domingo, 19 de dezembro de 2010

Dentre os grandes és o primeiro

Na última quinta-feira, dia 16, o São Paulo Futebol Clube completou 75 anos de existência. Uma história recheada de títulos importantes, grandes conquistas, jogos emocionantes.

Grandes conquistas como as dos três títulos mundiais de 92, 93 e 2005, respectivamente sobre Barcelona (2 a 1), Milan (3 a 2) e Liverpool (1 a 0), que vieram depois das conquistas das Libertadores desses mesmos anos. Grandes vitórias como aquela em cima do Corinthians em 2005, por 3 a 2, jogo que depois foi anulado por causa do escândalo da Máfia do Apito. Mas também tem derrotas marcantes, porque a vida não é só feita de vitórias e alegrias, como a derrota de 2 a 1 para o Cruzeiro na final da Copa do Brasil de 2000, depois de estar com a mão na taça ao abrir o placar aos 21 do segundo tempo, precisando apenas de um empate com gols. E a eliminação para o Fluminense na Libertadores de 2008, com direito a gol de Washington aos 46 do segundo tempo. Só são algumas que me vem logo à cabeça.

Pode-se dizer que o São Paulo é o time mais vitorioso do futebol brasileiro. Nenhum outro time brasileiro conquistou tanto de tudo quanto o São Paulo, seis títulos brasileiros, três Libertadores e três Mundiais.

A quinta-feira foi apertada pra mim, muita coisa pra resolver em apenas um dia, por isso não tive tempo pra escrever ou, simplesmente, postar nada aqui, mas antes de começar a trabalhar assisti 2 vídeos que deixaram meus olhos marejados. O primeiro foi o bicampeonato mundial de 93, que foi decidido com o inesquecível gol de calcanhar de Muller e na comemoração, o camisa 7 do São Paulo, virou para o zagueiro do Milan, Costacurta e disse: Esse é pra você, seu palhaço! O outro vídeo foi, um dos jogos mais emocionantes que eu assisti na minha vida, São Paulo 3 x 2 Corinthians. O alvinegro abriu o placar com o estreante Nilmar logo no início do jogo, mas que o São Paulo empatou ainda no primeiro tempo com um belo gol de Amoroso. A virada tricolor veio aos 30 do segundo tempo com Souza, mas Rosinei empatou o jogo para o Corinthians. A vitória tricolor veio com um gol de pênalti cobrado por Amoroso aos 42.

Parabéns São Paulo pelos 75 anos de glória! E muitíssimo obrigado por você existir!

O Bicampeonato Mundial contra o Milan em 93

A primeira conquista Mundial contra o Barcelona em 92

A emoção de Galvão Bueno na conquista da primeira Libertadores em 92

Um dos jogos mais emocionantes que eu vi na minha vida, São Paulo 3 x 2 Corinthians pelo Brasileiro de 2005

Obs: A conquista do tricampeonato mundial, foi emocionante também, mas não encontrei um melhores momentos no Youtube que não fosse dividido em duas partes. O único que encontrei foi uma matéria do Globo Esporte. Não queria postar matéria, só queria o jogo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O mundo dá voltas

Lembro da primeira vez que vi um jogo no estádio do Morumbi. A minha festa começou ao entrar no avião. Quatro anos, raramente utilizava o transporte aéreo, então toda vez que entrava na invenção de Santos Dumont era uma fascinação infantil.

Em São Paulo só deu tempo de deixar a mochila no hotel e seguir para o estádio. Claro, a terra da garoa também é a terra do engarrafamento. O táxi parou próximo ao estádio e o resto foi andando, até que pude avistar o gigante imponente Cícero Pompeu de Toledo. Na porta, uma cervejinha para brindar o estádio. Lá dentro, passei alguns minutos admirando a festa da torcida, o gramado.

A bola rolou e o sonho parou aí. Logo no início do jogo Josué disputa uma bola aérea e... Cartão vermelho para o volante são-paulino. Já era o sistema defensivo do São Paulo. Alguns minutos depois, alguém que acompanhava o jogo pelo rádio disse que o volante tricolor acertou uma cotovelada no adversário. Logo no início do segundo tempo, o adversário abriu o placar e ampliou menos de 10 minutos depois. O São Paulo veio diminuir aos 30, mas não conseguia fazer nada no jogo, que terminou assim. São Paulo 1 x 2 Visitante.

Deixei o estádio triste com a derrota e pelo gol do São Paulo ter sido do único zagueiro do elenco que eu queria ver longe do Morumbi, Edcarlos. Era o primeiro jogo da final do campeonato mais importante do continente, a Libertadores. Não tinha grandes esperanças de uma virada, o segundo jogo era na casa do adversário que tinha a vantagem de perder até por 1 gol de diferença. Foi uma ducha gelada no meio da alegria de ver um jogo no Morumbi.


Sei bem o que essa menina (linda, por sinal) sentiu. Eu viajei até São Paulo, ela viajou para outro continente. Minha viagem durou apenas duas horas, a dela vinte. No meu caso, meu time perdeu para outro time grande. No caso dela, o futebol foi ainda mais cruel, o melhor perdeu para o mais fraco. Na regra do futebol, ganha quem faz mais gols e não necessariamente será o melhor. E o desconhecido, até então, Mazembe, do Congo, fez 2 gols no Inter e não tomou nenhum. Não importa se D’Alessandro e Tinga são uns monstros no meio-campo, se Kleber cruza com os pés como se fosse com as mãos, se Giuliano é um jovem promissor. O que importa é que Kabango e Kaluyituka balançaram as redes do gol de Renan. Mas a dor da derrota é a mesma, a perda de um campeonato.

Pior do que ver uma eliminação prematura do time num campeonato importante, como é o Mundial Interclubes, é ter que voltar e ouvir as gozações do rival. Os gremistas fizeram festa em Porto Alegre com a derrota do Mazembe. E a rivalidade de Grêmio e Inter não tem igual, é a pior que existe no Brasil. Ambos tem 2 Libertadores e 1 Mundial? Sim. Ambos foram a 2 Mundiais e voltaram com a mão abanando no último? Sim. Mas os gremistas já botaram no Twitter que estão invicto em Mundiais, perderam o título de 95 para o Ajax nos pênaltis, depois do jogo terminar empatado... E assim caminha a rivalidade.

