor, isto é, ainda vai dar o que falar.
Apesar disso tudo, Ferrari e Mclaren não vão deixar barato. O pau que levaram nesse fim de semana (tirando o 3º lugar de Hamilton, o fim de semana da escuderia inglesa não foi dos melhores) só vai fazê-los ter mais trabalho (e $$) para desenvolverem os seus difusores e melhorarem seus carros, porém isso vai demandar tempo. Enquanto que as gigantes tentam levantar, os Davis vão tomando conta do circo da Fórmula 1. É divertido ver a briga pelo topo em aberto, esse ano vou acompanhar a F-1 com mais atenção, estava muito displicente.

domingo, 29 de março de 2009

460 anos!

Hoje é aniversário de Salvador. A cidade completa 460 anos de existência, mais um brinde para esta folclórica cidade que tem um povo muito alegre receptivo e muito tranquilo, pacífico.
Vai um texto divertido sobre ela.
Salvador... Para aprender e se divertir!!
Divisão Física: A Bahia se divide entre Cidade Baixa e Cidade Alta. Na Cidade Alta está Pituba/Itaigara/ Iguatemi: é o que importa. A única parte civilizada da cidade é o resultado de um prefeito que construiu uma avenida e ficou com preguiça de fazer o resto.
Centro Histórico: Consiste em Barra, Ondina, Pelourinho e adjacências. É habitado somente uma vez por ano, no carnaval. Durante o resto do ano, somente turistas têm a disposição de subir as ladeiras do Pelourinho para ver o Elevador Thiago Lacerda ligar o nada com lugar nenhum.
Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do 'Jaía', bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia), passando por Itapoã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto.
Brotas: É a Brooklin soteropolitana. Um núcleo de resistência independente. Tem dialeto, moeda e governo próprio. Precisa de passaporte pra cruzar a fronteira.
Cajazeiras: Não confundir com 'cachaceiras' . Começa em Cajazeiras 1 e vai até Cajazeiras 15785. Também tem vida própria e até hoje ninguém descobriu como chegar até lá.
Ribeira: Tem sorvete na sorveteria da Ribeira, indicada pelo Guia Veja em mil novecentos e bolinha.
Liberdade: É um dos bairros mais importantes de Salvador, por conter passagens secretas que desafiam as leis da física e confirmam a teoria da quarta dimensão.
Feira do Rolo: Local onde você compra o que quiser e quando quiser. É um supermercado, que sempre tem o que você procura. Lá existem coisas como fósseis de pterodáctilos, órgãos para transplantes, animais em extinção (qualquer um, de tigres dentes de sabre a mutantes), armas que nem a polícia tem e objetos que foram roubados da sua casa.
Divisão Química: Salvador é composta por átomos de Hidrogênio, Axé e Dendê.
História:Idade Antiga: Melhor perguntar a Dona Canô.
Idade Média: Em seus Feudos, os caciques Tupinambás exploravam os camponeses, num regime conhecido como vassalagem. Foi a época dos grandes torneios de miserês, piriguetes e tingalagatingas.
Idade Contemporânea:
1798 - Nasce ACM1815 - É inventado o Trio Elétrico e o carnaval é descoberto
1830 - ACM vira imperador da Bahia(...)
1990 - Ivete Sangalo lança 1º CD.
1991 - Ivete Sangalo lança 2º CD.
1992 - Ivete Sangalo lança 3º CD.
1993 - Ivete Sangalo lança 4º CD.(...)
1996 - Começam as obras do metrô de Salvador, projeto para 2004. Surge em Salvador a primeira música que não é Axé, o Arrocha.
2005 - O arrocha é esquecido.

Previsões:
2090 - Ivete Sangalo lança 80º CD.2090 - O metrô é inaugurado.
2093 - Morre em Salvador Ivete Sangalo.
3091 - Morre em Salvador ACM Neto.
3099 - ACM ressuscita
3666 - ACM assume ser o anti cristo: Anti Cristo Miserável..

