terça-feira, 30 de setembro de 2008

Saudades de Xuxa, Eliana e Mara

Eu sou homem, gosto de mulher, admiro belos rostos e corpos femininos. No entanto ando meio enjoado com o destaque que estão dando a certas mulheres. Mulheres que não passam de bundas ambulantes ou as que fazem qualquer coisa, eu disse qualquer coisa, para virarem notícia de fofocas.
Sabe-se que o Brasil é um país agrícola, que o grosso da exportação brasileira vem da agricultura, mas ao invés de produzir toneladas de soja, o país inventou de produzir Melancias, Melões, Jacas, Maçãs, Morangos. E depois que a poeira da febre aftosa baixou, o Filé também está em alta. A produção dessas frutas bundudas tomaram conta das capas da Playboy, da Sexy, dos programas de tv, enfim de qualquer coisa que utilize biquinis, micro-shortinhos quase estourando devido ao tamanho dos quadris e decotes sufocando peitos gigantes.
O mais engraçado e, ao mesmo tempo, mais patético é a Mulher Melão que usa todos os seus recursos (e as vezes não usa nada) para mostrar os seus dotes, a fim de estampá-los na capa de alguma revista masculina. Chega ser rículos as tentativas dela para virar notícia. Ela usa pseudo-roupas (porque os minis e micros já foram bastante reduzidos) até em dias de frio para ser fotografada por algum paparazzi. Vira e mexe a moça vai para praia e entre um banho de sol e outro faz poses provocantes. Além é claro do investimento em silicone e lipos. Mas até agora ela foi a única das mulheres-frutas que não posou para Playboy e nem para a Sexy, exceto a Mulher Maçã que foi colhida a pouco tempo.
Além das frutas, uma outra também tem buscado seu lugar ao sol e alguns cachês para sua conta bancária. Carol Miranda intitula-se sobrinha de Gretchen, que na verdade é apenas de consideração, e a nova Rainha do Bumbum. Carol já posou na Sexy, mas o que chamou atenção nesses últimos dias foi a novela da virgindade estrelada por ela. Essa novela, serviu de trampolin para essa garota de 19 anos, estrelar um filme pornô. Ela jura de pé junto que não sabe mais nada além de rebolar com muita sensualidade, no quesito sexo. E por conta dessa virgindade, ela acabou de lançar um filme pornô. A produtora do filme pagou 500 mil reais para ela ser protagonista do filme "Fiz Pornô, Continuo Virgem". Sim, segundo dizem, o lacre da moça ainda está intacto mesmo depois de ter feito o filme. Para não perder o símbolo da pureza em frente as câmeras, filmaram a moça fazendo sexo anal.
Eu não tenho nada a ver com a vida de nenhuma delas. (Graças a Deus)Não sou pai, nem namorado/marido e muito menos irmão de nenhuma delas. Elas são adultas e tem o livre arbítrio para fazerem o que quiserem e venderem, pela máxima quantia que conseguirem, os seus corpos, virgindade e aproveitar os 15 minutos de fama. Apenas fico me perguntando quem irá respeitá-las e torcendo para que as menininhas estejam assistindo cartoon network, sábado animado, tv globinho. Diante desse quadro, vejo que Xuxa, Eliana e Mara Maravilha fazem muita falta.

domingo, 28 de setembro de 2008

Ouvindo 1 som

Hoje fez sol forte e quente. Fiz concurso de manhã para Petrobrás. Prova cansativa. Na saída tive duas opções, feijoada ou macarronada com a família no mesmo bat-local de todos os domingos ou praia com os amigos. Não pensei duas vezes. Cansado da prova, sol quente, aquele momento não merecia outra coisa que não fosse uma cerveja gelada. Praia com os amigos.
Na volta da praia um yakisoba para encher a barriga e depois casa. Morgação total, estirado no sofá vendo o segundo tempo de São Paulo 2 x 0 Cruzeiro e a volta da esperança do Tri.
Depois de praia, algumas (várias) cervejas e sol na moleira, a maresia impera em casa e nada como uma música tranquila para relaxar e tirar um cochilo.
Essa versão de Natural Mystic se enquadra ao momento, calma, tranquila e Bob Marley com essa guitarrinha paloza, mostrando como ele estava no show.
Tenho ouvido muito reggae ultimamente. É, estou na fase do reggae agora. Acabei de sair da fase The Cranberries mais Bob Dylan. Essa semana ouvi até a banda de um amigo meu, que inclusive já acabou, Los Baganas. É reggaezinho massa, romântico ("E se ao meu redor é cinzas/ Azuis são os olhos daquela que... Brilhaaaa"). Pena que acabou. Mas tudo bem, Bob Marley também já morreu há 27 anos. A vida segue, a caravana não pode parar. E nem este blog. Essa semana me esforçarei ao máximo para não ficar 1 semana sem atualizar. Foi uma mistura de agenda cheia e pouca inspiração. Até a próxima!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Apenas uma coisa notável

O Andróide da propaganda do Johnnie Walker dizia: "Eu posso alcançar a imortalidade, basta não me desgastar. Você também pode alcançar a imortalidade. Basta fazer apenas uma coisa notável".

No dia 4 de dezembro desse ano, J.K. Rowling lançará Os Contos de Beedle, o Bardo, seu primeiro livro pós-Harry Potter. A frase do andróide cai como uma luva na história da autora. Antes de lançar o primeiro livro de Harry Potter, ela era pobre. Foi secretário, professora de inglês e o Antes de Harry Potter, ela comeu o pão que o diabo amassou. Morou de favor na casa da irmã, morou na Escócia vivendo do bolsa família de lá e em alguns outros lugares sem um tostão no bolso.

Mas durante todo esse tempo de pindaíba, Harry Potter e seu mundo foram sendo gestados em um rabisco e outro. Até que a senhorita Rowling passou a frequentar o bar Nicolson's e o The Elephant House Café onde entre um cochilo e outro da filha pequena, ela escrevia as histórias das aventuras de Harry Potter.

Depois de bater na porta de umas 8 ou 12 editoras oferencendo as histórias do bruxo e só ouvindo "não", a editora Bloomsbury decidiu comprar os direitos e publicou o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal. O resto da história todos conhecem, as crianças idolatraram o bruxo, os adolescentes amaram e os jovem adultos curtiram.

