domingo, 27 de março de 2011

Cemsacional

Antes de ajeitar a bola para cobrar a falta, Rogério Ceni deu um beijo na redonda. Poderia incluir a história de Rogério no texto abaixo, mas preferi escrever um só para homenagear o maior ídolo da história do São Paulo Futebol Clube. De falta, o capitão do São Paulo marcou o seu 100º gol na carreira.

Um goleiro marcar 100 gols é algo equivalente a um atacante marcar 1.000 gols. Rogério Cemni, o goleiro artilheiro, já ganhou tudo que podia no São Paulo, virou ídolo e agora entra escreve um capítulo só dele na história do futebol como o primeiro goleiro a marcar 100 gols.

Os feitos de Rogério não se limitam aos gols. Ele é goleiro e foi importantíssimo na conquista dos últimos títulos da Libertadores e do Mundial do São Paulo. Rogério Ceni fechou o gol na final da Libertadores pegando até pênalti, que seria o empate do Atlético-PR, na final da Libertadores que terminou 4 a 0 para o tricolor. Ele também foi buscar uma bola lá onde a coruja dorme, na cobrança de falta de Steve Gerrard na final do Mundial de Clubes contra o Liverpool, que terminou 1 a 0 São Paulo, gol de Mineiro.

Maior ídolo da história do clube, Rogério Ceni é o único goleiro, além de artilheiro, que é o camisa 10 do time, a camisa dele é 01 só dar esse efeito ou causa uma certa impressão.

E o 100º gol de Rogério ainda teve um sabor especial. Nada melhor do que atingir uma marca histórica, justamente, em cima do maior rival, que é o Corinthians. E pra ficar mais saboroso ainda, a vitória do tricolor em cima do rival quebrou um tabu de 4 anos sem vencer o Corinthians (7 vitórias alvinegras e 4 empates). E ele não foi só decisivo por causa do gol. Rogério salvou o São Paulo com duas defesas, uma quando o jogo ainda estava 0 a 0, em finalização de Liédson e outra, evitando o gol de Jorge Henrique, que seria o empate de 1 a 1.

Parabéns Rogério Ceni pelo centésimo gol! E muito obrigado por você existir!

Passeio na Austrália

Uma das raras cenas boas de Vips, fraco filme de Wagner Moura que está estreando nos cinemas nessa semana, me fez lembrar de Sebastian Vettel. O personagem de Wagner Moura é apaixonado por aviões e pilotá-los é sua grande paixão. Em duas cenas, na primeira, enquanto lava a aeronave, ele conversa com o avião como se um entendesse e ouvisse o outro. Em outra cena, ele pede “por favor me ajude e decole!”.

Você conhece Kate? Já ouviu falar da irmã safada de Kate? E de Liz Voluptuosa? Não? Mas Sebastian Vettel sabe quem são e ele é apaixonado por elas. Kate, a irmã safada de Kate e Liz Voluptuosa são alguns dos nomes que o mais jovem campeão do mundo de Fórmula 1 dá aos seus carros. Típico de quem é apaixonado por carros, daqueles que conversam com o carro como se um entendesse e ouvisse o outro. Pilotar carros é a grande paixão de Vettel.

Assim que vi as duas cenas do filme, pensei que seria ótimo se Vettel ganhasse o GP da Austrália. Algo que não seria tão difícil, muito pelo contrário. O alemãozinho campeão do mundo passeou na pista de Melbourne e venceu com um pé nas costas sem ser importunado por ninguém.


Não consegui ver a corrida, o cansaço e o sono foram mais fortes e não esbocei reação quando a pálpebra caiu. Claro que uma das primeiras coisas que fiz quando acordei foi ligar a televisão para ver o jogo do Brasil e entrar na internet para ler o que aconteceu na Austrália. A primeira corrida do ano teve um inédito pódio do russo Vitaly Petrov, que terminou a prova em terceiro, atrás de Hamilton e, do vencedor, Vettel. O russo carregava um grande peso nas costas por ser a esperança da Renault em conseguir boas colocações, já que o polonês Robert Kubica sofreu um grave acidente no início do ano, ainda sem previsão de retorno para Fórmula 1. Pelo visto, Petrov conseguiu tirar isso de letra na primeira corrida do ano. Veremos como será o desempenho dele ao longo do campeonato.

Li também que, tirando o primeiro pódio de Petrov, outro que teve grande destaque foi o estreante mexicano Sérgio Pérez que fez uma corridaça com a Sauber, recebendo a bandeirada na sétima posição. Fernando Alonso ficou na frente de Felipe Massa, mas não conseguiu fazer nada com seu limitado carro. Rubens Barrichello teve um bom início, mas depois errou, bateu e abandonou a prova com problemas no câmbio. E Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull, teve uma atuação apagadíssima, sem brios para lutar por posições.

Depois que a corrida terminou, os comissários da prova detectaram algumas irregularidades na asa traseira dos carros da Sauber e desclassificaram Pérez e Kamui Kobayashi, isto é, Massa herdou a sétima posição do estreante mexicano e do piloto japonês.

A Red Bull continua tendo o melhor carro do circo da F-1 e Vettel com o talento, ímpeto e paixão parece que será ainda mais imbatível nessa temporada rumo ao bicampeonato. Mais experiente, seguro, sem a pressão de querer ganhar um título, os erros tenderão a aparecer cada vez menos. Pelo que tudo indica, a disputa pelo vice-campeonato deverá ser quente. Mas é apenas a primeira prova da temporada, ainda tem muita gasolina pra queimar até o título ser resolvido.

sábado, 26 de março de 2011

Feliz ano velho

A quarta-feira de cinzas é cinza mesmo. A volta é sempre cinzenta. É o ouvido zunindo no silêncio. Você volta pra casa com sono, cansado, ou quando está de carona, dormindo, mas tem consciência de que amanhã é o primeiro dia do ano. E em Salvador isso vai ser referência, mas sem significar que antes do carnaval tudo é festa, tudo é uma maravilha. Tudo é divino maravilhoso pra turista.