Depois de quatro anos de uma derrota dolorida, estou vingado. O único jogo que eu fui ver no Morumbi foi São Paulo 1 x 2 Inter, o primeiro da final da Libertadores de 2006. O mundo dá voltas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A última eleição de 2010


Não votei no segundo turno dessas eleições. Estava longe da minha cidade e justifiquei o voto. Foi uma eleição fraca, em que o roto venceu o esfarrapado. Nenhum dos candidatos inspirava mudanças. A candidata da oposição continuará fazendo tudo o que o seu antecessor e mentor fez, com a diferença de que será obrigada a cortar a mamata do empréstimo, do carnê de pagamento. O da oposição, não faria nada diferente do que o seu partido sempre fez.

A segunda eleição de 2010, a de melhor jogador do mundo, também está assim. Não existe um franco-favorito, uma escolha unânime. Ontem, a FIFA e a revista francesa France Football, que agora dão juntas o prêmio de melhor do mundo, anunciaram os três finalistas da votação. E todos vestem a camisa azul-grená do Barcelona. Messi, Iniesta e Xavi.

Messi é magistral, um demônio dentro de campo, um jogador de vídeo-game, daqueles que você chega rir da jogada e diz que isso só acontece no mundo dos games. Mas Messi não conseguiu conduzir o Barcelona ao principal título europeu, a Liga dos Campeões. Já Iniesta fez o gol do título mundial da Espanha na Copa do Mundo da África. Mas mal conseguiu entrar em campo com a camisa do Barcelona por toda a temporada.

Nesse ano, o melhor do mundo não armou uma jogada sequer, não deu nenhum chute a gol e não fez nenhum desarme, tudo porque ele não podia passar do retângulo que fica do lado de fora da linha lateral do campo, mais conhecida como área técnica. O técnico português José Mourinho foi o melhor do mundo de 2010. Comandou a Inter de Milão na conquista do título da Liga dos Campeões, eliminando o Barcelona na semifinal. A Inter ganhou tudo que disputou na temporada passada sob o comando de Mourinho. Sem o português no comando, a Inter patina no campeonato italiano e se classificou, hoje, em segundo lugar do grupo A na Liga dos Campeões, com direito a uma surra de 3 a 0 do Werder Bremen.

Esqueci de falar de Xavi? Não, deixei-o por último de propósito. Discreto, cerebral e genial. É nele que eu votaria nessa eleição. Xavi é o cérebro do todo poderoso Barcelona e da seleção campeã da Copa do Mundo, Espanha. Em ambos, as jogadas começam, passam ou saem dos seus pés. Não é driblador como Messi, nem veloz como Iniesta, mas deixa um companheiro na cara do gol com um simples toque ou um lançamento perfeito por baixo ou por cima.

Xavi é o cara que bota a bola no pé do homem do gol, talvez isso explique, porque o melhor do mundo ainda não apareceu pra mídia.


*****


Em tempo: A revista italiana Gazzetta dello Sport, que antecipou o anúncio dos 3 finalistas ao prêmio de melhor do mundo, cravou que Iniesta levará a bola de ouro pra casa.

No texto, eu escrevi sobre em quem eu votaria, se fosse participar dessa votação. O anúncio do melhor do mundo será feito no dia 10 de janeiro de 2011.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vem pra Bahia!


Para dar a largada num GP de Fórmula 1, o famoso “1, 2, 3 e Já” das brincadeiras de criança, cinco luzes vermelhas se acendem. O “Já” é quando todas as 5 luzes apagam de vez.

Domingo acenderá a primeira luz vermelha para o carnaval de Salvador. O verão já está enfiando o pé na porta. Dia 05 de dezembro terá o primeiro ensaio da Timbalada no verão 2010/2011.

Sou fã da Timbalada, não me canso de falar que é a única banda de axé que me faz parar durante uma festa apenas para ver a música. Sim ver a música. Um show de músicos, cantores que você gosta é sempre assistido e não apenas ouvido. Você fica parado em êxtase ouvindo sua banda predileta tocar. Claro que tem aqueles que dançam, que vão pro bate-cabeça, mas mesmo assim a música é o que mais importa naquele momento.

Tem festas de axé que sei quem vai tocar, mas nunca lembro de ter ouvido tocar nenhuma música. É porque nessas festas, a música é apenas um detalhe. Não gosto da música de Ivete Sangalo, de Cláudia Leitte, de Asa de Águia, Chiclete com Banana, Banda Eva e Cia limitada. Respeito todos eles, afinal de contas não conquistaram a legião de fãs a toa, alguma coisa eles tem, eu é que não consigo ver nada. Mas a Timbalada é diferente. É a Nação Zumbi do axé.

Criada por Carlinhos Brown que hoje não faz mais parte no oficial, mas que tudo passa pela aprovação e tem o DNA dele. É como se Carlinhos Brown fosse Don Vito Corleone depois que Michael Corleone assumiu o comando da família recebendo do seu pai o Don no nome. A Timbalada caminha com as próprias pernas, mas sempre anda com os conselhos de “Don” Carlinhos.

Por ser timbaleiro, no meu calendário o verão começa no primeiro ensaio da Timbalada e vai até o último ensaio, no primeiro domingo pós-carnaval. A partir daí começa o inverno em Salvador, o período de chuva. Mas não vamos falar do final e sim celebrar a chegada do verão.

É no verão que Salvador faz jus a estória que o povo conta de que aqui é festa todo dia. Durante o verão sim, é festa de segunda a segunda. Tem os ensaios da Timbalada q cada quinzena, tem ensaios do Harém, ensaio da Banda Eva, Trivela (festa do Asa), Cerveja e Cia Folia (de Ivete), Ensaio Geral (do Chiclete), Evanave (da Banda Eva) e Cláudia Leitte também tem a festa dela, só que agora não me lembro.

Tudo isso vai ser depois que as luzes vermelhas se acenderem e se apagarem. A primeira acenderá domingo, mas, assim como na Fórmula 1, a quinta não vai demorar muito de acender e muito menos as cinco vão demorar pra apagar.

"Vai começar, hein!?!"

domingo, 28 de novembro de 2010

Duelo de Titãs


Imagine esses gols com esse áudio original um pouco mais lento e em alta definição. Era a chamada perfeita, simplesmente, por começar com uma jogada que pode ser rotulada de obra-de-arte pela tirada no zagueiro e a fuzilada no goleiro, que meses mais tarde viria ser o símbolo da conquista da Copa do Mundo por ter levantado a taça fechando o gol quando exigido e dado um beijo na mocinha (injustamente feita de vilã, mas que foi salva pelo mocinho garantindo um final feliz do conto de fada). Um gol de videogame, o passe foi Y+L (são os controles do X-box...) mais a declaração de Arsené Wenger.

