segunda-feira, 3 de março de 2008

Ontem e hoje

Como novamente não sei sobre o que tratar darei um giro pelas notícias. Começando pelo futebol. Ronaldinho fez um golaço de bicicleta na derrota do Barcelona por 4 a 2 para o Atlético de Madrid, enquanto que Robinho fez dois gols, um deles inclusive foi um golaço de cobertura, dando a vitória para o Real Madrid.
No campeonato paulista, o São Paulo voltou para a zona classificação!! O Tricolor venceu o Mirassol por 2 a 1. Depois da confusão no fim da semana, Adriano entrou em campo, mas não jogou... E como me cobraram na semana passada que eu não tinha falado do Santos, o peixe perdeu de 1 a 0 para o Sertãozinho, acendendo a luz amarela para a zona do rebaixamento. Mas o melhor do domingo (vão me estapear...) foi a vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre o Corinthians. Gostei desse resultado, não pelo Palmeiras, mas sim pelo Corinthians. Já no campeonato baiano, o Bahia venceu o BaVi... O tricolor baiano bateu o Vitória Conquista por 2 a 1. Para quem não sabe, BaVi é Bahia e Vitória (o que está na Série A do Brasileirão).
No Big Brother 8 (sim, acompanho do mesmo jeito que a novela!!), a bela Juliana, a porre e disfarçada de pobre Gysele e o chato encrenqueiro que se acha dono da verdade Marcelo estão no paredão de terça. Pelos elogios, vocês já devem perceber quem eu quero que saia da casa... (Gysele, porque Marcelo é encrenqueiro e eu quero ver é o circo pegando fogo) Mas para o 1 milhão estou torcendo para a bela louca joselita Nathália. O mal é que agora na reta final, ela está morrendo de medo de ser eliminada e tem se segurado mais nas loucuras. Não tem mais se soltado, falado besteira e feito mais merda depois de comer água (encher a cara), ela está muito quietinha no canto dela.
E um avião caiu no Rio de Janeiro. Não sei mais detalhes, não li mais nada a respeito, apenas a manchete no Terra, que ainda dizia que um empresário e um fazendeiro estavam no avião. Aqui, a cidade vai recuperando seus carros depois do estrago do dilúviu de quinta, as garagens dos prédios, supermercados já estão secas e a vida continua. Bom, por hoje é só. Até a próxima!!
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"Quando alguém tentar te desencorajar, dizendo que você não é capaz de realizar qualquer projeto, não se deixe abater. Ao invés disso, lembre-se que amadores construíram a Arca de Noé e profissionais construíram o Titanic."
Autor Desconhecido.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O dia em que Salvador virou São Paulo

Dia 28 de fevereiro de 2008, 21:00. Relâmpagos caem com frequência e os trovões estouram com toda força e o vento começa ficar forte, o que é uma boa, já todos os dias está fazendo muito calor. Às 21:21 começa uma forte chuva em Salvador. Estou no computador, como a maioria das noites durante a semana de trabalho. Não dou grande importância para chuva que só faz aumentar.
Inicalmente estava tudo tranquilo, a chuva caía, estava ventando bem. Os relâmpagos continuavam cortando os céus seguido dos trovões. Conversa vai conversa vem, gente saindo do msn, gente entrando, gente caindo de repente e sem aviso prévio... Enquanto que na tv Duas Caras terminava e o Big Brother começa. E a chuva não parava nem diminuia, continuava forte, muito forte.
Os minutos vão passando, as horas vão passando, o msn que antes bombava começava ter menos gente. Big Brother chegou ao fim, Rafinha ganhava a prova líder. E a chuva continuava forte.
Começa Queridos Amigos. Durante o intervalo da segunda parte, vou fechar a janela, preparar o terreno para dormir e como dia de quinta a diarista arruma a casa inteira, tenho que arrumar a minha cama (que fica "arrumada" para eu dormir a semana inteira, com excessão também de segunda, pelo mesmo motivo de quinta). Quando chego na janela do meu quarto me deparo com um cenário que só vejo na televisão. Por uns instantes penso que estou em São Paulo. A rua que fica em frente a janela do meu quarto estava toda alagada, não existia mais calçada, a água já invadia a portaria dos prédios e um monte de carros parados ao redor da pracinha que não estava alagado. Eram pessoas que chegavam da faculdade, do trabalho e não conseguiram atravessar a lagoa para chegarem em suas casas.
Um pouco mais de meia-noite a chuva começa a ficar fraca, mas nada de parar. Vou dormir, para mim o dia acaba na segurança do meu lar em quanto do lado de fora, as pessoas esperam a água escoar ou vão procurar outras casas para dormir.
De manhã abro a janela para ver como ficou a rua. Toda suja, cheia de lama e... um carro virado!!! Não de cabeça para baixo e as quatro rodas para cima, mas de lado. Na televisão, o jornal local mostra os saldos do dilúvio. Um cara num utilitário importado quis tirar uma onda com a mulher e inventou de passar pelo alagamento que só os ônibus estavam conseguindo. O resultado foi carro parado no meio da travessia e o casal desfilando com água na cintura. Um carro foi arrastado pela correnteza e desapareceu no mundo de água. Foi parar dentro do rio em plena avenida ACM (como um nome desse... é uma das principais daqui).
Segundo a loirinha gata do Jornal Hoje que dá a previsão do tempo, ontem de noite foi chuva para mais de um mês aqui. E a previsão é que o tempo continue ruim. Agora são 21:23 e nem uma gota caiu do céu, nem um relâmpago deu as caras e nem um trovão rompeu o silêncio da noite.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

O politicamente (in)correto

Juvenal Antena é um criminoso politicamente correto e por causa disso eu não gosto dele. Ele é em cima do muro, não sabe se é bandido ou se é mocinho. Aguinaldo Silva tenta empurrá-lo como mocinho e ele não deveria ser, suas características são de um chefe da máfia ou, talvez muito mais apropriado, um dono de morro.