Depois do carnaval, todas as conversas começam no réveillon, que é o marco zero do verão pra quem mora em Salvador. Daí, elas dão voltas e mais voltas e quando começa a chover vem o assunto trabalho. Nesse momento, você percebe que o baiano trabalha desde o primeiro dia útil do ano. Mas sem fugir do tema "conversa", é partir daí que conta-se tudo o que se passou no verão trabalhando até chegar no carnaval, que traz mais um monte de histórias na terra (emprestada) do Rei Momo. O início da conversa termina no "é (Ah,)ano novo" ou então quando a chuva fica fraca, mas o vento começa a soprar, aí o assunto “É outono em Salvador” domina a conversa. Por causa disso é que o ano do baiano começa depois do carnaval, as conversas são iniciadas com as experiências veranistas e profissionais que antecedem a Grande Festa (Guerra Mundial não é escrito assim nos livros de História? A maior malandragem do mundo é viver!).

Pois é, assim como reza a lenda de que na Bahia é festa o ano inteiro, pelo menos nesse mito de que quinta-feira pós-carnaval é 1º de janeiro no calendário baiano, vocês podem acreditar em partes ou até acreditar, desde que tenha sempre em mente que o baiano passa janeiro e fevereiro trabalhando e as "férias de janeiro" duram apenas de quinta-feira a quarta-feira de cinzas. Pra ficar mais fácil de gravar isso, é só não se esqueçer que domingo é dia 31.

E no primeiro treino oficial do ano, o menino Sebastian Vettel resolveu largar os bonecos e os carrinhos e, pisar fundo dentro daqueles carrões que você não ouve o barulho do motor e quando olha no velocímetro já passou dos 200Km/h, meter quase 1 segundo em todo mundo, sem dar vez pra alguém arrancar sua pole. O primeiro grid de largada do ano só é novo, porque Lewis Hamilton resolveu se meter no meio das Red Bulls, ficando com a 2ª posição, deixando Mark Webber, dono da casa, na 3ª colocação. O espanhol Fernando Alonso ficou a 200 milésimos atrás de Jenson Button, isto é, o espanhol tem muito leite pra tirar da pedra vermelha ao longo da temporada. Alonso larga em 5º. Feliz ano novo Fórmula 1!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Roncaram os motores

No primeiro treino, quase a vera do ano, lá no Brasil que deu certo... As Red Bulls travaram um duelo caseiro, até que Mark Webber arancou o empate de 2 a 2 na briga particular contra Sebastian Vettel, no apagar das luzes, fechando o primeiro treino do dia em 1º. Mas o pior vem agora, Fernando Alonso ficou em terceiro com mais de meio segundo atrás das Red Bulls, uma lesma.


Daqui a pouco tudo começa de novo.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vivo

Ok, eu sou são-paulino. O meu time está jogando contra o Paulista, pelo Paulistinha e eu deveria estar vendo. Mas logo em seguida ao gol de Dagoberto, que diminuiu o placar, 3 a 2 Paulista, abri a internet e vi: América do México faz o segundo e volta a ficar na frente do Fluminense. Tive que trocar de canal, pois não podia perder esse momento.

Não, eu não estava torcendo contra o Fluminense. Também não troquei o canal para ver o atual campeão brasileiro agonizando na Libertadores. Não sou desse tipo de gente que gosta de ver miséria alheia, a menos que seja o Corinthians dando seus últimos suspiros.

Quando comecei a ver o jogo, o placar marcava 2 a 1 América do México, mas o mais incrível foi ver a apatia dos jogadores. Faltavam um pouco mais de 15 minutos para o jogo terminar e os jogadores do Flu andavam desolados dentro do campo... Até que Deco cruzou e Araújo, de cabeça, empatou o jogo aos 34 minutos. O time carioca voltou a pegar fogo e acreditar que milagres podem acontecer mais de uma vez, assim como aconteceu em 2009 ao se salvar do rebaixamento na última rodada.

Deco é craque. Esteve muito tempo fora do time por problemas de contusão, mas ele fez parte daquele time do Barcelona, que ganhou a Champions League, em que muitos apontam como o responsável pelo marco zero até o time catalão chegar nessa fase atual maravilhosa. E o roteiro, digno de um filme de Alejandro Gonzávez Iñárritu em que os personagens sempre lutam contra a morte, fez o torcedor sofrer até os 42 minutos do segundo tempo. Deco recebe de Fred e encobre o goleiro do América do México.

Linda e emocionante festa. Torcedor chorando feito criança, outros se abraçando, alguns se esgoelando. Sim, o Fluminense vira o jogo faltando 3 minutos e mantém os aparelhos ligados. Sem diretor de futebol, sem gerente de futebol, sem treinador, mas vivo na Libertadores.

Agora, quem tem que dar a bola é o Santos. É outro time brasileiro que está respirando por aparelhos na Libertadores.

Ah, depois olhei o resultado... O São Paulo não conseguiu empatar. Terminou mesmo 3 a 2 para o Paulista.

domingo, 20 de março de 2011

Em busca do prazer

As pessoas buscam o prazer de diferentes formas. Elas escolhem a melhor que lhes convém e vão a luta.

David Luiz, zagueiro do Chelsea, que foi contratado recentemente, tem no futebol a sua fonte de prazer. No clássico de hoje contra o novo rico Manchester City, o zagueirão acabou com o jogo. Não deixou passar nada lá atrás, tirou tudo e ainda teve pulmão pra subir ao ataque e arranjar uma falta no lado esquerdo do campo, junto a linha lateral. Drogba cobrou a falta e David Luiz atingiu o ápice do prazer ao se antecipar da marcação e cabecear para o gol abrindo caminho para a importante vitória do seu time, aos 80 minutos de jogo. E para selar a vitória dos Blues, outro brasileiro também balançou as redes. O volante Ramires, que teve um início difícil no Chelsea, marcou o seu primeiro gol em Stamford Bridge diante da torcida do clube londrino.