A saga do bruxo, composta de 7 livros, foi a única coisa notável que J.K. Rowling fez na vida e não só garantiu a imortalidade, como também uma fortuna de 1 bilhão de dólares, segundo a Forbes em estimativa feita em 2004.

E como J.K. nasceu em 31 de julho de 1965 e não em 22 de setembro de 2008, o livro dela, pós-Harry Potter, foi citado no último volume da saga do bruxo. É um livro de contos que remetem ao universo de quem? Lógico que da sua mina de ouro HP!! E agora de bolso entupido, J.K. destinará todo o retorno financeiro do novo livro para caridade.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Dupla Dinâmica

O Compact Disc já era. A música digital chegou para tomar o lugar do CD aos poucos. Apesar das luxações, contusões, por causa dos inúmeros confrontos corporais, o CD se mantinha em pé e também contra-atacava com socos e pontapés o MP3 Player. Ele parecia Rocky Balboa na luta contra Dragon no quarto filme, apanhava, apanhava, batia um pouco, mas não caía.
Atordoados com superação do CD, os inovadores começavam a pensar numa convivência pacífica entre os dois. Uns diziam: "Ah, bota um cabo ligando o rádio/CD ao MP3". Outros diziam: "Não, uma entrada de USB é melhor." Mas nada disso pegou. A capacidade de armazenar músicas no formato de mp3 em 700MB de memória permitia que o Life do CD não acabasse, porque também não tinha mais Continue. Se morresse já era!
Mas um cara chamado Steve Jobs disse para o mundo: Vocês necessitam ouvir música digital. E para isso criou um novo lutador, o IPod. Assim como vinha fazendo com o MP3 Player, o CD resistiu aos ataques do novo lutador. Sem conseguir acabar de vez com o CD, o IPod se refugiou no Vale do Silício e começou um treinamento pesado feito por Mestre Yoda e Pai Mei. E um dos inventores do Vale do Silício disse: "Porra de cabo e entrada de USB, estamos em pleno século XXI!! Vamos meter a música digital via rádio. Pergunte-me como!". E então o IPod se aliou ao ITrip (aparelhozinho que conecta no IPod e o faz tocar todas as músicas no rádio, numa estação que não tem nenhuma emissora).
Round II Fight!! E o IPod voltou para a luta contra o CD, se concentrou, esperou o seu poder ficar completo e desferiu um poderosíssimo Haduken Especial matando de vez o seu oponente. O CD não apenas beijou a lona, como foi direto comer grama pela raiz.
Pois é, depois que comprei um IPod e um ITrip, você não encontra mais nenhum CD no meu carro. Hoje em dia, basta apenas um simples aparelho de rádio, sem que toque cd, para eu escutar 2mil músicas. Ruim para os ladrões de som, que não ganharão nem 10 conto se arrombarem meu carro. Pior ainda para o CD que, para mim, perdeu totalmente sua utilidade, música agora é só digital. O IPod & ITrip entraram no rol das melhores duplas dinâmicas como Pinky & Cérebro, o Gordo e o Magro, Batman & Robin, Bebeto & Romário...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Ouvindo 1 som

Oasis e Dave Matthews Band estão entre as minhas bandas preferidas. Ambos tem influência de Neil Young. E diante de uma carta de apresentação dessas, por que não procurar algumas músicas de Young?
Ouvi alguas coisas dele, boas por sinal, mas por enquanto achei essa, Down by the river, a melhor de todas. Inclusive Dave Matthews Band já gravou essa música.
Agora estou nessa fase de procurar conhecer as influências de quem eu gosto.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pela centésima vez

100 postagens! Nunca parei para pensar na quantidade de postagens, mas nos últimos meses vi alguns blogueiros comemorando essa marca e resolvi (diante da falta de tema nos últimos dias) pensar em algo para escrever ao bater essa marca.Não vejo lá grande importância nela, mas é um bom tema tapa-buraco.
Sou amador na escrita, não ganho um centavo sequer com minhas linhas, apenas escrevo por puro prazer, diversão, lazer. Um dia quero sobreviver da minha escrita, mas não é nada planejado, deixa a vida me levar. Se um dia meus textos forem meu ganha-pão ótimo, mas se esse dia nunca vier, me contento com meu blog ou em reler meus textos (caso eu não tenha mais blog).
Descobri o gosto da escrita um belo dia na faculdade. Já estava no final do curso de Administração de Empresas, quando uma professora pediu para fazer uma resenha sobre o texto que ela tinha entregue. Fiz uma analogia do texto com o futebol e, no final, foi elogiado. Daí não parei mais de escrever. Primeiro começei escrevendo textos só pra mim, no papel. E depois descobri o mundo dos blogs, mas falarei mais sobre isso quando este blog completar 1 ano e está próximo, será mês que vem.
Por se tratar de quantidade de posts, gosto de escrever, mas sempre gosto do que escrevo. Não gosto de alguns textos, outros acho normais. Mas é claro que tiveram alguns que gostei muito, demais, que achei fantásticos. Se um dia Jô Soares me entrevistar para eu falar sobre o meu blog (claro o programa dele agora é jabá, tenho que ir lá fazer propaganda de alguma coisa) e me perguntar qual o texto que escrevi que mais gostei digo o do dia 14/10/07 (meu aniversário), intitulado "Salve John" (que, pensando depois, deveria ser Salve Connor). O texto foi do jeito que eu gosto, sutil. Uma garota que conheci nessas viagens disse que eu tinha que escrever algo sobre o meu aniversário, sugeriu como foi o meu dia, mas a idéia do meu blog não é diário. Até que estalou e contei a história do supercomputador Skynet do Exterminador do Futuro 2 e no final, sutilmente, disse que naquele dia estava comemorando 25 anos, porque Schwarzenegger junto com Sarah e John Connor conseguiram salvar o mundo.
Tem também o que eu escrevi dia 26/02/07, "O politicamente (in)correto", que me diverti demais escrevendo. Foi sobre os vilões e mocinhos da novela Duas Caras. "A Copa do Mundo é Nossa", dia 30/10/07, foi outro também gostei muito, sobre a escolha do Brasil para sediar a copa de 2014. Se vocês tiverem curiosidade, deixarei uma lista aqui com os outros textos que gostei bastante, como eles não estão mais disponíveis em links isolados, colocarei as datas deles, além dos títulos, para vocês procurarem depois aí no arquivo.
Bom, vamos parar por aqui. Já rendeu demais. 100 postagens que venham outras 100, 1.000, 10.000...
16/10/07 - Rico não pode criticar
21/11/07 - Luís Fabigol, o Fabuloso
20/11/07 - Minha novela das sete
06/01/08 - O passeio de Tyler
12/02/08 - AHHHHcabou o Verão...
27/03/08 - Algumas grandes invenções e o triunfo de um mosquito
03/04/08 - Meus 12 fios de cabelo branco
01/04/08 - Dia da Mentira
28/05/08 - Memórias de uma terça-feira
08/05/08 - Da tragédia ao ponto turístico e terminando no reality-show
03/06/08 - Un poquito de portuñol

