Estou terminando um curso de Metodologia do Ensino Superior, em outras palavras estou sendo apresentado ao mundo de falar para umas 50 pessoas num retângulo, que no bom português significa dar aula. Vou treinar um pouco com vocês: "Para o trabalho do bimestre quero que vocês assistam o filme Intrigas de Estado e acompanhem os jornais para fazermos um debate em sala de aula daqui a duas semanas. Vamos analisar esse caso do Furo da Folha de S.Paulo".sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Adaptação brasileira
Estou terminando um curso de Metodologia do Ensino Superior, em outras palavras estou sendo apresentado ao mundo de falar para umas 50 pessoas num retângulo, que no bom português significa dar aula. Vou treinar um pouco com vocês: "Para o trabalho do bimestre quero que vocês assistam o filme Intrigas de Estado e acompanhem os jornais para fazermos um debate em sala de aula daqui a duas semanas. Vamos analisar esse caso do Furo da Folha de S.Paulo".Intrigas de Estado conta um caso fictício, que está em vias de ser comprovado também na vida real. O curioso é a trajetória da história que nasceu numa série dramática da BBC, divulgada mundialmente pelos Yankees através da adaptação para o cotidiano deles e que agora foi importada pelo país que adora encher o peito e falar com toda arrogância possível: "Subdesenvolvido é o caralho, eu agora sou quase-Desenvolvido, Porra!!".
A Folha de S.Paulo dedicou uma página inteira para o artigo do ex-guerrilheiro César Benjamin, o Cesinha, um dos ícones da luta armada, que conta a história de uma tentativa de estupro protagonizada pelo atual presidente da República e um menino como o coadjuvante num cenário de presídio. Jornalismo político não é que nem o "Ok, ok!" do Ego que quando publica uma nota, de que o casamento de fulaninho com fulaninha está em crise, mas que as partes envolvidas corre para o twitter para desmentir tudo em tempo rela e em seguida a foto de Sicrana, mostrando o samba no pé e a calcinha, na quadra da escola de samba, passa a ser a machete de destaque do site, ficando tudo por isso mesmo. A Folha não tem vocação para esse papel, logo o roteiro da série e do filme será transcrito para os jornais e, posteriormente aos furos, contados nos telejornais pelas próximas semanas. Porém, se isso não for comprovado, é melhor fechar a Folha, porque depois de uma "bola murcha" dessa, deveria entrar na votação do Fantástico depois dos lances da última rodada do Brasileirão.
Não dá pra imaginar que um jornal, do porte da Folha, publique um artigo com esse teor sem ter ao menos uma dupla como Cal McAffrey e Della Frye a frente dessa reportagem e com a história toda na ponta dos dedos. Eles devem ter inúmeras provadas guardadas a sete chaves no cofre do prédio, esperando o tempo certo pra irem pra sala de impressão. Porque bancar uma coisa dessas e depois meter o rabo entre as pernas e sair de fininho vai ser muito feio.
Quanto ao filme, vale a pena a diversão, é um thriller político muito bem embasado.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
De vez em quando...
... surge umas pérolas como essa.
Ah, Jacques Wágner, atual governador da Bahia, é petista e Paulo Souto é DEM, logo "... se correr o guarda prende, se ficar o banco toma. Brasileiros pós-ditadura ainda se encontram em estado de coma semi-profundo e um dos sintomas mais visíveis é a falta de percepção. Acariciam um lobo achando que é o seu animal de estimação. Não conseguem diferenciar banqueiros de bancários, mega traficantes de meros funcionários e assim permanecem estagnados, quando não regredindo...".
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Ouvindo 1 som
É o anexo do post anterior. Essa música mudou a forma como vejo a vida, prestem atenção na letra.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A complicação vem da cabeça
Cada dia que passa me apego mais a vida. Adoro ir pra praia, ouvir música, assistir filme, sair, me divertir, cultivar amizades, jogar conversa fora, jogar bola, fazer sexo, viajar, enfim, adoro viver. Procuro sempre me manter vivo e ativo.
Ignoro certas recomendações médicas, tipo deixar de comer tal coisa porque evita câncer. No momento, acho que aproveitar a vida é bem mais recompensador do que se privar de certas coisas, certos hábitos que eu gosto e me fazem sentir bem, por causa de conseqüência futura. Não sei o dia de amanhã, não faço a mínima idéia de como e quando minha vida terá um ponto final. Por isso quero aproveitá-la ao máximo para, na visão da bíblia, descansar em paz.