Já quem procura o prazer em lutas de Vale Tudo tem que estar preparado pra bater e apanhar. No ano passado, Maurício Shogun Ruas atropelou Lyoto Machida e conquistou o cinturão. Ontem, Shogun fez o papel de trilho que a locomotiva Jon Jones passou. E além da luta, Shogun teve que passar o cinturão para Jon Jones se tornar o mais jovem campeão da categoria.

E quem não é jogador de futebol, nem lutador, encontra o prazer no romantismo da noite da maior lua de todos os tempos como a de sábado que ainda por cima estava linda.


Errata: Quem cobrou a falta na cabeça de David Luiz foi Lampard e não Drogba.

terça-feira, 15 de março de 2011

A bucha do trambulador

Li hoje no blog de Flávio Gomes, jornalista especializado em automobilismo, que no dia 15 de março de 1981, Ayrton Senna conquistava sua primeira vitória na Europa, com um F-Ford. A primeira vitória de muitas outras que vieram pela frente, dentre as quais renderam 3 títulos mundiais de Fórmula 1 para o brasileiro.

Não vou falar da carreira de Senna em geral, mas destaco uma vitória histórica e importante, o primeiro lugar no GP do Brasil de 91. Senna nunca havia vencido no Brasil, apesar de já ter dois títulos mundiais no currículo. Além disso, a equipe Williams dava sinais de evolução, que foi confirmada nos anos seguintes (92, 93, 94, 96 e 97) em que dominou o circo, sendo que os carros de 92 e 93 são considerados como de outro mundo.

Senna fez a pole, saiu em primeiro lugar, porém não teve vida fácil. O brasileiro teve Nigel Mansell, com uma Williams, aparecendo no retrovisor até a 60ª volta, quando o inglês rodou e abandonou a prova. A vantagem de Ayrton em relação ao novo segundo colocado Ricardo Patrese, que também pilotava uma Williams, era de 40 segundos. Mas 40 segundos é uma eternidade, não? Sim, é uma eternidade, mas não quando você começa a ter problemas no câmbio e vai vendo suas marchas quebrarem, entrando apenas a 6ª quando ainda faltam 7, intermináveis, voltas. A vantagem que antes era de 40s, caiu para 5s a 2 voltas do fim. E com requintes de crueldade, a chuva começou a cair, deixando a pista escorregadia. Com muito sangue, suor e lágrimas, Senna conseguiu manteve-se na primeira posição até receber a bandeira quadriculada. Essa é aquela famosa vitória que Senna quase não conseguiu erguer o troféu de tão exausto que estava quando terminou a corrida.

Lembrei dessa vitória de Ayrton, porque passei por algo parecido na última sexta-feira, em que tive que sair do Costa Azul para a Ladeira da Barra e de lá pro Aeroporto, pra depois voltar para a Pituba (que fica a poucos kilômetros do Costa Azul). Esse itinerário seria tranqüilo se todas as marchas estivessem engatando, porém nesse dia meu câmbio quebrou e só entrava a 5ª marcha. Na ida, tive que estacionar o carro, então embiquei-o na ladeira pra soltar o freio e deixar pegar embalo pra começar a acelerar. De lá até o Aeroporto foi tranqüilo, as 6h da manhã a avenida Paralela quase não tem trânsito, é linha reta até bater no Aeroporto. A volta foi que complicou, 7h da manhã a cidade já está em pé e engarrafada. Já é chato ficar só na 1ª e 2ª marchas por 20, 30 minutos, agora imagine ficar esse tempo só com a 5ª marcha, tendo que fazer o motor girar o suficiente para fazer o carro andar? Entrei no carro já com as pernas bambas, quando cheguei em casa mal podia senti-las, mas assim como Senna, também pude celebrar minha vitória.

Ah, o problema do câmbio do meu carro foi a bucha do trambulador. Mas já troquei.

sábado, 12 de março de 2011

Notícia voa?

Novos terremotos aconteceram em províncias do Japão, em zonas montanhosas disse agora a pouco na GloboNews. O que será que deve ter acontecido? Mestre Myagui pegou Daniel San pela mão e disse, vamos, vamos subir as montanhas e não discuta! Em cima deles, vem mestre Dohko com Shiryu, o cavaleiro de Dragão, que nem discute com o mestre depois de aprender a fazer uma cachoeira desaguar para cima.

Pois é, todo mundo já foi, todo mundo se salvou. Agora, Roberto Kovalic começa a repetir o que viu no Japão, simplesmente as mesmas coisas que disse no Bom Dia Brasil. Que eu vi ao chegar na mesa do café da manhã, depois do banho frio pra acordar e ir pra faculdade.

Durante o dia pensei no que escrever em relação ao carnaval. Quer dizer, achei que arrumaria tempo pra isso. Só que mais uma vez, além de pensar no texto, botei o cérebro pra funcionar... Já se passaram milhares de anos que o carnaval acabou, sendo que isso foi bem antes de começar a assistir o Bom dia Brasil e ver as imagens, quase inéditas na era da internet, do tsunami no Japão. Diante disso, vou escrever mesmo sobre o carnaval que acabou há 3 dias atrás?

No momento em que chego em casa, perto da 1hora da manhã, ligo a tv e vejo que o meu cérebro tinha razão. O tempo é cruel inclusive com a televisão.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dentre os grandes és o primeiro

Na última quinta-feira, dia 16, o São Paulo Futebol Clube completou 75 anos de existência. Uma história recheada de títulos importantes, grandes conquistas, jogos emocionantes.