Juvenal enriquece as custas do pagamento dos moradores da Portelinha pela proteção. A mesma atividade que o recém-chegado aos EUA, Vito Corleone desempenhava quando a sua "famiglia" estava nascendo. A base do império dos Corleone foi feita às custas da venda de proteção no bairro. Assim como Don Vito que colocou Michael no seu lugar, Juvenal deveria ter passado o comando da família para Evilásio após o atentado que sofreu e ficaria como conselheiro. Mas assim como os gângsters italianos, ele deveria ser mais assassino. Juvenal descobriu que o marido de Alzira foi quem atirou nele durante a invasão da Portelinha. Também por traição, Don Michael Corleone mandou matar o próprio irmão. Além disso, nos três filmes Michael faz uma chacina, eliminando todos os seus inimigos.

Deixando um pouco a profissão de lado, Juvenal é nada mais nada menos do que um dono de morro. E, como todas as favelas cariocas o tráfico deveria reinar para dar um caráter mais real à novela. Como o rei da Portelinha pensa muito no povo, deveria ser um chefe do tráfico inspirado em Marcinho VP, que segundo o livro O Abusado, era um cara culto, que lia os livros de vários pensadores, Marx, Focault e tinha idéias de liberdade. Mas sem deixar de andar de fuzil na mão e ter um exército de soldados do morro menores de idade. Ao invés de pegar os bandidos fora da linha, ameaçar de morte e mandar embora, Juvenal deveria era botar no microondas e fim de papo. Além disso, ele também continuaria com Alzira, já que o marido dela um dia acordou com a boca cheia de formiga.

Acabei de pensar numa coisa!! Ao invés de só ter Ferraço como principal vilão, Juvenal seria o traficante dono do morro e o principal seria um gângster tipo Michael. Eles poderiam até entrar em confronto, mas tecnicamente são ramos diferentes de negócios. Enquanto que um é da construção civil, o outro é do tráfico. Ferraço deveria ter um esquema de corrupção com deputados, senadores envolvidos. Passaria a vida inteira tentando legalizar os negócios da família, mas apenas o que conseguiria no final era uma morte solitária no jardim da sua bela mansão, depois de ver o seu filho ser morto no seu lugar num atentado orquestrado por algum inimigo. Já o Juvenal Antena teria um fim próprio de traficante. Depois de mandar fechar lojas e escolas próximas à Portelinha, o governador do Rio de Janeiro mandaria o Core (o BOPE da Polícia Civil, porque tem aparecido muito nos jornais) para prendê-lo. O Core subiria o morro da Portelinha e desceria de lá com o corpo de Juvenal num carrinho de mão.

O roteiro está ótimo, para mim. Vilão é vilão e na vida real não existe herói. O herói na vida real são os policiais de verdade, que não são corruptos e defendem a população porque entendem bem os seus papéis na sociedade. Um dos problemas é que Duas Caras teria que trocar de horário com Queridos Amigos por ordem judicial. E o principal problema é que eu não sou autor, não trabalho na Globo, sou apenas um cara que escreve por puro lazer e diversão. Mas não estou conseguindo gostar de Juvenal Antena como um herói. Seria mais apropriado e teria mais graça se ele fosse um vilão de verdade.


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Primeiro quero dizer que não sou noveleiro. Geralmente acompanho as novelas das 21h quando elas não são de época. Naõ assisto todos os dias, não deixo de sair, de assistir outra coisa, enfim, não deixo de fazer nada por causa da novela. Não sei os detalhes porque não assisto todos os dias, mas sei o que está acontecendo na trama.

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Errata: No post anterior escrevi que o São Paulo tinha empatado com o Paulista. Não! O tricolor empatou com o Noroeste. Peço desculpas pelo erro e agradeço ao Vinícius e a Maria que me chamaram a atenção disso. Prometo ser mais cuidadoso nas próximas vezes.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sem inspiração