Viver é algo simples. Porém a sociedade, as pessoas procuram complicá-la ao máximo. É preciso ter responsabilidade para viver, a vida não é brincadeira, é uma coisa muito séria são clichês com presença garantida em discursos politicamente corretos, conselhos e sermões para os mais novos. Quando na verdade precisamos apenas de oxigênio e comida, coisas que o planeta nos oferece em abundância e só não tem mais, por causa da nossa condição de seres racionais. Mas calma, não é pra ninguém largar o trabalho, os estudos e se picar pra praia ou pro mato. Só estou dizendo pra ninguém se estressar com problemas no trabalho, na escola, na faculdade, porque tudo isso é efêmero diante do nosso maior bem que é a vida.
Não quero julgar ninguém, mas suicídio é pra Kamikaze e pessoas desequilibradas. O goleiro do Hannover e da seleção alemã, Enke, morreu na terça passada (10/11/09), atropelado por um trem lá na Alemanha. As autoridades suspeitaram de suicídio logo de cara, o que foi confirmado horas mais tarde ao encontrar uma carta de despedida na casa do goleiro. Em 2006, Enke perdeu uma filha de apenas 2 anos de idade, por problemas cardíacos. O goleiro deixou uma filha de apenas oito meses que tinha adotado em março passado.
Perante a sociedade Enke tinha tudo que um jogador poderia sonhar. Era titular no clube que jogava e tinha presença garantida na seleção alemã para disputar a Copa do Mundo da África do Sul, com enormes possibilidades para ser o arqueiro titular. As coisas mais complexas ele tinha fama, dinheiro e uma carreira bem-sucedida. Porém, ao contrário do que muitos pensam, isso não é tudo na vida.
domingo, 15 de novembro de 2009
Enquanto isso no parque de diversão doméstico...

Atira no pato azul. Acertou, menos um! Agora naquele preto e branco... Beleza! Mais outro. Hum, aquele pato vermelho já foi... Falta só aquele rubro-negro e o verde. E o prêmio é uma bala 7 Belo. Vamos tentar, faltam mais três tiros. Acho que vamos ganhar...
*****
Cruzeiro 1 x 1 Grêmio, Coritiba 2 x 1 Atlético-MG
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Deu branco com o escuro
Hoje pensei em escrever. Atualizar o blog. Tinha alguns assuntos em mente. Pensei em fazer um texto em forma de pitacos falando um pouco de cada um. Ou grandes tópicos, falando da notícia e dando minha opinião.
O caso da Uniban era um deles. O retrocesso dentro de uma instituição que deveria ter o objetivo de criar um futuro. Um bando de hipócritas apedrejando Geyse por causa de uma mini saia, que não era nem a mais curta que já vi na rua. A repercussão do ocorrido é ruim e a atitude da faculdade de expulsar a mulher, é pior ainda, com a desculpa esfarrapada de que estão defendendo o ambiente escolar. Mas como está escrito na Lei de Murphy: Nada é tão ruim que não possa ser piorado. A reitoria da Uniban decidiu revogar a expulsão. O problema é que tomaram essa decisão tão rápido que ninguém conseguiu pensar numa outra desculpa para que Geyse fosse reintegrada.
Tem também o Campeonato Brasileiro que na reta final tem emoção pra dar e vender. Quatro times na luta pelo título e um separado do outro por apenas 1 ponto de diferença. São Paulo novo líder do campeonato, seguido de Palmeiras com 1 ponto atrás, Flamengo em terceiro com 2 pontos a menos e o Atlético-MG em quarto a 3 pontos do líder. E a televisão quer mudar a fórmula para mata-mata, porque pontos corridos não tem emoção.
O erro crasso do árbitro Carlos Eugênio Simon foi destaque também nas principais manchetes, além da explosão do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. Erro de árbitro de futebol já virou rotina. Só Simon viu a falta de Obina em cima de Maicon e anulou o gol do atacante palmeirense. O Palmeiras acabou perdendo do Fluminense por 1 a 0, que resultou na perda da liderança do campeonato para o São Paulo. Porém tem sete jogos que o Verdão não faz a parte dele, portanto Simon não é o único responsável pela queda do time na tabela. Outro assunto também é o Flamengo que vem embalado com as ótimas atuações de Petkovic e Adriano e já ocupa a terceira colocação, depois de uma bela vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG em pleno Mineirão. Destaque para o belíssimo gol olímpico de Pet.

