quinta-feira, 25 de junho de 2009
Rindo a toa
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Cabeça vazia é oficina do diabo

E a outra foi sobre uma exposição, de um fotógrafo no Rio, que gera um pouco de polêmica. Serão expostas 89 fotos de mulheres saradíssimas, mas não é tendendo a Gracyanne Barbosa e sim para Arnold Schwarzenegger.
Mas a notícia que servirá de tema é a Mega Sena acumulada em 23 milhões de reais. Com esse dinheiro, claro, realizaria meu sonho: não precisar mais trabalhar. E não ia trabalhar mesmo, não estou de brincadeira! Talvez pensaria em investir o dinheiro, montar algum negócio botando alguém para administrar, eu ficaria só com a chave do cofre e com um notebook assistindo o dinheiro cair na conta. Todavia, meu trabalho seria investir na bolsa, comprar ações de empresas grandes e apenas exigir os dividendos. Mesmo com a crise investiria no mercado de ações.
As pessoas alardeam que o mundo está em crise, que está todo mundo fudido, mas a verdade é que Abramovich, dono do Chelsea, Warren Buffet, um dos maiores investidores do mundo no mercado de ações, deixaram de ganhar 500 milhões de dólares para ganhar 300 milhões. É, uma quebrada de 200 milhões não é um trocado, você sente, porém o seu bolso ainda muito profundo para você ter que cortar o iogurte, a carne de primeira e trocar sua Heineken por Nova Schin da lista de supermercado. Muito pelo contrário, Abramovich está comprando um iate (?) por 950 milhões de dólares. O brinquedo parece um transatlântico com dois helipontos e um submarino de dois lugares (Oh, por quê será que tem só 2 lugares?).
Mesmo com os 23 milhões de reais, não faria grandes extravagâncias. Compraria uma cobertura ou uma casa na rua do Barro Vermelho, vulgo praia do Buracão, aqui em Salvador mesmo.

É, talvez um apêzinho de frente pro mar em Copacabana ou na Barra ou no Leblon só pra ter um cantinho pra ficar lá no Rio de Janeiro.
Carro? Talvez nenhum, meu famoso e admirado Gol Prata está muito bem, obrigado. Hoje em dia não cresço mais olho pra carro. Aliás, talvez compraria um Mustang 1960 ou um Opala ou até um Maverick (que esteve a venda por poucos dias na rua da casa do meu tio). A outra parte seria gasto em viagens, festas, claro que sempre com meus amigos, minha galera. Não tem graça em viajar sozinho. Não preciso nem citar que assim que os 23 milhões caíssem na minha conta me tornaria um forte concorrente de Adriano em passar o rodo no Rio de Janeiro.Logicamente que tudo isso não seria feito sem pensar, apenas no impulso. Cuidaria para a fonte não secar jamais. Viveria de aplicações bancárias (lá ele viver da poupança!). Aliás, iria trabalhar sim, me tornaria um blogueiro profissional. O Nove do Quinto não ia parar, seguiria do mesmo jeito que está hoje. O salário é baixo? No Brasil professor também ganha mal pra caralho. O grande problema é que raramente jogo na Mega Sena...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Made in Bahia
O carnaval de Salvador é tão forte que já faz escola no exterior. Mas não vou falar do melhor carnaval do planeta não. O que me chamou atenção foi o simples fato de Barcelona fazer um carnaval baseado no daqui. Durval Lellys, vocalista e líder do Asa de Águia, é quem deve ter começado com essa brincadeira. Ele botou o carnaval de Salvador na mala e levou pra Barcelona. A idéia vingou e agora estão convidando o resto dos baianos para irem pra lá ajudá-lo a fazer a festa.
É óbvio que o carnaval ia vingar lá. Os brasileiros estão espalhados pelo mundo todo, mas em alguns lugares a comunidade brasileira é grande. O poder do brasileiro vem da admiração dos gringos. Os brasileiros comandam em qualquer lugar que estejam. Nós somos a principal atração do mundo. Somos admirados por todos. E principalmente, sabemos como fazer festa. O que exemplifica minha teoria é o Brazilian Day que acontece em Nova Iorque. A maior cidade do mundo, praticamente, pára pra festejar. Agora me responda uma coisa, existe Japanese Day? Italian Day? Não, pelo menos eu nunca ouvi falar. Todo mundo paga pau pra brasileiro.
