quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sétima Arte


Uma obra de arte é uma obra de arte e deve, orbigatoriamente, ser vista como uma obra de arte. Clint Eastwood é um gênio como Pablo Picasso, Ludwig van Beethoven, Leonardo da Vinci, Wolfgang Amadeus Mozart entre outros grandes gênios da história da humanidade. E os filmes dirigidos por Eastwood devem ser vistos como obra de arte. Depois que assisti, entendi perfeitamente porque o cinema é chamado de sétima arte.

É fácil perceber quando um diretor é genial e quando um diretor é comum e trabalha focado nas bilheterias ou de olho no Oscar. Por exemplo, a interpretação e adaptação de um roteiro pode ser feita de diversas formas, mas os que caem nas mãos de Eastwood são transformados em grandes lições de vida ou críticas a sociedade. Aliado a isso, tem o toque do gênio na filmagem, movimentação da câmera, fotografia e atuação dos atores.

Eastwood é ator e diretor, por isso sabe como ninguém o que pode ser feito por um ator e o que não pode. Ele sabe extrair a seiva de cada um do elenco. Angelina Jolie está impecável na pele de Christine Collins, a mãe do garoto desaparecido. E nos bônus ela disse que só trabalhará com Eastwood. E o grande diretor, também gostou dela, ao afirmar que Angelina entrou para o time dele.

O próximo filme que verei como uma obra de arte é O Leitor. Não porque o filme inspira a isso, mas simplesmente porque quero ver como Kate Winslet tirou a estatueta do Oscar das mãos de Jolie.
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Estou inaugurando hoje uma nova seção no Nove do Quinto, a Sétima Arte, que apresentará algumas obras de arte que eu vi. É redundante dizer que recomendo, isso já está implícito. Não são filmes comuns, para serem assistidos se entupindo de pipoca. O foco não deve ser outro senão a obra. A atenção na obra não deve ser rivalizada com algo que esteja próximo da poltrona, no máximo um líquido para molhar a garganta.
Recomendações de filmes? Um dia vai ter, porém não será nessa seção. Pensarei em um nome apropriado para ela. Mas haverá essa separação do joio do trigo, da obra de arte do filme. Afinal de contas, não devemos confundir as grandes obras do mestre Picasso com a grande pica de aço do mestre de obras.

São Paulo 31ºC


Quem não tem praia, vai pro terraço aproveitar o sol...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hora de dar tchau!

A maior empresa de fast food do mundo disse no início desta semana que vai fechar seus três restaurantes na Islândia em 31 de outubro.
Na Islândia, todos os produtos oferecidos nas lojas McDonald's são importados, uma vez que o mercado é muito pequeno para atender à demanda.

Até recentemente, esses produtos vinham da Alemanha, mas seus custos duplicaram desde o desabamento da moeda local, a coroa islandesa.

"Não foi fácil tomar a decisão", declarou Jon Gardar Ogmundsson, o proprietário da Lyst - operadora dos dois restaurantes McDonald's na Islândia, que vão fechar no dia 1º de novembro.
A Islândia está sofrendo os efeitos da crise financeira desde outubro de 2008, quando seus bancos entraram em colapso no espaço de uma semana sob o peso de bilhões de dólares em dívidas.

O fechamento dos bancos abalou a confiança na economia da Islândia e derrubou sua moeda, a coroa islandesa. O McDonald's disse que a fragilidade da coroa foi parte do motivo para sua retirada, junto com o alto custo da importação de alimentos. A cadeia disse que não pensa em voltar para o país.

"Não foi fácil tomar a decisão", declarou Jon Gardar Ogmundsson, o proprietário da Lyst - operadora dos dois restaurantes McDonald's na Islândia.

As lanchonetes ficaram lotadas desde o anúncio, com filas que chegavam até as ruas. Em um dos restaurantes da capital Reykjavik, ao meio dia de sexta-feira, o estacionamento estava lotado e os funcionários trabalhavam sem parar para atender aos pedidos.

"Como está a economia, não vou viajar para o exterior em breve", disse. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar".

"As vendas não subiram apenas", disse Jon Ogmundsson, que administra a franquia na Islândia. "Elas explodiram."

Ogmundsson disse que ele conseguiu atender à demanda e está vendendo cerca de 10 mil hambúrgueres por dia - mais do que nunca.

"Essa é minha última chance por um tempo de comer um Big Mac", disse Siggi, vendedor de 28 anos que esperava na fila. "Como está a economia, não vou viajar para o exterior em breve", disse. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar".
Fonte: Terra
Muita gente enxerga a McDonald’s somente como um símbolo do american way of life. Com essa idéia na cabeça, muita gente não come lá por pura implicância com a Terra do Tio Sam.

Eu enxergo a Mac do jeito que ela deve ser vista, como um restaurante de comida americana, do mesmo jeito que vejo um restaurante de comida chinesa, italiana, japonesa. Claro que não sou o único, muitas pessoas admitem que gostam dos sanduíches de lá. A Mac trabalha no modelo de indústria fordista (o filme de Chaplin como trabalhador de uma fábrica americana é uma ótima ilustração do que estou falando) que na indústria alimentícia é chamada de fast-food, e tem de vários modelos, do mais simples e barato, o hambúguer só pão, carne, ketchup e mostarda ao mais complexo e caro que é diferenciado, cheio de molhos, temperos e o toque do chef. Mesmo esquema dos cardápios dos restaurantes de outras terras.

As pessoas só dão o devido valor a grandes obras depois que o seu criador não existe mais, foi pro céu, bateu as botas, foi comer grama pela raiz. A Islândia viu o valor da Mac e agora está aí desabando em lágrimas no velório. E a morte não foi um puro acidente. As duas partes não saíram brigadas, sem querer olhar pra cara uma da outra. Foi uma fatalidade, econômica, geográfica. O país não tem uma grande população, não é nem frio, já é todo branco, congelado, a economia entrou em recessão fazendo com que a moeda valha bem menos do que nada.
Eles entendem o lado da Mac, lamentam o ocorrido e correm pras lojas comer o último Big Mac. Enquanto isso, me deu uma vontade de comer Mac... Vou ali comer um Big Tasty (que é o meu favorito). Até a próxima!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A tarde no Tunga

A Oktoberfest é uma ótima festa. Muito bonita, hiper-mega-ultra organizada. E digo isso porque já fui pra muita coisa nessa vida. Já encarei desafios que sonhava com todas as minhas forças que era o máximo, mas eram apenas a alguns kilômetros de Salvador. Saía de lá de queixo caído, lá embaixo mesmo! Então eu posso falar!
O meu primeiro dia na Oktoberfest foi do Céu (nos ouvidos...) ao sono quase profundo (mas não tanto por causa do fenômeno que eu testemunhei com meus próprios olhos), quando cheguei no quarto e voltei ao Céu. A festa de vocês, Santa Catarina (até agora...), é muito, mas muito morgada. Desculpa dizer... Se fosse um pouco mais "moderna" seria uma das melhores festas do Brasil, porque potencial vocês tem e aos montes.
Um aviso a vocês: Cerveja morga, morga muito, não encham a cara com cerveja e saiam pra balada, a menos que seja para aquela mais bem esquematizada, para os dois adiantarem seus lados e finalizarem a noite onde deve ser.
Uma bebida excelente é energético. Energético é a bebida da praia. Vodka ou uísque. Duas bebidas destiladas. Não dá barriga e te deixa em ponto de bala para a balada. Misturem com energético (red bull, burn ou mad dog, se encontrarem este último). E curtam a batida da eletrônica.
Para mim o melhor dia da Oktoberfest foi o dia do desfile na rua, em frente ao Tunga. No início fiquei admirado com a organizacão da festa. Gradezinha no papel de corda de bloco de trio-elétrico. Desfile bonito. Quando acaba a grade incrivelmente evapora, os dois lados da rua se misturam e entra no rol das melhores festa do Brasil, facilmente com a sua faixa de miss. Como eu entendi a festa de vocês vou dar uma dica, mas antes terei que explicar uma coisa.
A Oktoberfest começou com os coroas que chegaram aqui querendo só de comer a água deles. Vieram com família e para passar a cultura alemã para os filhos, pelo menos por um tempo no ano, para manter as raizes vivas, a Oktoberfest foi criada. Os filhos aprenderam com os pais, cresceram, tiveram filhos e as coisas comecaram a mudar com a MTV. Jovem ouve eletrônica também. Então, os coroas fizeram a festa e nesse ano, incluiram a música eletrônica, a boate. Para vocês comerem água no Tunga misturem aquela bebidinha que vem no tubo de ensaio todo no chopp. Vão bebendo e esperando o desfile acabar e as grades evaporarem. E depois encontrem o lado oposto.
Essa bebidinha no tubo de ensaio funciona como o energético da vodka. Ok, mantenha a tradição bebam chopp, mas misturem com isso e entrem no pavilhão da música eletrônica. E não fiquem só parados com o copo na mão ou se acabado de dançar com músicas inocentes. Pegue as letras das músicas do Asa de Águia, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e façam o que eles falam. Pra Oktoberfest ser uma das melhores festas do Brasil, precisa ter o veneno que sobra numa Trivela, num show de Axé. Na hora do momento de vocês peçam pros velhos darem uma diminuida no volume da música educativa deles e aumentem o som da eletrônica ou botem axé na caixa. E larguem de achar que o mundo é um conto de fadas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Antes, um desabafo

Me desculpem! Eu sei que a maioria dos leitores não gostam desse assunto, preferem outros temas, mas não posso de deixar de fazer esse desabafo. O São Paulo perdeu o tetracampeonato brasileiro ou o rumo da fragata quando Juvenal Juvêncio perdeu o controle da oposição e teve que dispensar Muricy Ramalho.

Juvenal bancou o estrelado treinador desde o gol de cabeça de Washington aos 48 do segundo tempo, nas quartas-de-final da Libertadores de 2008. Não adiantou Muricy reverter a situação ganhar o terceiro brasileiro seguinte. A eliminação nas mesmas quartas-de-final da Libertadores desse ano frente ao Cruzeiro custou o treinador do cargo. A oposição preferiu apoiar o reserva Dagoberto.