Volto da faculdade pensando na forma como escrever tudo isso. Escolho como falarei desses temas em um só texto. Mas quando chego em casa e ligo a televisão... Tenho um apagão por osmose: Itaipu desligada e seis estados na escuridão total, inclusive São Paulo e Rio de Janeiro, os maiores do país. Até o Globo.com saiu do ar. Durma com um escuro desse!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Sétima Arte

Uma obra de arte é uma obra de arte e deve, orbigatoriamente, ser vista como uma obra de arte. Clint Eastwood é um gênio como Pablo Picasso, Ludwig van Beethoven, Leonardo da Vinci, Wolfgang Amadeus Mozart entre outros grandes gênios da história da humanidade. E os filmes dirigidos por Eastwood devem ser vistos como obra de arte. Depois que assisti, entendi perfeitamente porque o cinema é chamado de sétima arte.
É fácil perceber quando um diretor é genial e quando um diretor é comum e trabalha focado nas bilheterias ou de olho no Oscar. Por exemplo, a interpretação e adaptação de um roteiro pode ser feita de diversas formas, mas os que caem nas mãos de Eastwood são transformados em grandes lições de vida ou críticas a sociedade. Aliado a isso, tem o toque do gênio na filmagem, movimentação da câmera, fotografia e atuação dos atores.
Eastwood é ator e diretor, por isso sabe como ninguém o que pode ser feito por um ator e o que não pode. Ele sabe extrair a seiva de cada um do elenco. Angelina Jolie está impecável na pele de Christine Collins, a mãe do garoto desaparecido. E nos bônus ela disse que só trabalhará com Eastwood. E o grande diretor, também gostou dela, ao afirmar que Angelina entrou para o time dele.
O próximo filme que verei como uma obra de arte é O Leitor. Não porque o filme inspira a isso, mas simplesmente porque quero ver como Kate Winslet tirou a estatueta do Oscar das mãos de Jolie.
*****
Estou inaugurando hoje uma nova seção no Nove do Quinto, a Sétima Arte, que apresentará algumas obras de arte que eu vi. É redundante dizer que recomendo, isso já está implícito. Não são filmes comuns, para serem assistidos se entupindo de pipoca. O foco não deve ser outro senão a obra. A atenção na obra não deve ser rivalizada com algo que esteja próximo da poltrona, no máximo um líquido para molhar a garganta.
Recomendações de filmes? Um dia vai ter, porém não será nessa seção. Pensarei em um nome apropriado para ela. Mas haverá essa separação do joio do trigo, da obra de arte do filme. Afinal de contas, não devemos confundir as grandes obras do mestre Picasso com a grande pica de aço do mestre de obras.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Hora de dar tchau!
A maior empresa de fast food do mundo disse no início desta semana que vai fechar seus três restaurantes na Islândia em 31 de outubro.
Na Islândia, todos os produtos oferecidos nas lojas McDonald's são importados, uma vez que o mercado é muito pequeno para atender à demanda.
Até recentemente, esses produtos vinham da Alemanha, mas seus custos duplicaram desde o desabamento da moeda local, a coroa islandesa.
"Não foi fácil tomar a decisão", declarou Jon Gardar Ogmundsson, o proprietário da Lyst - operadora dos dois restaurantes McDonald's na Islândia, que vão fechar no dia 1º de novembro.
A Islândia está sofrendo os efeitos da crise financeira desde outubro de 2008, quando seus bancos entraram em colapso no espaço de uma semana sob o peso de bilhões de dólares em dívidas.
O fechamento dos bancos abalou a confiança na economia da Islândia e derrubou sua moeda, a coroa islandesa. O McDonald's disse que a fragilidade da coroa foi parte do motivo para sua retirada, junto com o alto custo da importação de alimentos. A cadeia disse que não pensa em voltar para o país.
"Não foi fácil tomar a decisão", declarou Jon Gardar Ogmundsson, o proprietário da Lyst - operadora dos dois restaurantes McDonald's na Islândia.
As lanchonetes ficaram lotadas desde o anúncio, com filas que chegavam até as ruas. Em um dos restaurantes da capital Reykjavik, ao meio dia de sexta-feira, o estacionamento estava lotado e os funcionários trabalhavam sem parar para atender aos pedidos.
"Como está a economia, não vou viajar para o exterior em breve", disse. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar".
"As vendas não subiram apenas", disse Jon Ogmundsson, que administra a franquia na Islândia. "Elas explodiram."