Não sei sobre o que escrever. Um tema surgiu na minha cabeça ontem no meio de uma festa de aniversário (que não era meu), mas a cerveja (e foram muitas) tratou de me fazer esquecer e hoje não consegui lembrar até agora.
Até que aconteceram muitos fatos importantes como a decisão da Taça Guanabara, a decisão da Copa da Liga Inglesa, o Corinthians que venceu a líder do Campeonato Paulista, Ponte Preta e de quebra ainda tirou o São Paulo, que apenas empatou hoje com o Paulista, da zona de classificação (o famoso G4) e daqui a pouco vai começar o Oscar.
Mas nenhuma dessas notícias me instiga em escrever um texto para apenas 1 deles. Sobre o Oscar só tenho a dizer que faltou Tropa de Elite entre indicados à melhor filme estrangeiro (mas me parece que quem foi para a pré-lista foi O ano que meus pais saíram de férias) e sobre uma das indicadas a melhor atriz que é a bela Ellen Page (lembrei dela quando assisti X-Men 3 um dia desses).
Um detalhe me chamou muita atenção nos dois jogos finais de hoje. O Tottenham conquistou a Copa da Liga Inglesa ao vencer o todo poderoso Chelsea por 2 a 1, de virada na prorrogação. Não vi o jogo todo, assisti o início e os momentos finais da prorrogação. E no último lance do jogo o Chelsea meteu uma bola na trave, por pouco não empatou a partida e levou pros pênaltis. Assim que a bola bateu na trave, o juiz encerrou o jogo. Na Taça Guanabara aconteceu a mesma coisa. O Flamengo foi bicampeão ao vencer o Botafogo por 2 a 1 também de virada, mas no tempo normal. O último lance dessa partida também foi uma bola de Jorge Henrique que bateu na trave e após o lance, o juiz encerrou o jogo. A diferença entre é que a final da Taça Guanabara eu assisti o jogo inteiro.
Hoje não dá ficar enchendo choriça. Passei o dia de ressaca, sem forças, vontade para fazer nada. Estou melhor agora de noite, mas a maresia ainda toma conta de mim. Bom, vou continuar aqui na minha com o msn aberto e ouvindo música. Até a próxima!
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"O limite é uma fronteira criada só pela mente."
Edy Rock, rapper do Racionais MC's.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Finalmente uma brecha na agenda!

Já era para eu ter atualizado esse blog desde a semana passada, porém minha agenda social andou um pouco cheia na semana passada e os compromissos me impediram de escrever alguma coisa. Por isso que hoje vai ser mais ou menos um giro pelo que aconteceu no mundo nos últimos dias.
Queria escrever sobre a nova e grave contusão de Ronaldo. Como já passou uma semana e ele não apenas operou como já está pra ter alta do hospital, escreverei apenas algumas palavras. Fiquei triste e chocado com a contusão. É a mesma que ele teve em 2000, só que no outro joelho. Especialistas dizem que Ronaldo tomou anabolizante, ganhou muita massa muscular e o tendão que não cresce nem se fortalece também, não aguentou e estourou. Lamento muito que isso tenha acontecido. Gosto do Ronaldo e torcia para que ele desse a volta por cima. Com dois joelhos estourados, talvez a melhor opção dele seja mesmo a aposentadoria enquanto ele pode andar normalmente. Ronaldo não tem que provar mais nada a ninguém. Ele já provou que é um dos maiores craques da história do futebol e isso não pode ser apagado por contusão nenhuma!
Fidel Castro renunciou à presidência de Cuba. Finalmente o ditador deixa o posto fisicamente, mas não se preocupem que ele continuará mandando na ilha. Sou contra ditadores, acho que todo mundo que se perpetua no poder sempre faz besteira e no final dá merda. Fidel pode ser sanguinário, assassino e pertubador da paz (concordo com tudo isso), mas também não devemos esquecer também das coisas boas que ele fez para os cubanos. A medicina de Cuba é referência no mudo inteiro, pode não ser a melhor, mas está entre as melhores. Além disso, os cubanos não sabem o significado de mortalidade infantil, analfabetismo, miséria, falta de moradia, desemprego.
Mudando de assunto, o Milan deu um grande passo na Liga dos Campeões hoje ao empatar com Arsenal em Londres. A partida de volta será no Sansiro, casa do Milan, que só precisa de uma vitória simples de 1 a 0 para se classificar. Outro que se deu muito bem foi o Barcelona que venceu o Celtic por 3 a 2 fora de casa. A situação está complicadíssima para o tim escocês.
Vi aqui no Globo.com uma foto do que seria o estádio do Corinthians. Agora leio aqui no Terra que o Andrés Sanchez, presidente do time sem-teto, que a torcida corintiana deve esquecer a palavra estádio. Não sei o que vai acontecer, mas essa enrolação do Corinthians construir um estádio já vem de anos e anos.
Continuando no futebol, a Timemania foi lançada ontem (ou segunda) e Edson Arantes do Nascimento (Pelé não faria uma coisa dessa) foi o garoto-propaganda. E o que temos de fazer? Não é comprar as cartelinhas da Timemania e apostar. Devemos atrasar nossos impostos, deixar a dívida ficar enorme e depois nos reunimos e batemos na porta do Presidente da República e pedimos uma loteria para também ajudar a gente a pagar nossas dívidas. Garanto que ele achará a idéia ótima, abrirá um imenso sorriso para a gente e no outro dia publicar no Diário Oficial a criação da loteria...
E para fechar, uma notícia que vai mudar a minha vida!! Anita, vulgo Mel Lisboa, se separou de Daniel Alvim (nunca ouvi falar). Agora é minha vez!! Até a próxima.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

AHHHHHHHcabou o Verão...