A segunda parte da propaganda, que ficaria pro dia seguinte, seria justamente a enfiada de bola do maestro, do cérebro do time para um novato, deixando-o na cara do gol com Casillas.


1* Hoje, direto do Camp Nou, com transmissão ao vivo nos canais Espn e Espn HD as 17h (horário de Brasília). Um dia para arranjar um atestado médico ou adiantar o serviço na hora do almoço para sair mais cedo.

2* O conto de fadas foi ótimo pra mídia, mas, pra mim, o destaque da Copa foi esse aqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Colete a prova de balas

Lembro de Marcos Losekan, Ernesto Paglia, Marcos Uchôa cobrindo guerras no Iraque, Afeganistão, Oriente Médio de coletes, mostrando o caos, relatando ataques aéreos, terrestres. Os cinegrafistas mostrando tanques de guerra andando em ruas desertas e destruídas das cidades bombardeadas. Mas nunca vi Lilia Telles de colete a prova de balas.

Não é a primeira e nem será a última vez que o Rio de Janeiro ficou a mercê da bandidagem, dos mandos e desmandos dos cabeças do tráfico de drogas. Mas a imagem que me fez cair na real de que dessa vez foi a pior de todas foi ver os repórteres fazendo reportagem de colete a prova de balas, como se a cidade maravilhosa fosse a Faixa de Gaza.

O Rio de Janeiro tão belo, do Cristo de braços abertos, do Maracanã lotado, da mulata sambando, do biquíni fio dental nas areias de Copacabana, do Pepe, da Reserva. Da bela vista do Pão de Açúcar que tanto inspirou e inspira tantos músicos, poetas, escritores, artistas. Viveu dias de terror. Mortes. Carros e ônibus queimados. Shows cancelados tudo por causa da criminalidade. É triste ter que ver esse cenário. Ter que ver o Bope dando uma de exército nacional, andando pelas ruas da cidade maravilhosa armados até os dentes em blindados, tanques de guerra cedidos pelas forças armadas. Para recuperar o comando da cidade. A honra do país.

No ano passado fui pro Rio umas 3 vezes a turismo. Tudo o que falaram da beleza do Rio é verdade. A cidade é mesmo maravilhosa. Tudo o que falaram da criminalidade do Rio, deve-se tirar os exageros. Você pode dar dois passos no calçadão sem ser assaltado. Mas hoje foi diferente. Hoje eu vi o Rio se preparando para uma guerra de manhã. Vi a guerra acontecendo na hora do almoço. Claro que devemos levar em conta que não houve um toque de recolher (Graciane Barbosa foi pra praia hoje) como acontece em Israel, na Palestina em que a cidade inteira fica um deserto. A guerra aconteceu na Vila Cruzeiro, numa favela e os arredores dela é que foram tomados pelos aparatos de guerra, mas a cena de Lilia Telles de colete, em pleno Rio de Janeiro, como se fosse Losekann na Faixa de Gaza ou Paglia no Iraque, foi forte. Muito forte.

Ainda bem que a resistência conseguiu expulsar o inimigo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

No quilo certo

Comecei assistindo São Paulo x Fluminense torcendo pro time paulista não entregar. Claro que não exigi que os jogadores corressem atrás da bola como se fosse uma final de Libertadores, mas se perdesse que fosse com dignidade, por méritos do Fluminense e não por abrir as pernas. De repente ouvi a gritaria na rua. “Vixe, será que foi gol do Vitória em cima do Corinthians?” Pensei.

Assim como no primeiro jogo da final da Copa do Brasil entre Santos e Vitória, eu assistia ao jogo do São Paulo. Só que naquela ocasião, o tricolor paulista disputava uma semifinal de Libertadores contra o Internacional. Quando ouvi os gritos que vinham da rua, pensei “Vixe,o Vitória abriu o placar contra o Santos em plena Vila Belmiro”. Mais uma vez, a bolinha demorou pra aparecer avisando que teve gol na rodada. E, de novo, que nem na final da Copa do Brasil, o gol comemorado nas ruas da capital baiana foi de um time paulista. Pois é, gol do Corinthians, comemorado com toda euforia e vibração pela torcida do Bahia. A partir daí comecei a ver o jogo do São Paulo com outros olhos.

Não cheguei a comemorar o gol do Fluminense marcado pelo zagueiro Gum. Mas comemorei o gol de empate do Vitória. Não que eu queira que o rubro-negro escape do rebaixamento, muito pelo contrário, estou torcendo pro elevador funcionar “Uh elevador. Desce rubro-negro, sobe tricolor!”. Mas o gol de empate do rubro-negro baiano significou a perda da liderança do Corinthians.

Além do gol do Vitória, comemorei o gol de Lucas Gaúcho, mais uma vez de letra, empatando o jogo para o São Paulo contra o Flu. O ruim era que o empate na Arena Barueri significava que a classificação se manteria. Corinthians líder e o Fluminense em segundo. Mas depois de 2 jogadores do São Paulo serem expulsos justamente, o Flu fez o segundo gol e, logo depois, o terceiro e fechou o placar aos 43 marcando o quarto gol. O São Paulo até que jogou com alguma dignidade, apesar da apatia que não era nada de anormal, já que o time vem fazendo campanha pífia nesse Brasileiro. As expulsões também foram normais, Xandão por uma falta dura e Richarlisson por pura irritação, como já aconteceu em outros jogos.

Tudo bem que a derrota do São Paulo ajudou o Fluminense a tirar o título das mãos do Corinthians, mas não consigo torcer pro meu time perder, não tenho esse sangue frio. Depois do terceiro gol, desliguei a TV. O que o olho não vê, o coração não sente. E fui torcer pro jogo no Barradão terminar empatado, com Vitória e Corinthians morrendo abraçados. Um caindo para a Série B e o outro vendo o título escorrer por entre os dedos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Diferenças

A Ferrari definiu o seu primeiro piloto no GP da Alemanha em Hockenheim. Naquela ocasião, Felipe Massa liderava a prova quando ouviu no rádio “Felipe, Fernando is faster than you”. Após essa frase, Massa e Alonso trocaram de posições. Ali a Ferrari declarou em alto e bom som que a prioridade dela no campeonato era Alonso.