Aí um esperto, um baiano (o povo mais malandro do Brasil) leva o gostinho do carnaval da Bahia para os brasileiros que estão na Europa morrendo de saudade de casa. Os brasileiros se reúnem pra “Quebraê” com Durval e está armada a festa. Os europeus, ligados nas coisas boas da cultura brasileira, entram no esquema e começam a se balançar entrando na festa e se divertindo junto. No ano seguinte, a quantidade de pessoas aumenta e a coisa vai crescendo, até que Durval, com mais sede ainda de dinheiro, começa a chamar os brasileiros que vivem no Brasil para a festa de lá.
O problema é que a gente é muito preguiçoso, só queremos beijar na boca, fazer sexo, batucar, jogar bola e maguear tudo. Temos muito potencial para fazer qualquer coisa e dominar o mundo como Pink sempre tentou. Se Pink fosse brasileiro, o mundo era dele. Mas como os brasileiros são Macunaíma, preferimos fazer o que gostamos (sexo, futebol, música) e depois viramos pro lado e dormimos (preguiça). Pink gasta um esforço descomunal para conquistar o mundo sem obter sucesso até hoje. Prefiro viver que nem Macunaíma é mais interessante e muito mais gostoso. Se eu conseguir juntar dinheiro (sonho meu...) vou pra Barcelona curtir o carnaval, beber Heineken e pegar umas européias.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Tudo farinha do mesmo saco
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Ruim certo
Chávez é aquele cara que quer botar ordem na casa. Ele não conta conversa, seja quem for não terá vida fácil pra entrar no território venezuelano.
É por causa disso que a Venezuela está na lista negra. O problema é que lá existe um tal de Hugo Chávez que não abaixa a cabeça pra ninguém com o crachá de Washington e pra nenhum outro capacho deles. Sem sucesso pela via capacho-diplomática, os americanos pegam uma foto com a cara de Chávez colocam dois chifrinhos, pintam os dentes de serpente, colocam um tridente e apresentam pro mundo como o capeta em pessoa. Todo mundo se assusta com a foto photoshopada e passa a vê-lo como tirano. Aí Chávez pede apoio a população venezuelana. Os americanos então apelam para o plano B, financiando a oposição venezuelana, fazendo com que Chávez libere o seu lado tirano, pegando em armas e eliminando seus opositores. Assim, os americanos podem levantar a bandeira da democracia e convencer o mundo de que o líder venezuelano é o novo Sadam, mas sempre mirando, de canto de olho, no petróleo venezuelano.
O que os americanos querem é o que financia as guerras no mundo, que é o petróleo. Sadam Hussein não bateu testa com os americanos porque ele era feio, chato e ditador, e sim porque ele tinha petróleo que financiou toda a resistência iraquiana ao longo das décadas. Fidel Castro também tentou enfrentar os americanos, mas esbarrou em 3 obstáculos: não tinha petróleo (conseqüentemente, não tinha dinheiro), médicos só sabem salvar pessoas e atletas só sabem lutar em competições esportivas e não pegar em badogues, se entrincheirar atrás de postes e jogar pedra no inimigo. Por isso, Fidel parou junto com a União Soviética, mas fez questão de não abaixar a cabeça, mesmo que o seu povo tivesse que passar por necessidades.
As maiores riquezas do mundo são petróleo e gás natural. O dono de um país é o governo. É justo que o governo seja o dono do petróleo e do gás do seu país. Por isso, é justo que o “Mionzinho” de Chávez, Evo Morales, botasse a Petrobrás pra correr. A estatal brasileira quis dá uma de EUA e se apossar, por vias legais (diga-se de passagem), do gás boliviano. Ao contrário dos índios do século 15, 16, o índio do século 21 dispensou o arco e flecha e usou fuzil e metralhadora para expulsar os brasileiros.