Grandes conquistas como as dos três títulos mundiais de 92, 93 e 2005, respectivamente sobre Barcelona (2 a 1), Milan (3 a 2) e Liverpool (1 a 0), que vieram depois das conquistas das Libertadores desses mesmos anos. Grandes vitórias como aquela em cima do Corinthians em 2005, por 3 a 2, jogo que depois foi anulado por causa do escândalo da Máfia do Apito. Mas também tem derrotas marcantes, porque a vida não é só feita de vitórias e alegrias, como a derrota de 2 a 1 para o Cruzeiro na final da Copa do Brasil de 2000, depois de estar com a mão na taça ao abrir o placar aos 21 do segundo tempo, precisando apenas de um empate com gols. E a eliminação para o Fluminense na Libertadores de 2008, com direito a gol de Washington aos 46 do segundo tempo. Só são algumas que me vem logo à cabeça.

Pode-se dizer que o São Paulo é o time mais vitorioso do futebol brasileiro. Nenhum outro time brasileiro conquistou tanto de tudo quanto o São Paulo, seis títulos brasileiros, três Libertadores e três Mundiais.

A quinta-feira foi apertada pra mim, muita coisa pra resolver em apenas um dia, por isso não tive tempo pra escrever ou, simplesmente, postar nada aqui, mas antes de começar a trabalhar assisti 2 vídeos que deixaram meus olhos marejados. O primeiro foi o bicampeonato mundial de 93, que foi decidido com o inesquecível gol de calcanhar de Muller e na comemoração, o camisa 7 do São Paulo, virou para o zagueiro do Milan, Costacurta e disse: Esse é pra você, seu palhaço! O outro vídeo foi, um dos jogos mais emocionantes que eu assisti na minha vida, São Paulo 3 x 2 Corinthians. O alvinegro abriu o placar com o estreante Nilmar logo no início do jogo, mas que o São Paulo empatou ainda no primeiro tempo com um belo gol de Amoroso. A virada tricolor veio aos 30 do segundo tempo com Souza, mas Rosinei empatou o jogo para o Corinthians. A vitória tricolor veio com um gol de pênalti cobrado por Amoroso aos 42.

Parabéns São Paulo pelos 75 anos de glória! E muitíssimo obrigado por você existir!

O Bicampeonato Mundial contra o Milan em 93

A primeira conquista Mundial contra o Barcelona em 92

A emoção de Galvão Bueno na conquista da primeira Libertadores em 92

Um dos jogos mais emocionantes que eu vi na minha vida, São Paulo 3 x 2 Corinthians pelo Brasileiro de 2005

Obs: A conquista do tricampeonato mundial, foi emocionante também, mas não encontrei um melhores momentos no Youtube que não fosse dividido em duas partes. O único que encontrei foi uma matéria do Globo Esporte. Não queria postar matéria, só queria o jogo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O mundo dá voltas

Lembro da primeira vez que vi um jogo no estádio do Morumbi. A minha festa começou ao entrar no avião. Quatro anos, raramente utilizava o transporte aéreo, então toda vez que entrava na invenção de Santos Dumont era uma fascinação infantil.

Em São Paulo só deu tempo de deixar a mochila no hotel e seguir para o estádio. Claro, a terra da garoa também é a terra do engarrafamento. O táxi parou próximo ao estádio e o resto foi andando, até que pude avistar o gigante imponente Cícero Pompeu de Toledo. Na porta, uma cervejinha para brindar o estádio. Lá dentro, passei alguns minutos admirando a festa da torcida, o gramado.

A bola rolou e o sonho parou aí. Logo no início do jogo Josué disputa uma bola aérea e... Cartão vermelho para o volante são-paulino. Já era o sistema defensivo do São Paulo. Alguns minutos depois, alguém que acompanhava o jogo pelo rádio disse que o volante tricolor acertou uma cotovelada no adversário. Logo no início do segundo tempo, o adversário abriu o placar e ampliou menos de 10 minutos depois. O São Paulo veio diminuir aos 30, mas não conseguia fazer nada no jogo, que terminou assim. São Paulo 1 x 2 Visitante.

Deixei o estádio triste com a derrota e pelo gol do São Paulo ter sido do único zagueiro do elenco que eu queria ver longe do Morumbi, Edcarlos. Era o primeiro jogo da final do campeonato mais importante do continente, a Libertadores. Não tinha grandes esperanças de uma virada, o segundo jogo era na casa do adversário que tinha a vantagem de perder até por 1 gol de diferença. Foi uma ducha gelada no meio da alegria de ver um jogo no Morumbi.


Sei bem o que essa menina (linda, por sinal) sentiu. Eu viajei até São Paulo, ela viajou para outro continente. Minha viagem durou apenas duas horas, a dela vinte. No meu caso, meu time perdeu para outro time grande. No caso dela, o futebol foi ainda mais cruel, o melhor perdeu para o mais fraco. Na regra do futebol, ganha quem faz mais gols e não necessariamente será o melhor. E o desconhecido, até então, Mazembe, do Congo, fez 2 gols no Inter e não tomou nenhum. Não importa se D’Alessandro e Tinga são uns monstros no meio-campo, se Kleber cruza com os pés como se fosse com as mãos, se Giuliano é um jovem promissor. O que importa é que Kabango e Kaluyituka balançaram as redes do gol de Renan. Mas a dor da derrota é a mesma, a perda de um campeonato.

Pior do que ver uma eliminação prematura do time num campeonato importante, como é o Mundial Interclubes, é ter que voltar e ouvir as gozações do rival. Os gremistas fizeram festa em Porto Alegre com a derrota do Mazembe. E a rivalidade de Grêmio e Inter não tem igual, é a pior que existe no Brasil. Ambos tem 2 Libertadores e 1 Mundial? Sim. Ambos foram a 2 Mundiais e voltaram com a mão abanando no último? Sim. Mas os gremistas já botaram no Twitter que estão invicto em Mundiais, perderam o título de 95 para o Ajax nos pênaltis, depois do jogo terminar empatado... E assim caminha a rivalidade.