Duas semanas antes desse episódio na Alemanha, a Red Bull levou duas asas dianteiras novas para o GP da Inglaterra em Silverstone, uma para Sebastian Vettel e outra para Mark Webber. No último treino livre, a asa de Vettel quebrou. Para o treino de classificação para o grid, a Red Bull deu a Webber para Vettel. Ali a Red Bull deixou claro que a prioridade dela era o alemão.

A diferença entre as duas equipes é que a palavra prioridade, em italiano, significa primeiro piloto, a equipe inteira girando em torno de um único piloto e o que sobrar fica com o outro. Já em alemão, prioridade significa apenasqueridinho, se o outro for o campeão ótimo, mas se ele for o campeão melhor ainda!

E assim foi a temporada da Red Bull, condições iguais para os dois pilotos e que vença o melhor. E deu Vettel, que sagrou-se o mais jovem piloto campeão do mundo da história da Fórmula 1.

Já no futebol, em São Paulo quando um dos três grandes da cidade conquistam algum campeonato, a Polícia Militar sempre tenta armar um forte esquema de segurança na Avenida Paulista. A comemoração de um título importante dos torcedores de São Paulo, Corinthians e Palmeiras é quebrando a Paulista toda.

Já aqui na Bahia, a torcida do Bahia foi comemorar o acesso a Série A do campeonato Brasileiro, depois de 7 anos longe da divisão de elite futebol nacional, do jeito que o baiano mais sabe, atrás do trio.


Parabéns Sebastian Vettel, campeão mundial de Fórmula 1!!

Parabéns Bahia, de volta a 1ª Divisão!!

E agora, os torcedores do Vitória vão falar o que? Que o rubro-negro tem mais vices que o tricolor de Aço?

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Explicações


Desde o fim do mês passado que dou explicações. Expliquei o por que que quero comprar um carro 1.0, expliquei por que falei algumas coisas, expliquei o processo de renovação de um projeto, expliquei por que não gosto de Maria Gadú, expliquei por que não recomendo um carro 1.6, expliquei por que não quero ir pro Sauípe Fest que acontecerá durante esse feriadão, expliquei por que não quero mais trocar o meu carro, apesar dele ser 1.6 e agora vou explicar por que estou voltando pela enésima vez ao blog.
Ensaiei uma volta no mês retrasado. Parei de escrever há exatos 32 dias. Parei pelos motivos de sempre, falta de inspiração, tempo, vontade. Além da preguiça, que tenho de sobra pra dar (lá ele!) e vender.
O tempo também não está contribuindo e não estou falando do meu tempo. Estou falando do tempo das coisas. Um assunto que hoje é notícia, manchete em todos os portais da internet, amanhã já está caduco. Já apareceu outra coisa para ser assunto nas salas do cafezinho, dos restaurantes e refeitórios. Exemplo? O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 já passou faz séculos, né? O toque de chaleira de Dentinho no clássico São Paulo x Corinthians já deixou de ser assunto. Dilma já falou tudo o que tinha de falar como presidenta eleita. Os problemas do Enem já estão dando lugar ao tal aporte que o Banco de Sílvio Santos fez para não quebrar. A derrota de Obama nas eleições pro senado já vai fazer aniversário.
O tempo está voando. Muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo e dando a impressão de que semana passada foi mês passado. Pelo menos é essa sensação que eu tenho. Mas vou me esforçar para acompanhar esse tempo. Vou me dedicar mais a isso aqui, sinto falta de escrever, postar, ler comentários, ler posts, outros blogs, o que as pessoas tem a dizer. Gosto disso aqui e por isso que essa é a enésima vez que ensaio uma volta.
Como sempre, volto com idéias de mudança na cabeça. A primeira delas está aí. Além do texto, botarei alguma foto que ilustre um pouco o tema central. O sol nascendo, o crepúsculo representa o início de um novo dia, novos dias do Nove do Quinto.

sábado, 9 de outubro de 2010

Revista da TV

Enquanto que espero o Treino do GP do Japão de F-1 começar, assisto a novela. Não vou mentir pra vocês, de vez em quando eu vejo a novela. No geral ela é ruim, tenta fazer de conta que mostra a realidade, mas é carregada em maquiagem, parecendo um teatro infantil.

Hoje vi uma cena patética da novela. O filho de Fernanda Montenegro (na novela!) espancando Maitê Proença tal como um lutador de telecat, porque descobriu que ela anda trocando o óleo na rua. Ele deu um tapa na cara e uns tapinhas no pandeiro dela. Foi o suficiente para que ela não conseguisse levantar da cama. Depois do round de telecat, o marido traído foi pra garagem pegar o carro para ir tentar afundar um pouco mais a empresa da família e tirar os "honorários" dele, mas se deparou com Cazuza, que fura seu olho. Cazuza, do alto do seu meio metro de altura, espancou a barriga do sócio que tem o dobro do seu tamanho (talvez seja por isso que ele não conseguiu acertar a cara do seu oponente). O filho de Montenegro berrou feito uma moça em apuros até que chegou um porteiro e um segurança. Os dois seguraram Cazuza e o marido traído aproveitou para dar uma muqueta nele descontando o olho vazado. O mel desceu logo no supercílio de Cazuza. Lá em cima, Maitê Proença faz um pequeno resumo do que aconteceu para o ex-cunhado de Alexandre Pato, que é seu filho na novela. O garoto fica com raiva do pai, mas a mãe o calma. Ele então diz pra ela se separar do marido e largar Cazuza, que também pegava a filha de Maitê.

Passione tem muita besteira, mas também tem algumas coisas engraçadas como o triângulo amoroso entre Berillo-Gabriela Duarte-Leandra Leal, que garantem boas risadas e, talvez, seja a trama que tenha menos photoshop. Outro ponto negativo da novela é Giannechini tentando ser vilão. Ele não passa do Coiote que nunca consegue pegar um avestruz acéfalo, que só faz correr pra um lado e pro outro, além de cair nas suas próprias armadilhas. E o que falar de Tony Ramos? O super-homem com cara de amarelo, que ficou de quatro por Mariana Ximenes (ela é gata, mas também não chega a tanto).