Ogmundsson disse que ele conseguiu atender à demanda e está vendendo cerca de 10 mil hambúrgueres por dia - mais do que nunca.
"Essa é minha última chance por um tempo de comer um Big Mac", disse Siggi, vendedor de 28 anos que esperava na fila. "Como está a economia, não vou viajar para o exterior em breve", disse. "Não é que eu seja um grande fã do McDonald's, mas um Big Mac de vez em quando é bom para variar".
Fonte: Terra
Muita gente enxerga a McDonald’s somente como um símbolo do american way of life. Com essa idéia na cabeça, muita gente não come lá por pura implicância com a Terra do Tio Sam.
Eu enxergo a Mac do jeito que ela deve ser vista, como um restaurante de comida americana, do mesmo jeito que vejo um restaurante de comida chinesa, italiana, japonesa. Claro que não sou o único, muitas pessoas admitem que gostam dos sanduíches de lá. A Mac trabalha no modelo de indústria fordista (o filme de Chaplin como trabalhador de uma fábrica americana é uma ótima ilustração do que estou falando) que na indústria alimentícia é chamada de fast-food, e tem de vários modelos, do mais simples e barato, o hambúguer só pão, carne, ketchup e mostarda ao mais complexo e caro que é diferenciado, cheio de molhos, temperos e o toque do chef. Mesmo esquema dos cardápios dos restaurantes de outras terras.
As pessoas só dão o devido valor a grandes obras depois que o seu criador não existe mais, foi pro céu, bateu as botas, foi comer grama pela raiz. A Islândia viu o valor da Mac e agora está aí desabando em lágrimas no velório. E a morte não foi um puro acidente. As duas partes não saíram brigadas, sem querer olhar pra cara uma da outra. Foi uma fatalidade, econômica, geográfica. O país não tem uma grande população, não é nem frio, já é todo branco, congelado, a economia entrou em recessão fazendo com que a moeda valha bem menos do que nada.
Eles entendem o lado da Mac, lamentam o ocorrido e correm pras lojas comer o último Big Mac. Enquanto isso, me deu uma vontade de comer Mac... Vou ali comer um Big Tasty (que é o meu favorito). Até a próxima!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
A tarde no Tunga
A Oktoberfest é uma ótima festa. Muito bonita, hiper-mega-ultra organizada. E digo isso porque já fui pra muita coisa nessa vida. Já encarei desafios que sonhava com todas as minhas forças que era o máximo, mas eram apenas a alguns kilômetros de Salvador. Saía de lá de queixo caído, lá embaixo mesmo! Então eu posso falar!
O meu primeiro dia na Oktoberfest foi do Céu (nos ouvidos...) ao sono quase profundo (mas não tanto por causa do fenômeno que eu testemunhei com meus próprios olhos), quando cheguei no quarto e voltei ao Céu. A festa de vocês, Santa Catarina (até agora...), é muito, mas muito morgada. Desculpa dizer... Se fosse um pouco mais "moderna" seria uma das melhores festas do Brasil, porque potencial vocês tem e aos montes.
Um aviso a vocês: Cerveja morga, morga muito, não encham a cara com cerveja e saiam pra balada, a menos que seja para aquela mais bem esquematizada, para os dois adiantarem seus lados e finalizarem a noite onde deve ser.
Uma bebida excelente é energético. Energético é a bebida da praia. Vodka ou uísque. Duas bebidas destiladas. Não dá barriga e te deixa em ponto de bala para a balada. Misturem com energético (red bull, burn ou mad dog, se encontrarem este último). E curtam a batida da eletrônica.
Para mim o melhor dia da Oktoberfest foi o dia do desfile na rua, em frente ao Tunga. No início fiquei admirado com a organizacão da festa. Gradezinha no papel de corda de bloco de trio-elétrico. Desfile bonito. Quando acaba a grade incrivelmente evapora, os dois lados da rua se misturam e entra no rol das melhores festa do Brasil, facilmente com a sua faixa de miss. Como eu entendi a festa de vocês vou dar uma dica, mas antes terei que explicar uma coisa.
A Oktoberfest começou com os coroas que chegaram aqui querendo só de comer a água deles. Vieram com família e para passar a cultura alemã para os filhos, pelo menos por um tempo no ano, para manter as raizes vivas, a Oktoberfest foi criada. Os filhos aprenderam com os pais, cresceram, tiveram filhos e as coisas comecaram a mudar com a MTV. Jovem ouve eletrônica também. Então, os coroas fizeram a festa e nesse ano, incluiram a música eletrônica, a boate. Para vocês comerem água no Tunga misturem aquela bebidinha que vem no tubo de ensaio todo no chopp. Vão bebendo e esperando o desfile acabar e as grades evaporarem. E depois encontrem o lado oposto.