O grande problema foi o calendário. Esse ano o calendário começou mal, com o carnaval marcado para a última semana de janeiro (!), o que fez com que as festas ficassem todas meio que amontoadas. Praticamente todos os finais de semana de janeiro tiveram as grandes festas, que em tempo normal seriam de quinze em quinze dias começando lá pro final do 1º mês do ano e terminando no último domingo antes da grande folia começar no meio para o final de fevereiro.
O Carnaval antecipado encurtou o verão. Na teoria o verão termina em 21 de março, mas na prática é outra história. Na prática o verão termina com o fim do carnaval e aqui em Salvador (Bahia!!) termina após as ressacas. No sábado teve a ressaca de Ivete Sangalo com o Cerveja & Cia Folia (não fui para essa festa), que em condições normais de calendário, ocorreria antes do Carnaval. No domingo foi a vez do Harén (não fui também) se despedir da melhor estação do ano. Mas fechei o verão com chave de ouro na Ressaca da Timbalada (a melhor banda de percussão do mundo!!) também no domingo. Pronto está decretado o fim do verão de 2008 (na prática).
O verão acaba com o fim do carnaval, porém o ano começa. Agora é hora de se concentrar exclusivamente ao trabalho, aos estudos. As escolas iniciam seus anos letivos, as faculdades também e as pessoas começam a tocar seus projetos para o ano novo. O reveillon deveria ser na quarta-feira de cinzas e não a meia-noite do dia 1º de janeiro. Aqui em Salvador era para ele acontecer depois do Arrastão que é o encerramento do Carnaval, com Ivete Sangalo, Carlinhos Brown e cia desejando feliz ano novo, o problema é que isso ocorreria de manhã e o sol estragaria a beleza da queima de fogos, mas tudo bem. O ano realmente começa agora, hora de arregaçar as mangas. Um feliz 2008 e um próspero ano novo cheio saúde, paz, alegria e realizações!!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Igual não existe

Cariocas, paulistas e o pessoal do samba vão me odiar, mas carnaval de verdade só existe aqui em Salvador. O resto é brincadeira chata, entediante. Desfile de escola de samba pode ser bonito por causa das fantasias e bom para quem está lá embaixo desfilando (e para bicheiros e traficantes também é bom!), mas para quem assiste é um porre. Já o daqui é bom para todos os lados. Tanto para quem canta e toca, e melhor ainda para quem está lá embaixo correndo atrás do trio.
Meu carnaval começou logo na quarta. Saí num bloco de fanfarra que uns amigos meus organizam. Quinta e ontem fiquei na pipoca, acho que minha paciência para sair em blocos acabou. Hoje passarei o dia em casa descansando, me preparando para amanhã ou talvez dê uma chegadinha lá no Rio Vermelho para levar meu presente para Yemanjá. E amanhã é que o carnaval chega no ápice. Adaptando o que Cap. Nascimento diz, vou subir o Campo Grande cheio de colar e de roupa branca, amigo! Amanhã é de Gandhy.
Ficarei em casa hoje porque amanhã paleta vai ser grande. Depois que as coisas acabam no Campo Grande, descemos para Ondina e esse trajeto é longo, é uma boa caminhada, então o gás tem que estar em dia. Como tirei essa folga no carnaval vim aqui atualizar a casa, mas ainda estou sem grande imaginação (acordei a pouco tempo) para echer choriça e escrever mais. Até a próxima, depois que o carnaval acabar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

O Festival não presta

Nem tudo que é televisionado é ouro. A Globo pinta o Festival de Verão como se fosse umas das maravilhas, mas está longe disso. Não em termos de estrutura, mas a programação também não é das melhores.

Esse ano fui 1 dia para o Festival, ou melhor, fui por algumas horas. Fui na sexta. A programação estava até boa, teve Beth Carvalho (não curto), O Rappa foi substituído por Charlie Brown Jr. (uma bosta), Asa de Águia (ótima), Babado Novo (excelente), Timbalada (espetacular) e Saia Rodada (boa pedida). A ordem dos show foi essa mesma. Cheguei lá na metade de Babado. A pista estava lotada, não dava para andar. Timbalada era a banda que eu realmente queria ver, já que O Rappa não tocou. O som estava horrível e não dava para ouvir muito mal a percussão da banda. Um pouco depois do início de Saia Rodada fui embora porque não tinha perdido nada lá. Os outros dias a programação estava horrível e por isso nem me animei para ir. Na quinta, foi a festa do Bonfim e isso consumiu minhas energias, tive até a oportunidade de ir, mas não fui.

A estrutura do Festival é boa. Tem uns 3 palcos (1 grande dos principais shows e 2 pequenos para os shows menores). A praça de alimentação é bem servida. O problema é que a cerveja estava quente, muito quente. A pista estava horrorosa, além de entupida e não dava para dar 5 passos. Dessa vez não vi briga nenhuma, nem a polícia em ação (até a Choque estava lá).

Não sei porque inventei de ir esse ano. Fazia uns 2 anos que não dou as caras no Festival. As últimas vezes que eu tinha ido não prestou. O Festival já foi bom, pelo menos eu curtia. Teve 1 ano (não lembro, mas faz muito tempo, talvez uns 6 anos) que só não fui 1 dia, alguns dias eu fui para ver as bandas que eu gostava e o restante fui porque ganhei os ingressos. Hoje o Festival não presta, não recomendo ninguém a ir, muito menos sair das suas cidades só para o Festival, mas se o objetivo incluir o verão daqui pode vim. Há muito tempo atrás o Festival era bom, hoje está péssimo... será que é por quê estou ficando velho?

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Como eles conseguem?