Depois de quatro anos de uma derrota dolorida, estou vingado. O único jogo que eu fui ver no Morumbi foi São Paulo 1 x 2 Inter, o primeiro da final da Libertadores de 2006. O mundo dá voltas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A última eleição de 2010


Não votei no segundo turno dessas eleições. Estava longe da minha cidade e justifiquei o voto. Foi uma eleição fraca, em que o roto venceu o esfarrapado. Nenhum dos candidatos inspirava mudanças. A candidata da oposição continuará fazendo tudo o que o seu antecessor e mentor fez, com a diferença de que será obrigada a cortar a mamata do empréstimo, do carnê de pagamento. O da oposição, não faria nada diferente do que o seu partido sempre fez.

A segunda eleição de 2010, a de melhor jogador do mundo, também está assim. Não existe um franco-favorito, uma escolha unânime. Ontem, a FIFA e a revista francesa France Football, que agora dão juntas o prêmio de melhor do mundo, anunciaram os três finalistas da votação. E todos vestem a camisa azul-grená do Barcelona. Messi, Iniesta e Xavi.

Messi é magistral, um demônio dentro de campo, um jogador de vídeo-game, daqueles que você chega rir da jogada e diz que isso só acontece no mundo dos games. Mas Messi não conseguiu conduzir o Barcelona ao principal título europeu, a Liga dos Campeões. Já Iniesta fez o gol do título mundial da Espanha na Copa do Mundo da África. Mas mal conseguiu entrar em campo com a camisa do Barcelona por toda a temporada.

Nesse ano, o melhor do mundo não armou uma jogada sequer, não deu nenhum chute a gol e não fez nenhum desarme, tudo porque ele não podia passar do retângulo que fica do lado de fora da linha lateral do campo, mais conhecida como área técnica. O técnico português José Mourinho foi o melhor do mundo de 2010. Comandou a Inter de Milão na conquista do título da Liga dos Campeões, eliminando o Barcelona na semifinal. A Inter ganhou tudo que disputou na temporada passada sob o comando de Mourinho. Sem o português no comando, a Inter patina no campeonato italiano e se classificou, hoje, em segundo lugar do grupo A na Liga dos Campeões, com direito a uma surra de 3 a 0 do Werder Bremen.

Esqueci de falar de Xavi? Não, deixei-o por último de propósito. Discreto, cerebral e genial. É nele que eu votaria nessa eleição. Xavi é o cérebro do todo poderoso Barcelona e da seleção campeã da Copa do Mundo, Espanha. Em ambos, as jogadas começam, passam ou saem dos seus pés. Não é driblador como Messi, nem veloz como Iniesta, mas deixa um companheiro na cara do gol com um simples toque ou um lançamento perfeito por baixo ou por cima.

Xavi é o cara que bota a bola no pé do homem do gol, talvez isso explique, porque o melhor do mundo ainda não apareceu pra mídia.


*****


Em tempo: A revista italiana Gazzetta dello Sport, que antecipou o anúncio dos 3 finalistas ao prêmio de melhor do mundo, cravou que Iniesta levará a bola de ouro pra casa.

No texto, eu escrevi sobre em quem eu votaria, se fosse participar dessa votação. O anúncio do melhor do mundo será feito no dia 10 de janeiro de 2011.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem pra Bahia!


Para dar a largada num GP de Fórmula 1, o famoso “1, 2, 3 e Já” das brincadeiras de criança, cinco luzes vermelhas se acendem. O “Já” é quando todas as 5 luzes apagam de vez.

Domingo acenderá a primeira luz vermelha para o carnaval de Salvador. O verão já está enfiando o pé na porta. Dia 05 de dezembro terá o primeiro ensaio da Timbalada no verão 2010/2011.

Sou fã da Timbalada, não me canso de falar que é a única banda de axé que me faz parar durante uma festa apenas para ver a música. Sim ver a música. Um show de músicos, cantores que você gosta é sempre assistido e não apenas ouvido. Você fica parado em êxtase ouvindo sua banda predileta tocar. Claro que tem aqueles que dançam, que vão pro bate-cabeça, mas mesmo assim a música é o que mais importa naquele momento.

Tem festas de axé que sei quem vai tocar, mas nunca lembro de ter ouvido tocar nenhuma música. É porque nessas festas, a música é apenas um detalhe. Não gosto da música de Ivete Sangalo, de Cláudia Leitte, de Asa de Águia, Chiclete com Banana, Banda Eva e Cia limitada. Respeito todos eles, afinal de contas não conquistaram a legião de fãs a toa, alguma coisa eles tem, eu é que não consigo ver nada. Mas a Timbalada é diferente. É a Nação Zumbi do axé.

Criada por Carlinhos Brown que hoje não faz mais parte no oficial, mas que tudo passa pela aprovação e tem o DNA dele. É como se Carlinhos Brown fosse Don Vito Corleone depois que Michael Corleone assumiu o comando da família recebendo do seu pai o Don no nome. A Timbalada caminha com as próprias pernas, mas sempre anda com os conselhos de “Don” Carlinhos.

Por ser timbaleiro, no meu calendário o verão começa no primeiro ensaio da Timbalada e vai até o último ensaio, no primeiro domingo pós-carnaval. A partir daí começa o inverno em Salvador, o período de chuva. Mas não vamos falar do final e sim celebrar a chegada do verão.

É no verão que Salvador faz jus a estória que o povo conta de que aqui é festa todo dia. Durante o verão sim, é festa de segunda a segunda. Tem os ensaios da Timbalada q cada quinzena, tem ensaios do Harém, ensaio da Banda Eva, Trivela (festa do Asa), Cerveja e Cia Folia (de Ivete), Ensaio Geral (do Chiclete), Evanave (da Banda Eva) e Cláudia Leitte também tem a festa dela, só que agora não me lembro.

Tudo isso vai ser depois que as luzes vermelhas se acenderem e se apagarem. A primeira acenderá domingo, mas, assim como na Fórmula 1, a quinta não vai demorar muito de acender e muito menos as cinco vão demorar pra apagar.