Clima, Vegetação e Hidrografia: Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de trem. A vegetação da cidade consiste em coqueiros. O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul. Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.
Cultura: Não se pode esquecer que Salvador sedia a maior manifestação cultural popular do mundo: o Carnaval. É nessa época que o soteropolitano gasta a energia do ano todo, correndo atrás do trio, correndo atrás de mulher ou correndo da polícia. O carnaval é tão importante para o baiano que, para não ter que esperar um ano inteiro, já se inventou uma série de festas como Festival de Verão, BonfimLight, Babado Elétrico, Trivela, Ensaio Geral, Piu-Piu, 02 de julho, Lavagem de Ondina, Lavagem do Beco e muitas outras lavagens.

Língua: Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê H I Ji Lê Mê Nê O Pê Quê Rê Si T U V X Z.Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o 'd' é excluído no 'ndo', o que resulta em 'falano', 'correno', ao invés de falando e correndo. A letra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente - fala-se 'Arrente.'Mas, em alguns casos, também a letra S pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase 'As camisas das mulheres' vira 'Ar camisa dar mulé.'
Algumas frases cotidianas:

'Colé, meu brodi!' = Olá, amigo!
'E aí, pai?' = Olá, amigo!
'Fala nigrinha!' = Olá, amigo!
'Diga aê, seu xibungo!' = Olá, amigo!
'Faaaaala minha puta!' = Olá, amigo!
'Colé miserê!!' = Olá, amiigo!
'Diga aê, disgraça!' = Olá, amigo!
'Diga aê negão!' (não importa a cor do amigo) = Olá, amigo!
'Ô véi!' = ô, amigo!
'Colé de mermo?', 'Oxe!' = Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
'Lá ele!' = Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)
Transportes: Os soteropolitanos contam com um sistema de trasnporte público extremamente pontual que nunca se atrasa para o dia seguinte. O metrô, por exemplo, até agora nunca teve nenhum caso de atraso, a não ser os 10 anos de obra, ainda não concluídos.Salvador também tem o único metrô que passa por cima da cidade ao invés de por baixo (alguns dizem que a Disney está querendo comprá-lo, pois é a maior montanha russa do mundo.)

Moda: Salvador é a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.

Economia: Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida.
*****
Obs: Recebi esse texto por e-mail. Não é a realidade, mas algumas (muitas) coisas são verdade, acontecem de fato.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Olhos marejados

Acabei de assistir Gran Torino. Belíssimo, fantástico, excepcional. Clint Eastwood distribui, a torto e a direita, potentes socos no fígado de todos que passam na sua frente no filme e até mesmo naqueles que estão sentados nas poltronas dos cinemas.

É um filme emocionante que mostra que o homem pode estar rodeado de pessoas conhecidas, mas que na verdade ele está sozinho no meio de estranhos, de aberrações que vieram de outro planeta, entretanto as aberrações são um misto de extraterrestres, junto com as sequelas das inúmeras e graves lesões feitas pela vida. E a salvação não vem do céu, mas sim das pessoas iguais a ele, que apresentam-o ao convívio social, ao sorriso e o ajudam a dissolver a grande casca fria, infeliz, racista e durona que o envolve, fazendo com o homem passe o legado que ele tinha de mais rico, valioso e sentimental para o que o cerca e o que o assiste, através de lições e mais socos no fígado. O homem fica cara a cara com a Vida e passa a compreender o seu verdadeiro significado, que passa muito longe do que a própria mostrou durante toda a sua trajetória.

Um depoimento bastante pessoal, que espero que não seja a transcrição, na íntegra, da película e que vocês não compreendam bem nada do que leram aqui, antes de assistir ao filme, mas sim depois e de preferência logo depois. Não é, pra mim, o melhor filme da vida, pois está um pouco abaixo de Apocalypse Now e Edukatores. Estes dois últimos encontram-se na mais alta prateleira dos filmes que já vi na vida. Porém, Gran Torino figura-se logo abaixo desses dois ao lado de Cassino, O Último Imperador, Requiém para um sonho, e alguns outros que não me vêm logo a memória (me dêem um desconto). Mas é, seguramente, o melhor filme (novo) de 2009.