Tem certas músicas que me fazem viajar. E logo após a viagem nelas, vem a viagem sobre elas. Como o dono da música ou a banda chegou nela? É sempre essa pergunta que eu faço. Não é escrever a letra, é fazer o arranjo. Imagino como uma descoberta. Como ele descobriu aquele arranjo?

Músicas como Hidden Place e Aurora ambas de Björk, Aqueous Transmission de Incubus, Porcelain de Moby, entre outras que agora não me vem a cabeça. Toda vez que ouço essas músicas e algumas outras, sempre me faço a última pergunta do primeiro parágrafo. São músicas que fico imaginando como elas brotaram na cabeça deles.

Björk, por exemplo, como ela imaginou que em Hidden Place ficaria boa se tivesse o barulho de um embaralhar de cartas? Ou o som de pé arrastando num chão de pedras cairia perfeitamente na letra de Aurora? É esse ponto que fico viajando atrás de uma resposta que nunca obtenho. Às vezes imagino que Björk acordou com um barulho de pedras ou cartas na cabeça e junto com isso veio uma parte da música, também, na cabeça dela. Chegando no estúdio, ela decidiu juntar os dois e chegou na música.

Moby é um que não curto muito o som dele, mas Porcelain é um achado. Primeiro que a música começa só com um som, em seguida ele bota uma batida, depois mais um outro instrumento, depois uma voz e em seguida, em complemento com esta última um piano. Depois que entrou tudo isso, ele começa a cantar a letra. O interessante é que as notas dos sons são sempre os mesmo até a música terminar. Por exemplo, as notas do piano são as mesmas sempre, ele pára por um tempo, mas quando volta é sempre a mesma nota, não muda até o final da música. Ele também dá um efeito na voz, é uma voz meio que sombria, mas que não transmite medo para você e sim paz, tranquilidade.

Outro que fico impressionadíssimo é Aqueous Transmission de Incubus. Para quem não conhece, o som de Incubus é puramente pop. Tem algumas músicas que são legais. No geral a banda é até boa, não sou nenhum fã das músicas deles, sou apenas um ouvinte deles, ouço algumas músicas. Mas voltando ao assunto, Aqueous Transmission é única na carreira deles, pelo menos até o pouco onde conheço. É uma música diferente de tudo que eles fizeram, diferente inclusive de todas as outras músicas do álbum Morning View, do qual ela faz parte. O arranjo de Aqueous Transmission é o de uma música oriental, parecendo as músicas ouvidas por aqueles velhinhos japoneses ou chineses que levaram a vida inteira no campo ou nas montanhas, longe das cidades, da tecnologia, das indústrias, da poluição. No final da música, eles colocaram um som de brejo com sapos coaxando. E esse final vai entrando aos poucos a medida que o arranjo oriental vai baixando. É a música que eu mais viajo sobre como eles chegaram ao arranjo dela. É uma música tranquila, daquelas que te dá uma paz relaxante ou também pode fazer você dormir.

Esse é um texto maluco, um texto doidão, mas esse tema sempre esteve na minha cabeça, toda vez que viajo ouvindo essas músicas. Não eram para tratar disso hoje, mas ouvi Aqueous Transmission no carro e só pensei nisso quando cheguei em casa. Da próxima vez escrevo sobre um tema normal.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Cada um com seus problemas

Trabalhar no vestibular é ganhar dinheiro para não fazer quase nada. A grana é boa já que o trabalho é de apenas 4 ou 5 horas no dia. Não é salário, mas sim um extra ou melhor, um bico. Como tenho moral posso escolher a minha função e como sou tímido escolho ficar no correfor, apenas guiando os vestibulandos ao banheiro ou ao bebedouro.

Depois que todos entram nas salas começa o tédio. Como sempre, procuro páginas em branco no manual, levo uma caneta e faço o meu passatempo favorito que é escrever. Meus "passeios" pelo colégio só começam às 9 horas. Antes disso, fico sentado, viajando sobre o que escrever.

Minhas observações não serão sobre as vestibulandas que eu vi. Não será sobre a olho verde linda, nem a de cabelão preto dona de uma beleza simples sem necessidade de muita maquiagem ou roupas muito fashion ou para a que transmitia uma paz, tranquilidade e de rosto angelical, muito menos para as que já tem uma carinha que exprime o gosto pelo melhor esporte do mundo.

Tenho que chegar no colégio às 06:30 da manhã. E como minha pontualidade para essas coisas é inglesa, saí de casa quinze minutos antes. No trajeto vi gente voltando para casa. Pois é, enquanto uns saem para trabalhar, outros estão voltando para casa depois do reggae (balada). Enquanto que eu estou de cara e já praticamente despertado dirigindo a caminho do trabalho, vejo um Stilo atravessado no meio da avenida sobre uns pedaços de carro, os ocupantes sentados no passeio e uma mulher em pé ao lado do policial explicando o acidente. Mais para frente já em uma rua residencial, um Palio subiu na rotatória (construida de cimento há menos de 2 meses), estourou um pneu e se o cara (que estava em pé olhando para a merda que ele fez e coçando a cabeça) for azarado é bem capaz do eixo ter empenado.

Enquanto que para mim eram 06:20 da manhã de domingo, para outros eram 06:20 da manhã da noite de sábado. O dia estava apenas começando tranquilo para mim e para os outros ele estava acabando de forma trágica. Interrompi o meu sonho com o alarme do celular às 05 horas. E os que colidiram o carro, o pesadelo começava antes mesmo de irem para cama.