O que me motivou falar sobre isso foi a derrota de virada do São Paulo para o Flamengo. Só tinha jogador burro nos dois times. Jogador que recebe 100 a 300 mil e é considerado peso de ouro. Os únicos diferenciados em campo eram Petkovic pelo lado do Flamengo e Hernanes pelo lado do São Paulo. Rogério Ceni é sempre hour-concour, um patrimônio tombado quando tomamos somente o Morumbi como referêcia e um quase ex-jogador em atividade que defende bola fáceis com toda a facilidade do mundo, mas que não está mais disposto a pular para pegar bola de dificuldade mediana para fáceis, como foi o segundo gol em que pulou antes de Zé Roberto chutar, justamente para o canto oposto.

Mas voltando aos dois times e ao jogo, a diferença que aparece na tabela entre os dois times é explicada pelos burros do São Paulo serem menos burros que os burros do Flamengo. Para servir de base para a minha teoria, Logo no início do jogo, o Flamengo acertou um cruzamento, a jogada tinha o aval de Pet, que veio correndo de trás (o sérvio é craque e como já está velho, só corre quando visualiza o gol no final da jogada), só que o (muito)burro do Dênis Marques resolveu meter a cabeça antes de Pet jogando a bola por cima do travessão. Jogo movimentado, mas sem lá tanto brilho, Hernanes dispara para o ataque, enquanto que os burros do São Paulo recuam, deixando o fora de série lá na frente sozinho pronto para resolver. Então, o burro Dagoberto (que não aceita o lugar de direito dele que é no banco de reservas) teve um raro lampejo de genialidade e acertou um lançamento para Hernanes. O diferenciado mata lindamente a bola e o goleiro Bruno, para fazer 1 a 0. Por isso os burros do São Paulo são menos burros que os burros do Flamengo.

Mas a arbitragem não pode passar despercebida e inventa de voltar uma cobrança de Petkovic defendida por Rogério Ceni. Na segunda, o sérvio bate com toda a imensa categoria que tem e empata o jogo.

Hernanes é um jovem jogador que mostra que é diferenciado, tem apenas 24 anos. Já Pet é um veterano craque de 37 anos. Duelo dos dois Hernanes saiu na frente, Pet empatou. Como 37 anos pesa e não dá pra tá em todas as partes do campo, o sérvio faz lançamentos e enfiadas precisas que os burros do Flamengo se esforçam para acertar, como Zé Roberto acertou uma hoje, virando a partida e colocando mais 3 importantes pontos na conta do rubro-negro carioca.

A diferença do São Paulo é que é organizado, mas quem faz a diferença é Petkovic, que se sente em casa quando Adriano está lá na frente, mas que se vira e vira quando está sozinho. Hernanes ainda é um jovem jogador de 24 anos que apresenta um diferencial em alguns jogos, mas que ainda não lhe garante vaga na reserva da seleção e nem um ótimo contrato com a Europa.

Muricy foi conquistar o seu tetracampeonato brasileiro, que lhe é de direito, comandando o Palmeiras. Enquanto que no Morumbi, Dagoberto é titular, Hugo, que também tinha birra com Muricy por ficar no banco, começa alguns jogos como titular no time de Ricardo Gomes. Este último é o perfeito substituto do seu antecessor, seu maior mérito é não classificar, para as Olimpíadas, uma seleção brasileira sub-23 que tinha Kaká, Nilmar, Robinho, Diego e cia. A oposição do São Paulo entregou o campeonato Brasileiro de bandeija para o Palmeiras.


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Desculpa, mais uma vez. No próximo post voltaremos com a programação normal, com um relato do Oktoberfest.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

De volta...

Viajei para Blumenau no último final de semana. O motivo da minha viagem foi a Oktoberfest. Os avisos da metereologia (não-oficial) eram os piores possíveis, era chuva que não acabava mais, o teto estava desabando e alagando tudo. Mas o cenário foi completamente diferente, não senti cair uma gota do céu.
Nunca tinha ido para Oktoberfest antes e quando cheguei lá, vi que as coisas estavam muito aquém do que imaginava. Mas também tive culpa no cartório, cometi o erro primário de criar um pré-conceito e depois as expectativas. Não se deve criar expectativas de nada, quanto mais do desconhecido. Porém a paciência é uma virtude e a compreensão é algo que deve sempre ser levado em conta. Não se deve julgar sem entender os fatos. Parei, observei e entendi o que é a Oktoberfest, mas isso são cenas dos próximos capítulos. Aliás, essa viagem me rendeu algumas coisas interessantes para transformar em texto. Farei isso ao longo dos dias e das semanas, depende da minha disponibilidade pra escrever.
Entre mortos e feridos, a viagem foi sensacional. É uma daquelas viagens que quando eu paro para analisar, chego a conclusão que foi "ducaralho". Já tinha ido para Blumenau há um bom tempo atrás (vixe, mais de 15 anos...), eu devia ter uns 11 anos. Me lembrava de pouca coisa, mas lembrava de como a cidade era. É uma cidade alemã no Brasil. As casas, a organização, o cenário, as músicas é todo alemão. Além, é claro, das mais belas mulheres. Ah, as catarinenses...
A gente deve viajar sempre, inclusive para os lugares que já fomos há um bom tempo atrás. A cabeça muda, a percepção e a sensibilidade aumentam, enquanto que algumas lembranças vem a tona. Por hoje é só, vou dormir, porque ainda preciso botar meu sono em dia. Ainda sinto os reflexos da viagem, as poucas horas de sono, as muitas horas de chopp...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ouvindo 1 som

Vos apresento Céu!

domingo, 27 de setembro de 2009

Um pouco de tudo

Salvador, 27 de setembro de 2009
Querido Diário,
Hoje tive um dia bacana, "deceni" (como diz na gíria). Primeiro acordei relativamente cedo, as 10:30 e fiz tudo que se faz de manhã, inclusive tomar café. Passei o olho no treino da Fórmula 1, porque enquanto eu fazia meu café, jogava um conversa fora e organizava o que ia fazer durante o dia antes do show de noite. Nada deu certo no msn, só as jogadas de conversa fora...
Era pra ter ido pra praia, mas acabei saindo de casa para assistir 2 amigos baterem uma feijoada na porta com uma sala no meio. O almoço dos caras deu 17 conto no total, dividido por 2... Além de assistir a implosão de duas porções de feijoada para 4 pessoas por apenas duas pessoas, ficamos resenhando e dando risada.
De lá fomos pra um barzinho com um acabemento melhor. Não estava bom e fomos pra o do lado encontrar um broder meu com a esposa e o irmão dele. Alçomei com eles um moqueca de camarão, fazendo a mesma coisa da porta que vendia feijoada, resenhando mais ainda e dando mais risada ainda.
Almoço terminado, conta paga e depois foi eu e o casal para o Forte do Carmo ver o pôr-do-sol. De lá descemos direto para a Concha Acústica ver o show de Céu, uma Marisa Monte "com asas de anjo", que por sinal, momento Som Ambiente, baixem o disco que ela tá lançando, Vagarosa. Pouco antes de começar, uma mulher amiga da galera chegou também para o show. O show foi demais! No mesmo nível do Teatro Mágico. Todo mundo no mesmo clima, os quatro na mesma vibe...
Depois do show veio aquela velha fome e partimos pro Rio Vermelho, bairro da Lapa do Rio em Salvador. Comemos, conversamos, trocamos idéias, filosofamos e depois cada um pras suas respectivas casa. E ao chegar em casa, viajei um pouco no msn, esboçei uma trocada de idéia, mas que rolou um "fuso horário" diferente com o outro lado da tela. E agora estou terminando de contar o meu ótimo dia pra vocês, novamente ao som de Céu.
Um abraço,
Leandro

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Som Ambiente


A indicação inaugural dessa seção já tinha sido escolhida há séculos... Aliás há decadas, pois também tem outro disco que eu vou te contar. Mas, para ser o mais justo possível semanas, pois o outro disco também é recheado de relíqueas e a briga foi boa. Porém deixemos as indicações deles para as próximas oportunidades, porque a escolha inaugural foi alterada por motivos puramente pessoais, viu?

A Tábua de Esmeralda (1974) de Jorge Ben. Este disco apareceu em sexto numa lista elaborada pela revista Rolling Stones dos 100 maiores discos da música brasileira. Contém algumas das maiores composições de Jorge Ben como "Os alquimistas estão chegando", "Eu vou torcer". Além das espetaculares, mas menos divulgadas, como "Errare humanun est", "Cinco Minutos", "O homem da gravata florida", entre o resto do disco. Ele é todo bom.

Agora vamos a seção. Um belo dia perceberam uma estranha maneira minha. Toda vez que eu dizia que gostava muito da música que estava começando a tocar no som do carro, eu ia e abaixava o volume. Acharam isso estranho logicamente, pois todo mundo que gosta de uma música aumenta o som.

Uma boa música para mim deve ser deleitada em som ambiente, simplesmente porque você consegue ouvir todos os instrumentos da música. Com o som alto sempre alguma coisa vai ficar mais estridente do que as outras e consequentemente isso termina tomando conta da sua atenção. Com o volume mais baixo, em som ambiente, você consegue perceber vários pequenos detalhes da música. O momento em que entra um instrumento, a hora que o outro se recolhe. Música tem que ser conduzida pelo seu criador. Ele vai te dizer a hora que a guitarra deve entrar desse jeito, sendo acompanhada pelo baixo, para abrir caminho para a vez do piano.

Exatamente por isso essa seção vai se chamar Som Ambiente, pois vai ser sempre um som para você se deleitar ao ouvir. Não será uma escolha a revelia. O underground a gente deixa para o underground, já que a minha intenção é agradar o maior número possível de pessoas. As indicação serão de discos com potenciais para agradar a gregos e troianos. Já os "undergroundianos" perguntem diretamente a mim (o e-mail está no perfil). Filtrarei a água que pego diretamente da fonte, mas não esperem esssas coisas que estão sob os holofotes, não será nada que teria o carimbo do Disk MTV, se este ainda fizesse parte da grade do canal. Isso é coliformes fecais e a água que eu bebo é pura e limpíssima!
P.S: Não apenas mostro os peixes, como também digo onde eles estão que é nesse último link da parte de Fontes, Inspirações e Influências.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Momento de Reflexão

Nas últimas semanas esgotou o meu estoque de temas inspirados. Por isso que não venho escrevendo muitas coisas. Não que a cabeça tenha parado de trabalhar e se concentrado apenas no trabalho e estudo. Ela ainda continua a todo gás, principalmente neste último sábado em que fiz observações pertinentes sobre algumas pessoas (famosas e anônimas), discuti sobre novos rumos do blog, da vida e desmitifiquei o passeio do homem na Lua e no espaço (acho que tudo não passou e não passa de propaganda ilusória dos EUA), além de outras coisas que sei que falei, mas esqueci.