E também vou me confessar e pedir o meu perdão para que eu possa viver em paz: meus olhos ficaram marejados e algumas lágrimas rolaram muito discretamente, tanto que já ficaram imperceptíveis as luzes que se acenderam pouco tempo depois. Suspeito que eu esteja ficando mais sensível, pois é a segunda vez, em menos de uma semana, que isso acontece. A primeira foi no sábado ao ouvir (pela enésima vez, mas foi de um jeito como se tivesse sido a primeira) Björk cantando uma versão absurdamente linda de All is Full of Love. A percepção está aflorando a minha sensibilidade. É a única resposta que eu tenho para isso no momento. É algo novo para mim. Estou mudando também.

terça-feira, 24 de março de 2009

De volta a praça

Tenho algumas coisas a dizer, alguns comentários a fazer e algumas coisas a explicar. Recapitulando, o verão foi marcante, o carnaval muito bom e, no final, uma saudade sem tamanho. Sinto falta das pessoas, mas nunca fiquei tão pensativo antes, durante e depois de uma despedida e nem tão saudoso como agora.
Ronaldo: A estréia foi deprimente. O primeiro gol foi heróico, o segundo foi até bonito. O segundo clássico, não vi, dizendo que foi um pouco apagado. Ronaldo ainda está gordo, pesado. A mente observa, planeja e manda executar, porém, o corpo não consegue executar. Sem os quilos a mais, mente e corpo viverão em harmonia.
Crime: Transformaram o clássico Corinthians e Santos num duelo, para atrair audiência, entre Ronaldo e Neymar. O primeiro já provou e comprovou todas as expectativas, já ganhou tudo e já foi o melhor do mundo 3 vezes, atualmente, tenta jogar por puro prazer. Já o segundo tem 17 anos, por lei, não dirige carro e estreou no futebol profissional na semana passada. Não é preciso apontar mais nenhuma diferença entre os dois.
"Quem quer ser milionário?": É o ganhador do Oscar, né? Por isso que deletei a palavra Oscar do meu dicionário. Oscar só se for uma pessoa ou o maior jogador brasileiro de Basquete. Mas premiar esse filme como o melhor só pode ser loucura. Foi uma aula de direção que Danny Boyle deu e a lição foi "Como destruir um filme que tinha tudo para ser espetacular". Ao unir o passado com o presente, Boyle criou um futuro tenebroso para o filme e tratou de provocar o apocalypse com uma coreografia de boy-band.
Sumiço: Primeiro, fiquei de férias, como já havia dito em posts anteriores. Depois, meus pais inventaram de mudar a decoração do quarto deles, a casa ficou toda bagunçada, o acesso ao computador ficou ruim e o tempo nele curto. Isso tudo somado a minha preguiça para escrever, aos curtos tempo livre, toda hora era rua e sem a empolgação para postar. Por isso que sumi.
Blog: Todo os dias eu abria o blog, passava o olho, dava meus passeios pela blogosfera e me informava através dos links. Mas um belo dia, olhei bem para ele e concluí que a cara dele não tem muito a ver com meu atual momento. Cheguei a pensar em abandoná-lo, apertar o delete. Mas ainda não é pra tanto. Depois, pensei em criar outro blog, mais com a minha cara e minha atual fase. Atualmente, penso seriamente em manter dois blogs (???). Este para assuntos mais jornalísticos, formais e outro para análises, teorias, formas de ver a vida, enfim, muito mais pessoal e bastante informal, apenas soltando as idéias. Mas enquanto isso, antes de qualquer decisão, vou tocando o Nove do Quinto.
Estou de volta, nesse post algumas tendências apareceram. Muito obrigado aos que sentiram falta, aos que sempre deram uma passadinha aqui para ver se tinha sido atualizado e, para os que apareceram pela primeira vez, voltem, porque ele vai continuar. Pode ser que num futuro (não muito distante), ele pare, mas ainda estamos no presente (e com certeza, vocês não verão coreografia de boyband por aqui). Até a próxima!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O futebol na página policial