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Não sei se é pra rir ou pra chorar

Dunga pode não ter experiência na profissão de técnico, mas o que falta nesse quesito, sobra (e pra dar e vender) em sorte. Tudo bem que ele acabou de vim de uma desastrosa (esse termo de secretário de segurança pública me pegou) olimpíada, com apenas a medalha de bronze no peito. Mas o Brasil deitou e rolou nos confrontos contra a Argentina, venceu a Copa América e agora, ele conseguiu afrouxar um pouco a incômoda corda no seu pescoço, com a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre o Chile, jogando fora de casa.
Só assisti o primeiro tempo, porque me interessei mais em procurar músicas de Bob Dylan e ouvir o show do The Cranberries em Paris em 1999, do que ver a seleção brasileira jogar. O Chile é muito ruim, parece até o Bahia jogando! Não prestei atenção, mas talvez Galvão Bueno deva ter classificado a atuação do Brasil como espetacular. A Globo é extremamente ufanista, mas na verdade o que ela quer mesmo é vender o produto dela que é a transmissão dos jogos da seleção.
O que eu mais gostei do jogo foram dos dois gols de Luís Fabiano. Gosto dele desde os tempos de São Paulo, virei fã do Luís Fabigol, o Fabuloso, quando vestia a camisa 9 do tricolor paulista.
Apesar dos gols do Fabuloso, não gostei dessa vitória do Brasil. Um empate ou uma derrota contra o Chile poderia significar a demissão técnico (estagiário) da seleção. Não gosto de Dunga no comando da seleção, simplesmente por ele nunca ter comandado nenhum time. O mal é que Dunga consegue as vitórias importantes nos momentos certos e é isso que vai garantí-lo no cargo por mais um tempo, ainda mais agora que o Brasil assumiu a segunda posição na Eliminatória e ainda de quebra, para fazer barba, cabelo e bigode, está na frente da Argentina. O próximo jogo do Brasil é nessa quarta-feira contra a Bolívia em solo brasileiro, vitória garantida, mesmo que seja por um magro 1 a 0.
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“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivesse morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos.”
Vinícius de Moraes, poeta

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo perdido

O que vocês fizeram nos últimos 2 anos? Bom, eu trabalhei, esboçei uma tentativa de estudar para concurso público, assisti a final da Libertadores de 2006 no estádio do Morumbi, viajei para Coité, Pombal, Santa Luz (todas cidades do interior da Bahia), Aracaju (SE) atrás de festas, passei os últimos reveillons, respectivamente, em Arraial D'Ajuda (BA) e em Caldas Novas (GO) e nesse ano começei um curso de MBA.
Já Renato Correia de Brito, William César de Brito e Wagner Conceição da Silva passaram os 2 últimos anos na presos. Eles foram presos porque confessaram ter estuprado e matado a jovem Vanessa Batista de Freitas em agosto de 2006. No início dessa semana, o caso teve uma reviravolta. Um rapaz de 19 anos confessou ser o verdadeiro autor desse crime e de ter matado mais 11 pessoas. Renato, William e Wagner alegam ter sido torturados pelos policiais para confessarem o crime que não cometeram. Os policiais chegaram a pedir 20 mil reais para deixar os três fugirem, como eles não pagaram, tiveram que assinar a confissão e foram para a cadeia.
Ontem os três foram soltos, agora a corregedoria da polícia de São Paulo terá que apurar a denúncia de tortura por parte de quatro policiais civis de Guarulhos envolvidos no caso. Mais um episódio vergonhoso da polícia que já não tem tanta credibilidade com a sociedade.
Renato, William e Wagner perderam 2 anos de suas vidas presos. Imagine se tivesse pena de morte no Brasil e eles tivessem sido condenados e executados. Será que ainda dava tempo para desenterrá-los, tirá-los do caixão e ressucitá-los?

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ouvindo 1 som

Aí está mais uma integrante da minha seleta lista das bandas/cantores(as) que eu gosto (Oasis, Dave Matthews Band, ORappa, Planet Hemp e ela). Claro que não escuto apenas essas, mas o resto eu sempre digo que ouço algumas músicas, mas não é nada mais do que isso. Por exemplo, seria capaz de viajar para assistir o show de alguma delas em qualquer lugar do Brasil.
Essa aí foi a primeira música de Björk que ouvi, Unison. E pirei. A música é linda demais (mas nesse show ela está parecendo foto de orkut... ela não é lá muito bonita).
Björk é meio doente por música. Ela inventa muito, por exmeplo tem em Aurora o percussionista passa a música inteira arrastando o pé numa caixa de pedras, em Hidden Place o cara embaralha cartas. Ela mistura os sons. A maluquice dela permite fazer o que der na telha, sem se importar com que ela baterá de frente. A música dela varia muito de cd para cd, inclusive ela lançou um álbum só de vozes, sem ter nenhum instrumento na música, é ela cantando e o coral atrás.
Gosto de Björk, já baixei vários cds dela e nunca canso de ouvir. E uma das coisas que tentarei, ao máximo, fazer antes de morrer é ir para um show dela. Não importa onde, mas eu dia eu irei. Curtam aí, mais uma música tranquila para vocês relaxarem.