"Vai começar, hein!?!"

domingo, 28 de novembro de 2010

Duelo de Titãs


Imagine esses gols com esse áudio original um pouco mais lento e em alta definição. Era a chamada perfeita, simplesmente, por começar com uma jogada que pode ser rotulada de obra-de-arte pela tirada no zagueiro e a fuzilada no goleiro, que meses mais tarde viria ser o símbolo da conquista da Copa do Mundo por ter levantado a taça fechando o gol quando exigido e dado um beijo na mocinha (injustamente feita de vilã, mas que foi salva pelo mocinho garantindo um final feliz do conto de fada). Um gol de videogame, o passe foi Y+L (são os controles do X-box...) mais a declaração de Arsené Wenger.

A segunda parte da propaganda, que ficaria pro dia seguinte, seria justamente a enfiada de bola do maestro, do cérebro do time para um novato, deixando-o na cara do gol com Casillas.


1* Hoje, direto do Camp Nou, com transmissão ao vivo nos canais Espn e Espn HD as 17h (horário de Brasília). Um dia para arranjar um atestado médico ou adiantar o serviço na hora do almoço para sair mais cedo.

2* O conto de fadas foi ótimo pra mídia, mas, pra mim, o destaque da Copa foi esse aqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Colete a prova de balas

Lembro de Marcos Losekan, Ernesto Paglia, Marcos Uchôa cobrindo guerras no Iraque, Afeganistão, Oriente Médio de coletes, mostrando o caos, relatando ataques aéreos, terrestres. Os cinegrafistas mostrando tanques de guerra andando em ruas desertas e destruídas das cidades bombardeadas. Mas nunca vi Lilia Telles de colete a prova de balas.

Não é a primeira e nem será a última vez que o Rio de Janeiro ficou a mercê da bandidagem, dos mandos e desmandos dos cabeças do tráfico de drogas. Mas a imagem que me fez cair na real de que dessa vez foi a pior de todas foi ver os repórteres fazendo reportagem de colete a prova de balas, como se a cidade maravilhosa fosse a Faixa de Gaza.

O Rio de Janeiro tão belo, do Cristo de braços abertos, do Maracanã lotado, da mulata sambando, do biquíni fio dental nas areias de Copacabana, do Pepe, da Reserva. Da bela vista do Pão de Açúcar que tanto inspirou e inspira tantos músicos, poetas, escritores, artistas. Viveu dias de terror. Mortes. Carros e ônibus queimados. Shows cancelados tudo por causa da criminalidade. É triste ter que ver esse cenário. Ter que ver o Bope dando uma de exército nacional, andando pelas ruas da cidade maravilhosa armados até os dentes em blindados, tanques de guerra cedidos pelas forças armadas. Para recuperar o comando da cidade. A honra do país.

No ano passado fui pro Rio umas 3 vezes a turismo. Tudo o que falaram da beleza do Rio é verdade. A cidade é mesmo maravilhosa. Tudo o que falaram da criminalidade do Rio, deve-se tirar os exageros. Você pode dar dois passos no calçadão sem ser assaltado. Mas hoje foi diferente. Hoje eu vi o Rio se preparando para uma guerra de manhã. Vi a guerra acontecendo na hora do almoço. Claro que devemos levar em conta que não houve um toque de recolher (Graciane Barbosa foi pra praia hoje) como acontece em Israel, na Palestina em que a cidade inteira fica um deserto. A guerra aconteceu na Vila Cruzeiro, numa favela e os arredores dela é que foram tomados pelos aparatos de guerra, mas a cena de Lilia Telles de colete, em pleno Rio de Janeiro, como se fosse Losekann na Faixa de Gaza ou Paglia no Iraque, foi forte. Muito forte.

Ainda bem que a resistência conseguiu expulsar o inimigo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

No quilo certo

Comecei assistindo São Paulo x Fluminense torcendo pro time paulista não entregar. Claro que não exigi que os jogadores corressem atrás da bola como se fosse uma final de Libertadores, mas se perdesse que fosse com dignidade, por méritos do Fluminense e não por abrir as pernas. De repente ouvi a gritaria na rua. “Vixe, será que foi gol do Vitória em cima do Corinthians?” Pensei.

Assim como no primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Santos e Vitória, eu assistia ao jogo do São Paulo. Só que naquela ocasião, o tricolor paulista disputava uma semifinal de Libertadores contra o Internacional. Quando ouvi os gritos que vinham da rua, pensei “Vixe,o Vitória abriu o placar contra o Santos em plena Vila Belmiro”. Mais uma vez, a bolinha demorou pra aparecer avisando que teve gol na rodada. E, de novo, que nem na final da Copa do Brasil, o gol comemorado nas ruas da capital baiana foi de um time paulista. Pois é, gol do Corinthians, comemorado com toda euforia e vibração pela torcida do Bahia. A partir daí comecei a ver o jogo do São Paulo com outros olhos.

Não cheguei a comemorar o gol do Fluminense marcado pelo zagueiro Gum. Mas comemorei o gol de empate do Vitória. Não que eu queira que o rubro-negro escape do rebaixamento, muito pelo contrário, estou torcendo pro elevador funcionar “Uh elevador. Desce rubro-negro, sobe tricolor!”. Mas o gol de empate do rubro-negro baiano significou a perda da liderança do Corinthians.

Além do gol do Vitória, comemorei o gol de Lucas Gaúcho, mais uma vez de letra, empatando o jogo para o São Paulo contra o Flu. O ruim era que o empate na Arena Barueri significava que a classificação se manteria. Corinthians líder e o Fluminense em segundo. Mas depois de 2 jogadores do São Paulo serem expulsos justamente, o Flu fez o segundo gol e, logo depois, o terceiro e fechou o placar aos 43 marcando o quarto gol. O São Paulo até que jogou com alguma dignidade, apesar da apatia que não era nada de anormal, já que o time vem fazendo campanha pífia nesse Brasileiro. As expulsões também foram normais, Xandão por uma falta dura e Richarlisson por pura irritação, como já aconteceu em outros jogos.