Como diz Zeca Pagodinho, camarão que dorme a onda leva. Pois é, a onda me levou. Não que eu estivesse dormindo, mas estive por um tempo na praia, em outro vendo a lua na esquina, tomando um chopp e na frente do supermix. Minha idéia na semana passada era falar um pouco das minhas expectativas no esporte em 2009, como as (ótimas) contratações do São Paulo, a possibilidade de grandes pegas na Fórmula 1 entre Alonso, Massa, Hamilton, Haikkonen e as BMW's.
Porém, a preguiça que bate quando se deita numa rede, ao ponto de nada passar pela minha cabeça, fez com que eu adiasse, adiasse, até explodir notícias de futebol nas páginas policiais de todos os jornais, revistas. As guerras nos grandes clássicos estaduais tomaram as manchetes de assalto, deixando a crise econômica, política, Big Brother Brasil e a preparação das musas para o carnaval de lado.
No Rio de Janeiro, São Paulo e Minas torcedores e policiais entraram em confronto. Em São Paulo, o Morumbi e arredores se transformaram em praça de guerra deixando muitos feridos, que nem no Rio no estádio do Maracanã. Já em Minas, foi mais violento, um torcedor foi assassinado no meio da confusão.
Episódios lamentáveis e justamente em plena preparação(?) para sediar a Copa de 2014. Esse é um grande problema do Brasil e ele não pode se visto apenas como um problema do futebol, pois já virou, há muito tempo, caso de polícia, que necessita de uma atuação em conjunta dessa última com a Justiça.
O despreparo da polícia é uma das causas, aliadas a lentidão e a falta de leis que punam os baderneiros. Enquanto que a solução passa longe da idéia de diminuir a carga de ingresso para a torcida rival. Os argentinos já tentaram fazer isso, mas não deu certo por lá. O que precisa ser feito é olhar para os torcedores brigões, baderneiros que só vão para o estádio para tumultuar, arranjar confusão, como sequestradores, assaltantes. Investigar as torcidas organizadas como se investiga uma quadrilha que assalta bancos, traficantes e mafiosos.
Claro que isso não é nada fácil, os ingleses penaram para controlar os hooligans e acabar com as guerras nos estádios, mas conseguiram. Hoje em dia os hooligans só arranjam confusões nos arredores dos estádios franceses, alemães, suiços, nos jogos da seleção inglesa. Mas nada de incidentes do tipo nos jogos na terra da rainha.
Corrigir esse problema da segurança nos estádios é de fundamental importância para quem quer sediar uma Copa do Mundo no mínimo decente. Mas tirar os torcedores dos estádios é tapar o sol com a peneira, pois a guerra vai continuar nas ruas das cidades. O torcedor do Atlético-MG foi morto no caminho do estádio e não dentro do Mineirão. Melhor tomar providências agora do que mobilizar o pessoal das relações exteriores com pedidos de desculpas para vários países que viram suas seleções em solo brasileiro em 2014.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sorrir e cantar como Bahia

Por Bolota da Bahia

*Texto que recebi por e-mail semana passada. O jogo foi dia 25/01.


Porra, véi... dia bonito da porra que fez domingo. Levantei cedo pra caralho. Quando abri o olho, tava batendo 11:30 no relógio. Dei uma espiada na broca da parede e vi o solzão virado no estopô. Balancei a nêga do meu lado e disse carinhosamente:

- Acorda, porra. Acorda nessa desgraça que a gente vai quebrar essa gelada na praia antes de ir pra Pituaço.

Como era um dia muito especial pra mim, resolvi levar a sacaneta pruma praia de bacana. Jardim de Alá. Ou como diz meu bróder Obama: "God´s Garden". Peguei meu ingresso, o dinheiro do buzú e me piquei com a neguinha. Normalmente eu escolho a barraca que eu vou ficar pela trilha musical. A que tiver tocando o som mais nigrinhagem, é a que eu fico. Fui passeando entre as barracas e comecei a ouvir um som que eu não escutava há uns 10 anos. Um repertório que ia do antigo Gera-Samba, passando por Neon do Samba, Pagolada, Feras Potentes e finalizando com o show do Kiribamba LIVE em Juiz de Fora (MG). Só os clássicos. "A capenguina, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha, a capenguinha quer andar. A capenguinha quando não tá de muleta, ela pega no porrete pra poder se equilibrar...". Era esse o nível do som. Puro jazz. Bom pra caralhos. O nome da barraca era Ponto G. Pronto. Achei a porra do Ponto G. Pelo menos uma vez na minha vida eu achei essa porra. Com um nome desse, não tive dúvida. É aqui mermo. Pedi logo uma gelosa e uma dúzia de lambreta. O lugar era muito bacana. Várias gostosas. O único mal é que tinha muito pombo. Parecia o Barradão, a porra.