Essa bebidinha no tubo de ensaio funciona como o energético da vodka. Ok, mantenha a tradição bebam chopp, mas misturem com isso e entrem no pavilhão da música eletrônica. E não fiquem só parados com o copo na mão ou se acabado de dançar com músicas inocentes. Pegue as letras das músicas do Asa de Águia, Ivete Sangalo, Chiclete com Banana e façam o que eles falam. Pra Oktoberfest ser uma das melhores festas do Brasil, precisa ter o veneno que sobra numa Trivela, num show de Axé. Na hora do momento de vocês peçam pros velhos darem uma diminuida no volume da música educativa deles e aumentem o som da eletrônica ou botem axé na caixa. E larguem de achar que o mundo é um conto de fadas.
domingo, 11 de outubro de 2009
Antes, um desabafo
Me desculpem! Eu sei que a maioria dos leitores não gostam desse assunto, preferem outros temas, mas não posso de deixar de fazer esse desabafo. O São Paulo perdeu o tetracampeonato brasileiro ou o rumo da fragata quando Juvenal Juvêncio perdeu o controle da oposição e teve que dispensar Muricy Ramalho.
Juvenal bancou o estrelado treinador desde o gol de cabeça de Washington aos 48 do segundo tempo, nas quartas-de-final da Libertadores de 2008. Não adiantou Muricy reverter a situação ganhar o terceiro brasileiro seguinte. A eliminação nas mesmas quartas-de-final da Libertadores desse ano frente ao Cruzeiro custou o treinador do cargo. A oposição preferiu apoiar o reserva Dagoberto.
O que me motivou falar sobre isso foi a derrota de virada do São Paulo para o Flamengo. Só tinha jogador burro nos dois times. Jogador que recebe 100 a 300 mil e é considerado peso de ouro. Os únicos diferenciados em campo eram Petkovic pelo lado do Flamengo e Hernanes pelo lado do São Paulo. Rogério Ceni é sempre hour-concour, um patrimônio tombado quando tomamos somente o Morumbi como referêcia e um quase ex-jogador em atividade que defende bola fáceis com toda a facilidade do mundo, mas que não está mais disposto a pular para pegar bola de dificuldade mediana para fáceis, como foi o segundo gol em que pulou antes de Zé Roberto chutar, justamente para o canto oposto.
Mas voltando aos dois times e ao jogo, a diferença que aparece na tabela entre os dois times é explicada pelos burros do São Paulo serem menos burros que os burros do Flamengo. Para servir de base para a minha teoria, Logo no início do jogo, o Flamengo acertou um cruzamento, a jogada tinha o aval de Pet, que veio correndo de trás (o sérvio é craque e como já está velho, só corre quando visualiza o gol no final da jogada), só que o (muito)burro do Dênis Marques resolveu meter a cabeça antes de Pet jogando a bola por cima do travessão. Jogo movimentado, mas sem lá tanto brilho, Hernanes dispara para o ataque, enquanto que os burros do São Paulo recuam, deixando o fora de série lá na frente sozinho pronto para resolver. Então, o burro Dagoberto (que não aceita o lugar de direito dele que é no banco de reservas) teve um raro lampejo de genialidade e acertou um lançamento para Hernanes. O diferenciado mata lindamente a bola e o goleiro Bruno, para fazer 1 a 0. Por isso os burros do São Paulo são menos burros que os burros do Flamengo.
Mas a arbitragem não pode passar despercebida e inventa de voltar uma cobrança de Petkovic defendida por Rogério Ceni. Na segunda, o sérvio bate com toda a imensa categoria que tem e empata o jogo.
Hernanes é um jovem jogador que mostra que é diferenciado, tem apenas 24 anos. Já Pet é um veterano craque de 37 anos. Duelo dos dois Hernanes saiu na frente, Pet empatou. Como 37 anos pesa e não dá pra tá em todas as partes do campo, o sérvio faz lançamentos e enfiadas precisas que os burros do Flamengo se esforçam para acertar, como Zé Roberto acertou uma hoje, virando a partida e colocando mais 3 importantes pontos na conta do rubro-negro carioca.