domingo, 31 de agosto de 2008

Saudade da Fonte

Na noite da última terça, eu voltava da faculdade. Lembrei que o Bahia estava jogando contra o América-RN e liguei o rádio do carro. Alguns segundos depois, Rogério Rios fez um golaço driblando o goleiro. Comemorei, era o segundo gol do Bahia, aos 27 do segundo tempo, o que praticamente selava a vitória. Mas após o momento de alegria, veio a saudade.
Aquele era o jogo que eu certamente estaria na Fonte Nova assistindo (sou são-paulino de coração, mas aqui eu gosto do Bahia). O roteiro já tinha virado costume. Encontrava com meus amigos (o motorista da vez pegaria todos em suas casas) e rumávamos para a Ladeira do Pepino. Lá tem um barzinho chamado Reduto Tricolor, e a Bohemia custa R$ 1,99 (a mais barata da cidade). O carro fica lá e, depois de 3 ou 4 cervejas, descemos a ladeira, praticamente em pé, atravessamos a rua e entramos na Fonte Nova. Depois dos 90 minutos e algumas latinhas antes e durante o jogo, subimos a ladeira e chegamos no topo já de cara. Mais umas 3 ou 4 Bohemias e depois casa.
Isso acontecia com frequência até o dia 25 de novembro de 2007, quando uma parte da arquibancada superior cedeu fazendo 7 vítimas fatais. A Fonte foi interditada e tudo indica que será implodida, o Bahia está mandando seus jogos em Feira de Santana e nós ficamos sem um dos melhores programas.
A Fonte não volta mais. Deixou a vida e entrou para a história, mas não por opção dela como fez Getúlio Vargas e sim por incompetência, negligência da administração do estádio. Traição maior? Só se for do cara que fez história na Fonte Nova em 1988, atendendo pela alcunha de Bobô que, como diretor da Sudesb (órgão do Estado responsável pela administração do estádio), deixou o maior palco do futebol baiano ficar em ruínas como o coliseu de Roma. Mas ao contrário de Roma, as ruínas são de tristeza, vergonha e saudade. Dá pena ver a Fonte silenciosa, abandonada e o buraco destapado.
*****
"Não sei se estou no caminho certo, só sei que estou no meu caminho!"
Raul Seixas, cantor

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ouvindo 1 som

O Google é canal de busca formal. Tudo que você procurar vai estar lá e muitas em linguagem científica, formal. Mas há a outra alternativa de busca, o informal, o mercado negro que é o Orkut. Neste último você encontrar a informação na linguagem mais didática.
Encomendei um iPod e ele chegou nesse fim de semana e fiz tudo o que me mandaram fazer. Baixar o iTunes para transferir as músicas do pc para o iPod. A primeira tarefa eu fiz, mas a segunda não acertei. Até que tive a idéia de buscar esse Know-how no orkut e encontrei lá: "É só arrastar as músicas da lista do iTunes para o iPod que está embaixo de iTunes Store e pronto". Fiz isso e deu certo!
Fiz o teste com 20 músicas e a primeira que botei para tocar no iPod foi essa aí, Don't bring me down de Sia Furler. Ouvi essa música num filme francês chamado 36, com Gerard Denãoseioqueládieu. Bom filme, de ação, corrupção na polícia francesa (lá também tem isso!) e no final tocou essa música.
Não vou falar nada sobre Sia porque não sei nada sobre ela, mas parece que é australiana. Cheguei a baixar o cd dela que tem essa música, mas ainda não ouvi.
Gosto muito dessa música, é uma das que me acompanham na volta para casa depois do reggae (que significa balada, night na gíria daqui).
Agora deixa eu porque não sei o que aconteceu, mas duas músicas importantíssimas (My wild love do The Doors e Tinindo Trincando de Novos Baianos) não apareceram na lista do iTunes e isso está erradíssimo, porque meu iPod não pode ficar sem elas, caso contrário não posso dizer que ele é meu!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Acabou

Calma, não o blog e sim as Olimpíadas de Pequim que se encerraram no último domingo. Gostei dessas olimpíadas, talvez tenha sido a melhor dos últimos anos. Muitos recordes foram quebrados, inclusive o principal, o de maior número de medalhas conquistadas por um atleta numa mesma edição de olimpíada.
A meu ver, o que contribuiu muito para o sucesso dela foi eu não ter depositado nenhuma expectativa. Não esperei muita coisa. Incialmente meu objetivo era acompanhar as provas de natação e depois o que viesse era lucro. E foi exatamente isso que aconteceu. O lucro veio no atletismo, um pouco no vôlei, maratona aquática, consegui me divertir. Não foi nada fantástico como uma obra da sétima arte dirigida por Tarantino, Kubrick, mas deu pra divertir, passar o tempo como um filme de ação, aventura ou de comédia.
Os momentos de pico foram mesmo com Michael Phelps, Usaín Bolt, Yelena Linda Isinbayeva que deram um show nos seus esportes, além dos rostos bonitos que apareceram como as nadadoras Natalie Coughlin, Stefanie Rice, a jogadora de vôlei Francesca Piccinini, entre outras que vi, mas não sei os nomes. O porém dessas olimpíadas ficam por conta da marcha atlética, que entra olimpíada e saí olimpíada, até hoje não consegui descobrir a utilidade, o motivo da criação dessa modalidade. Pra quê serve? Por quê alguém inventou um jeito rebolativo de andar rápido? E quem foi o maluco que determinou que o percursso dessa prova deveria ter 50 km?
O que eu gosto da olimpíadas é que sempre assisto despreocupado, sem grandes emoções (digo grandes emoções é não ficar na frente da tv torcendo com o coração na mão). Essa é a parte boa de boa de nascer em país fraco em esportes. Não se pode cobrar o ouro ou uma performance impecável de um atleta brasileiro se o país investe pouco no esporte. É até injusto fazer isso e por isso não assisto exigindo ou esperando nenhum milagre de nenhum atleta. Mas claro que vibrei com o ouro de César Cielo (inclusive só saí pra balada no dia após a prova dele), fiquei muito feliz com a conquista das meninas do vôlei e comemorei a vitória de Maurren Maggi. A realidade do esporte brasileiro não permite que o povo faça grandes exigências com relação ao desempenho dos atletas. Ao contrário dos americanos que devem estar se sentindo humilhados com a derrota para a China no quadro de medalhas e vestidos de preto em sinal de luto para o atletismo que foi posto no bolso pelos jamaicanos comandados por Usaín Bolt.
Já estou conseguindo sentir as consequências do fim dessas olimpíadas. Ontem passei uns 15 minutos zapeando a tv depois que CQC terminou. Não achei nada de bom e fui dormir. Reparei também que caí para quinto na tabela do bolão do blog Marcação Cerrada. Antes das olimpíadas eu ficava monitorando as parciais da minha pontuação e dos concorrentes mais próximos. Durante as olimpíadas, só fazia deixar meus palpites e só olhava a tabela por causa dos e-mails que o Vinícius, o dono do Marcação, falando das atualizações. E o pior de tudo, é que agora volto a me preocupar com o São Paulo, que antes de Pequim estava no G4, agora caiu para quinto, já estamos na 22ª rodada, o time está a 8 pontos do líder e ainda não embalou no campeonato.
Meu Deus, preferia minhas preocupações das Olimpíadas que eram se o Phelps conquistaria as oito de ouro, se a Isinbayeva saltaria 5,05m para quebrar o recorde mundial ou que horas seria a prova de Bolt ou a hora que Natalie Coughlin iria para a piscina ou se Stefanie Rice entraria em ação... É, agora só em 2012 em Londres.