Os americanos são poderosos, ricos, mas tem um ponto fraco, um calcanhar de Aquiles. Eles não se metem com gente com poder de fogo de destruição em massa, mesmo que seja limitado. Imaginem algum maluco meter uma bomba atômica em Manhattan e apagá-la do mapa? Por isso que os americanos não se metem com o Paquistão, nem com a Coréia do Norte. E na nova corrida armamentista do século 21, Chávez procura se aliar com os únicos no mundo que poderiam abrir o cofre com o segredo do armamento nuclear, Paquistão e Coréia do Norte e formar, segundo os americanos, o eixo do mal.
A Guerra nuclear é o visto no passaporte do mundo para o inferno, então por isso toda cautela para apertar o botão é pouca. Os países sentam para conversar com quem tem armamento nuclear, no máximo aplicam uma (simbólica) multa com o timbre da ONU para quem “ousa” entrar nessa brincadeira. Na mente dos “donos do mundo”, ninguém mais pode inventar de desenvolver esse tipo de armamento. Se eu tenho um 38, mando nessa porra e não quero que ninguém mais tenha para bater testa comigo! Esse é o pensamento dos americanos e por isso querem impor a política de quem tem tem, quem não tem, não pode ter mais. Já os que não tem são alvejados de bombas como o Afeganistão e o Iraque, nada de sentar para conversar e nem aplicar (simbólicas) multas.
Chávez só precisa de uma bombinha nuclear e de um lançador, que pode até ser um meio enferrujado da antiga União Soviética (é só dar um polimento e botar óleo nas engrenagens que funciona), para que os EUA não entrem nunca na Venezuela para roubar o petróleo alheio. E é justamente por isso que começo a vê-lo com outros olhos. Ele está defendendo o patrimônio dele, da Venezuela. Coisa que o resto da América do Sul deveria fazer para não ter mesmo fim do Oriente Médio. A ONU vira e mexe inventa de vir inspecionar as usinas de enriquecimento de urânio, porque isso é o caminho para se chegar na energia nuclear e, conseqüentemente, na bomba.Porém muita calma nessa hora. Bater testa com os EUA não significa ditadura, nem morte aos opositores, muito menos fita isolante na boca da imprensa! O povo é que tem que ter liberdade para escolher o seu líder e liberdade para pensar e falar o que quiser. Enquanto que os governantes devem cuidar bem do seu povo e protegê-los de ameaça externa. E não deixar que o mundo transforme a Amazônia num patrimônio do mundo, porque ela é dos sul-americanos. Quem mandou escolher território ruim?
domingo, 24 de maio de 2009
(Piloto III) Quase um paulista
Desde domingo passado que o teto desaba em Salvador. A chuva não pára! Como todo cidadão que mora em cidade com vista pro mar, fico que nem um siri na lata em dia de fim de semana de chuva. Não tenho a mínima idéia pra onde ir em dias assim. Mas a culpa não é só minha, não tem o que fazer em dia de chuva. Hoje não tava afim de beber, então exclui-se os bares. E depois de rachar o coco, tive a brilhante idéia de rodar no shopping.
Cheguei na enorme feira moderna ao som disso aí, Mombojó, que desde sexta-feira não consigo ficar sem escutar essa música, Deixe-se acreditar, cada vez que entro no carro. O escolhido foi o Salvador Shopping.
Ele é o mais bonito e (por enquanto) moderno shopping daqui. Quando eu era guri, assistia o filme De Volta para o Futuro e achava que aquele futuro estava muito distante, chegava até a duvidar que eu pudesse ver. Mas, pois é, ele está quase aqui e pode ser visto na arquitetura e decoração do shopping. Pro presente ficar igual ao futuro, do segundo filme da trilogia, só falta os carros recolherem as rodas e sairem voando por aí.
Outra coisa que me chamou bastante atenção no shopping foi a juventude das coroas. Elas estão cada vez mais com aspecto, jeito e ar de jovens. Pela frente, dá pra ver sem dificuldades que elas estão muito perto ou já passaram um pouco mais dos 50. Mas quando vistass por trás, não dá pra dizer quem é a mãe ou quem é a filha de 18, 20 anos. Reparei também numa coroa que ficou diluida quando entrou numa loja que tinha algumas mulheres de 20, 25 anos. Foi como se você mistura-se o açúcar na água. Todas elas vestidas com calça jeans apertada e que empina a bunda, blusas apertadinhas também e luzes no cabelo. Já as gurias adolescentes todas iguais, padronizadas de franja no olho, parecendo que acabaram de sair de uma fábrica do Fordismo.