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"Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna".


Albert Einstein

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

O fim do único e o surgimento de mais um

Até hoje de manhã tinha em mente falar da excelente estréia de Alexandre Pato. No entanto o anúncio hoje da aposentadoria de Gustavo Kuerten não poderia passar em branco. Enquanto um dá um enorme passo para o início de uma carreira que tem tudo para ser brilhante, o outro anuncia o fim de uma carreira brilhante.
Guga foi o maior tenista brasileiro de todos os tempos. Pela perspectiva e da nova geração de tenistas que aparecem no Brasil, talvez dificilmente aparecerá outro que seja capaz de bater o único brasileiro que chegou ao topo do mundo no Tênis. No país do futebol quase todos os anos aparecem novos Ronaldinhos, Robinhos, candidatos a Zico, a Gérson, mas dificilmente aparecerá um Guga novamente.
O manezinho da ilha foi espetacular. Primeiro que surgiu do nada, durante um Grand Slam em 1997, foi batendo adversário atrás de adversário e se apresentou ao mundo vencendo este importantíssimo torneio. O mundo passou a conhecer Gustavo Kuerten, aquele tenista novo, cabeludo e que não usava a tradicional roupa branca e sim uma camisa colorida. Depois Guga conquistou mais 2 vezes esse torneio. A consagração, o topo mundo foi atingida em 2000 na Master Cup de Lisboa quando ele derrotou dois dos maiores monstros da história do Tênis, Pete Sampras e André Agassi. Guga foi número 1 do mundo por 43 semanas, enquanto que nenhum outro brasileiro conseguiu ficar no mínimo no Top 10. Obrigado pelos títulos, pelas glórias, por botar o Brasil novamente no mapa do Tênis, assim como Maria Esther Bueno. Infelizmente os dirigentes do Tênis no nosso país não aproveitou a Gugamania, mas você fez a sua brilhante parte. Agora curta suas férias eternas e você não terá mais que sofrer com as dores no quadril. Obrigado por tudo Guga!
E obrigado também ao Pato. Foi uma estréia espetacular no Milan, um dos maiores clubes do mundo e jogando em um dos mais difíceis campeonatos do mundo. O nervosismo inicial foi natural como em todas as estréias cheias de expectativas. Pato errou muito no início do jogo contra o Napoli. Perdeu gols que não costuma perder. Mas não se deve esperar muito de um menino de 18 anos na sua primeira partida com a pesada e importante camisa do Milan. Porém, quando se tem estrela a coisa fica diferente. O nervosismo incial do jogo foi embora aos poucos e Pato começou a mostrar seu bom futebol, até que fez um bonito gol, mostrando maturidade, tranquilidade e segurança. Ótima estréia de um garoto que tem um enorme potencial não apenas ser craque, mas para entrar na história dos maiores do futebol mundial.
Enquanto que o Brasil do Tênis vê o seu maior tenista da história se aposentar, o Brasil do futebol vê mais um candidato a craque surgir. Guga é único no Brasil do Tênis, enquanto Pato é apenas mais um o Brasil começa a acompanhar uma trajetória que poderá ser espetacular assim como viu Pelé, Garrincha, Zico, Gérson, Falcão, Sócrates, Romário, Rivaldo, Ronaldo... Só para citar alguns, pois não teria espaço suficiente aqui e muito menos eu teria tempo para isso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A tradição deve ser mantida.

Uma polêmica já agita o carnaval de Salvador. O novo rei Momo da cidade pesa 58 kg. O comerciante Clarindo Silva foi escolhido como novo rei Momo, tudo porque os organizadores concurso de rei Momo resolveram mudar, trocaram o quesito "sobrepeso" por "baianidade e notoriedade cultural". Clarindo é dono do Bar Cantina da Lua no Pelourinho e é uma figura bastante conhecida por lá.

A decisão da escolha do novo rei Momo foi tomada na última segunda, dia 07, mas por causa dela, os candidatos gordinhos resolveram protestar e juntos fizeram com que a organização do concurso voltasse atrás e adiasse a decisão.

Sou contra essa escolha. Mas não contra Clarindo. No entanto a figura do rei Momo é um cara gordo que transmite alegria. O Clarindo pode até transmitir alegria e de fato faz muito bem, mas não é gordo. Não sei o que levou a esta mudança, mas o padrão de beleza das passarelas da moda não pode imperar no carnaval também. As mulheres do carnaval tem que ter recheio, tem que ter perna, bunda, enfim tem que ter corpo e não esqueleto como as donas das passarelas.

Vamos para o carnaval do Rio. Imaginem a rainha de bateria de uma grande escola (não digo a Mangueira porque tem piadinha...), uma mulher magérrima, esqueleto puro. Com a pouca roupa, não tem samba no pé certo que chame mais atenção do que as costelas. Não! Não pode. Rainha de bateria tem que ser uma Viviane Araújo, uma Adriana Bombom, uma Graciane Barbosa da vida. Deixa a Gisele Bundchen no camarote da Brahma tirando foto para a Caras, Contigo.

A mesma coisa é o rei Momo. A roupa de rei vai engolir o Clarindo, além de descacterizar a figura do rei. A chave da cidade tem que estar nas mãos de um gordo, porque caso contrário já não é mais Carnaval.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Ano novo, vida velha.