A diferença do São Paulo é que é organizado, mas quem faz a diferença é Petkovic, que se sente em casa quando Adriano está lá na frente, mas que se vira e vira quando está sozinho. Hernanes ainda é um jovem jogador de 24 anos que apresenta um diferencial em alguns jogos, mas que ainda não lhe garante vaga na reserva da seleção e nem um ótimo contrato com a Europa.
Já Muricy foi conquistar o seu tetracampeonato brasileiro, que lhe é de direito, comandando o Palmeiras. Enquanto que no Morumbi, Dagoberto é titular, Hugo, que também tinha birra com Muricy por ficar no banco, começa alguns jogos como titular no time de Ricardo Gomes. Este último é o perfeito substituto do seu antecessor, seu maior mérito é não classificar, para as Olimpíadas, uma seleção brasileira sub-23 que tinha Kaká, Nilmar, Robinho, Diego e cia. A oposição do São Paulo entregou o campeonato Brasileiro de bandeija para o Palmeiras.
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Desculpa, mais uma vez. No próximo post voltaremos com a programação normal, com um relato do Oktoberfest.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
De volta...
Viajei para Blumenau no último final de semana. O motivo da minha viagem foi a Oktoberfest. Os avisos da metereologia (não-oficial) eram os piores possíveis, era chuva que não acabava mais, o teto estava desabando e alagando tudo. Mas o cenário foi completamente diferente, não senti cair uma gota do céu.
Nunca tinha ido para Oktoberfest antes e quando cheguei lá, vi que as coisas estavam muito aquém do que imaginava. Mas também tive culpa no cartório, cometi o erro primário de criar um pré-conceito e depois as expectativas. Não se deve criar expectativas de nada, quanto mais do desconhecido. Porém a paciência é uma virtude e a compreensão é algo que deve sempre ser levado em conta. Não se deve julgar sem entender os fatos. Parei, observei e entendi o que é a Oktoberfest, mas isso são cenas dos próximos capítulos. Aliás, essa viagem me rendeu algumas coisas interessantes para transformar em texto. Farei isso ao longo dos dias e das semanas, depende da minha disponibilidade pra escrever.
Entre mortos e feridos, a viagem foi sensacional. É uma daquelas viagens que quando eu paro para analisar, chego a conclusão que foi "ducaralho". Já tinha ido para Blumenau há um bom tempo atrás (vixe, mais de 15 anos...), eu devia ter uns 11 anos. Me lembrava de pouca coisa, mas lembrava de como a cidade era. É uma cidade alemã no Brasil. As casas, a organização, o cenário, as músicas é todo alemão. Além, é claro, das mais belas mulheres. Ah, as catarinenses...
A gente deve viajar sempre, inclusive para os lugares que já fomos há um bom tempo atrás. A cabeça muda, a percepção e a sensibilidade aumentam, enquanto que algumas lembranças vem a tona. Por hoje é só, vou dormir, porque ainda preciso botar meu sono em dia. Ainda sinto os reflexos da viagem, as poucas horas de sono, as muitas horas de chopp...
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Um pouco de tudo
Salvador, 27 de setembro de 2009
Querido Diário,
Hoje tive um dia bacana, "deceni" (como diz na gíria). Primeiro acordei relativamente cedo, as 10:30 e fiz tudo que se faz de manhã, inclusive tomar café. Passei o olho no treino da Fórmula 1, porque enquanto eu fazia meu café, jogava um conversa fora e organizava o que ia fazer durante o dia antes do show de noite. Nada deu certo no msn, só as jogadas de conversa fora...
Era pra ter ido pra praia, mas acabei saindo de casa para assistir 2 amigos baterem uma feijoada na porta com uma sala no meio. O almoço dos caras deu 17 conto no total, dividido por 2... Além de assistir a implosão de duas porções de feijoada para 4 pessoas por apenas duas pessoas, ficamos resenhando e dando risada.
De lá fomos pra um barzinho com um acabemento melhor. Não estava bom e fomos pra o do lado encontrar um broder meu com a esposa e o irmão dele. Alçomei com eles um moqueca de camarão, fazendo a mesma coisa da porta que vendia feijoada, resenhando mais ainda e dando mais risada ainda.