domingo, 24 de agosto de 2008

Olimpíada 4: Pratas, Ouro e o motivo de eu ter uma criança

Em Pequim, as frases mudam (deve ser por causa do fuso horário)...
..."Futebol é um jogo de 11 contra 11 e no final ganham os Estados Unidos."
E a outra:
"Homens vencem jogos. MENINAS ganham campeonatos."
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Depois da brasileira Maurren Maggi, saltar, 7,04m ficando com o ouro, contra 7,03m da russa, acontece o seguinte diálogo na tv, ao vivo:
-Parabéns filha!!
-Eu quelia a de Pata.
Veja clicando aqui
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"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver."

Dalai Lama

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Olimpíada 3: Gênios para todos os gostos

Michael Phelps chegou em Pequim com uma missão: ganhar 8 medalhas de ouro. Parecia ser impossível e muito arriscada, pois se não conseguisse chegar aos exatos 8 ouros, a olimpíada seria um fracasso, mesmo que batesse todos os recordes nas provas que ganhasse o ouro.


A missão de Phelps parecia ser impossível para um atleta normal. Mas o assassino das piscinas ou o super-peixe americano ou o fenômeno transformou o impossível em realidade e de uma forma até fácil, com apenas dois sustos para valorizar mais a conquista. Phelps ainda fez cara de bravo quando conquistou o ouro numa prova, mas não conseguiu bater o recorde. Quase todas as conquistas do ouro foram coroadas com a quebra do recorde mundial.


O gênio Phelps foi focado para a missão. Não pensou e não fez nada que não fosse a preparação para as provas durante a sua estadia em Pequim. Ele só fazia comer, dormir e nadar. Com a conquista dos 8 ouros Phelps quebrou o recorde de Mark Spitz. Esse recorde não vai cair tão cedo. Vai durar muitos anos. E o melhor disso tudo é que eu vi o assassino das piscinas atingir essa marca. A história foi feita diante dos meus olhos, mas claro que através da 9mm.


Enquanto que Phelps não quis saber de brincadeira para bater o recorde, o outro gênio, mas das pistas de atletismo, Usaín Bolt brinca de ganhar as provas. O jamaicano abre uma enorme vantagem sobre os seus rivais e um pouco depois da metade do percurso, começa a diminuir a velocidade, como a distância que ele abriu é segura, os adversários não conseguem ultrapassá-lo. Na final dos 100m rasos, Bolt começou a sua comemoração antes mesmo de cruzar a linha de chegada. O tempo que ele fez? 9s69. O que impressiona é que este é o recorde mundial e Bolt demonstra claramente que se corresse com a seriedade de Phelps essa marca poderia baixar mais ainda.

Consegui assistir a final do salto com vara. Junto com as provas de natação, estava na minha grade de programação e eu queria assistir de qualquer jeito. A final era a decisão das medalhas de prata e bronze. Claro, o ouro já era da bela russa Yelena Isinbayeva. Quis assistir a final para ver a bela russa em ação atrás de um novo recorde.


Durante a decisão da prata e do bronze, Isinbayeva só deu dois saltos para garantir o ouro. No resto do tempo, ela só fez dormir e se concentrar e não viu a briga de foice e martelo das outras atletas. A medalha de prata ficou com uma americana que saltou 4,80m e o bronze ficou com duas russas que saltaram 4,75m.

Depois que o pódio estava decidido, Isinbayeva acordou para saltar e disputar contra ela mesma. A primeira vítima foi a Yelena de 22 anos, que conquistou o ouro em Atenas 2004, que teve o recorde olímpico quebrado, a nova marca passou de 4,91m para 4,95. Depois foi a vez de quebrar o recorde mundial de 5,04m, que ela própria havia estabelecido em julho desse ano em Monte Carlo. Isinbayeva saltou 5,05m.

Ela me lembrou Ayrton Senna em 90-91 que ia para as pistas na metade do treino, fazia a melhor volta e retornava para os boxes, saindo de lá só no final do treino para quebrar a própria marca dele, isto é, Senna voltava para a pista para tomar a pole dele mesmo.

Yelena Isinbayeva ainda tem potencial para saltar mais alto. Infelizmente, um dia ela atingirá uma marca que não poderá mais ser quebrada por seres humanos anormais, pelo menos na geração dela. Quando esse dia chegar, é provável que a russa perca a motivação, pegue seus milhões de patrocinadores e publicidade e se aposente para gastá-los e curtir a vida. Adversários ela não tem, apenas a Isinbayeva da competição anterior. Aos 26 anos, ela entra nas competições apenas para quebrar os recordes dela. Enquanto que as adversárias se matam pela prata, ela gasta o mínimo de energia possível para garantir o ouro e depois a competição realmente começa para ela.

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Na final do salto com vara que Isinbayeva bateu o recorde mundial, Fabiana Meurer terminou na 10ª colocação por um erro vergonhoso da organização da competição. Perderam uma vara da brasileira, justamente a que ela iria usar para disputar a prata. Pode ser que ela nem conquistasse nenhuma medalha, já que as marcas das ganhadoras da prata e bronze, ela atingiu poucas vezes. Mas devido ao sumiço da vara, ela não pôde nem tentar.

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Mas quem é Michael Phelps? De onde ele veio? Um nadador da atualidade tentou definí-lo e Mark Spitz também.