Um domingo de chuva só dá programa de paulista como opção. Da metade da tarde pra agora a pouco, foi rodando no shopping. Não comprei nada, só fiz comer e andar sem rumo observando o ambiente. Até que não foi ruim, mas eu queria era ter ido pra praia. Pára São Pedro!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Em metamorfose
Mudei muito nos últimos meses. A mudança não aconteceu da noite pro dia, nem do dia 31/12 pro dia 01/01, ela começou lá em 2006. Com o tempo fui mudando, mudando e me transformei no que eu sou hoje. Descobri que além de ser um anjo, posso não ter cinco inimigos, mas as pessoas começaram a ver e a falar das minhas atitudes. Algumas aceitaram meu novo estilo de vida, minhas escolhas, ou, pelo menos, toleraram. Outras ganharam uma enorme interrogação sobre mim na cabeça, ao não conseguir entender determinadas decisões que tomei. Já outras pessoas adoraram a nova versão 2000inovo (não pretendo ficar somente em 2009). Antes eu era tímido, hoje não mais. Sou reservado e não vou conversar com você como se fossemos melhores amigos desde a infância, se nos conhecemos a 5 minutos atrás. Dê tempo ao tempo e um dia vamos conversar como se fossemos melhores amigos desde a infância sem nem sentir.
Também mudei a minha forma de pensar. Hoje tenho uma visão muito maior da sociedade, seus preconceitos, seus objetivos, suas vulnerabilidades. Enfim, passei a observá-la bem mais e não somente viver nela. Busco a compreensão da sociedade pra aceitá-la do jeito que é e me adequar às suas regras quando for obrigado ou quando não quiser causar qualquer constrangimento pra mim (sim, nessa parte sou egoísta, mas não sozinho, já que tolero as manias dela. Quero que ela também passe a tolerar as minhas). A sociedade macula muita coisa. Ela pinta de azul, amarelo e verde o que lhe convém e trará benefícios. Já o que não traz nenhuma vantagem ela pinta de preto e chama de loucura.
A parte da compreensão da sociedade entra agora. Nas brechas das leis, nos meandros das bases das pirâmides, ela permite que as pessoas sejam do jeito que elas são e querem, desde que não saiam do perímetro que ela estabeleceu. É como se ela disse onde e como você deve exercer suas subjetividades, permitindo que você viaje quando quiser, só não dê mole (com ela e nem com você mesmo), nem a incomode, porque aí as providências drásticas serão tomadas.
Utilizo a mesma fórmula, da sociedade, nas pessoas. Tento compreendê-las ao máximo, descobrir o que as motivou a tomarem determinadas atitudes e, principalmente, a forma como pensam sobre as coisas, a vida, o mundo e as outras pessoas. Já faz algum tempo que parei de julgar as pessoas. Hoje sinto pena de algumas delas e lamento muito pelo pensamento limitado e preconceituoso. As pessoas se acham na condição de julgar todo mundo sem investigarem a fundo o que aconteceu de fato e os seus principais detalhes. Elas fazem juízo de todos sem nenhum embasamento, apenas no achômetro e na visão limitada.
Recentemente, pude ver todo esse raciocínio em prática. Foi na semana santa, quando fui pra Búzios. Rolou várias coisas desse tipo durante a viagem. Era gente julgando gente por serem diferentes, gente querendo subjugar outras porque se acham melhores, gente falando de coisas que apenas viram o galo cantar, mas sem nem saber como ele cantou e por que ele cantou. Gente que teve o veredicto que não merecia, que foi dado apenas com base em atitudes extremamente irrelevantes ou fatos isolados, mas que na hora chamaram mais atenção do que a essência mais bonita e humana delas, esta última, geralmente, não é vista a olho nu pelas outras pessoas. Já as primeiras ficam expostas como carnes em açougue ou roupas em liquidação.