Almoço terminado, conta paga e depois foi eu e o casal para o Forte do Carmo ver o pôr-do-sol. De lá descemos direto para a Concha Acústica ver o show de Céu, uma Marisa Monte "com asas de anjo", que por sinal, momento Som Ambiente, baixem o disco que ela tá lançando, Vagarosa. Pouco antes de começar, uma mulher amiga da galera chegou também para o show. O show foi demais! No mesmo nível do Teatro Mágico. Todo mundo no mesmo clima, os quatro na mesma vibe...
Depois do show veio aquela velha fome e partimos pro Rio Vermelho, bairro da Lapa do Rio em Salvador. Comemos, conversamos, trocamos idéias, filosofamos e depois cada um pras suas respectivas casa. E ao chegar em casa, viajei um pouco no msn, esboçei uma trocada de idéia, mas que rolou um "fuso horário" diferente com o outro lado da tela. E agora estou terminando de contar o meu ótimo dia pra vocês, novamente ao som de Céu.
Um abraço,
Leandro
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Som Ambiente

A indicação inaugural dessa seção já tinha sido escolhida há séculos... Aliás há decadas, pois também tem outro disco que eu vou te contar. Mas, para ser o mais justo possível semanas, pois o outro disco também é recheado de relíqueas e a briga foi boa. Porém deixemos as indicações deles para as próximas oportunidades, porque a escolha inaugural foi alterada por motivos puramente pessoais, viu?
A Tábua de Esmeralda (1974) de Jorge Ben. Este disco apareceu em sexto numa lista elaborada pela revista Rolling Stones dos 100 maiores discos da música brasileira. Contém algumas das maiores composições de Jorge Ben como "Os alquimistas estão chegando", "Eu vou torcer". Além das espetaculares, mas menos divulgadas, como "Errare humanun est", "Cinco Minutos", "O homem da gravata florida", entre o resto do disco. Ele é todo bom.
Agora vamos a seção. Um belo dia perceberam uma estranha maneira minha. Toda vez que eu dizia que gostava muito da música que estava começando a tocar no som do carro, eu ia e abaixava o volume. Acharam isso estranho logicamente, pois todo mundo que gosta de uma música aumenta o som.
Uma boa música para mim deve ser deleitada em som ambiente, simplesmente porque você consegue ouvir todos os instrumentos da música. Com o som alto sempre alguma coisa vai ficar mais estridente do que as outras e consequentemente isso termina tomando conta da sua atenção. Com o volume mais baixo, em som ambiente, você consegue perceber vários pequenos detalhes da música. O momento em que entra um instrumento, a hora que o outro se recolhe. Música tem que ser conduzida pelo seu criador. Ele vai te dizer a hora que a guitarra deve entrar desse jeito, sendo acompanhada pelo baixo, para abrir caminho para a vez do piano.
Exatamente por isso essa seção vai se chamar Som Ambiente, pois vai ser sempre um som para você se deleitar ao ouvir. Não será uma escolha a revelia. O underground a gente deixa para o underground, já que a minha intenção é agradar o maior número possível de pessoas. As indicação serão de discos com potenciais para agradar a gregos e troianos. Já os "undergroundianos" perguntem diretamente a mim (o e-mail está no perfil). Filtrarei a água que pego diretamente da fonte, mas não esperem esssas coisas que estão sob os holofotes, não será nada que teria o carimbo do Disk MTV, se este ainda fizesse parte da grade do canal. Isso é coliformes fecais e a água que eu bebo é pura e limpíssima!
P.S: Não apenas mostro os peixes, como também digo onde eles estão que é nesse último link da parte de Fontes, Inspirações e Influências.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Momento de Reflexão
Nas últimas semanas esgotou o meu estoque de temas inspirados. Por isso que não venho escrevendo muitas coisas. Não que a cabeça tenha parado de trabalhar e se concentrado apenas no trabalho e estudo. Ela ainda continua a todo gás, principalmente neste último sábado em que fiz observações pertinentes sobre algumas pessoas (famosas e anônimas), discuti sobre novos rumos do blog, da vida e desmitifiquei o passeio do homem na Lua e no espaço (acho que tudo não passou e não passa de propaganda ilusória dos EUA), além de outras coisas que sei que falei, mas esqueci.
Um dos meus objetos de observação foi Jorge Ben Jor. Ele fez grandes músicas no passado, década de 70, discos espetaculares como Tábua de Esmeralda e África Brasil. Hoje em dia ele sobrevive do que fez no passado. Não faz mais nada novo. Quando as contas chegam e o cheque especial começa trocar olhares, paquerá-lo, Jorge pega o violão e sai por aí fazendo shows, lotando lugares de médios pra pequenos e depois volta pra casa trazendo na mala dinheiro suficiente para continuar a sua vida tranqüila. Ele sabe que os tempos de criatividade agora fazem parte do passado e se esforça para não fazer nada de novo que vá machar a sua bela discografia.