Agora deixa eu ir, porque já separaram os carros das carroças, os veteranos dos pilotos, o Q3 já vai começar. Ih rapaz, Schumacher entrou no Q3 e Massa ficou no Q2...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Além da expectativa

Quando depositamos uma grande carga de expectativa em uma coisa, geralmente terminamos nos decepcionando. Não que a coisa tenha sido ruim, muito pelo contrário, elas são boas. O problema é que a expectativa criada é bem muito maior do que a coisa é na verdade. E é por isso que nos decepcionamos.

Depositei uma enorme expectativa em Tropa de Elite 2. Sempre que saía alguma nota na internet sobre as filmagens do filme, eu ficava mais sedento pelo filme. Cap. Nascimento está mais velho, um pouco grisalho. Cap. Nascimento sofre um atentado na saída do hospital. Há uns dois meses atrás divulgaram um trailer do filme, começava com o barulho de um helicóptero que de repente surgia sobrevoando o Rio de Janeiro em direção a uma favela e a voz do Cap. Nascimento dizendo que, como sub-secretário de Segurança Pública, tinha transformado o Bope numa máquina de guerra. Que nem um viciado em drogas que luta contra o vício, lutei para não aumentar ainda mais a expectativa sobre o filme, para que o tombo não seja de tão alto. Não adiantou. Com uma enorme expectativa criada, fui para o cinema logo na estréia.

Se Wagner Moura disse que Tropa de Elite 2 é o preferido dele em relação ao primeiro, parcero. Acredite. O filme é do caralho! Acabei de assistir Tropa de Elite 2. Talvez seja um pouco cedo e a adrenalina ainda está lá em cima para afirmar isso, mas não me lembro de filme melhor, lançado neste ano de 2010. Enquanto que o Bope distribui balas pros vagabundos, Milhem Cortaz e André Mattos distribuindo cenas cômicas que garantem boas gargalhadas, Nascimento distribui socos e pontapés, só que dessa vez não é nos vagabundos e sim na platéia. Se no primeiro filme o foco era todo na estrutura da Polícia Militar com a corrupção correndo solta dentro dela. Em Tropa 2, Roberto Nascimento passa a ter idéia do tamanho do sistema e quanto mais alta for a esfera do poder, mais perto fica da raiz do problema da questão de segurança pública. No filme, que também aborda muitos fatos e escândalos políticos que foram capas de jornais, os candidatos a deputado estadual e federal e mais o Governador tem suas campanhas eleitorais financiada pela corrupção na segurança pública. Curiosamente, acabamos de ir às urnas, no último dia 03, para eleger um deputado estadual, deputado federal, dois senadores, governador e presidente. Só faltou Roberto Nascimento dizer para que você pense 10x melhor antes de dar seu voto a um candidato.

Tropa 2 é eletrizante. Superou todas as minhas enormes expectativas que depositei no filme através das notas da imprensa, trailer, matérias no fantástico, trechos divulgados e, lógico, do primeiro filme também. Logo de cara, já o coloco num Top 10 dos melhores filmes que já assisti. E por abordar a política brasileira, é um filme que todos devem assistir, além de valer muito a pena.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Irmãos

Irmãos brigam, se estapeiam, se xingam (só não de fdp), sacaneam um com o outro. Negam brinquedos, deixam transparecer que se odeiam. Saem na mão no meio da rua, na frente de todo mundo, fazem intrigas, falam mal um do outro para as pessoas ao redor. Quando não são da mesma idade, o mais velho sempre apronta com o mais novo, seja botando o pé pro mais novo cair, seja dando cascudo e por ser menor e mas fraco, o mais novo se aproveita da proteção que tem dos pais pra ver o mais velho levar bronca, ficar de castigo, ter a mesada cortada...

Mas no fundo, no fundo os irmãos se amam, sentem a falta um do outro. Quando são da mesma idade saem juntos, curtem juntos, fazem “duques”, bebem juntos e ficam bêbados juntos. Quando não são da mesma idade o mais velho protege o mais novo na rua e, no que é possível, o mais novo ajuda o mais velho.

Um tem raiva do outro. Se xingam, fazem intrigas, falam mal um do outro pra terceiros, um bota o pé pro outro cair. Mas também se ajudam na horas certas. Ontem o Atlético-MG ganhou, de virada, do vice-líder Corinthians por 2 a 1. Hoje, foi a vez do Cruzeiro bater o Goiás por 1 a 0. A vitória do Atlético-MG sobre o Corinthians, ajudou o Cruzeiro a tomar a vice-liderança do clube paulista. Já o Cruzeiro, ganhou de um adversário direto do Galo da luta contra o rebaixamento. Um ajudou o outro na tabela do Brasileirão, como os irmãos fazem quando estão na rua com outros meninos, mas em casa podem se xingar, se estapear...

domingo, 3 de outubro de 2010

Boca de Urna

No almoço de domingo com a família, o assunto não poderia ser outro que não fosse Eleição. Um primo meu (por ser o caçula dos netos da minha vó, tenho primos de 50 anos) falou que só votou em oposição. Soou estranho nos meus ouvidos quando ele disse que votou em ACM Neto para deputado federal, Aleluia para senador e Paulo Souto para governador. Essa turma toda faz parte do grupo do finado Antônio Carlos Magalhães.

ACM, como todos sabem, foi o coronel da Bahia por muito tempo, desde a época da ditadura do Brasil até pouco tempo antes de morrer. Depois da sua morte, a Bahia deixou ter um dono e agora muita gente tenta ficar com o espólio de Toinho Malvadeza, como alguns chamam “carinhosamente”, mas sem sucesso algum. Gedel bem que tentou, foi Ministro de Lula, conseguiu reeleger o atual prefeito de Salvador, João Henrique, mas quando pôs o seu nome como candidato a governador do Estado, viu que não tem essa força toda, que pensava que tinha. Está em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, sem muitas chances de encostar no segundo, Paulo Souto do DEM. Só uma grande reviravolta na boca de urna poderá colocá-lo no segundo turno, isso se Jacques Wagner do PT não levar a eleição no primeiro turno.