Descobri também que a vida é simples, além, do óbvio, de ser extremamente injusta com a esmagadora maioria. Não estou falando da injustiça das leis. A coisa é muito mais profunda do que seguir meras frases escritas em um livro intitulado Código de Leis, que foram ditas por alguém ou por alguéns. Estou falando da injustiça que as pessoas cometem umas com as outras. Pra quê ostentar o excesso, se a maioria mal tem o básico? Não é crime ter alguma coisa, muito menos é indicação de falta de caráter o querer ter algo, não sejamos hipócritas também, pode ter luxo, conforto, mas só não precisa esbanjar, dar salto mortal ou pintar a bunda de vermelho só para aparecer, com o único objetivo de mostrar que tem. Tenha tudo do bom e do melhor, mas fique plantado na sua. Afinal de contas, não se pode fechar os olhos para o mérito e o esforço da pessoa para alcançar o sucesso, ser bem-sucedido. A sociedade faz questão de mostrar as diferenças que existem dentro dela e não move uma palha sequer para mudar esse quadro. Não querem largar o osso ou dividir o banquete, apenas dominar, escravizar ou chantagear.
Não tenho esperança de um mundo perfeito. Os mundos que beiram a perfeição tiveram que sujar muito suas mãos para atingir a posição em que se encontram. Mãos que a primeira vista estão limpas e cheirosas, mas que um exame mais cuidadoso dá pra ver os calos e as sujeiras debaixo das unhas. Porém a sociedade concorda que os meios justificam os fins e, por isso, passaram a admirar essa quase perfeição. É como diz o ditado farinha pouca, meu pirão primeiro e é dessa forma que caminha a humanidade.Ah, e quanto a análise “de como eu ia”, já coloquei no Orkut. Meu perfil agora tem a minha cara. O próximo passo será o blog. O novo está perto de chegar e o velho continuará desse jeito que está aqui, não mudará em nada, só que a essência de quem escreve aparecerá muito mais no outro. Esse daqui é o da sociedade, os julgamentos serão feitos aqui a opinião será difundida por aqui, já as idéias serão lá. Porém fiquem tranqüilos a hipocrisia continuará passando muito longe daqui.
sábado, 16 de maio de 2009
Quase um carioca
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Se amanhã fosse ontem, teria ido hoje
Dessa vez um dos shows caiu no dia perfeito, um sábado. No dia 09/05, o Oasis se apresentará em São Paulo. Se fosse 2008, eu já estaria com minhas passagens na mão e o ingresso também, independentemente de quem fosse. Porém, a questão não é a companhia e sim meu gosto. Não sou mais fã do Oasis. Entre o show da banda e outro programa mais divertido, mais putaria, escolhi a segunda opção. E sem medo de ser feliz e/ou nem um pouco preocupado de me arrepender depois.
Se eu pegasse um avião para São Paulo só pra ver o show, estaria fazendo isso somente por respeito aos irmãos Gallagher. Claro que respeito muito os caras, além de ser eternamente agradecido por eles me ensinarem a gostar de música boa. Hoje, tenho muito orgulho do que eu ouço, gosto e nem uma vergonha ou decepção de poucas pessoas terem um gosto parecido com o meu. Acredito que muita gente daqui não gosta de algumas músicas que eu posto no blog. Mas não me preocupo com isso, continuarei postando sempre que me der na telha.
Logo mais no final da tarde (ou seria início da noite? Meu avião sai 18:15) de hoje (08/05), irei viajar, porém o destino é o Rio de Janeiro e não São Paulo. O Oasis tocou ontem (07/05) no Rio. No entanto eu sou peão, trabalho pros outros e não me liberaram hoje (sexta), senão teria pegado o avião no início da noite de ontem e iria do aeroporto direto pro show. Ficaria lá até o dia que volto para minha cidade, Salvador, que é segunda de manhã e de lá vou direto pro trabalho.
Como estamos em maio de 2009, vou pro Rio de Janeiro passar o fim de semana, mas vou também para uma festa insana, Ministry of Sound Rio no Morro da Urca (Pão de Açúcar pra quem não sabe). Visual insano, pessoas insanas, músicas insanas, galera divertidíssima. É, é isso que quero no momento. Ah, tem a função de, mas não é somente de fachada, só pra constar no menu do final de semana no Rio, a entrada é a Trivela do Asa. Axé... é bom pra se ouvir comendo água (bebendo) e queixando a mulherada. O prato principal do menu é a festa no morro da Urca. Quando voltar de viagem, boto Oasis pra tocar no som do carro no trajeto para o trabalho.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Nove do Quinto Esporte
Fórmula 1
No GP do Bahrein deu Brawn com o inglês Jenson Button no topo do pódio, pela terceira vez em quatro corridas. Button abriu 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder do Mundial de pilotos, o também piloto da Brawn, Rubens Barrichello. Rubinho é seguido de perto por Sebastian Vettel, piloto da Red Bull, que está com um ponto atrás do brasileiro.