"Ele não é de outro planeta. Ele é do futuro, e o pai dele o mandou numa máquina do tempo. Daqui a sessenta anos, ele é um nadador comum, mas o mandaram de volta só para arrebentar com tudo."
Simon Burnett, nadador inglês sobre Michael Phelps

"Eu fui o primeiro homem na Lua. Michael Phelps é o primeiro homem em Marte".
Mark Spitz, ex-nadador

sábado, 16 de agosto de 2008

Olimpíada 2: As caras do Brasil

César Cielo Filho é o retrato mais fidedigno do Brasil. Cielo se tornou o nadador mais rápido do mundo ao conquistar a medalha de ouro do 50m livre, a prova mais rápida da natação, na qual o atleta tem que prender a respiração por um pouco mais de 21 segundos, porque qualquer levantada de cabeça para puxar o oxigênio é garantia de um 8º lugar.
A educação no Brasil é deficiente, aliás é uma piada, sejamos claros e honestos. Os pais que tem dinheiro para pagar a educação de seus filhos que o faça. É um investimento importante e que dará retorno. É importante também pagar um curso de inglês, espanhol e matricular numa escolinha de esporte (futebol, natação, basquete, vôlei...). Um país não se desenvolve sem pessoas de bom nível educacional, sem formação acadêmica, pós-graduações, mestrado, doutorado. Se você tem dinheiro para matricular seu filho em tudo isso, faça, pois o seu país não fará isso por ele. No futuro você verá o resultado do seu investimento, através do brilho do seu filho na carreira que ele escolheu.
Foi exatamente isso que Cesinha fez com o seu filho Cesão. Ele investiu no filho e ontem (estou no Brasil!!) recebeu os dividendos maiores do que qualquer ação da Petrobrás ou da Vale do Rio Doce. Cesinha viu o seu filho se tornar o nadador mais rápido do mundo. Como não existe incentivo do governo brasileiro, do COB e da Confederação Brasileira de Natação e os patrocinadores só aparecem depois dos resultados, Cesinha vestiu a camisa de paitrocinador e bancou o filho nos EUA. Lá Cesão pôde desenvolver seu potencial, lapidar o seu talento e depois ir para Pequim para ser o nadador mais rápido da Olimpíada.
Ao contrário da família Cielo, a família do judoca Eduardo Santos não teve e não tem recursos financeiros para bancar o filho. O atleta bancado pelo país, não conseguiu fazer milagres e voltou de Pequim sem nenhuma medalha. Enquanto que Cielo Filho estudou nos melhores colégios particulares do Brasil, Eduardo foi matriculado numa escola pública. Com boa formação, Cielo brilhou em Pequim e voltará com duas medalhas na mala. Já Eduardo voltará apenas com o surrado quimono na mala.
As olimpíadas são o retrato dos países e os dois Brasis mostraram a sua cara. O Brasil carente, que é o mais populoso, foi para Pequim e voltou sem nada. Já o Brasil da classe média, que é a minoria, conseguiu o ouro. Na educação acontece a mesma coisa. Esse é o Brasil mostrado para o mundo nos rostos sofridos e suados de César Cielo Filho e Eduardo Santos.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Olimpíada: torcida, revanche e angu

Foi simplesmente incrível a final do revezamento 4x4 100m livre masculino de natação. A disputa pelo ouro foi acirrada no final entre a equipe dos EUA com Jason Lezak e a França com Alain Bernard. A França liderava a prova com quase um corpo na frente dos americanos e até aí o sonho das 8 medalhas de ouro de Michael Phelps ia por água abaixo. Numa virada histórica, Lezak ultrapassou Bernard no final da prova, conquistando o ouro para os EUA.
Tão espetacular quanto o duelo entre Lezak e Bernard foi a vibração de Michael Phelps. Confesso que fiquei arrepiado com a cena. Ele parecia estar em transe.

Tratava a missão de Phelps com indiferença. Logicamente sempre respeitei a tentativa do americano devido ao tamanho gigantesco do feito. Mark Spitz detém o recorde histórico de 7 medalhas de ouro numa mesma olimpíada, conquistado em Munique 72 e até hoje ninguém conseguiu quebrar essa marca. Porém, após essa cena, passei a torcer para Phelps. Já assistia a natação por vontade, agora assisto como um torcedor.

Após a final do revezamento, Galvão Bueno convidou o telespectador para aguentar mais um pouco acordado e assistir a Brasil x Rússia pelo torneio olímpico de vôlei feminino, que seria logo mais. Galvão chamou o jogo de revanche, já que a Rússia eliminou o Brasil na semifinal na última olimpíada, naquele apagão das brasileiras que tiveram o jogo na mão para fechar, mas permitiram a virada (outra histórica) russa.

A única coisa que existe no sentido de revanche é a "negra". Na minha infância, quando alguém (criança) perdia, tinha direito (se quisesse) a pedir a "negra", jogava-se novamente e era a oportunidade do derrotado conseguir a vitória. Fora isso, para mim não existe nada de revanche.

O Brasil ganhou da Rússia, que aliás foi um atropelou, 3 a 0, parciais de 25/14, 25/14 e 25/16. O jogo da revanche não valia mais nada, a não ser mais uma vitória na fase de classificação, moral alta. Nessa "revanche", as russas não foram eliminadas e seguem na disputa pelo ouro e nem as brasileiras se classificaram para a final. Além disso, não foi uma revanche porque a "negra" só pode ser pedida na hora que perde e não 4 anos depois.



Esta aí em cima é a australiana Lisbeth Trickett. Ela conquistou o ouro nos 100m borboleta na natação feminina nesta olimpíada. Olhando para a australiana, começo a achar uma enorme injustiça a suspensão por 2 anos de Rebeca Gusmão, que foi pega no doping por excesso de testosterona... Como diz Armando Nogueira, tem caroço nesse angu.

domingo, 10 de agosto de 2008

Ouvindo 1 som

Sexta-feira fiquei em casa. Todo mundo ficou na indecisão e terminou que ninguém saiu. Abri a internet, dei uma olhada nas notícias, li alguns blogs, o diário de bordo de Pequim de Flávio Gomes, ninguém interessante no msn e, entediado com a internet, corri para a minha última cartada, a televisão. Nenhum filme interessante até, eis quem surge, Crash - No Limite. Filmaço. Já tinha assistido antes, umas 2 ou 3 vezes e resolvi assistir novamente.

É filme que retrata bem a sociedade americana, ao mesmo tempo que ela é extremamente democrática, ela é racista, preconceituosa e hipócrita. O preconceito vem de todos os lados, dos negros, dos branco, dos hispânicos, mulçumanos e é uns contra os outros. Mas nós respiramos.