Não tenho um belo arquivo de textos, mas tenho coisas respeitáveis, tenho meus momentos de algum brilho. Não quero vir aqui e escrever merda. Tentei encher choriça como esse texto sobre tênis, que foi nada mais do que um tapa-buraco. Mas seguirei o exemplo de Jorge Ben Jor e para não fazer merda, invento um quadro novo para o blog, pelo menos durante esse tempo sem luz de inspiração.
Como diz Mano Brown em uma de suas letras, até no lixão nasce flor. Colherei flores no ar e distribuirei para vocês. Nos próximos dias, além de apresentar músicas, indicarei discos e filmes. Não sou nenhum especialista nesses assuntos, assim como não sou nenhum especialista em nada que escrevo aqui. Sou apenas um cara que gosta de curtir as coisas boas da vida. Como sou apresentado a muitas músicas e filmes, uso meu filtro para entregá-los só os barros que julgo que irão gostar, mas sempre assinando embaixo todos.
Outra coisa que quero explicar é aquela história que contei há alguns meses atrás de criar um segundo blog. Não farei mais isso, porém as coisas que eu ia botar no outro blog, estou botando aqui. Os bastidores mudaram. A idéia de como atualizaria o outro blog foi posta em prática nesse. Talvez vocês não tenham percebido isso, pois não é uma mudança que possa ser vista a olhos nus. Vocês não sabem o que acontecem nos bastidores da Globo ou de Hollywood. As outras idéias do novo blog serão implantadas nas próximas semanas.
Por enquanto é só. Em breve, falarei de uma enorme mudança no blog que está por vir. Apenas não quero me precipitar e já cantar a pedra antes da hora. As negociações estão bastante avançadas, mas ainda não foram fechadas. Ao que tudo indica em breve serão concluídas e um novo estilo de blogar no Nove do Quinto será implantado. Acredito que vocês gostarão, pois eu estou me empolgando muito com a coisa e a alma do blog continuará a mesma.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
O interesse de cada uma
No último domingo a belga Kim Clijsters sagrou-se campeã do US Open, Grand Slam disputado nas quadras de Nova York. Clijsters venceu a linda dinamarquesa Caroline Wozniacki por 2 a 0 sets. O grande detalhe é que a belga tinha 33 dias que havia retornado as quadras depois de 18 meses parada para ter uma filha. Clijsters não tinha nem conseguido entrar no ranking da WTA para disputar o Grand Slam e foi como convidada da organização.
O Tênis feminino hoje pode ser divido em dois tipos de tenistas. As que disputam os torneios e as que se apresentam nos torneios. Geralmente as tenistas são lindas o que atraem como ima as lentes dos fotógrafos. Daí é pulo para virarem verdadeiras modelos de raquete. Já as que preferem mantém o foco no esporte é que tendem a vencer os torneios.
Por serem lindas e atraírem mais os flash, são logo alçadas ao status de grandes tenistas. Modelos como Maria Sharapova, Elena Dementieva, Ana Ivanovic não passam de boas tenistas, porém são vistas como craques das raquetes mais por causa de suas belezas do que pelo tênis que jogam. Já as desprovidas de beleza, soltam o braço e vão acumulando títulos como Serena Williams, Svetlana Kuznetsova e... Kim Clijsters.
As tenistas mais novas que estão entrando agora no circuito chegam determinadas a mostrar serviço e começam a aparecer como é o caso de Caroline Wozniacki que fez final com Clijsters. A dinamarquesa mostrou que ainda tem que comer muita grama, correr atrás de muita bolinha para ganhar alguma coisa. Cometeu vários erros, principalmente nas subidas de rede, porém a maior arma dela é a boa defesa que ela tem e a disposição de ir em todas as bolas por mais perdidas que elas possam parecer. Outra que teve um grande momento nesse US Open e que o mundo passou a conhecer é a americana Melanie Oudin, com apenas 17 anos, eliminou grandes nomes do tênis.
Não é que o tênis feminino esteja nivelado por baixo, a questão é o interesse de cada uma. Tem tenistas que preferem bater forte na bola sem se importar com a foto que vão tirar, enquanto que outras preferem bater mais fraco, mas saindo gatinha na 3x4.
domingo, 13 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
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