Apesar de, mais uma vez, ter o melhor carro da temporada, Rubens Barrichello vai tomando pau de um companheiro de equipe, do mesmo jeito que Michael Schumacher fazia com ele nos tempos de Ferrari. E por falar na escuderia italiana, o time de Maranello começa a ver a temporada escorrer rapidamente pelo ralo. Com um carro horroroso, Felipe Massa já começa a dar adeus ao título, enquanto que seu companheiro de equipe Kimi Raikkonen está iniciando o processo de aposentadoria precoce, já que o finlandês chegou a pensar alto sobre isso na temporada passada. Com isso, já especula-se a nova dupla da Ferrari para 2010. Sai Raikkonen e entra Fernando Alonso trazendo um caminhão de dinheiro do patrocinador Santander, do mesmo jeito quando o espanhol atracou na Mclaren, com o patrocinador estampando sua marca nos carros prateados.
Além disso, outro que está em processo de fritação é Nelsinho Piquet Jr. O garoto ainda não conseguiu engrenar na F-1, ainda não pegou as manhas direito. Já li no site Grande Prêmio outro dia que pode ser que outro brasileiro, Lucas Di Grasi, ocupe o lugar do filho de Nelson ainda nessa temporada.
Futebol Domingo
Não sou corintiano, muito pelo contrário, mas o Timão (o apelido é por causa do "volante" do barco) tá merecendo o título paulista. Aliás, já conquistou, dificilmente o Santos conseguirá virar em pleno Pacaembú lotado com umas 30 mil pessoas, que poderia ser 70 mil se a "profissional" cartolagem corintiana não tivesse de birra com o São Paulo e alugasse o Morumbi pra jogar.
O Corinthians meteu 3 a 1 no Santos em plena Vila Belmiro, com direito a um golaço de Ronaldo, o terceiro do Corinthians. Gol que foi uma pintura, um colírio pros amantes do bom futebol e que deixou a corintiana Brisa Feliz feliz mais ainda.
Futebol Hoje
Depois de um incrível, espetacular, excepcional empate de 4 a 4 contra o Liverpool pelas quartas-de-final da Champions League que lhe rendeu a classificação para a semi, o Chelsea foi à Espanha enfrentar o Barcelona. Não assisti o jogo, mas li aqui e aqui que o Barcelona engoliu o time inglês no Camp Nou, mas que apesar disso não conseguiu alterar o placar que ficou no 0 a 0. Os Blues foram a Barcelona justamente para se defender e não tomar nenhum gol. Já o Barça, que exibe um futebol arte e ofensivo, não conseguiu furar o bloqueio dos inglês e agora terá uma situação complicada no jogo de volta em Londres no Stamford Bridge. Mas isso também não significa que o Chelsea já está classificado, já qualquer empate com gols os espanhóis - ops, camaronês, francês, mexicano não são espanhóis - qualquer empate com gols o time espanhol carimba o bilhete do trem (já que europeu não precisa de passaporte pra transitar nos países europeus!) para Roma, onde acontecerá a final da Champions League.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
(Piloto II) A cidade pára
Salvador tem dois grandes mitos. O primeiro, talvez eu seja um pouco chato por sempre bater nessa tecla, é dizer que em Salvador é festa o ano inteiro. Não, aqui só tem festa no verão. Logo em seguida ao fim do Carnaval, vem as ressacas, mas depois delas vem a chuva e nada mais de festas. O São João é no interior não na capital. O pós-verão é marcado pela mesmice de sempre bares ou as poucas boates contadas nos dedos de uma mão.