Desde a primeira vez que assisti esse filme, fiquei louco com essa música Maybe Tomorrow do Stereophonics, que começa a tocar no final do filme, e fiz o que faço sempre que isso acontece: procuro no Youtube e depois procuro pra baixar. Já ouvi bastante essa música, parei um pouco, mas desde sexta que tenho ouvido ela direto. Não conhecia o Stereophonics antes de Crash e depois vi que, com exceção de Maybe Tomorrow e Mr. Writer, não tava perdendo nada. Baixei mais umas 8 ou 10 músicas deles e não gostei. Pelo visto, essas duas músicas são únicas na carreira deles que não sei quanto tempo tem, mas sei que o vocalista tem nome de mulher (Kelly Jones).

Mas eles já tocaram com Noel Gallagher, num especial em homenagem a John Lennon, uma música que eu gostei muito e inclusive era a música que me trazia para casa quando eu voltava dos reggaes (mais conhecido como balada) dirigindo "meio alto", no tempo que a Lei Seca existia apenas no fantástico mundo do código de trânsito e não na vida real.

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Para os que me perguntaram e para os que ficaram apenas se perguntando, quem é o tal de Washington que me assusta. É o camisa 9 do Fluminense, aquele mesmo que acabou com o São Paulo na Libertadores desse ano, fazendo 2 gols, sendo que o 2º, aos 47 do segundo tempo, foi que matou o meu time, que até então se classificava no quilo certo. O mesmo Washington fez os 3 gols do Fluminense contra o São Paulo no jogo da última quarta. E a partir daí, não posso ouvir a tv dizer que Washington está em campo contra o São Paulo que começo a suar frio.

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“A felicidade não é um estado grandioso e eterno, é a soma de pequenos momentos luminosos que se coleciona ao longo da vida”

Dalai Lama

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bom programa na tv

Amanhã acontecerá a abertura oficial das Olimpíadas de Pequim. A olimpíada é um evento importante, mas não me atrai tanto quanto a Copa do Mundo. Porém ela tem a importância dela comigo.
Não me interesso por uma boa parte das modalidades olímpicas. Por exemplo, não gosto dos torneios de tiro, prefiro muito mais ver Arnold Schwarzenegger dando um tiro na cara do T-1000 no Exterminador do Futuro 2 ou Michael, quando ainda não era Don Corleone, botando uma azeitona na testa do mandante do atentado ao pai dele e outra na garganta do comissário de polícia num jantar de negócio no primeiro filme da trilogia do Poderoso Chefão. Também não gosto de maratonas, acho chata, monótona, a única maratona que eu achei divertida foi aquele “cooper” de Forrest Gump pelos EUA só para esticar um pouco as pernas.
Porém alguns esportes brilham para mim, me obrigando a fazer um esforço para assisti-los como judô, ginástica artística, saltos ornamentais, vôlei de quadra feminino (durante todo o torneio), vôlei de quadra masculino e de praia tanto o masculino quanto o feminino (apenas as fases decisivas). Já o atletismo, apenas alguns atletas me fazem acompanhar com mais atenção, como é o caso de Jadel Gregório, Maurren Maggi e da bela e fenomenal Yelena Isinbayeva, que a única dúvida é se ela levará o ouro quebrando o próprio recorde de 5,04 metros no salto com vara ou não, porque só uma zebra do tamanho de uma girafa (e não duvido que ela consiga pular) para tirar o ouro dela. Esqueci de mais algum? Acho que sim... O futebol! Sim, vou acompanhar o futebol sempre que possível, mas sem sacrifícios como acordar as da 05 manhã para ver jogo da fase de grupo, mas colocarei o despertador nas fases de mata-mata, tanto para o masculino quanto para o feminino.
Acabou? Não, mas deixei para o final de propósito. A modalidade olímpica que eu seria capaz de acordar em plena madrugada, em qualquer fase, só para assistir é a natação. Gosto de natação. Pratiquei o esporte na infância e metade da adolescência. Não foi nada sério, apenas por diversão e para fazer um esporte, mas cheguei a disputar um único torneio no clube que eu nadava. Era um torneio interno, eu devia ter meus 13, 14 anos e ganhei uma medalha de prata no estilo livre, mas que todo mundo chamava no clube de crawl (era o único estilo que eu era competitivo, os outros eu sabia apenas nadar, mas sem muita velocidade). O curioso é que a briga, entre eu e um cara que fazia natação no mesmo horário que eu, pela prata foi acirrada, decidida no detalhe, apenas por eu ter batido primeiro na parede (não adianta nadar mais rápido, tem que bater na parede para o cronômetro parar), enquanto isso o vencedor da prova já tinha tirado o óculos, a touca...
Olimpíadas é bom também porque sempre aparecem rostinhos e corpos bonitos, como a revelação de 2007, as meninas do softball. Nunca tinha ouvido falar nesse esporte, mas gostei do que vi no Pan do Rio, mas não sei uma única regra do jogo. É um bom programa na televisão quando não se tem nada interessante para assistir. Fora os que eu listei que gosto e que não gosto, pode ser que eu conheça mais algum esporte novo se as praticantes chamarem minha atenção, senão assistirei O Exterminador do Futuro 2 ou um dos Poderoso Chefão ou Forrest Gump.

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Andei ganhando uns prêmios alguns meses atrás e recentemente ganhei mais 1.
Alguns (muitos) meses atrás (mas já em 2008), ganhei esses três de Marina do Teimosa Opinião e de Rafaela do Retratos de Aliquem.






Repasso os três para LindaRê do Devaneios da Insanidade 2 e para Cacá do Mais um de jornalismo.
Este quarto prêmio ganhei mês passado (se não estou enganado) de LindaRê do
Devaneios da Insanidade 2



E repasso para Marina do Temiosa Opinião, Rafaela do Retratos de Aliquem, para Loba e para Do do Ramses sec. XXI
E o quinto prêmio ganhei essa semana de Cacá.