Um dos meus objetos de observação foi Jorge Ben Jor. Ele fez grandes músicas no passado, década de 70, discos espetaculares como Tábua de Esmeralda e África Brasil. Hoje em dia ele sobrevive do que fez no passado. Não faz mais nada novo. Quando as contas chegam e o cheque especial começa trocar olhares, paquerá-lo, Jorge pega o violão e sai por aí fazendo shows, lotando lugares de médios pra pequenos e depois volta pra casa trazendo na mala dinheiro suficiente para continuar a sua vida tranqüila. Ele sabe que os tempos de criatividade agora fazem parte do passado e se esforça para não fazer nada de novo que vá machar a sua bela discografia.

Não tenho um belo arquivo de textos, mas tenho coisas respeitáveis, tenho meus momentos de algum brilho. Não quero vir aqui e escrever merda. Tentei encher choriça como esse texto sobre tênis, que foi nada mais do que um tapa-buraco. Mas seguirei o exemplo de Jorge Ben Jor e para não fazer merda, invento um quadro novo para o blog, pelo menos durante esse tempo sem luz de inspiração.

Como diz Mano Brown em uma de suas letras, até no lixão nasce flor. Colherei flores no ar e distribuirei para vocês. Nos próximos dias, além de apresentar músicas, indicarei discos e filmes. Não sou nenhum especialista nesses assuntos, assim como não sou nenhum especialista em nada que escrevo aqui. Sou apenas um cara que gosta de curtir as coisas boas da vida. Como sou apresentado a muitas músicas e filmes, uso meu filtro para entregá-los só os barros que julgo que irão gostar, mas sempre assinando embaixo todos.

Outra coisa que quero explicar é aquela história que contei há alguns meses atrás de criar um segundo blog. Não farei mais isso, porém as coisas que eu ia botar no outro blog, estou botando aqui. Os bastidores mudaram. A idéia de como atualizaria o outro blog foi posta em prática nesse. Talvez vocês não tenham percebido isso, pois não é uma mudança que possa ser vista a olhos nus. Vocês não sabem o que acontecem nos bastidores da Globo ou de Hollywood. As outras idéias do novo blog serão implantadas nas próximas semanas.

Por enquanto é só. Em breve, falarei de uma enorme mudança no blog que está por vir. Apenas não quero me precipitar e já cantar a pedra antes da hora. As negociações estão bastante avançadas, mas ainda não foram fechadas. Ao que tudo indica em breve serão concluídas e um novo estilo de blogar no Nove do Quinto será implantado. Acredito que vocês gostarão, pois eu estou me empolgando muito com a coisa e a alma do blog continuará a mesma.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O interesse de cada uma

No último domingo a belga Kim Clijsters sagrou-se campeã do US Open, Grand Slam disputado nas quadras de Nova York. Clijsters venceu a linda dinamarquesa Caroline Wozniacki por 2 a 0 sets. O grande detalhe é que a belga tinha 33 dias que havia retornado as quadras depois de 18 meses parada para ter uma filha. Clijsters não tinha nem conseguido entrar no ranking da WTA para disputar o Grand Slam e foi como convidada da organização.
O Tênis feminino hoje pode ser divido em dois tipos de tenistas. As que disputam os torneios e as que se apresentam nos torneios. Geralmente as tenistas são lindas o que atraem como ima as lentes dos fotógrafos. Daí é pulo para virarem verdadeiras modelos de raquete. Já as que preferem mantém o foco no esporte é que tendem a vencer os torneios.
Por serem lindas e atraírem mais os flash, são logo alçadas ao status de grandes tenistas. Modelos como Maria Sharapova, Elena Dementieva, Ana Ivanovic não passam de boas tenistas, porém são vistas como craques das raquetes mais por causa de suas belezas do que pelo tênis que jogam. Já as desprovidas de beleza, soltam o braço e vão acumulando títulos como Serena Williams, Svetlana Kuznetsova e... Kim Clijsters.
As tenistas mais novas que estão entrando agora no circuito chegam determinadas a mostrar serviço e começam a aparecer como é o caso de Caroline Wozniacki que fez final com Clijsters. A dinamarquesa mostrou que ainda tem que comer muita grama, correr atrás de muita bolinha para ganhar alguma coisa. Cometeu vários erros, principalmente nas subidas de rede, porém a maior arma dela é a boa defesa que ela tem e a disposição de ir em todas as bolas por mais perdidas que elas possam parecer. Outra que teve um grande momento nesse US Open e que o mundo passou a conhecer é a americana Melanie Oudin, com apenas 17 anos, eliminou grandes nomes do tênis.
Não é que o tênis feminino esteja nivelado por baixo, a questão é o interesse de cada uma. Tem tenistas que preferem bater forte na bola sem se importar com a foto que vão tirar, enquanto que outras preferem bater mais fraco, mas saindo gatinha na 3x4.

domingo, 13 de setembro de 2009

A melhor frase da história!

"Jesus salva toca para Moisés, cruza para Judas e é gooolll"

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quando a inspiração não vem...

Ouvindo 1 som!
Época de vaca sem muito sal...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Arrepia zagueiro!

Este é o meu ídolo do São Paulo na atualidade. Miranda. Zagueiro refinado, classudo, duro e pegador quando necessário e um dos melhores zagueiros em atividade no Brasil. Ocupou o lugar deixado por Luís Fabiano, este último trocou de clube e agora figura na minha galeria dos grandes jogadores que admiro. Quando digo que Miranda é meu ídolo no São Paulo, não estou levando em conta Rogério ceni, já que este é patrimônio tombado do Morumbi, merecia um busto ou uma estátua.

Depois que o rival Palmeiras anunciou a contratação de Vágner Love, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, viu que não poderia mais vender ninguém e botou os culhões pra fora ao rejeitar uma proposta do Wolfsburg, da Alemanha, de 12 milhões de euros pelo anjo da guarda da defesa tricolor. Pelo menos até o final do ano não precisarei trocar de ídolo são-paulino...

Segue a letra de uma música de Jorge Ben na qual ele explica o que é um zagueiro e não tem como eu não associá-la ao camisa 5 do São Paulo.


Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro

Ele é um bom zagueiro
É o anjo da guarda da defesa
Mas para ser um bom zagueiro
Não pode ser muito sentimental
Tem que ser sutil e elegante
Ter sangue frio
Acreditar em si
E ser leal
Zagueiro tem que ser malandro
Quando tiver perigo com a bola no chão
Pensar rápido e rasteiro
Ou sai jogando ou joga a bola pro mato
Pois o jogo é de campeonato
Tem que ser ciumento
E ganhar todas as divididas
E não deixar sobras pra ninguém
Tem que ser o rei e o dono da área
Nessa guerra maravilhosa de 90 minutos
De 90 minutos
Zagueiro

Arrepia, zagueiro
Zagueiro
Limpa a área, zagueiro
Zagueiro
Sai jogando, zagueiro
Zagueiro

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Abra a geladeria e misture tudo

No seu primeiro disco solo, pós-saída do Planet Hemp, Black Alien mete isso simplesmente no final do cd:"Evolução não será televisionada, nem virá pela rádio(...) Prepare a esquiva, informação real pro povo aderiva na terra da terra improdutiva.".
No ano de 1999 um amigo meu do colégio, a pessoa com quem eu mais andava, me apresentou Harmonia do Samba ao vivo no Lagoa Mar. Na época o cd era a mídia. O preço já tinha subido nas lojas e os piratas começaram a atracar seus navios nas sinaleiras (eu sou baiano! Pra quem não entendeu a gíria, semáforo). Enquanto que o sinal estava vermelho pros carros e ficava verde para o comércio. Começei a gostar, já que era obrigado a ouvir todas as vezes que pegava carona no carro dele (e essa cena era, exaustivamente, repetida todos os dias). Peguei o cd (que era pirata) e gravei uma fita K7 para ouvir em casa (já tinha a boa música no sangue, pois jamais empreguei a minha mesada para ouvir essas coisas...). Por muito tempo ouvia walkman de fita K7 e não mp3 (pros mais novos saberem, já que tenho uma prima que nunca tinha visto um toca-fita até mês passado).
No meu trabalho, a galera gosta de ouvir música. Tem umas duas caixas grandes de som (feitas artesanalmente). Tá sempre rolando um som na sala, mas o curioso é que as músicas não estão no HD dos computadores e sim no Youtube. A música já saiu de um vinil, depois de um caixa (segundo minha prima, que depois recebeu a explicação de aquilo era uma fita K7), depois o cd, em seguida pelo mp3 e agora sairá pelo Youtube.
Hoje assisti com um (outro) amigo meu, que agora ocupa o lugar daquele meu amigo dos tempos de colégio, umas músicas do Woodstock. Enquanto Santana destruia na guitarra ("baiana"), passavam imagens do evento. O Youtube agora vai mostrar as imagens do passado que eram ocultadas por causa da tecnologia da época, já que o vinil só gravava o áudio. As gerações seguintes foram vivendo a época deles na imaginação, no momento deles e do jeito que eles mais gostavam.
A geração seguinte digitalizou a música e guardou, o que só poderia ser transportada em carretas, numa plaquinha de 10 cm de altura, 5 de largura e 1mm de espessura. Agora vamos ouvir e assistir, de qualquer lugar, nessas plaquinhas que ficarão maiores por causa da tela. Basta que a Google aumente a capacidade de armazenamento do Youtube e acelere-o ainda mais para assistirmos documentários, filmes, programas no computador mesmo. Os governos já estão fazendo a parte deles investindo em tecnologia para levar a internet gratuitamente para os parques, praças das cidades. Enquanto que a Intel, Sony, Toshiba, HP estão trabalhando ainda mais para baixar o custo do mini-notebook que só faz entrar na internet e escrever no word (para você poder postar seus textos no blog). Uma ação conjunta que entregará a televisão para os estúdios de cinema.
A evolução não virá pelo rádio, muito menos pela televisão. E ela levará informação real, como o documentário dos Rolling Stones que foi censurado, para qualquer um, inclusive para os sangue azul que estão à deriva... Vamos ouvir música e assistir o Jornal Nacional sentados nos bancos das praças, as 5 da tarde, quando o sol está frio, se despedindo, e a temperatura amena anunciando que a noite já está lá embaixo na portaria.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Meu Quidam