O segundo mito é a da cidade turística. Se Salvador é uma cidade do turismo, então a Islândia, terra do Sigur Ros a banda do clipe acima, também é. A única tração turística de Salvador é o Mercado Modelo, as baianas e o trio-elétrico na rua. A cidade tem poucas opções pra balada, além disso, o que é pior, a noite acaba cedo. No último domingo, em pleno feriadão, as 01:30 da manhã a cidade já estava dormindo. Nada de temakerias abertas para a fome da madrugada pós-balada. O resultado disso é a Sub-way cheia, Burger King saindo gente pelo ladrão e o Habibs foi o meu destino. Para fechar o domingo tive que gastar minha mão e meus dedos para espremer o limão do Habibs para botar na esfiha de carne. Poderia me deliciar com um temaki de Camarã especial ou Salmão especial.
Fora a minha necessidade de comer temaki que passei domingo, os bares daqui fecham cedo. Por volta das 1:30 da manhã os garçons de 80% do bares soteropolitanos passam de mesa em mesa avisando que a cozinha já está pra fechar e as 02h anunciam que é a vez do bar fechar o salão.
Para mim cidade turistica não pode espantar os clientes dos bares, restaurantes as 02h da manhã. As temakerias não podem já estarem dormindo as 01:30 da manhã. É muito cedo para um fim de semana ou um feriadão. Tudo bem que seja uma cidade de praia, mas os turistas também querem sair pra balada de noite.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
(Piloto) Viagens, sonhos...
Ontem cheguei do trabalho morto, só fiz tomar banho, comer e dormir. Resquícios da viagem, já que nelas só durmo o mínimo (possível) necessário. Na volta, o sono cobra os 10% dele acumulados. Normal, isso acontece com frequência nos pós-viagens.
Dormi profundamente, sonhei e babei. Lembro do sonho, mas não dos detalhes dele e sim do geral. Lembro que ainda estava numa sala grande de uma casa que não me é familiar. Lá tinha um monte de gente conhecida, outras nem tanto. Parecia uma enorme sessão. Eram vários grupos, uns sentados no sofá, outros na frente da televisão no jogadete, um outro grupo jogando cartas numa mesa e lembro de dois caras conversando construtivamente sobre o mistério do universo, Rússia, China, Alemanha, Hitler, Brasil, França, mulheres, fundo do mar, naves extraterrestre, tecnologia avançada dos norte-americanos... E eu era um deles.
Sonhei também outra coisa, mas não lembro o que, só sei apenas que sonhei. Acho que toda vez que durmo depois de viagens ou semanas cansativas sempre sonho. Não sou de sonhar muito, mas viajo que é uma beleza, é comigo mesmo. Preciso sonhar mais.
terça-feira, 14 de abril de 2009
No final das contas valeu muito a pena
terça-feira, 7 de abril de 2009
Vou ali e volto!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Ressaca
O destaque do dia foi a humilhante goleada que a Argentina sofreu diante da Bolívia, em La Paz. Quando cheguei em casa e abri a internet e li a notícia de os hermanos tinham tomado 6 a 1 dos bolivianos, abri o link só pra comprovar que se tratava de mais uma mentirinha no dia da mentira. Porém logo, logo levei um susto quando percebi que não se tratava de nenhuma brincadeira típica de 1º de abril. Era verdade.
Depois disso, me vieram inúmeras perguntas e possíveis soluções para explicar tamanho vexame. Os argentinos tinham acabado de dar um show em casa, no Monumental de Nuñes, diante da Venezuela. Com direito a belas jogadas do trio ofensivo Messi, Tévez e Agüero. Como pode ser humilhada pela Bolívia 3 dias depois? O time não jogou absolutamente nada. O craque (e pra mim, atual melhor do mundo) Messi só vez andar em campo, a defesa argentina era uma enorme avenida em dia de feriadão, o time estava irreconhecível. Será que foram os 3.680 metros de altitude de La Paz? Seria a resposta ideal se o jogo tivesse terminado 1 a 0 ou 2 a 0 para os bolivianos, mas 6 a 1 já não é mais a falta de ar. Maradona sabia da interferência da altitude e por causa disso não entrou com o trio ofensivo deixando Agüero no banco e ainda escalou 3 volantes. Então, não se pode dizer que a altitude não foi levada a sério, pois o time não entrou de peito aberto, houve uma preocupação com a defesa. Corpo mole dos jogadores? Não, muito pelo contrário, até os ets sabem que Maradona é visto como um Deus pelos argentinos. Além disso, ele vinha de 3 bons resultados, os dois primeiros foram as vitórias de 1 a 0 sobre a Escócia e 2 a 0 (com autoridade) sobre a França em jogos amistosos longe de casa, sem contar a goleada sobre a Venezuela pelas Eliminatórias. Então, Maradona estava em estado de graça. Não existia motivo para derrubá-lo do cargo.