Curioso como as pessoas depositam uma esperança de vida nova no dia 01 de janeiro. As pessoas acreditam que pelo simples fato do ano mudar, a vida delas também vai mudar. Logo nos primeiros minutos do novo ano, as pessoas fazem promessas de mudanças e acham que no primeiro despertar no ano novo, suas vidas mudarão.
Não penso assim. Deixei de fazer promessas para o ano novo, pelo simples fato de que sei que dificilmente irei realizá-las. Não prometo que vou mudar, não prometo fazer as coisas diferente do jeito que fazia antes, muito menos de deixar minhas manias de lado. Não é no 1º de janeiro que a minha vida vai mudar. Ela vai mudar, mas poderá ser no dia 17 de agosto, ou no dia 6 de maio, enfim, se tiver que mudar não será no dia 1º.
Geralmente as pessoas mudam um comportamento quando levam alguma porrada da vida (comigo acontece assim). Se um comportamento está errado, a vida vai te cobrar por causa disso e será aí nesse dia, que a pessoa vai parar para pensar no que fazia de errado e encontrará uma solução, um meio de mudar.
Nos primeiros minutos de 2008, agradeci pelas coisas boas que aconteceram comigo em 2007 e fiz, é claro, meus pedidos de saúde para minha família, meus amigos e para mim. O resto não fico pedindo, porque depende muito mais de mim mesmo, tenho que fazer a minha parte.
A única coisa que eu fiz, o que talvez a maioria esmagadora faz, foi traçar um único objetivo principal. Talvez as pessoas tenham traçado vários objetivos, vários planos e prometido várias mudanças. Só imagino 1 objetivo, mas claro que ele não será o único do ano. Os outros eu vou traçando e descobrindo a necessidade ao longo do ano, me antecipando aos socos da vida ou na absorção deles.
A minha manhã de 2008 foi igual a manhã do dia 31 de dezembro de 2007, que foi igual a do dia 30 e assim por diante. Primeiro de janeiro não é um dia em que tudo muda de repente, as mudanças acontecem ao longo do ano e não de um dia para o outro. O ano é novo, mas a minha vida continua a mesma como em 2007, aliás não só a minha vida, o mundo continua igual a 2007, o que mudou foi apenas o último algarismo da data.

domingo, 6 de janeiro de 2008

O passeio de Tyler

Sábado 14h. Tyler Durden pega o carro e saí. Pega a av. Manoel Dias, sentido Centro, tudo vazio. Mas é até um vazio normal para um sábado, já que as pessoas não trabalham. Dentro dos poucos carros, que ele vê ao lado, estão famílias. Desce mais um pouco e ele chega no Rio Vermelho. Bairro boêmio, mas que durante o dia vive a praia. As praias não estão cheias. Barra, Ondina, Porto da Barra todos os bairros vazios, poucas pessoas nas ruas, o que se vê mais são famílias, velhos.

Tyler decide voltar e escolhe o caminho de dentro. O Campo Grande está um deserto. A av. Juracy Magalhães idem. A av. ACM sempre movimentada, mas hoje não tem nenhum carro e nem uma alma penada vagando pelas suas pistas. Parece até que Tyler está no Iraque ou no Afeganistão depois que soou o alarme avisando que vem bombardeio por aí. Sem ninguém na rua, sem carros na pista, ele recolhe o carro para a gargem.

Pois é dia que tem Trivela na Praia do Forte (que fica a um pouco mais de 1 hora de carro de Salvador), a cidade fica assim, vazia, deserta, com pouquíssimas pessoas na rua. Enquanto Tyler Durden dava esssa volta pela cidade, eu estava dormindo, gripado e com a garganta doendo. Doença pós-viagem, normal algumas pessoas sempre tem, mas eu nunca tive uma tão pesada quanto essa que me obrigasse a vender minha camisa da Trivela para ficar em casa. Enquanto que meus amigos, Salvador quase que em sua totalidade e mais um monte de turistas estão atrás de uma embarcação de quatro rodas ao som de Asa de Águia, comandada por Durval Lelys. Doença do inferno!!

*****

"Nenhum pássaro voa alto demais, se voa com as próprias asas".

William Blake, escritor inglês

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Era tradição no blog antigo fazer um balanço do ano no último post. Manterei a tradição do balanço das coisas boas e ruins que aconteceram no mundo (na minha visão) e comigo durante o ano.

E como sempre, começarei pelas coisas ruins para depois enumerar as coisas boas (sem ordem cronológica, é pelo que vem na cabeça primeiro).

  1. São Paulo 0 x 1 Corinthians - o jogo do segundo turno do Brasileirão. Quase choro de raiva com o gol de Betão.

  2. A eliminação do São Paulo na Libertadores.

  3. As obras do Pan do Brasil - como atrasaram, abriram licitações sem concurso, aumentaram ainda mais os orçamentos iniciais.

  4. A escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014 - vai ser igual ao Pan, uma sangria nos cofres públicos.

  5. Renan Calheiros e o senado - dispensam maiores comentários.

  6. Maceió - a viagem que infelizmente não aconteceu...

  7. Mensalão que não deu em nada.

  8. Não fui pra Björk no Tim Festival.

  9. Não fui para o Morumbi ver um jogo do São Paulo esse ano.

  10. Fim do Los Hermanos - não lembro de ter visto um show ao vivo, se vi, era na época que não gostava.

  11. Espionagem na Fórmula 1, bagunça na Mclaren.

  12. Felipe Massa mal brigou pelo título.

  13. Doping de Rebeca Gusmão - apesar de não ser surpresa, é ruim para a natação brasileira, além de obrigar o Brasil a disputar novamente a vaga em Pequim.