Como o Carlismo dominou a Bahia por muito tempo, até o PT chegar ao poder na Bahia há 4 anos atrás, soa muito estranho quando alguém fala que vai votar na oposição dizendo nomes que estavam no poder num passado recentíssimo. Mas a idéia do meu primo é válida. Não podemos dar vida fácil para Dilma. Precisa de um ACM Neto pra dizer que daria uma surra no presidente da república, de um Paulo Souto para Wagner não ganhar no primeiro turno e se sentir um Deus...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Indeciso

A seleção brasileira que foi pra Copa do Mundo na África do Sul nesse ano tinha Kaká, Felipe Melo, Luís Fabiano, Gilberto Silva, entre outros. Como todos sabem, a Seleção perdeu por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final e o povo exigiu uma renovação. Mano Menezes entrou no lugar de Dunga no comando técnico da seleção e promoveu uma renovação no elenco canarinho. Neymar, Ganso e Alexandre Pato assumiram o ataque da seleção, enquanto que Thiago Silva e David Luís assumiram a zaga, além de Hernanes, Jucilei e Sandro ganharem uma oportunidade com a amarelinha.

Na política, aconteceu a mesma coisa. Saem Severino Cavalcanti, o homem do Mensalinho, José Dirceu, que não figura mais nas eleições depois do Mensalão e ACM que morreu, pra ficar só nesses para não inchar ainda mais o texto (vocês verão). No lugar deles, novos candidatos almejam entrar nesse filão da política, como Tiririca, Acelino Popó de Freitas, Maguila, Romário, entre muitos outros nos quatro cantos do país. Só que essa troca não é uma troca, é apenas um truque para as velhas cara-de-pau, que não dá cupim, voltarem a ocupar suas antigas cadeiras e continuar na folha de pagamento da, digamos assim, iniciativa privada. Só para citar apenas um exemplo, Tiririca, que tá ganhando de lavada nas pesquisas de intenção de voto para Deputado Federal de São Paulo, vai beneficiar gente do calibre de José Genoíno e João Paulo da Cunha, que tiveram um papel importantíssimo no esquema do Mensalão. Como os brasileiros estão aos poucos aprendendo a votar, Genoínos e Cunhas da vida não teriam nenhuma chance de serem eleitos por si só, mas com o benefício do tal do quociente eleitoral, com Tiririca na frente sob o slogan do "pior que tá não fica" eles continuaram lá. E quem deu o voto de protesto para o "abestado" vai ficar com cara de abestado ao ver José Genoíno nos corredores da Câmara. Já que eles são do mesmo Partido político.

Além dessa maracutaia na corrida a Deputado Federal e Estadual, ainda não decidi em quem vou votar para Governador e Presidente. Na corrida presidencial, é Dilma disparada na frente, o xoxo José Serra bem atrás já dando sinais de cansaço, Marina Silva naquele passinho de tartaruga e Plínio Arruda dentro das condições físicas da idade. Além disso, nenhum deles sinaliza com algo além do que continuar tocando o barco pra frente sob os pilares de concreto do Plano Real, cujo teste de paternidade ainda não foi feito, mas a única certeza é de que foi criado e implantado no governo de Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso no Ministério da Fazenda, e com as paredes de tijolo do assistencialismo.

Já no âmbito estadual, ficarei restrito ao meu estado, a Bahia. Na terça-feira assisti o debate para ver se conseguia achar um candidato para votar, mas o que vi foi um tiroteio de acusações. Era um acusando o outro de ter roubado 1,8 milhão de dinheiros em 1800, que se defendia dizendo que o acusador também teve uma Instituição dele sendo investigada por algum desvio, isto é, são as mesmas caras desde que a nau Portuguesa atracou em Porto Seguro. O mais importante, que poderia definir o meu voto, os planos de governo foram propostas adequadas somente para a realidade da Suécia, Suiça, países cujos cofres públicos estão abarrotados de dinheiro. Mudanças? Apenas nas caras dos candidatos que ganharam mais rugas (alguns perderam com a era do botox) e cabelos brancos.

Pelo que eu estou vendo, terei três opções quando estiver diante das urnas, ou farei uni-duni-tê com os nomes dos candidatos ou escolherei o menos pior ou votarei nulo para os que estou em dúvida. Boa eleição e boa sorte para todos nós!

domingo, 26 de setembro de 2010

Com suor e lágrimas

A Fórmula 1 está caminhando para ter um novo Schumacher. Um Schumacher que não ganha porque ainda por cima tem um carro de outro planeta como teve Alain Prost. O novo Schumacher lembra um saudoso Ayrton Senna que é quem dá o brilho ao mundo milionário, carrancudo, e brilhante para os habilidosos, que é o da Fórmula 1.

É exatamente isso que está fazendo Fernando Alonso, que trilha a passos firmes para o seu terceiro título. Tem um jornalista esportivo chamado Flávio Gomes, que adora automobilismo, carro antigo, escrever, DKW e Lada, sendo que esses dois últimos sem ordem definida de preferência. Gomes se refere a Fernando Alonso de uma forma muitíssimo bem sacada, Fernandinho, El Fodón de las Astúrias, em referência a origem asturiana do piloto.

Amanhã acordarei cedo em pleno dia de domingo para assistir a mais uma prova de que Fernandinho é de fato o El Fodón de las Astúrias. Quando tudo parecia caminhar para um triângulo amoroso entre Mark Webber, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton para ver quem conquistará o título, Alonso quando todo mundo já havia dito que a Ferrari não tinha um bom carro e que a classificação indicava um desgarramento do pelotão da frente, o espanhol disse: “Eu estou na briga”. Muitos não deram a devida importância, a maioria deu risada e outros tiraram um sarro. Porém o GP da Itália, a casa da Ferrari onde quem ganha guiando uma Ferrari tem garantido um lugar especial no coração dos torcedores vermelhos e ganhar tendo um carro pior do que os adversários faz com que a admiração vire paixão, mostrou que Alonso botou a faca nos dentes e que se o campeão não for ele, sairá quase morto da briga.

Fernando Alonso tem que fazer algo que Kimi Raikkonen fez em 2007 quando ficou com o título se aproveitando dos holofotes estarem todos em cima do duelo de garagem dele com o estreante Lewis Hamilton na McLaren. Como os ingleses preferiram escolher com o coração, o filhinho, o finlandês ficou com o título. Já a Ferrari, podem criticar à vontade, mas aqui o profissionalismo impera acima de tudo, isto é, escreveu não leu o pau comeu e Alonso mostrou que a sua leitura está em dia, assim como as tarefas pra casa e a pesquisa extra também estão em dia. E por isso ganhou o polêmico GP da Alemanha, curiosamente na casa do alemão que simplesmente não tinha adversários. Aqueles anos mostraram a disciplina e o rigor oriental dos italianos que exageraram na dose, já que uma vitória a menos e outra a mais apenas influenciaram na data da quebra de cada recorde. E dessa vez acertaram a dose com muito sangue-frio.