Tudo bem que a derrota do São Paulo ajudou o Fluminense a tirar o título das mãos do Corinthians, mas não consigo torcer pro meu time perder, não tenho esse sangue frio. Depois do terceiro gol, desliguei a TV. O que o olho não vê, o coração não sente. E fui torcer pro jogo no Barradão terminar empatado, com Vitória e Corinthians morrendo abraçados. Um caindo para a Série B e o outro vendo o título escorrer por entre os dedos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diferenças

A Ferrari definiu o seu primeiro piloto no GP da Alemanha em Hockenheim. Naquela ocasião, Felipe Massa liderava a prova quando ouviu no rádio “Felipe, Fernando is faster than you”. Após essa frase, Massa e Alonso trocaram de posições. Ali a Ferrari declarou em alto e bom som que a prioridade dela no campeonato era Alonso.

Duas semanas antes desse episódio na Alemanha, a Red Bull levou duas asas dianteiras novas para o GP da Inglaterra em Silverstone, uma para Sebastian Vettel e outra para Mark Webber. No último treino livre, a asa de Vettel quebrou. Para o treino de classificação para o grid, a Red Bull deu a Webber para Vettel. Ali a Red Bull deixou claro que a prioridade dela era o alemão.

A diferença entre as duas equipes é que a palavra prioridade, em italiano, significa primeiro piloto, a equipe inteira girando em torno de um único piloto e o que sobrar fica com o outro. Já em alemão, prioridade significa apenasqueridinho, se o outro for o campeão ótimo, mas se ele for o campeão melhor ainda!

E assim foi a temporada da Red Bull, condições iguais para os dois pilotos e que vença o melhor. E deu Vettel, que sagrou-se o mais jovem piloto campeão do mundo da história da Fórmula 1.

Já no futebol, em São Paulo quando um dos três grandes da cidade conquistam algum campeonato, a Polícia Militar sempre tenta armar um forte esquema de segurança na Avenida Paulista. A comemoração de um título importante dos torcedores de São Paulo, Corinthians e Palmeiras é quebrando a Paulista toda.

Já aqui na Bahia, a torcida do Bahia foi comemorar o acesso a Série A do campeonato Brasileiro, depois de 7 anos longe da divisão de elite futebol nacional, do jeito que o baiano mais sabe, atrás do trio.


Parabéns Sebastian Vettel, campeão mundial de Fórmula 1!!

Parabéns Bahia, de volta a 1ª Divisão!!

E agora, os torcedores do Vitória vão falar o que? Que o rubro-negro tem mais vices que o tricolor de Aço?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Explicações


Desde o fim do mês passado que dou explicações. Expliquei o por que que quero comprar um carro 1.0, expliquei por que falei algumas coisas, expliquei o processo de renovação de um projeto, expliquei por que não gosto de Maria Gadú, expliquei por que não recomendo um carro 1.6, expliquei por que não quero ir pro Sauípe Fest que acontecerá durante esse feriadão, expliquei por que não quero mais trocar o meu carro, apesar dele ser 1.6 e agora vou explicar por que estou voltando pela enésima vez ao blog.
Ensaiei uma volta no mês retrasado. Parei de escrever há exatos 32 dias. Parei pelos motivos de sempre, falta de inspiração, tempo, vontade. Além da preguiça, que tenho de sobra pra dar (lá ele!) e vender.
O tempo também não está contribuindo e não estou falando do meu tempo. Estou falando do tempo das coisas. Um assunto que hoje é notícia, manchete em todos os portais da internet, amanhã já está caduco. Já apareceu outra coisa para ser assunto nas salas do cafezinho, dos restaurantes e refeitórios. Exemplo? O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 já passou faz séculos, né? O toque de chaleira de Dentinho no clássico São Paulo x Corinthians já deixou de ser assunto. Dilma já falou tudo o que tinha de falar como presidenta eleita. Os problemas do Enem já estão dando lugar ao tal aporte que o Banco de Sílvio Santos fez para não quebrar. A derrota de Obama nas eleições pro senado já vai fazer aniversário.
O tempo está voando. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e dando a impressão de que semana passada foi mês passado. Pelo menos é essa sensação que eu tenho. Mas vou me esforçar para acompanhar esse tempo. Vou me dedicar mais a isso aqui, sinto falta de escrever, postar, ler comentários, ler posts, outros blogs, o que as pessoas tem a dizer. Gosto disso aqui e por isso que essa é a enésima vez que ensaio uma volta.
Como sempre, volto com idéias de mudança na cabeça. A primeira delas está aí. Além do texto, botarei alguma foto que ilustre um pouco o tema central. O sol nascendo, o crepúsculo representa o início de um novo dia, novos dias do Nove do Quinto.

sábado, 9 de outubro de 2010

Revista da TV

Enquanto que espero o Treino do GP do Japão de F-1 começar, assisto a novela. Não vou mentir pra vocês, de vez em quando eu vejo a novela. No geral ela é ruim, tenta fazer de conta que mostra a realidade, mas é carregada em maquiagem, parecendo um teatro infantil.

Hoje vi uma cena patética da novela. O filho de Fernanda Montenegro (na novela!) espancando Maitê Proença tal como um lutador de telecat, porque descobriu que ela anda trocando o óleo na rua. Ele deu um tapa na cara e uns tapinhas no pandeiro dela. Foi o suficiente para que ela não conseguisse levantar da cama. Depois do round de telecat, o marido traído foi pra garagem pegar o carro para ir tentar afundar um pouco mais a empresa da família e tirar os "honorários" dele, mas se deparou com Cazuza, que fura seu olho. Cazuza, do alto do seu meio metro de altura, espancou a barriga do sócio que tem o dobro do seu tamanho (talvez seja por isso que ele não conseguiu acertar a cara do seu oponente). O filho de Montenegro berrou feito uma moça em apuros até que chegou um porteiro e um segurança. Os dois seguraram Cazuza e o marido traído aproveitou para dar uma muqueta nele descontando o olho vazado. O mel desceu logo no supercílio de Cazuza. Lá em cima, Maitê Proença faz um pequeno resumo do que aconteceu para o ex-cunhado de Alexandre Pato, que é seu filho na novela. O garoto fica com raiva do pai, mas a mãe o calma. Ele então diz pra ela se separar do marido e largar Cazuza, que também pegava a filha de Maitê.