Que repasso para o futuro autor de novelas das 9 da Globo, Nando Damázio do A melhor novela de todos os... (o nome é grande!).
Obrigado pelos prêmios, desculpem o atraso na divulgação deles (tem coisas do mundo blogueiro que ainda estou aprendendo) e só não vou colocá-los aí do lado, porque até hoje não consegui fazer isso, mas suspeito que é por causa da configuração do template que escolhi que é o mais simples e básico de todos e por isso não comporta nada além dos links.
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Quando eu era criança tinha medo de Freddy Krueger, Chuckie o brinquedo assassino e Jason. Mas hoje, do alto dos meus 25 anos, morro de medo, fico branco, apavorado, quando vejo Washington com aquela roupa de listras verde, vermelha e branca. Esse cara me dá muito mais medo hoje do que Freddy, Chuckie e Jason quando eu era criança.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Só isso é pouco

Num dia ensolarado, acompanhando o vai-e-vem das ondas do mar começo a viajar na nossa existência. Qual a nossa missão? Qual o sentido da vida? Fomos criados apenas para nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer? Somos feitos apenas para povoar o planeta e deixar descendentes?
Se for apenas isso, acho insignificante. Batalhamos a vida inteira apenas para sobreviver e darmos o melhor mundo que somos capazes de fazer para os nossos filhos (ainda não sou pai, pretendo ser um dia, mas não agora)? Ou será que quando morremos viramos alguma coisa, alguma matéria que alimente alguma outra entidade?
Eu assistia Arquivo X. No seriado, Chris Carter insinuou que o mundo e, consequentemente, todos nós somos controlados por alieníginas, milhares de vezes superiores a nós, que estariam preparando terreno para a vinda deles para cá num futuro (talvez) distante. Os planos dos aliens era colonizar a terra. Ficção ou verdade, será que a nossa alma vira algum tipo de energia ou matéria que alimenta os aliens?
Apesar de todos os avanços tecnológicos, todas as descobertas até então, são coisas microscópicas diante do verdadeiro tamanho das coisas: elas são infinitas, como dizia Jim Morrisson. Até hoje fomos apenas para a Lua e os projetos para enviar o homem à Marte são para daqui a 20 anos. Isso tudo é praticamente nada diante da especulação de que o universo é infinito. O tamanho do universo é especulação com base é milhares de contas matemáticas e previsões que podem ser verdadeiras ou não. Se ele não for infinito, não temos a mínima idéia do que possa existir a partir do ponto que ele termina.
E não precisamos nem viajar pelo espaço, pois não sabemos se o centro da Terra é de fato caldeirão de fogo. Isso é o que os cientistas disseram para a gente, com o aval dos governos. Galileu também havia cantado a pedra de que a Terra era redonda, mas a igreja mandou ele desmentir isso, ameaçando queimá-lo na fogueira. Galileu não pensou duas vezes e voltou atrás. Vivemos na crosta terrestre e nunca conseguimos dar um passeio pelo fundo do mar. O que tem nas profundezas do oceano ninguém sabe, mas no raso sabemos que tem o Titanic.
Descobrimos a roda, a internet, o celular, mas ainda não construímos nenhum motor capaz de nos levar para qualquer lugar no espaço em tempo hábil.
Dizemos que o universo é infinito, mas nem sabemos o que o fundo do oceano esconde, não conhecemos os habitantes de lá. Daqui a pouco os alieníginas de Chris Carter estão escondidos lá com sua nave gigante e o efeito da pressão causada em grandes profundidades nada mais do que a defesa que eles usam para nunca chegarmos lá. Enquanto isso, os terremotos, os tsunamis são obra deles quando precisam de mais energia.
Não sei. Viagens a parte, deve existir algum outro motivo para a gente nascer, crescer, reproduzir, envelhecer e morrer, além de povoar este planeta. A vida é bela, mas se for só isso é pouco demais, não?
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Antes que alguém especule, não perdi o sentido da vida. Quero mais é curtí-la, ganhar dinheiro para financiar minhas baladas, festas, quero sair com meus amigos, pegar mulheres bonitas, assistir futebol, viajar, enfim, viver!! Mas claro que tem momentos em que tenho perguntas de difíceis respostas quem ninguém até agora se mostrou capaz de respondê-las. Morpheus ainda não apareceu na minha frente para me oferecer a pílula vermelha e conhecer toda a verdade. Por enquanto estou curtindo a minha vida dentro dos limites do conhecimento humano ou no mundo ilusório. E prêmios no próximo post!

domingo, 3 de agosto de 2008

Ouvindo 1 som

Vocês me convencem fácil, fácil. Pensei em acabar com a seção porque não estou conseguindo postar os vídeos aqui, mas como falaram para dar um jeito de conseguir, resolvir botar na tora mesmo, sem o vídeo, apenas com o link.
Esta música, Zombie (cliquem aqui para abrir o vídeo) do The Cranberries, é a que eu mais tenho ouvido desde sábado passado. Todos os dias tenho que ouví-la, no mínimo, 3 vezes seguidas para dormir tranquilo. Tudo começou quando ouvi essa música no carro de um amigo meu e assim que cheguei em casa fui procurá-la no Youtube e em seguida procurei para baixar. Já conhecia The Cranberries desde a novela A Viagem, que colocou Linger (bela música na bela voz da bela cantora) na trilha sonora. Outra música bonita deles é Ode my Family. Gostei de Zombie porque é um rock pesado muito bem tocado, o som é limpo, você escuta tudo, inclusive a letra que não é gritada.
O vídeo do Youtube não agrada apenas os meus ouvidos, mas também os meus olhos. Me apaixonei pela cantora, Dolores O'Riordan. Ela é toda linda e a voz dela também. Carinha de marrenta, que nem a filha de Kevin Spacey em Beleza Americana, mas que na verdade não é marrenta. Toda cheia de estilo, elegância até para dar dedo pros outros (prestem atenção no vídeo). De toca vermelha, vestidão preto, piercings na orelha, ela parece aquelas turistas européias (ela é irlandesa!) que vem pra cá pra Salvador e vão correndo pro Pelourinho para ver a bênção do Olodum na terça e se apaixonar por um negão tripé do Pelô. Não tenho três pernas e não sou negão, mas se desse de cara com ela em algum ensaio no verão ou no carnaval no meio do circuito, com certeza gastaria o meu inglês intermediário do ACBEU e tentaria garrá-la de qualquer jeito, mas claro que mantendo o respeito e não como os adolescentes de hoje fazem com as mulheres, à força.
E como vocês podem ver, o problema com o Youtube ainda persiste, mas manterei a seção mesmo assim, gosto dela e vejo que vocês também. Apreciem a música sem moderação.
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"A arte de ser louco é jamais cometer a loucura de ser um sujeito normal"

Raul Seixas, cantor