Mas a única alternativa que encontrei para isso foi que a Bolívia jogou contra 11 bicudos comandados por um bicudaço. Os 4 a 0 na Venezuela dentro de casa marcou a estréia oficial de Maradona no comando da seleção argentina. Uma goleada em casa na estréia, e com direito a show, merece uma comemoração a altura. E os tempos de Dieguito como jogador vieram à tona, já que ninguém consegue ficar limpo para sempre e o elenco deve ter entrado na onda também e foram pra La Paz de ressaca. Só isso justifica os 6 a 1 sofridos logo após uma apresentação de gala.
terça-feira, 31 de março de 2009
Papéis Invertidos
domingo, 29 de março de 2009
460 anos!
Norte: A cidade é limitada ao Norte pelo time do 'Jaía', bem pertinho do Bompreço. Mais ao Norte, é onde ficam as praias. Oficialmente começa em Jaguaribe (uma praia) e termina em Vilas do Atlântico (outra praia), passando por Itapoã (Outra praia que ninguém sabe como se escreve, Itapoan, ou Itapoã). Seu acesso se dá pela Avenida Orlando Bloom, que tem a maior média de assalto do país: 2 assaltos por pessoa, por minuto.
Previsões:
2090 - Ivete Sangalo lança 80º CD.2090 - O metrô é inaugurado.
Clima, Vegetação e Hidrografia: Em Salvador, faz calor. Há apenas duas estações: o verão e a de trem. A vegetação da cidade consiste em coqueiros. O principal rio chama-se Cocô Beach, e fica no bairro do Costa Azul. Depois do fracasso do Bahiazul, estuda-se a possibilidade de mudar o nome do bairro para Costa Marrom, ou Costa Negra.
Língua: Em Salvador é falado o Baianês, que conta com seu próprio alfabeto: A Bê Cê Dê É Fê Guê H I Ji Lê Mê Nê O Pê Quê Rê Si T U V X Z.Ao contrário do que muitos pensam, o Baianês não é falado lentamente, mas sim cantado. Não existe também o gerúndio: o 'd' é excluído no 'ndo', o que resulta em 'falano', 'correno', ao invés de falando e correndo. A letra G (fala-se Guê), também não é usada na maioria das frases, quanto tem som de J (Ji), dando lugar ao R (Rê). Simplificando: A gente - fala-se 'Arrente.'Mas, em alguns casos, também a letra S pode ter o som de R (Rê), de forma que a frase 'As camisas das mulheres' vira 'Ar camisa dar mulé.'
'Colé, meu brodi!' = Olá, amigo!
'E aí, pai?' = Olá, amigo!
'Fala nigrinha!' = Olá, amigo!
'Diga aê, seu xibungo!' = Olá, amigo!
'Faaaaala minha puta!' = Olá, amigo!
'Colé miserê!!' = Olá, amiigo!
'Diga aê, disgraça!' = Olá, amigo!
'Diga aê negão!' (não importa a cor do amigo) = Olá, amigo!
'Ô véi!' = ô, amigo!
'Colé de mermo?', 'Oxe!' = Todo baiano usa essa expressão para tudo, mas um forasteiro nunca acerta quando usa.
'Lá ele!' = Eu não, sai fora! (Ou qualquer outra situação da qual a pessoa queira se livrar.)
Moda: Salvador é a única cidade em que o Reveillon está sempre na moda. Todo mundo veste branco o ano inteiro, a não ser no carnaval, quando a única vestimenta usada é o abadá. Lojas de moda não lucram em Salvador, pois os ingressos das festas já vêm com a camisa.
Economia: Só se sabe que o baiano nunca tem dinheiro para nada. Mas sempre sobra pra bebida.