Começarei o post simplesmente dizendo que acabei de chegar do melhor show da minha vida. Fui para um teatrono circo. O grupo teatral era O Teatro Mágico, eles apresentaram uma peça musical intulada Segundo Ato.
Já postei uma música deles, se não me engano era Pena, não lembro do mês, nem da data, mas está aí no arquivo, basta procurá-lo para quem tiver a curiosidade de saber mais sobre eles ou procurar no Youtube vídeos dos shows ou no Google o site da banda (lá tem todas as músicas, os dois álbuns disponibilizados gratuitamente para quem quiser baixar qualquer música deles).
O show deles é uma peça teatral musical. As cenas vão acontecendo, as idéias são vomitadas, jabs, cruzados, ganchos são desferidos na cara, no estômago, no rim, no fígado da sociedade. É simplesmente um cara que atende pelo nome de Fernando Anitelli (acho que é assim que escreve o nome dele) dando derramando idéias sobre a vida, comportamento, visão de mundo... Enfim um cara que sacou toda a organização, movimento, disposição da enorme engrenagem chamada sociedade e está alertando, abrindo o olho da galera que ainda vê as coisas embaçada, mas que quer realmente buscar a evolução. Alguns estão no início da caminhada, outras já encontraram o caminho e estão apenas confirmando que estão na rota certa (acredito que me encontro aqui), outras estão apenas ouvindo o que ele tem a dizer, pois também encontram-se no mesmo estágio ou nível, no sentindo de trocar experiências com ele.
A peça do Teatro Mágico segue um esqueleto de roteiro, mas o inusitado, o surpreendente fica por conta do público. A recíproca tem que ser verdadeira, os dois corpos devem se mover em perfeita harmonia, com o mesmo sentimento, algo que é encontrado no ninho de duas pessoas que compartilham o mesmo sentimento, com a mesma intenção e interesses iguais.
A peça começa com a primeira cena, o cartão de visita, algo como se fosse a sinopse da peça, idéias da realidade contadas através da mescla com o lúdico. Na segunda cena, o encontro, o protagonista e os coadjuvantes importantes (todos eles são importante e cada um tem um papel específico, um personagem para interpretar) entra no palco cumprimenta a platéia e convidando-a para a interagir e fazer a peça. Na cena três, a mocinha mostra o cartão de visita dela com o pano pendurado no teto (não como se chama aquilo...). A música não pára, ela está sempre presente, de fundo, narrando a história na voz do vocalista/protagonista/mocinho. Na cena seguinte, voltam-se as atenções para o palco. Cada cena no palco é diferente. Num teatro o ator troca de roupa. Nessa peça o mocinho não troca de roupa, nem de maquiagem e sim o estilo de música, o ritmo dela. Tocou rap, axé, rock, pop, sempre com poesias, jogos de palavras recitando as idéias. E por aí vai, sempre intercalado com as travessuras com o pano amarrado no teto da mocinha. Ela é simplesmente foda, é uma espécie da russa saltadora, Yelena Isinbayeva que não tá afim de se matar, com o sol na moleira, para competir com outras mulheres por uma medalhinha de honra ao mérito e bater no peito mostrando a marca alcançada que geralmente é um mero número que só serve para ser escrito em algum papel que depois será juntado a outros papéis postos em um livro de capa dura, que não passam de meras curiosidades. Mas ela está ali para mostrar, apenas isso, compartilhar com outras pessoas, a qualidade dela, o que ela sabe fazer. Aliás, O Teatro Mágico é isso, um grupo de pessoas mostrando a sua criatividade, cada um a sua maneira. A Yelena do Teatro Mágico é linda como a russa recordista do salto em altura e tão habilidosa com o pano amarrado no teto quanto a saltadora com a vara (mentes poluídas, não pensem besteira, a idéia é puramente respeitosa e inocente).
O Teatro Mágico quer apenas compartilhar, mostrar, divulgar o que eles sabem fazer de melhor para divertir, conversar, trocar idéia com outras pessoas. Nada mais é do que um grupo de amigos que apresenta, para quem estiver disposto para ver e ouvir, o que eles fazem nas horas ociosas onde a criatividade é a dona do espaço e do momento, geralmente no final do dia, depois de se matar para não morrer.
Eu simplesmente assisti a encenação da peça musical de queixo caído, impressionado com o que acontecia diante dos meus olhos e me emocionei, por algumas vezes devido aos sentidos que estavam aguçados e com o sentimento a flor da pele.
Teatro Mágico: Merda pra vocês! No reuniremos sempre que nos batermos por aí pela vida. Vocês simplesmente são a melhor banda que existe.
E Los Hermanos: Voltem seus miseráveis! Disseram que vocês fazem show melhor do que o pessoal do TM. Estou ansioso para vê-los dando espetáculo.
Cordel do Fogo Encantado, Mombojó: Creio que vocês seguem essa mesma linha, dêem uma passadinha por aqui.
Leitores: Até a próxima!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ouvindo 1 som

Linda de morrer! É pra ser ouvida em qualquer momento e em todos os momentos. Seja na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, vitória ou na derrota, na conquista e na perda. No sim ou no fora, na confirmação da gravidez para o bem ou para o mal (tem momentos que não são propícios...), no noivado ou na cerimônia de casamento, nas comemorações. Nos momentos de estresse, nas horas de paz, para meditar, para viajar, para dirigir... e por aí vai.
Captaram a mensagem? Agora ouçam e depois deixem suas impressões.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O astro-rei


Hoje fui ver o pôr-do-sol do Porto da Barra. É um dos mais belos daqui de Salvador. E o Sol deu um show de despedida hoje. Foi parecido com esse aí da foto (tirada lá, mas não por mim e nem hoje). Ele foi caindo, caindo brilhando fortemente até dar tchau e desaparecer.

O Sol é aquele super-astro que todo mundo sabe que a qualquer momento ele vai chegar n a festa. Você vê um rebuliço ao som dos boatos, invadindo o salão, de que ele chegou e está na porta entrando. As pessoas se amontoam para ver a chegada dele. Ele chega com o ar da graça, de terno impecável (e com a gravata florida de Jorge Ben), entrando triunfante na festa. Depois da chegada você fala com ele e os dois dão as costas. Você porque não vai ficar olhando pra bunda dele e ele porque tem mais gente pra cumprimentar. O tempo passa, você não se importa mais em procurá-lo durante a festa, mas eis que surge um brilho intenso emitido por ele, aí você confere olha, ele ainda está aqui. Olha mais pouquinho e segue seu caminho pelo meio do salão.

Aí lá pras tantas, ele surge avisando que está de saída. Com um pouco mais de rapidez, ele vai se despedindo de todo mundo, fala com você, faz mais uma graça, distribui rosas colhidas no ar para as mulheres que se derretem e os homens olhando e admirando e aprendendo a sulozagem vagabundística. Ao terminar, triunfantemente. ele dá o último tchau e até amanhã para todos e vai embora, levando o brilho da festa e deixando somente a noite junto com as estrelinhas que só conseguem chamar atenção se estiverem de galera. E a festa acaba, é hora de ir pra casa, dormir, pois amanhã bem cedo, junto com o cantar do galo ele está de volta dando o ar da graça.
*****
"... o sol é uma bola vermelha que me atrai e que me ilumina."
Moraes Moreira, cantor e compositor

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Bandeirantes do século XXI

Em seguida ao descobrimento do Brasil, a côrte real portuguesa ficou na praia, tomando banho de mar, comendo as índias, frango assado, frutas recém colhidas, enquanto que os bandeirantes se embrenhavam pela mata embusca das riquezas minerais, prata, ouro e ceifando os inídios que ofereciam alguma resistência e não se escravizavam em paz e capturando os negros que tantavam fugir dos seus senhores.

Os bandeirantes abriam caminho, faziam trilhas e criando os primeiros vilarejos. A área de atuação deles era predominantemente no sudeste, onde hoje é São Paulo. Os bandeirantes usavam botas de couro, coletes, armaduras para se protegerem e as armas eram espingardas.


O tempo foi passando, mas os neo-bandeirantes continuam atrás do ouro alheio. Menos mal que pararam de caçar índios e escravos, já que os primeiros foram drásticamente reduzidos e os últimos foram "libertados" pela abolição da escravatura (porém muitos ainda vivem como escravos). A função de caçar escravos fugitivos passou para os policiais que usam coletes a prova de balas, botas de couro, quepe e armas como pistolas de diversos calibres, escopetas, cacetetes, gás de efeito moral e saco plástico...

Mas voltando aos bandeirantes da Era Moderna, no lugar dos coletes e aramaduras para a segurança, eles usam terno e gravata, para a segurança deles, usam seguranças 4x4 e a força policial quando julgam necessário, além de juízes, advogados e matadores de aluguel. No lugar das armas, espingardas, hoje eles usam caneta, papel, medidas provisórias, leis, decretos que fazem muito mais estrago que uma bala de espingarda e matam muito mais gente do qualquer bomba atômica.

Outra diferença é que os neo-bandeirantes não precisam mais se embrenhar na mata atrás das riquezas naturais, do ouro, da prata. O esquema agora é outro, são as riquezas que vão até os noe-bandeirantes...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Sozinho com todo mundo

Estou sozinho na cidade. Meus amigos viajaram. Uns foram pra Disney pra passear no parque e comprar tudo que verem pela frente, outros foram pra Recife, Porto de Galinhas, Barra Grande em viagem romântica. E eu fiquei sozinho na cidade. Sozinho com todo mundo.

Apesar de estar órfão dos amigos, não terei muito tempo de “folga”. Estou traçando o planejamento, encaixando os horários... Será um final de semana de muito trabalho. Depois da tempestade sempre vem a calmaria. No meu caso, vem muita coisa que não é calmaria. Fiquei meio que de molho no último final de semana, fiquei meio doente e me resguardei em casa. Mas agora estou bem e com sangue no olho, por causa do adiamento do “projeto” (deveria ter feito uma parte dele no último final de semana, já estava tudo esquematizado).