Vou acordar cedo na manhã de domingo. Estou com sono, um pouco cansado, precisando descansar, mas não posso perder de jeito nenhum a largada do GP de Cingapura marcada para as 9h da manhã de Brasília. Tudo indicava um banho da Red Bull, só que eles tem apenas o melhor equipamento, quem tem o que realmente faz a diferença é a Ferrari. Na última sessão do treino classificatório, Fernando Alonso conquistou, no braço, a pole-position da corrida de amanhã. E por isso ela se torna imperdível. É uma das corridas que Fernando Alonso precisa ganhar para entrar no seleto grupo dos cerebrais Tricampeões.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O dia do Fico

A luz está cada vez mais forte no fim do túnel do futebol brasileiro. Na semana passada, assistimos ao início de um novo ciclo da seleção Brasileira. Sob o comando de Mano Menezes, o Brasil se apresentou ao mundo com novos talentos vestindo a imaculada camisa amarela. Neymar, Ganso, Pato, Hernanes, Sandro, Thiago Silva, este último agora como titular. Na última quarta-feira, foi a vez do Inter atropelar o Chivas fazendo 5 a 3, no agregado, na final da Libertadores, conquistando o seu Bi-campeonato. E hoje, o sol brilhou mais forte no céu azul da Pátria.

O futebol brasileiro deu sinais de que está querendo tomar as rédeas do futebol mundial. O time do Santos conseguiu segurar uma das suas jóias, o candidato a craque Neymar, diante da proposta milionária do Chelsea. O clube inglês, do bilionário Román Abramovich, ofereceu ao clube santista 30 milhões de euros e um salário de 4 milhões de euros ao garoto Neymar de 18 anos. O Santos fez uma contra proposta apresentando um plano de carreira ao jogador, reajustes a cada alcance de metas, como convocação da Seleção Brasileira, artilharia, títulos. Uma transferência para o exterior não deve ser analisada apenas do ponto de vista financeiro. As cifras da proposta santista não chegam perto das que o Chelsea apresentou. Entre os milhões de salário, o ambiente desconhecido, o anonimato na Inglaterra, Neymar optou por um belíssimo salário, o status de dono do time, o carinho e o ambiente todo a seu favor do clube da Baixada Santista.

E assim, num contra-ataque, o Santos fez um golaço e derrotou o Chelsea. O dia 19 de agosto de 2010 pode ser o marco zero da revolução do futebol brasileiro. O dia em que um time brasileiro disse não a uma proposta de 30 milhões e convenceu o seu jogador a recusar uma proposta de um de um grande clube europeu. Tomara que o Santos sirva de exemplo para que os outros times brasileiros segurem seus craques dando a eles uma oportunidade para entrar, definitivamente, na memória dos seus torcedores assim como Pelé fez no Santos, Garrincha no Botafogo, Zico no Flamengo, Dinamite no Vasco, Raí no São Paulo...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Eta que é amanhã...


Depois de ver o Japão aparecer como surpresa, a Itália escorregar e escorrer pelo mundo que embeleza a taça e a Espanha reagir e colocar o Chile no seu devido lugar. Peguei a tabela da Copa e vi o dia de amanhã... Pensei, pensei... Aposto no Brasil pra ganhar a Copa do Mundo, mas o meu palpite pra esse jogo, é que o Brasil jogará de camisas azuis, calções brancos e meias azuis e a Holanda estará em campo de camisas laranjas, calções pretos e meias laranjas. É o único palpite que eu posso dar. Engraçado, o Brasil vai jogar que nem em 94...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E se o futebol imitar a vida?

Uma andorinha só não faz verão. Essa é a verdade dessa Copa do Mundo. Futebol é conjunto, técnica e habilidade. E é isso que está acontecendo nessa Copa do Mundo. Os times jogam atrás demais e só empata o jogo quem perder o gol nos contra-ataques.

Quem tem mais talento funcionando mata o jogo facilmente. O Uruguai fechou o grupo A em primeiro e o México ficou em segundo. Os talentos da França foram pra Copa do Mundo apenas para contra-atacar o técnico Raymond Domenech e nem isso conseguiram. E a África do Sul só tinha a sede da Copa como o jogador talentoso. No grupo B, a Argentina fez somente o que um verdadeiro candidato ao título tinha que fazer. Ganhar na estréia, dar um show e se poupar para as oitavas. E a Coréia do Sul mostrou que o futebol evoluiu e a boa participação em 2002 não foi obra do fator casa.

Até aí é o que aconteceu, agora vamos aos palpites. No grupo C, os talentos da Terra da Rainha não fizeram o mesmo que a França e não brigaram com o técnico na frente das câmeras, preferiram varrer a sujeira pra debaixo do tapete. E é por isso que as duas vagas estão em disputa e não apenas uma, como deveria ser inicialmente. No grupo D, a Alemanha já não é mais aquela e todo mundo tem chance de classificação. O grupo E, está mostrando que Dinamarca e Holanda são aqueles times do segundo escalão que aparecem nas quartas-de-finais da Liga dos Campeões da Europa, como um Lyon, um PSV da vida. No grupo F, Paraguai fez a lição de casa, além dos exercícios extras que a professora recomendou, depois que todo mundo foi embora quando o sinal tocou. Já a Itália, mostra que o time é da velha escola que sempre começa aos trancos e barrancos e vai embalando a cada vitória no mata-mata. No grupo H, o Chile faz a mesma coisa que o Paraguai, enquanto que a Espanha também está honrando sua velha escola de chegar favorita cheia de pompas e cair fora cedo. E a Suíça, quem diria, está dando trabalho...

Agora o grupo G, que deixei por último por merecer umas linhas a mais. Portugal está fazendo o que se espera dele, já que Drogba, sozinho, só faz um golzinho quando o jogo já está decidido. Enquanto que Cristiano Ronaldo joga com Raul Meireles, Tiago e Liédson. E o Brasil, o merecedor das linhas a mais, está fazendo exatamente o que um time determinado faz, joga sua bola e mantém o jogo sob controle. Pra que ganhar mais de 2 a 1 da Coréia do Norte, se o jogo foi definido aos 27 do segundo tempo? Dá um gol a eles, aos 43 do segundo tempo, de prêmio pelo bom comportamento. Pra que ganhar mais de 3 a 1 da Costa do Marfim, se o jogo definido aos 16 do segundo tempo? Dá um gol, aos 33 do segundo tempo, a Drogba como uma medalhinha de honra ao mérito por jogar com um braço quebrado. E assim o Brasil segue na sua campanha. Aperta quando tem que apertar, impõe seu jogo, não desperdiça muito as oportunidades, mata o jogo e passa a administrá-lo com tranqüilidade, diminuindo os giros do motor até o apito final, que por falar em Fórmula 1, vai ter GP da Europa nesse domingo.