Passione tem muita besteira, mas também tem algumas coisas engraçadas como o triângulo amoroso entre Berillo-Gabriela Duarte-Leandra Leal, que garantem boas risadas e, talvez, seja a trama que tenha menos photoshop. Outro ponto negativo da novela é Giannechini tentando ser vilão. Ele não passa do Coiote que nunca consegue pegar um avestruz acéfalo, que só faz correr pra um lado e pro outro, além de cair nas suas próprias armadilhas. E o que falar de Tony Ramos? O super-homem com cara de amarelo, que ficou de quatro por Mariana Ximenes (ela é gata, mas também não chega a tanto).

Agora deixa eu ir, porque já separaram os carros das carroças, os veteranos dos pilotos, o Q3 já vai começar. Ih rapaz, Schumacher entrou no Q3 e Massa ficou no Q2...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Além da expectativa

Quando depositamos uma grande carga de expectativa em uma coisa, geralmente terminamos nos decepcionando. Não que a coisa tenha sido ruim, muito pelo contrário, elas são boas. O problema é que a expectativa criada é bem muito maior do que a coisa é na verdade. E é por isso que nos decepcionamos.

Depositei uma enorme expectativa em Tropa de Elite 2. Sempre que saía alguma nota na internet sobre as filmagens do filme, eu ficava mais sedento pelo filme. Cap. Nascimento está mais velho, um pouco grisalho. Cap. Nascimento sofre um atentado na saída do hospital. Há uns dois meses atrás divulgaram um trailer do filme, começava com o barulho de um helicóptero que de repente surgia sobrevoando o Rio de Janeiro em direção a uma favela e a voz do Cap. Nascimento dizendo que, como sub-secretário de Segurança Pública, tinha transformado o Bope numa máquina de guerra. Que nem um viciado em drogas que luta contra o vício, lutei para não aumentar ainda mais a expectativa sobre o filme, para que o tombo não seja de tão alto. Não adiantou. Com uma enorme expectativa criada, fui para o cinema logo na estréia.

Se Wagner Moura disse que Tropa de Elite 2 é o preferido dele em relação ao primeiro, parcero. Acredite. O filme é do caralho! Acabei de assistir Tropa de Elite 2. Talvez seja um pouco cedo e a adrenalina ainda está lá em cima para afirmar isso, mas não me lembro de filme melhor, lançado neste ano de 2010. Enquanto que o Bope distribui balas pros vagabundos, Milhem Cortaz e André Mattos distribuindo cenas cômicas que garantem boas gargalhadas, Nascimento distribui socos e pontapés, só que dessa vez não é nos vagabundos e sim na platéia. Se no primeiro filme o foco era todo na estrutura da Polícia Militar com a corrupção correndo solta dentro dela. Em Tropa 2, Roberto Nascimento passa a ter idéia do tamanho do sistema e quanto mais alta for a esfera do poder, mais perto fica da raiz do problema da questão de segurança pública. No filme, que também aborda muitos fatos e escândalos políticos que foram capas de jornais, os candidatos a deputado estadual e federal e mais o Governador tem suas campanhas eleitorais financiada pela corrupção na segurança pública. Curiosamente, acabamos de ir às urnas, no último dia 03, para eleger um deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente. Só faltou Roberto Nascimento dizer para que você pense 10x melhor antes de dar seu voto a um candidato.

Tropa 2 é eletrizante. Superou todas as minhas enormes expectativas que depositei no filme através das notas da imprensa, trailer, matérias no fantástico, trechos divulgados e, lógico, do primeiro filme também. Logo de cara, já o coloco num Top 10 dos melhores filmes que já assisti. E por abordar a política brasileira, é um filme que todos devem assistir, além de valer muito a pena.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Irmãos

Irmãos brigam, se estapeiam, se xingam (só não de fdp), sacaneam um com o outro. Negam brinquedos, deixam transparecer que se odeiam. Saem na mão no meio da rua, na frente de todo mundo, fazem intrigas, falam mal um do outro para as pessoas ao redor. Quando não são da mesma idade, o mais velho sempre apronta com o mais novo, seja botando o pé pro mais novo cair, seja dando cascudo e por ser menor e mas fraco, o mais novo se aproveita da proteção que tem dos pais pra ver o mais velho levar bronca, ficar de castigo, ter a mesada cortada...

Mas no fundo, no fundo os irmãos se amam, sentem a falta um do outro. Quando são da mesma idade saem juntos, curtem juntos, fazem “duques”, bebem juntos e ficam bêbados juntos. Quando não são da mesma idade o mais velho protege o mais novo na rua e, no que é possível, o mais novo ajuda o mais velho.

Um tem raiva do outro. Se xingam, fazem intrigas, falam mal um do outro pra terceiros, um bota o pé pro outro cair. Mas também se ajudam na horas certas. Ontem o Atlético-MG ganhou, de virada, do vice-líder Corinthians por 2 a 1. Hoje, foi a vez do Cruzeiro bater o Goiás por 1 a 0. A vitória do Atlético-MG sobre o Corinthians, ajudou o Cruzeiro a tomar a vice-liderança do clube paulista. Já o Cruzeiro, ganhou de um adversário direto do Galo da luta contra o rebaixamento. Um ajudou o outro na tabela do Brasileirão, como os irmãos fazem quando estão na rua com outros meninos, mas em casa podem se xingar, se estapear...