Tava tudo muito de fuder até a hora que encontrei Marquinho Sabonete. Sabonete é um torcedor do vice (Vitória ou na gíria Vicetória). Ele tem esse apelido porque, dizem as más línguas, quando ele serviu o exército, foi tomar banho, deixaram cair um sabonete e ele foi catar do chão. Depois desse incidente, o bicho ficou manco. Não sei porquê. O fato é que o sacana resolveu tirar sarro com a minha cara. Disse que eu não tinha estádio. Que tava a não sei quanto tempo sem ganhar porra nenhuma e todas aquelas merdas que a gente tá acostumado a ouvir dos vices. E pra fuder com tudo, ainda disse que a gente ia tomar pau do Ipitanga!! Aí eu pirei. Mandei ele repetir o que ele disse:

- Repita aí o que você falou, véi...

- O Jahia (Bahia na gíria...) vai tomar de 1 a zero do Ipitanga - o filadaputa repetiu.

- Repita aí de novo, véi...

- Tá surdo, porra?? o Jahia vai tomar gude preso do Ipitanga.

Rapaz... o sangue me subiu à cabeça. E a nega dizendo "calma, calma". O garçom dizendo "segura o gordo". E a baiana de acarajé dizendo "fudeu!!". E o pombo dizendo "gurururu, gurururu....". Aí eu explodi.

- Ó seu viado desgraçado filadaputa corno manco do cu brocado. O Bahia hoje vai meter de 4 que nem fizeram com você no quartel, sinhá nisgraça. Só vou apostado, miserável!!

- Bora!! Pra cada gol do Bahia, uma grade pra você. Pra cada gol do Ipitanga, uma grade pra mim.

Eu não sei se o sacana tava bebo ou maluco. Só sei que aceitei a porra da aposta doida do fornecedor de briôco. Saí virado na porra da praia. Já era dez pras três e eu ainda tinha que pegar a zorra do buzú pra Pituaço. As palavras de Sabonete ecoavam na minha cabeça... Mas o Bahêa não ia me decepcionar. Não dessa vez.

Cheguei lá no estádio e me arrepiei de ver a massa tricolor. Puta que pariu. Coisa linda demais. A cidade é nossa, galera. Agora temos 2 estádios!! Um numa ponta (a boa e velha Fonte Nova) e o outro na outra ponta da cidade. E que estádio. PituAÇO é lindo pra caralho. Me senti numa Copa do Mundo. Sem putaria nenhuma. Hino do Brasil, Placar eletrônico de última geração, helicóptero jogando pétalas brancas, vermelhas e azuis... um SHOW! Fui pegar logo meu copão de cerveja. Cerveja cara da porra!! 3 real lá dentro. E o balcão também era meio apertado, mas vamo nessa.

Começou o jogo. O Ipitanga na pressão e eu ouvindo a voz de Sabonete na minha cabeça... "O Jahia vai tomar cacete". Porra... será que vou ter que pagar engradado praquele viadinho?? Minha cerveja acabou. Mandei a nêga pegar outra pra mim. Foi ela subir a zorra da escada que eu só vi Élton matar a bola na coxa e meter um tirambaço pro fundo da rede!!

- GOOOOOOL DO BAHIA MINHA PORRAAAA!!!! AHAHAHAHA!!! UMA GRADE!!!! UMA GRADE!!!! UMA GRADE!!!!