Brasil e Argentina só não farão a final, dia 11/07, se, respectivamente, o lado esquerdo e a defesa atrapalharem demais os times. Os dois são os melhores e são os únicos que jogam como candidatos ao título, impondo autoridade e colocando seus adversários nos seus devidos lugares, sem se desgastarem muito, fazendo o que é característico de cada um. Os Argentinos são ágeis, habilidosos, rápidos, por isso os gols saem como se estivesse brincando, batendo um baba. Já o Brasil é forte, competitivo e controla o jogo, na hora de se fechar, ninguém passa por Lúcio, nem por Juan e nem por Maicon e na hora de atacar, Elano, Robinho, Kaká, e Luís Fabiano fazem a parte deles. Os dois times estão caminhando até a final, do mesmo jeito que nós caminhamos até a velhice.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Cada um do seu jeito

Franceses e ingleses estão com um pé, respectivamente, em Paris e Londres. A França tem apenas 1 ponto, com um empate de 0 a 0 na estréia contra o Uruguai e uma derrota de 2 a 0 pro México, o próximo e derradeiro jogo terá pela frente os donos da casa, a África do Sul, que ainda sonham com a difícil classificação, assim como eles próprios. Já os ingleses acumulam 2 empates chatíssimos de ver, 1 a 1 contra EUA e 0 a 0 contra Argélia, sem fazer absolutamente nada.

Os franceses estão com os nervos a flor da pele. Brigas, discussões, xingamentos. Primeiro começou no intervalo do jogo contra o México, Anelka xingou o técnico Raymond Domenech. Depois da derrota de 2 a 0, os craques Gourcuff e Ribéry discutiram feio por causa da atuação do time. Ontem o preparador físico Robert Duverne e capitão do time, Evra, só não trocaram carícias porque Domenech fez o papel da turma do deixa-disso. No meio de tudo isso, o vice-presidente da Federação de Futebol francesa, Jean-Louis Valentin pediu demissão. Esse é o ótimo ambiente da França para buscar a dificílima vaga.

Já os ingleses resolveram comer água (beber). Depois de empatar em 0 a 0 com a Argélia e ver a classificação ficar distante, os ingleses resolveram afogar as mágoas do jeito deles, bebendo cerveja sob o pretexto de aniversário do técnico Fábio Capello. Como diz o ditado, quando o álcool entra a verdade sai, o zagueiro e ex-capitão do time John Terry, resolveu dizer poucas e boas para o treinador, mas não teve o apoio do resto grupo e acabou isolado.

Franceses e ingleses vão se despedindo da Copa do Mundo com participações ridículas. Um verdadeiro papelão. Que terminem de ver a Copa nos pubs e nas margens do rio Sena.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

A lógica do futebol

Se 2+2 fosse igual a 4 no futebol, os anfitriões sul-africanos seriam os primeiros eliminados da Copa do Mundo. A França, em primeiro e o bom time do México, em segundo, seriam os classificados do grupo. A Argentina, no grupo B, passaria da primeira fase com um pé nas costas e assistiria de camarote a briga entre Coréia do Sul, Grécia e Nigéria, enquanto espera a definição entre França e México para ver quem enfrentará nas oitavas. No grupo C, a Inglaterra não passaria por nenhum susto para ficar com a primeira colocação, enquanto que os EUA tratariam de eliminar Argélia e Eslovênia. Já no grupo D, Alemanha e Sérvia conseguiriam facilmente a primeira e a segunda vaga respectivamente. Enquanto que no grupo E, Camarões e Dinamarca brigariam pela segunda vaga, já que a primeira estaria reservada para a Holanda. As coisas já estariam resolvidas para Itália e Paraguai, nessa ordem, no grupo F. Enquanto que a segunda vaga do grupo G ficaria com Portugal, batendo a Costa do Marfim que quebrou o braço no amistoso contra o Japão, já que a primeira seria do Brasil por direito. E o grupo H já estaria definido com a Espanha, ganhando os três jogos sem grande esforço e o Chile conquistando a outra vaga.

Se 5-3 desse 2 no futebol, a gente já pularia para as quartas de finais, já que as oitavas não teriam grandes emoções, com exceção para o duelo caseiro Espanha x Portugal, mas só para saber a quantidade de sangue que os espanhóis teriam que dar para se classificarem. Já nas quartas, as emoções seriam maiores, veríamos o Brasil cair nessa fase pelo segundo ano seguido, dessa vez com um baile da tão badalada e falada seleção holandesa de Arjen Robben e Wesley Sneijder; assistiríamos a mais um combate da Guerra dos Cem anos entre França e Inglaterra; os cintura-dura alemães contra os habilidosos hermanos argentinos e os veteranos italianos contra a Fúria espanhola.

Se 4/2 fosse 2 no futebol, veríamos 3 europeus contra 1 sul-americano. Um lado da chave seria Inglaterra x Holanda e do outro Argentina x Espanha. A habilidade falaria mais alto e a final seria uma reedição da Copa de 78, entre Argentina x Holanda. Se a raiz de 4 no futebol também fosse 2, Lionel Messi repetiria o feito de Maradona em 86 e daria o tricampeonato para a Argentina, com a ajuda de Diego Milito, que seria o artilheiro da Copa do Mundo.

Mas ainda bem que o futebol não é uma ciência exata. Por ser uma caixinha de surpresa, alguns favoritos ao título poderão cair logo de cara na primeira fase, as seleções surpresas vão aprontar pra cima de algumas tradicionais, o melhor jogador do mundo Lionel Messi poderá ter um desempenho aquém do esperado, sem repetir as grandes atuações com a camisa do Barcelona... Se eu posso dar algum palpite? Claro que não vou me arriscar, pelo simples fato de que 3x2 no futebol pode ser 8, 5 ou 10 e até mesmo 6.