Vi esse título num cd de Richard Ashcroft. Quando o The Verve acabou, Richard, que era vocalista da banda, lançou um cd solo e botou esse nome. Gostei do nome e armazenei no HD e esperei a oportunidade. Hoje ela apareceu. Meus amigos estão viajando, estou sozinho na cidade, mas todo mundo está aqui... Estou sozinho com todo mundo em Salvador.
E domingo tem Stock Car aqui. Não vou para o CAB (local da pista) assistir, não perdi nada lá, não acompanho a Stock, não sei o nome de ninguém, não sei que são os melhores pilotos (sei que Xandy Negrão e Ingo Hoffman fazem cada pega da porra...), não sei quem está na liderança, a única coisa que sei é que vai rolar uma etapa aqui. Mas o mais importante eu sei! Vai rolar uma festa no Othon, no final da tarde com Alexandre Peixe e Jau. E não é pra ouvir a música deles que eu estou indo... Alexandre Peixe está a anos-luz de ser um Moraes Moreira da vida e Jau não atende pelo nome de Jorge Ben e não faz música como ele. Vou pelo público, vou por todo mundo.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Gastando na internet e suas musas

Batendo perna pela internet, li uma manchete que me chamou atenção, "Em dia de boicote, site traz as maiores pérolas de Megan Fox". Abri a página li as pérolas dela (mais pra frente eu comento isso) e depois fui me informando sobre o tal boicote. Como macaco que vem de galho em galho, fui de link em link. O boicote é o seguinte, chegaram a conclusão que Megan Fox, a última Coca-cola do deserto, está sendo super-exposta. Muitos podem não achar que ela seja essa Coca-cola toda, também acho-a muito magra, mas ela é linda e nesse ponto eu concordo. Queria ou não, ela é atualmente a dona do pedaço, está por cima da carne seca. Para dar uma freada nisso, inventaram de fazer uma espécie de "blogagem coletiva", mas sem "blogar" nenhuma imagem ou notícia sobre a moça.
Como não dá pra parar com um vício de uma hora pra outra, a abstinência é forte, parece que ninguém conseguiu ficar sem dar sua cafungada e terminou que um monte de site "blogou" que hoje teria "blogagem coletiva" sobre o boicote a Megan Fox. Vários postaram fotos, outros postaram pérolas como o site E!, que foi reproduzido pelo EGO, que está sendo comentado no Nove do Quinto...

Diante da notícia começei a viajar na moça. Megan é gata e o melhor disso tudo é que ela sabe exatamente o tamanho dela na mídia e adorar dar uma escaldada, mostrando que não tá nem aí. Então ela faz o que der vontade e fala o der na telha. Algumas das pérolas que o site publico, ela diz:

- "Eu esqueço de dar descarga. Meus amigos vão me dizer 'Megan, você defecou no meu banheiro e não deu descarga'";

- "Não tenho questionamentos sobre ser bissexual. Mas também sou hipócrita: não namoraria uma mulher que fosse bissexual, porque isso significa que ela também dorme com homens. Eles são tão sujos que eu não gostaria de dormir com uma mulher que tivesse dormido com um homem";

- "Atores são como prostitutas. Outras pessoas estão pagando para te ver beijando outra pessoa, tocando alguém. Isso é muito grosseiro".

Depois de dizer coisas desse tipo ela faz essa carinha de safada, sexy com essa linguinha pra fora e pronto. Que coisas belas e verdadeiras Megan Fox disse, ela tem toda a razão! Que linda!

Mas não é só de besteiras, escaldação, caras e bocas que ela vive. A moça também é dedicada ao trabalho, bem comportada, de família...



E bem humorada!



Além dessa notícia sobre Megan Fox, li também uma que falar sobre Carolina Dieckmann. Já tinha viajado nela antes e começei a compreendê-la. Depois disso passei a vê-la com bons olhos. Ela não é antipática, chata e mimada. Apenas uma mulher que bota pra fuder no trabalho dela, é linda, tem um tanquinho de causar inveja e odeia a intromissão da mídia na vida particular. Claro que ela é uma pessoa pública e está sujeita a isso, porém o que ela bate tanto é nos excessos que acabam cometendo. Se ela não está trabalhando, ela vira a Carolina ou os apelidos que as pessoas íntimas dela a chamam. Vira uma pessoa comum, normal, pode falar na rua com fãs, mas por quê tem que ficar sorrindo para todo paparazzi que aparece na frente dela pra fotografar e vender pra algum site? Não! E ela deve ficar feliz com as fofocas que fazem dela sobre quem ela tá pegando, se brigou com o marido de manhã? É lógico que não e é nisso que ela tanto bate, por não a deixarem em paz nos momentos de folga e acaba sendo taxada de antipática, chata, arrogante.


Ela é boa atriz, profissional, só quer fazer o trabalho dela e depois curtir a vida, ir pro shopping gastar o dinheiro que ela ganhou honestamente, ir pra praia pegar um sol, mostrar o tanquinho perfeito... Falando nisso, a única que pode bater testa com ela em termos de tanquinho perfeito é Paola Oliveira...


domingo, 2 de agosto de 2009

Pais e Filhos

"Minha velha é louca por mim. Só porque eu sou assim. Meu pai por sua vez, se liga na minha e nos butecos onde passa não dá outro papo. (2x)
Eu sou o caso deles, sou eu que esquento a vida deles, no fundo, no fundo coloco os velhos no mundo, boto na realidade, mostro a eternidade. Senão eles pensavam que tudo era divino, maravilhoso. Levavam tudo na esportiva, ficavam contando com a sorte e não se conformariam com a morte. Minha velha é louca por mim, só porque eu sou assim."
Não preciso nem mentir que eu também sou assim. Essa música não é Pais e Filhos, pois não começa com estátuas e cofres, nem paredes pintadas. "Eu sou o Caso deles" é de Moraes Moreira e Galvão, os cabeça dos Novos Baianos (minha banda preferida). Ela traduz ao pé da letra a relação entra pais e filhos. Ninguém precisa se jogar da janela do quinto andar, porque isso é até fácil de entender. Mas o pai de todo mundo vão sempre falar dos filhos na mesa de bar, nos butecos onde eles vão passar, enquanto que as mães vão sempre se ligar nos filhos, não importa o que eles façam ou sejam. Os filhos sempre serão o caso dos pais. Só tenho isso a dizer e agora dá licensa que vou beijar meus pais.
*****
Pra quem quiser ouvir... está aqui (Marisa Monte só gravou beeeeeeem depois do original. E digo uma coisa, não é a mesma coisa, o original é bem melhor na voz de Moraes).
*****
E Cielo hoje ganhou o ouro nos 50m, depois de ganhar nos 100m ontem. Se eu fosse Michael Phelps teria mostrado o dedo médio para Cavic e ainda mandaria ele tomar naquele lugar, depois daria risada apontando pra cara dele...!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Lá vem o alemão

Michael Schumacher está de volta ao circo da Fórmula 1. O alemão entrará no lugar de Felipe Massa que se acidentou gravemente no último GP, mas segue em recuperação e não poderá mais entrar na pista nesse ano.

Ótima jogada de marketing da Ferrari? Sim, um golaço de placa. Loucura da Ferrari? Não, nem um pouco. Schummy está há 2 anos e meio (tudo isso? Minha sensação é de isso aconteceu outro dia) sem entrar num carro de F-1, porém com a proibição dos testes na F-1, piloto reserva, praticamente, só faz assistir os titulares correndo e pingar alguns milhares de dólares na conta bancária. Então, enferrujado por enferrujado melhor que seja um enferrujado com 7 títulos mundiais no currículo.

A escolha de Schumacher para substituir Massa é uma bela homenagem ao alemão. A Ferrari já naufragou na temporada, só está cumprindo tabela até o fim do campeonato, isto é, não tem nada a perder. Devido a isso, Schumacher tem licença para correr tranquilamente. A única obrigação do alemão é acelerar o que máximo que puder e mostrar um pouco da velha e conhecida habilidade no volante. De resto não tem mais nenhuma obrigação. Não precisa brigar por vitórias, apenas por posições.

O grande prejudicado nessa história será Kimi Raikkonen, que terá a obrigação de andar na frente de Schumacher. Ficar atrás de um aposentado, com quase três anos sem guiar um carro de F-1 terá um gosto de vergonha, mesmo que esse aposentado tenha 7 títulos na conta. Raikkonen foi campeão justamente no primeiro Mundial da Era Pós-Schumacher. A escolha pelo alemão demonstra um pouco da moral que Felipe Massa tem na equipe de Maranello. No dia 23 de agosto, no GP da Europa, podemos rever um dos grandes nomes (e o maior para alguns) da história da F-1 em ação. Vamos ver como voltará o alemão ao seu principal passatempo.

domingo, 19 de julho de 2009

Vale a pena ler de novo

Acabei de assistir a entrevista de Galvão Bueno com Luís Fabiano no Esporte Espetacular. Não teve como não lembrar dos tempos do Fabuloso vestido com a camisa 9 do São Paulo. Atualmente é o único jogador que eu tenho muitas saudades dos tempos em que jogava no Morumbi. Nem com Kaká é assim. Vida longa para Luís Fabiano e que ele continue fazendo muitos gols por onde passa. Segue o repeteco que escrevi no dia que o Luís voltou a seleção e começou sua caminhada para ser dono da camisa 9 amarelinha:

Luís Fabigol, Luís Fabuloso ou Luís Fabiano, o Fabuloso. Eram esses os apelidos que a torcida são-paulina chamava-o no Morumbi. Sou fã dele hoje, mas fui mais ainda quando vestia a camisa 9 do São Paulo. Ah, que saudade do Luís Fabiano com a 9 do Tricolor!
Ontem Luís Fabiano voltou ao Templo que brilhou em vários jogos. Voltou com uma camisa diferente, talvez um pouco estranha nele por causa do costume (temporário, porque acho que ele será figurinha certa nas próximas convocações). Mas ele fez o que sempre fazia nos velhos tempos. Gol. E não apenas 1, fez 2. Foi o herói da partida e saiu aplaudido como sempre acontecia. O gol de empate que ele marcou me trouxe várias boas lembranças dele. O chute quase sem ângulo e a comemoração no escudo do São Paulo me deixaram arrepiado.
Lembro de um jogo Grêmio x São Paulo no estádio Olímpico em Porto Alegre, em que ele fez um gol parecido, num chute sem ângulo. Era o Campeonato Brasileiro de 2003. Eu estava chegando em casa e o jogo já tinha começado. Aliás, já estava quase acabando o 1º tempo. O jogo estava empatado, 1 a 1. Achei o resultado até bom, um empate fora de casa e num clássico brasileiro contra o Grêmio, normal o empate. Mas quando terminou o 1º tempo apareceu o placar com os autores dos gols. Júlio Baptista tinha aberto o placar e Anderson empatou para o Grêmio. Nesse momento pensei: fica tranquilo, falta o gol do Luís, pode botar aí 2 a 1. Dito e certo (eu estava sozinho em casa, não iria ficar falando sozinho, né?), no início do segundo tempo, o Fabuloso fez o gol da vitória. Foi um chute forte e alto, quase sem ângulo, pela esquerda, perto da linha de fundo. Lembro também do comentarista da tv dizendo que só chutava para o gol, naquela posição sem ângulo, o atacante que estivesse com a confiança em dia. Naquela época o Fabuloso estava numa fase em que fazia gol em quase todos os jogos.
É bom rever o Luís Fabiano. O ruim é não vê-lo vestido com a camisa branca com duas listras verticais, uma preta e outra vermelha, no meio. Que saudade!! Hoje era tudo que o São Paulo precisava para ser um time completo. Uma forte defesa, quase intransponível, e um ataque matador, liderado por um atacante fabuloso.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O nosso papel

Um dia desses, filosofando com meus amigos... Quando um deles matou a charada da nossa missão aqui na Terra (já escrevi algo sobre esse tema, clique aqui). Deus nos fez burros, idiotas, arrogantes e prepotentes. Ele simplesmente nos deu inteligência(?) para destruir o planeta. A Terra será engolida pelo Sol um dia, assim como a Via Láctea, até ele explodir, virar um buraco negro e voltar ao marco anterior ao da explosão do Big Bang. Esse é o fim da Terra no “livro da Ciência”. Já o fim da Terra pela Bíblia será através do homem. Nós somos o Apocalipse.

O homem destrói o mundo fazendo coisas que não são nem um pouco importantes para a sobrevivência dele. Porém sei que um dia ele vai entender todo o funcionamento do planeta, o jeito certo de viver, que será algo parecido como vivem os hippies, os naturebas, os desgarrados das coisas materiais da vida, os orientais que compreenderam que são nada menos do que meros ingredientes do grande e perfeito bolo chamado Natureza. São poucos, mas já é um sinal de esperança, uma luz no fim do imenso (e bota imenso nisso!) túnel. Tipo a cena que assisti no filme Sonhos (para ver, clique aqui). O grande desafio da humanidade é despertar para isso a tempo, antes que seja tarde demais e a merda se torne irreversível, sem volta, apenas com passagem de ida para o inferno.

Se você for reparar, todas as tribos, etnias, civilizações tem seus momentos de luz. O ocidente é contra o aprisionamento das mulheres, a obrigação do uso da burca que faz parte da cultura dos árabes e afins. Já os orientais vivem de forma tranqüila e dão o devido valor para as pessoas mais velhas que são as mais experientes e bem preparadas pra conduzir o mundo (quanto mais novo você é, menos conhecimento você tem e mais merda você faz. Você já viu um velho dar pt no carro? Velho não faz esforço, ele sempre procura o menor, melhor e mais calmo caminho possível, como você acha que Romário conseguia fazer um monte de gols sem correr pelo campo todo?), porém muitos deles são obcecados por estudo e trabalho, deixam de lado a melhor coisa da vida que é viver. Os árabes, quando são árabes de verdade e não árabes ocidentalizados, usam a grana deles pra comer mulher, cravejar a Mercedes de diamantes e botar privada de ouro maciço no banheiro. A cultura deles permite ter quantas esposas ele puder bancar. Enquanto isso, os negros nunca se rendem, por pior que seja a situação em que se encontram, eles nunca descansam enquanto não chegar onde querem, seja no poder judiciário ou na presidência da maior potência do mundo, e isso alguns anos depois de serem tratados como mercadorias. Eles saíram dos Quilombos para ocuparem a Casa Branca e mandar no mundo inteiro. Em contrapartida, na África, a cultura obriga que as mulheres tenham genitálias mutiladas para não sentirem prazer no melhor esporte do mundo, esporte esse que é absolutamente natural, puro e é o tempero para deixar a vida perfeita. E os ocidentais, por transformarem o mundo num enorme puteiro em que as mulheres já vão sem calcinha pra boate para o cara não ter muito trabalho para deixá-las como vieram ao mundo, e só de tirar os (poucos) pedaços de pano, também chamado de vestido ou shortinho/top, recheados de silicone, com músculos em dia para a carne ficar tenra e em cima, a cara carregada de maquiagem e apliques no cabelo, fora os alisamentos capilares e a pele mais sedosa do que tecido de seda... A contrapartida é que o ocidente gasta muito dinheiro com as guerras mais idiotas e motivos de ganância fazendo de conta que eles justificam a necessidade de fazer guerra.

Pegue todas as virtudes de cada civilização, etnia, tribos e junte tudo. Tire todas as merdas, idiotices e amarelices de cada um, jogue tudo no lixo e chegaremos ao mundo perfeito. Um mundo sem guerras, sem poluição, com invenções tecnológicas que melhoram a vida das pessoas sem destruir o planeta, sem mutilar as mulheres e tendo tesão por elas, que estão simplesmente espetaculares, tiradas dos mais nobres sonhos e claro, com a nossa contrapartida pra elas também, todos seremos do jeito que elas mais sonham. E o mundo perfeito está criado. O caminho para isso? Primeiro temos que acabar com o ácido que corrói o mundo e envenena a sociedade: Dinheiro.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

(Piloto “ah-perdi-as-contas”) (O texto dos parênteses!)

(Com preguiça de fazer as contas...) Dia cheio, cansativo e movimentado. Tudo bem que hoje fiz meu horário (A vida tá começando a se organizar do jeito que eu quero) e pude dormir até não poder mais, meio-dia. Levantei e hoje eu resolvi brincar de trabalhar. Quer dizer, na verdade tive bastante coisa pra resolver, principalmente com banco, em que tive que prestar contas pro meu chefe. Como sou novo no emprego, meu chefe hoje resolveu testar meu desempenho e me deu um extrato de banco para testar minha “organização contábil” (sim, mudei de emprego, agora trabalho num lugar, cujo percurso simplesmente é na trilha do mar. Se não morasse na cidade, moraria no paraíso em que eu iria na praia dar um nadada e pescar o almoço. Eu hoje estou num ótimo emprego (o salário não é dos melhores, mas consigo cobrir meu passivo) em que a idéia que eu faço é simplesmente essa. E faço isso não pra buscar o peixe e, sim sereias, andar de navio, fazer nadar... Em outras palavras meu dinheiro é pra roupa, festa, mulher e cachaça, ...) – foi o maior parêntese na minha iniciante carreira de escritor, tá perto de eu postar sobre isso. E outra, não é um dos melhores empregos do mundo pra mim, simplesmente todo mundo dormiu hoje (eu consegui flexibilizar meu horário pra não precisar ir de manhã. A galera que foi toda dormiu de tarde. E de tarde só ficou essa galera. O resto (da sala ao lado, porque o prédio da Química pegou fogo, aí eles estão “alojados” lá no laboratório mais “relaxadão” do Campus, o laboratório de Física, que é onde eu trabalho), como dormi em casa, cheguei lá em alta. Dois caras subiram pro mezanino que fizeram como sala de repouso, pra dormir. Então fiquei com a galera que deve ter dormido de manhã ou não foram pro reggae quarta, lá só contando piada, dando risada e assistindo vídeo de e-mail pra homem. E descobri que é tenho que voltar do trabalho com o sol acendendo a cidade, preciso ver o mar! O ponto de maior satisfação desse trabalho é poder voltar também com o mar. Não posso trabalhar até tarde da noite!
Ainda tive que resolver o trabalho de conclusão de curso do MBA. Primeiro que começou comigo sem lembrar (de jeito nenhum!) que hoje tinha reunião. Um colega me ligou duas vezes (só atendi na segunda) pra me lembrar e pedir a apostila. Quando cheguei os caras tavam lá me esperando, na internet e trocando palavras. Cheguei, corrigi dei uma olhada no trabalho, corrigi e entreguei uma apostila que simplesmente tinha tudo que precisa ser colocado no trabalho. Um deles comemorou e disse que o trabalho tava pronto e pediu emprestado por uma semana para ler e adiantar as coisas.
Mas meu dia ainda não tinha terminado, fui pra casa de um amigo meu recém-casado (sem cerimônia, festa, só por morar junto). Fui pra lá troquei, idéia, filosofei, dei idéias cheques, ouvi coisas interessantíssimas, sérias, pra aprender e tudo isso em menos de uma hora... E senti muita saudade na volta...
Quando voltava pra casa, por volta das 23h senti todo o por que, toda a inspiração de Chico Science nessa música. A cidade não pára, a cidade só cresce (tá até agora bombando, um pouquinho, os carros nas ruas e tal), o de cima sobe e o debaixo desce (primeiro tinha um Monza antigão se arrastando na rua e na frente da fila de três, com o meu atrás, tinha uma Mercedes). Foi em momentos como esse meu que essa letra explodiu na cabeça dele, assim como a idéia dele explodiu na minha cabeça. Sulozei no MSN enquanto escrevia esse texto, procurava essa música, tudo isso ao som de Caetano Veloso no iPod e de headfone no ouvido. Este foi o meu ótimo dia.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

É pra você responder!

Vi duas das várias (que devem ter tido) matérias do Fantástico sobre Michael Jackson, uma não interessa e a outra me chamou muito a atenção . Não queria mais tocar nesse assunto, mas não resisti. É muita mídia em cima e já virou moda dar pitacos sobre a vida e morte do astro-rei do pop. O mundo inteiro só fala e discute isso, é na praia, no boteco, na igreja, no supermercado, só não na Coréia do Norte porque os caras estão ocupados testando mísseis.