Fiquei feliz pra caralho!!! Pena que a nêga não viu o gol... pena uma porra!!! Vai ver foi isso!!! Ela tava dando azar, a miserável. Ela voltou com um copão e fiquei vendo o jogo. O Bahia até que melhorou. Vai ver é viagem da minha cabeça. Deixa a nêga quieta curtindo o jogo do tricolaço. Só que aí o Ipitanga desceu num contra-ataque virado na porra. O sacana do atacante chutou a queima roupa e Marcelo espalmou. O cara chutou de novo e Marcelo defende novamente. Caralho! Que sufoco. E pra fuder com tudo, meu copo ficou vazio.

- Neguinha.... pega outra pra mim?

Quando eu peço assim cheio de carinho, num tem não certo... a nêga faz tudo que eu quero. Lá foi ela pegar outra cerva. Fiquei olhando ela subir pra pegar a cerveja. E não é que quando ela sumiu da multidão, Hélton Luiz recebe um passe da porra, sai picado, deixa dois zagueiros pra trás e BROCA!!!

- GOOOOOOOOOOLLLL DO BAHIA, PORRA!!!! DUAS GRADES!!! DUAS!!! DUAS GRADES!!! É grade pra caralho!!! Eu nem queria mais a cerveja que a nêga foi pegar. Fica lá, mizéra!!! Já tenho 2 grades!!! AHAHAHAHAHAHAH!!!

Mas aí ela voltou cheia de chamego. Me deu um beijo na boca, entregou meu copão e a gente ficou curtindo o intervalo juntinho. Feliz da vida. Aproveitei também o intervalo pra bater o mijão. Porra véi... banheiro de primeiro mundo. Mijar em mureta nunca mais. A porra limpinha, véi. Bonito pra caralho. Naquele dia eu tava achando tudo lindo! Até mictório. Nada de mijar na mureta, viu, porra??

Começa o segundo tempo. O Bahia só administrando. Naquele reme-reme. Naquele toquinho pra cá, toquinho pra lá. Deu uns 20 minutos e a nêga percebeu que meu copão tava vazio.

- Quer tomar, mais uma, preto?

- Porra, nêga... pegue lá pra mim, vá...

E lá foi ela. Com aquele bundão pra lá e pra cá. Eu fiquei lá olhando aquele bundão lindo subindo a escada. Hipnotizado. Aí ela sumiu. Quando voltei o olho pro campo, tava rolando um bafafá na área do Ipitanga, a bola sobra pra Hélton Luiz e.... saco!!! 3 grades de cerveja. Na moral... comecei a ficar com pena de Sabonete. Ô, meu Deus. O desgraçado vai ter que falar com a moça nos balcões BPN da Insinuante e pedir um empréstimo pra pagar minha aposta. Fale com a moça, filadaputa!! A nêga tava demorando dessa vez. Mal terminei de comemorar o terceiro, quando o pequeno Ananias broca mais um. Quatro. Quatro a zero, papá!!! Quatro grades de pura alegria!! Eu tinha cantado a pedra. Sabonete tomou no cu. Dessa vez não foi literalmente. Mas deve ter doído pra caralho do mesmo jeito. Neguinha chegou com a minha cerveja na hora de um pênalty do Ipitanga. Só que o dia era do Bahia. Pituaço era do Bahia. O sacana mandou a bola lá na casa da porra. Valeu a reza, maluco!! A torcida era só alegria: "Rubro-negro otário!! Enfie no cu seu aterro sanitário!!!". Era só o que se ouvia na saída do estádio: "Vamos torcer pro Bahia ser campeão, em Pituaçu meu Caldeirãoooo!!!". Caldeirão mermo. Aquela porra ferveu, véi. E se você não foi, vá!!! Porque é bom demais. E arranje um otário rubro-negro pra apostar umas grades. Eu já ganhei quatro, pai véi!!!


BORA BAHÊA, MINHA PORRAAAAAAAA!!!!


* E agora deixa eu ir comprar meu ingresso, hoje tem jogo do Bahia, depois de um testemunho desse fiquei arrepiado. Até a próxima!!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Uma metamorfose ambulante

"Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo." Agora leiam esse post e esse daqui.
O dia 1º de janeiro de 2009 foi um dos melhores da minha vida. Mudei completamente de um dia para o outro. No texto "Ano novo, vida velha", eu disse que as pessoas não vão mudar ao despertarem pela primeira vez no ano. A diferença é que eu não cheguei nem a dormir entre o dia 31 e o dia 1º (entendam como o dia mudar depois que você dorme, mesmo que você vá dormir de manhã), emendei tudo, mas senti extamente como são, dias diferentes. O dia 1º eu mudei completamente minha forma de pensar e, de uma certa maneira, de agir. Começei uma vida nova nesse dia.
Eu estava em Arraial D'Ajuda. Para quem não conhece e nunca ouviu as histórias, o reveillon de lá são 5 dias de festas (de axé, pela ordem desse ano, André Lelys, Ivete Sangalo, Trivela, Banda Eva e a virada com Asa de Águia) na barraca do Parracho. Eu e meus 3 irmãos (sou filho único) saimos da festa, que já tinha acabado a banda e tocava som eletrônico, e fomos direto para praia do espelho (uma praia paradisíaca, é a Indonésia na Bahia, um dos lugares mais bonitos que já fui na vida), do lado, talvez apenas uns 12km, e passamos o dia lá. Deixamos o resto da galera que estava com a gente na viagem na festa, pois ninguém quis ir nossa barca.
Eu era de um jeito em 2008, hoje sou de outro jeito e começou extamente no 1º dia desse ano. Várias coisa que eu pensava, agora penso de forma diferente. E a mudança já perceptível. No ano passado, fiquei doente, perdi a Trivela e por causa disso escrevi esse texto. Nesse ano, escolhi não ir para a Trivela. Depois que voltei de Arraial, não estava muito afim de ir pra essa festa. Quando foi na véspera(09/01), já com a camisa na mão decidi vender e não ir mais. Como eu conhecia a menina (ela é do meu círculo de amizades), vendi barato, abaixo do preço no mercado negro (o oficial já tinha esgotado). Em 2008 não fui porque fiquei doente, em 2009 não fui porque escolhi não ir.
O segundo texto que recomendei vocês a lerem, lá em cima no primeiro parágrafo, eu disse que dificilmente voltaria no Vale do Capão. A praia do espelho me despertou uma grande vontade de voltar lá. Estou com uma percepção das coisas diferente do que tinha quando fui pra lá na primeira vez. E é por isso que eu quero voltar pra lá. Quero fazer mais trilhas, conhecer outros picos.
Estou num momento de mais tranquilidade. Não quero grandes agitações, grandes festas... Quero festas pequenas, tranquilas. E é exatamente assim que eu quero no próximo reveillon. Escolhi ir pra Arraial, porque eu queria festa grande, axé, pegação. Dentre as opções que tinha Barra Grande não se enquadrava nessas especificações. Se fizesse a escolha hoje, com certeza iria pra Barra Grande. Um outro lugar que é nesses moldes de BG é Trancoso. No dia seguinte voiltamos novamente na praia do espelho, dessa vez com a galera toda e na volta, demos uma paradinha em Trancoso, que é perto também. Outro lugar muito bonito, mas esse quero ir logo para lá, devo ir na semana santa.
Pois é, Ano novo, vida nova. Estou curtindo muito essas minhas mudanças. Mas o blog vai continuar, só que num ritmo menos frenético, não por causa do meu momento, mas sim porque é verão, férias, sol, praia. Tudo isso ocupa demais o tempo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O último será o primeiro