A matéria que me chamou atenção falava sobre a apresentação dos Jackson 5 na TV Tupi (se não me falha a memória...). Dois caras que fizeram o meio-de-campo para a banda se apresentar na TV, foram chamados para contar essa história. Um deles destacou que a banda era muitíssimo bem ensaiada e insinuou que o rei do pop chegou onde chegou por causa da disciplina e do rigor dos ensaios. Pois é, o cara levantou a hipótese, em pleno Fantástico, para milhões de brasileiros aqui e no mundo afora, para a família brasileira que assistia, de que Michael Jackson devia ter agradecido todo o sucesso, fama e dinheiro ao pai (tirano).

Antes de mais nada só quero lembrar que a minha intenção não é destruir o ídolo, muito menos questionar o seu verdadeiro talento, também gostei dele na infância. Mas o sucesso da música de MJ é basicamente ensaios atrás de ensaios para se chegar a uma coreografia perfeita e surpreendente, sem contar com as roupas extravagantes (e originais). Esse pop que ele fazia é dança, coreografia, cenário, efeitos especiais, luzes, faíscas. O resto o computador corrige... E é claro que se tem que cantar um pouquinho.

Todo mundo joga pedra em Mr. Jackson tal como em Gení, mas se o patriarca da família não tivesse posto o pequeno Michael por 10, 12 horas ensaiando canto e os passos de dança direto, sem parar, ele teria se tornado Michael Jackson? Será que se o pequeno Michael tivesse tido uma infância de verdade e faltado alguns (vários) ensaios para jogar gude e soltar pipa, contando a mentirinha de que comeu um cachorro-quente na rua e ficou com dor de barriga a noite toda, e o Mr. Jackson tivesse passado a mão na cabeça dele dizendo “coitadinho, deixa ele brincar, é criança”, teria vendido, alguns anos mais tarde, 105 milhões de cópias só do álbum Thriller? Talvez sim, talvez não. Ninguém pode afirmar isso. Se o pequeno Michael não tivesse emplacado na música, não teríamos visto, curtido, adorado e idolatrado o Michael Jackson que conhecemos, porque ele não teria existido. Talvez fosse apenas uma Mariah Carey da vida ou uma instável Britney Spears ou uma Janet Jackson, enfim, seria o Robinho da música pop e não o Pelé.
Não podemos afirmar nada com relação a isso, o que foi feito já foi feito e o que aconteceu já aconteceu. Como não podemos voltar no tempo, já que Doc Brown guardou a sua grande invenção apenas pra si, sem divulgá-la na comunidade científica e sem ser contaminado pelo capitalismo para botar na esteira de produção e ficar multimilionário, só podemos brincar de imaginar e perguntar qual dos dois você preferia sacrificar: o Michael guri (que se tornou o que o mundo conheceu) ou o Michael Jackson astro do pop (assim ele não teria existido do jeito que conhecemos)? Quero sua resposta!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouvindo 1 som

Tô cansado, já são quase 3 da manhã, acabei de chegar em casa, disposto a escrever. Escrevi, mas deu preguiça de copiar frase por frase, letra por letra pra cá(não consegui copiar e colar aqui). Hoje o blog vai ser mangueado... (manguear é nesse sentido). Vocês ouvem a música aqui, lê o texto abaixo e comenta onde quiser (mas comente!).

É pra ler esse texto aqui...

Hoje não quero tocar no assunto futebol! Aliás teve um esboço de jogo na Globo hoje, que terminou aos 19 minutos do primeiro tempo. Parecia luta de Mike Tyson após a saída da prisão. Eu, guri, resistindo o sono bravamente só pra ver Tyson almoçar o adversário e o filho da puta acabava com a luta em menos de 1 minuto. Então, vou falar de música.

Ultimamente (e bota ultimamente nisso, já deve ter quase um mês) tenho ouvido Björk e viajado bastante nela. Björk tem uma voz linda, de boneca de porcela, que aliás ela está parecida com uma quando fez a versão ao vivo de Vespertine. Aqui na televisão local tem uma jornalista chamada Daniela Prata. Ela é bonita até um certo ponto... Não... Quer dizer ela não chega ser linda, mas pende mais para bonita e arrumada atrai uma quantidade razoável de olhares... Aliás não, tá tudo bem, bota na conta de gata, ela é gata e sabe se arrumar pra atrair atenção.

A primeira vista, Björk parece ser estranha, mas aí você ouvindo, ouvindo a vozinha vai tomando conta dos seus ouvidos e no final ela fica bonita. Daniela é que nem Björk só que melhorada, bem melhorada. Ela é bonitinha no início, mas no final fica gata. Outro dia descobri que a senhorita Prata tem gostos alternativos (leia-se, funciona no mesmo esquema da voz de Björk). Inclusive, ela também ouve a própria Björk. Daniela é loira, tem uns dentinhos na frente querendo sair um pouco dos lábios, mas acabam entrando em harmonia com o resto do rosto evitando a tendência para o lado de feia. Do pescoço pra baixo dispensa comentários, é tudo no lugar certíssimo.

Toda vez que ouço Björk com aquela vozinha linda comemoro o fato de gostar de ouví-la. É como se fosse uma sinfonia ou o barulho harmônico da natureza numa floresta, o som do vento balançando as árvores, o canto dos pássaros ou as ondas no mar. Um som tranquilizante. E depois disso, concluo que Daneila Prata é esperta, muito esperta e por isso que ela ouve Björk.

Porra a islandesa bota pra fuder!! Essa música faz parte do Dvd ao vivo que está ou vai lançar, o Voltaic, que é o Volta (último álbum em estúdio) ao vivo. Ela sempre lança uma versão ao vivo dos álbuns que ela lança.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Deram a descarga

A última semana foi semana de pós-graduação para mim. Num dos dias, o professor passou um trecho do filme Sonhos de Akira Kurosawa. Era a última parte do filme. Não conheço exatamente a estrutura do filme, pelo que encontrei na internet, deve-se tratar de uma reunião de contos. O trecho do filme mostrava um viajante, mochileiro chegando num vilarejo que vive numa interação direta e saudável com a natureza.
Assim que o mochileiro chegou, ele encontrou um ancião que no decorrer da conversa levantou com toda a saúde e firmeza dizendo que já tinha passado dos 100 anos de idade. Porém, o que mais me impressionou foi a visão do velho sobre a vida urbana. Está tudo muito errado. Os urbanóides vivem da forma mais complicada e autodestrutiva possível. As pessoas simplesmente despejam excrementos, produtos químicos, lixo na própria água que bebem. Mas isso é até lógico, pois é mais fácil e prático construir enormes estações de tratamento de água do que não poluir os rios e lagos.
A vida não é complicada, de jeito nenhum. As pessoas é que gostam de complicar a vida enchendo a cabeça dos outros e a própria de pensamentos vazios, de idéias mirabolantes, que a felicidade está no dinheiro, que as pessoas precisam de roupas caras, carros velozes e luxuosíssimos, iates gigantescos, helicópteros para serem reconhecido pelos outros e não pela simples companhia, da risada demorada, das conversas. Para você ser alguém, você precisa trabalhar e ganhar dinheiro.
A sociedade dita as regras, molda as pessoas ao bel prazer dela e as que não se enquadram ou ficam mandam todo mundo a merda ou ficam loucas. Quando isso acontece, ela trata de execrá-las, humilhá-las, julgá-las e dependendo do julgamento, o veredicto é a morte nas trevas da solidão com o atestado de maluco, excêntrico. É engraçado, a sociedade projeta as pessoas a serem gananciosas, só pensarem em dinheiro, para depois quando o cara tiver rico, virar pra ele e dizer que ele é metido a besta, arrogante. Não ser arrogante para ela é escancarar as portas da casa para uma câmera registrar o cara acordando, lendo o jornal e tomando café. Ou saindo para academia ou simplesmente dando um passeio no parque com a mulher e os filhos. E para justificar a (in)sanidade disso, vem com o queixo de que se a pessoa não quisesse aquilo que ela seguisse qualquer outra profissão e não aquela de celebridade.
Enquanto isso, os Frankensteins da sociedade tem de estar sempre se reinventando, mostrando a calcinha toda vez que vão descer do carro, comprando jatinhos, ilhas, tirando meleca do nariz. Aí eles ou entram na onda ou piram. Os que se mantêm fortes, não sucumbindo à lavagem cerebral, procuram o isolamento e assinam o atestado de loucos, excêntricos, egoístas por não dividir com o resto do mundo a sua vida amorosa, quando foi no shopping, onde comprou o pão, que horas foi no banheiro pra fazer o número 2. Tem uns que fazem de tudo para aproveitar o tempo perdido e começam a comprar parques de diversão aos 30, 40 anos para subirem na montanha russa e ficar dando voltas e voltas até vomitar, que nem as crianças fazem e depois se encher de brigadeiro, algodão doce, pipoca, sem que ninguém apareça com uma câmera fotográfica para registrar a cena e postar na internet segundos depois.
Se fosse normal viver de forma simples como o ancião japonês disse, sem engarrafamentos, poluição, dinheiro, talvez Michael Jackson tivesse sobrevivido a “parada cardíaca” fulminante que acabou de ter aos 50 anos de idade.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Rindo a toa

Semana passada tive a honra de ser convidado para escrever uma crônica para o blog Palimpnóia. A semana foi muito corrida, mas consegui escrever e enviar o texto a tempo para ser publicado no dia correto. Viajei e não tive tempo de divulgar essa notícia e o link da crônica aqui no meu blog. Aí vai com um pouco de atraso e pressa, pois a semana começou hoje e termina amanhã. Aqui na Bahia 24/06 é feriado e para não quebrar as tradições culturais Brasil, resolvemos (a maioria dos trabalhos, inclusive o meu) enforcar os dias úteis e pegar a estrada para pular fogueira, beber licor, comer amendoim (tudo bem que isso todo mundo faz o ano inteiro...) e dançar forró.
O link é esse aqui e sintam-se a vontade para comentar lá ou aqui e também se quiserem, continuem comentando o post abaixo. Até a próxima, porque ainda tenho um monte de coisas para resolver antes de viajar (novamente) amanhã.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cabeça vazia é oficina do diabo

Vamos brincar para evitar julgar. Antes de pensar na brincadeira, li três notícias na internet. A primeira era sobre uma belga que fez 56 tatoos na cara. Ela diz que pegou no sono, mesmo com as agulhadas na cara e o barulhinho torturante da máquina, aí ficou desse jeito aí.