Andei lendo uns blogs e me deu vontade de blogar. Resolvi espanar a poeira daqui, dá uma varrida, tirar as teias de aranha... A verdade é que esses dias cheguei até começar um texto, mas estava sem inspiração, não gostei do saiu e fechei a janela. Bom, mas vamos lá, recomeçar tudo novamente.
Deveria ter escrito alguma coisa antes de 2009 se apossar do lugar, mas não tive tempo no dia 26 e no dia seguinte, 27, peguei estrada as 4 da madrugada rumo a Arraial D'Ajuda. Sim, passei o reveillon lá. Não gostei das festas, achei esse ano o mais fraco de todos (foi a 3ª vez que fui pra lá), mas a galera que foi comigo era boa e os 2 últimos dias foram espetaculares. Viajei no dia 27 e só pisei em casa dia 03 depois das 22h.
Todos os anos sempre faço um balanço do ano que terminou. Geralmente é no último post. Esse ano teve duas diferenças. A primeira é mais visível a olho nu, estou escrevendo pós-reveillon. A segunda é menos visível, está na forma do texto, sempre escrevo os acontecimentos em tópicos divididos em positivos e negativos. Dessa vez será em forma de texto mesmo e farei um balanço mais de mim do que das outras coisas e notícias. Não falarei de Olimpíadas, Fórmula-1, tragédias, eleições, futebol, cinema, tv e por aí vai.
Gostei de 2008. Aprendi muitas coisas, me soltei mais, falei mais (talvez não transpareça no blog, mas sou tímido), conversei mais, conheci mais pessoas, passei a ser mais visto, parei mais para pensar, refletir, viajar nas coisas. Me conheci mais. Cresci muito nesse ano. Fortaleci as amizades mais importantes, conquistei novas amizades, também, importantes. Viagem, no real sentido da palavra, foi menos, mas conheci lugares novos. Lugares um pouco comuns, sem nada demais, mas que foram boas viagens. Descobri belas e espetaculares músicas, velhas bandas (Os Mutantes de 1970 e, a melhor de todas, Os Novos Baianos). Assisti ótimos filmes (Requiém para um sonho, Magnólia). Além de ter escrito alguns textos que guardarei com cuidado na minha estante sem troféus, nem prêmios. Profissionalmente nada mudou, sem novidade no front. Continuo no mesmo lugar, ganhando a mesma coisa. Mas esse ano passei a dar menos importância a dinheiro, claro que quero ganhar mais, quero ganhar bem, porém não faço disso uma cruzada, muito menos uma obssessão.
Mudei bastante em 2008. E mais uma vez, como já escrevi, talvez no post do início de 2008, as mudanças aconteceram ao longo do ano, a vida mudou durante os 365 dias e não no 1º dia do ano. Não acredito (ava) em reviravoltas após a meia-noite. E no reveillon de 2009 foi diferente? Será? Cenas dos próximos posts... Feliz 2009 para todos, cheio de saúde, paz e realizações!!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Título mais clichê esse. Mas em tempos de falta de inspiração vai esse mesmo. O post de hoje é pra jogar conversa fora. Tô sem inspiração pra escrever algo interessante essas últimas semanas, por isso o blog está um pouco irregular, postagens escassas e, desculpem, estou em falta também no blog de vocês. Perdão. E como um bom cara-de-pau, aproveitem o espírito natalino e me desculpem.
O dia 24/12 é sempre a mesma coisa. Maresia, morgação, sem nada pra fazer. A festa de natal na minha família não acontece na minha casa, então não preciso ajudar na arrumação. Como ainda não sou pai, não tenho que passar o dia no shopping, sendo engolido pelo mar de gente, a procura de algum brinquedo que todas as crianças pediram para Papai Noel. Por isso meu dia é chato. Fico de saco cheio de ficar dentro de casa. Quando eu era guri, adolescente, descia e passava a tarde jogando bola, reunia com poucos gatos-pingados, pois a maioria nunca estava em casa. Depois que cresci, passei a assistir filmes. No ano passado, assisti Pulp Fiction - Tempo de Violência na tarde da véspera natalina. Estava de saco cheio de não ter nada pra fazer e resolvi dar risada com Samuel L. Jackson na pele de um gângster "maldito desgraçado" recitando Ezequiel 25:17 antes de matar alguém.
Esse ano não fiz absolutamente nada. Antes de dormir fiquei ouvindo música. Depois que apaguei, dei uma olhada na tv, conversei um pouco no programa de mensagens instantâneas e agora estou aqui, dizendo "amém" por já ser 20h. Gosto do natal, gosto de reunir a família, amigo secreto.
Bom, deixa eu ir, porque já estão me chamando pra sair. Feliz natal para todos vocês!! E volto, nos próximos dias, para o derradeiro post. Até!