A outra foi um carro que foi imprensado entre o poste e uma parede, que segundo o pai do motorista, um jovem de 23 anos, ele ia pegar um documento no escritório às 02:30 da manhã...


E a outra foi sobre uma exposição, de um fotógrafo no Rio, que gera um pouco de polêmica. Serão expostas 89 fotos de mulheres saradíssimas, mas não é tendendo a Gracyanne Barbosa e sim para Arnold Schwarzenegger.

Mas a notícia que servirá de tema é a Mega Sena acumulada em 23 milhões de reais. Com esse dinheiro, claro, realizaria meu sonho: não precisar mais trabalhar. E não ia trabalhar mesmo, não estou de brincadeira! Talvez pensaria em investir o dinheiro, montar algum negócio botando alguém para administrar, eu ficaria só com a chave do cofre e com um notebook assistindo o dinheiro cair na conta. Todavia, meu trabalho seria investir na bolsa, comprar ações de empresas grandes e apenas exigir os dividendos. Mesmo com a crise investiria no mercado de ações.
As pessoas alardeam que o mundo está em crise, que está todo mundo fudido, mas a verdade é que Abramovich, dono do Chelsea, Warren Buffet, um dos maiores investidores do mundo no mercado de ações, deixaram de ganhar 500 milhões de dólares para ganhar 300 milhões. É, uma quebrada de 200 milhões não é um trocado, você sente, porém o seu bolso ainda muito profundo para você ter que cortar o iogurte, a carne de primeira e trocar sua Heineken por Nova Schin da lista de supermercado. Muito pelo contrário, Abramovich está comprando um iate (?) por 950 milhões de dólares. O brinquedo parece um transatlântico com dois helipontos e um submarino de dois lugares (Oh, por quê será que tem só 2 lugares?).
Mesmo com os 23 milhões de reais, não faria grandes extravagâncias. Compraria uma cobertura ou uma casa na rua do Barro Vermelho, vulgo praia do Buracão, aqui em Salvador mesmo.

É, talvez um apêzinho de frente pro mar em Copacabana ou na Barra ou no Leblon só pra ter um cantinho pra ficar lá no Rio de Janeiro.

Carro? Talvez nenhum, meu famoso e admirado Gol Prata está muito bem, obrigado. Hoje em dia não cresço mais olho pra carro. Aliás, talvez compraria um Mustang 1960 ou um Opala ou até um Maverick (que esteve a venda por poucos dias na rua da casa do meu tio). A outra parte seria gasto em viagens, festas, claro que sempre com meus amigos, minha galera. Não tem graça em viajar sozinho. Não preciso nem citar que assim que os 23 milhões caíssem na minha conta me tornaria um forte concorrente de Adriano em passar o rodo no Rio de Janeiro.Logicamente que tudo isso não seria feito sem pensar, apenas no impulso. Cuidaria para a fonte não secar jamais. Viveria de aplicações bancárias (lá ele viver da poupança!). Aliás, iria trabalhar sim, me tornaria um blogueiro profissional. O Nove do Quinto não ia parar, seguiria do mesmo jeito que está hoje. O salário é baixo? No Brasil professor também ganha mal pra caralho. O grande problema é que raramente jogo na Mega Sena...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Made in Bahia

Um desses sábados, acho que umas duas semanas atrás, fui pra uma festa espuma mesmo (festa para o mitiê da cidade) e logo na entrada me deparo com um curioso panfleto de propaganda. O panfleto convidava para todos a irem para o Carnaval de Barcelona. As atrações? Asa de Águia, Banda Eva.

O carnaval de Salvador é tão forte que já faz escola no exterior. Mas não vou falar do melhor carnaval do planeta não. O que me chamou atenção foi o simples fato de Barcelona fazer um carnaval baseado no daqui. Durval Lellys, vocalista e líder do Asa de Águia, é quem deve ter começado com essa brincadeira. Ele botou o carnaval de Salvador na mala e levou pra Barcelona. A idéia vingou e agora estão convidando o resto dos baianos para irem pra lá ajudá-lo a fazer a festa.

É óbvio que o carnaval ia vingar lá. Os brasileiros estão espalhados pelo mundo todo, mas em alguns lugares a comunidade brasileira é grande. O poder do brasileiro vem da admiração dos gringos. Os brasileiros comandam em qualquer lugar que estejam. Nós somos a principal atração do mundo. Somos admirados por todos. E principalmente, sabemos como fazer festa. O que exemplifica minha teoria é o Brazilian Day que acontece em Nova Iorque. A maior cidade do mundo, praticamente, pára pra festejar. Agora me responda uma coisa, existe Japanese Day? Italian Day? Não, pelo menos eu nunca ouvi falar. Todo mundo paga pau pra brasileiro.

Aí um esperto, um baiano (o povo mais malandro do Brasil) leva o gostinho do carnaval da Bahia para os brasileiros que estão na Europa morrendo de saudade de casa. Os brasileiros se reúnem pra “Quebraê” com Durval e está armada a festa. Os europeus, ligados nas coisas boas da cultura brasileira, entram no esquema e começam a se balançar entrando na festa e se divertindo junto. No ano seguinte, a quantidade de pessoas aumenta e a coisa vai crescendo, até que Durval, com mais sede ainda de dinheiro, começa a chamar os brasileiros que vivem no Brasil para a festa de lá.

O problema é que a gente é muito preguiçoso, só queremos beijar na boca, fazer sexo, batucar, jogar bola e maguear tudo. Temos muito potencial para fazer qualquer coisa e dominar o mundo como Pink sempre tentou. Se Pink fosse brasileiro, o mundo era dele. Mas como os brasileiros são Macunaíma, preferimos fazer o que gostamos (sexo, futebol, música) e depois viramos pro lado e dormimos (preguiça). Pink gasta um esforço descomunal para conquistar o mundo sem obter sucesso até hoje. Prefiro viver que nem Macunaíma é mais interessante e muito mais gostoso. Se eu conseguir juntar dinheiro (sonho meu...) vou pra Barcelona curtir o carnaval, beber Heineken e pegar umas européias.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Tudo farinha do mesmo saco

É engraçado como as coisas são. Cada nicho tem suas características, seu mundo, suas escolhas, seus gostos, enfim, todo mundo vive de maneira igual, seguem as mesmas leis, mas com ideais e pensamentos diferentes e cada um no seu canto ou, como se diz no pagode baiano, cada qual no seu cada qual.
Domingo de noite, abri a internet, no meu computador a página inicial é o site Terra, pra ver as notícias e uma das manchetes era de que naquele momento estava acontecendo o MTV Movie Awards, premiação do cinema feita pela MTV. A manchete dizia que o filme Crepúsculo era o mais indicado e favorito a levar a maioria dos prêmios.
Existem várias premiações do cinema. Cada uma interessa quase que exclusivamente ao seu público-alvo. O da MTV é voltado para os adolescentes e por isso Crepúsculo recebeu mais indicações. Já vi o trailer, só que não pretendo assistir o filme, mas suspeito que trate-se de um filme sobre vampiros (ou criaturas do além originadas nas profundezas do mal, com força e poderes sobrenaturais e que sempre tem um desertor que passa pro lado do bem) que tem ação para empolgar os garotos com as lutas e um romance água com açúcar para as menininhas suspirarem com a história de amor entre o casalzinho que é formado no início da história, entre o mocinho de gel no cabelo, corrente no pescoço, coragem e força pra vencer o mal, e a linda mocinha de chapinha no cabelo, corpo de modelo, que passam o filme inteiro sendo separados por tudo e por todos, se beijam selando a união eterna no final do filme sob a trilha sonora feita pela banda pop do momento, que coincidentemente ganhou a Escolha da Audiência no último VMA (também lembro da minha época).
Já o Oscar é para a massa pop adulta que se julga culta, esperta, jurando de pé junto que não engole os enlatados que a grande mídia impõe, mas que na verdade engole tudo sem nem sentir e ainda acha gostoso. A escolha de Quem quer ser milionário? como melhor filme do ano ilustra muito bem isso. É um filme com ar de cult, jeito de bem bolado e uma maquiagem de politicamente correto, fazendo de conta que está dando oportunidade para os pobres coitados indianos catadores de lixo mostrarem que também são gente e que tem algo para mostrar para o mundo. No entanto, por debaixo do pano está a enorme vontade de Hollywood em fazer um filme de baixo orçamento com ingredientes sob medida para cair no gosto do grande público e faturar mais uma grana de 9 dígitos. E um diretor com enorme vontade de querer aparecer.
Já os festivais de cinema de Cannes, Palma de Ouro e entre outros são feitos pelos, verdadeiramente, cults, gênios arrogantes e gente que está no mundo a passeio, se divertindo fazendo filmes com criatividade, criando inúmeras técnicas de filmagem, iluminação e dando opiniões excêntricas, se esforçando ao máximo para trazer a realidade a tona. Utilizando o hobby como fonte de (uma boa) renda e fama.
Os públicos de cada festival ou premiação apenas se aturam. Alguns vivem se bicando, mas sem chegar as vias de fato, além daqueles que tentam ignorar, a todo custo, a existência do outro. O público da MTV nunca ouviu falar de Bernardo Bertolucci. Do mesmo jeito que o público de Cannes não sabe nem do que se trata Crepúsculo. Já o público do Oscar acha infantil filmes como Crepúsculo, nunca ouviram falar de Edukators e acharam justo Titanic ganhar um monte de estatuetas. Já o pessoal de Cannes não sabem da existência de Crepúsculo, ridicularizam Quem quer ser milionário? e dá valor a belas tomadas, edições de imagem, histórias complexas e a exposição da vida sem maquiagens ou plásticas na "versão do diretor".
Porém todo mundo vive no seu canto, cada um com sua cerveja ou refrigerante e pipoca na mão, sentados confortavelmente em suas poltronas, idolatrando seus ídolos, delirando com seus filmes e observando seus vizinhos para criticar a vida alheia. Todo mundo se comporta de maneira igual, mas cada um se acha diferente e estão sempre lamentando a escolha "anormal" da pessoa ao lado. Cada um com seu gosto distinto pensando que está botando pra fuder, mas todos estão vivendo no seio da mesma sociedade e fazendo as mesma coisa: bebendo leite. A diferença é que cada um sente o gosto que achar melhor.