  14. Concurso de Auditor Fiscal que não teve - talvez não tenha sido ruim assim...

  15. O blog antigo que acabou - gostava dele, mas tava saindo do ar quase todos os dias.

  16. O problema cardíaco de meu pai - a pior coisa que aconteceu no ano. Um enorme susto, mas já está tudo bem!!

Agora as coisas boas:

  1. Pentacampeonato brasileiro do São Paulo.
  2. A ultrapassagem do Fernando Alonso sobre o Felipe Massa no GP da Europa.
  3. Desempenha do Brasil nos jogos do Pan.
  4. Kaká - jogou muito esse ano, é o dono do Milan e mereceu o título de melhor do mundo.
  5. O drible de Robinho no Maracanã - o mais espetacular do ano!
  6. O fim da CPMF - foi um golpe na boca do estômago do Governo, fez abrir contagem...
  7. São Paulo 1 x o Boca - queria estar lá no Morumbi.
  8. Breno, ex-zagueiro do São Paulo - uma grata revelação, pena que já foi embora, mas rendeu uma ótima grana pro time do Morumbi.
  9. Hernanes - joga muito o garoto.
  10. Rebaixamento do Corinthians para a Série B.
  11. Gandhy 2007 - o melhor de todos.
  12. Reveillon em Arraial 06/07 - engraçadíssimo.
  13. Os Vagabundos - como sempre muito engraçados e amigos para todas as horas.
  14. Odontofantasy em Aracaju - festa excelente, viagem engraçadíssima!
  15. 300 de Esparta, Homem Aranha 3 - melhores lançamentos do ano.
  16. Tropa de Elite - merece ser destacado sozinho. Está no meu Top 5 dos filmes que já vi.
  17. Wágner Moura - sendo Olavo ou Cap. Nascimento, o baiano deu show em 2007.
  18. The Beatles - começei a descobrir (ouvir) esse ano.
  19. Meu blog novo - o nome era exatamente o que eu queria.
  20. Björk - assim como os Beatles, descobri esse ano.
  21. Jade Barbosa - toda lindinha e competente, bela e ótima revelação.
  22. Blog do Flávio Gomes - ótimo como sempre.
  23. Blog do André Kfouri - uma grata descoberta.
  24. Músicas - Don't Bring me Down de Sia Furler; Sister de Dave Matthews Band; I'm Only Sleeping dos Beatles, mas na versão de Noel Gallagher do Oasis e Kelly do Stereophonics; Unison de Björk na versão ao vivo no Royal Opera House in London.
  25. Textos desse blog nos dias 30/10/07, 14/10/07, 25/10/07, 21/11/07, 20/11/07, entre outros que não lembro agora, mas tô com preguiça de ficar procurando.
  26. O pega na Fórmula 1 - 3 pilotos disputando o título no último GP e ganhou o que estava em terceiro.

Esse texto era para ser o último do ano, mas terminou sendo o primeiro do ano novo. Viajei no reveillon e não tive tempo de atualizar antes do embarque. Feliz 2008 para todos, muita paz, saúde, dinheiro, felicidades, prosperidade!!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Entendendo o Erê

Natal sempre tem amigo secreto ou amigo oculto. Eu gosto de participar de amigo secreto. Sou daqueles que não se preocupa em descobrir com antecedência quem tirou quem. A graça é ir sabendo durante a brincadeira. Na minha família vai ter amigo secreto e estipularam um valor máximo de 50 reais para o presente. Todo mundo bota na lista mais de 1 opção do que quer ganhar, assim evita bater perna em shopping, gastar a criatividade imaginando o que seria bom para dar para aquela pessoa, poupa tempo e é mais simples e direto.

É justamente sobre os presentes que eu quero falar. Botei 3 opções de dvds que quero ganhar. Gosto de filmes, tenho uma coleção de dvd em casa. Os filmes que eu compro para a minha coleção são os que eu mais gostei, filmes que consigo assistir mais de 3 vezes e mesmo assim eles não perdem a graça.

Minha prima (sou o neto mais novo da minha vó, então tenho primos que já passaram dos 40 anos) disse que comprou um (a primeira opção, 300 de Esparta) dos 3 dvds da minha lista de presentes para me dar de natal, mas ela não me tirou no amigo secreto. Ela veio me dizer que o dvd que eu botei na lista era muito barato, parece que custou algo em torno dos R$ 24,90. Segundo ela, eu deveria escolher um presente mais caro.

Não escolho presentes pelo preço. A minha lista de presentes do amigo secreto é: 1ª opção é 300 de Esparta, a 2ª é Homem Aranha 3 e a 3ª é Cães de Alguel. Esta última opção é rara, só encontrei uma única vez naquele cestão de dvds da Americanas por R$ 9,99. Escrevi na lista que se caso a pessoa encontrasse Cães de Aluguel na loja, este se tornaria a 1ª opção. Dos três dvds, Cães de Aluguel é o melhor, o mais raro e o mais cobiçado por mim. Isto é, o presente que mais quero na minha lista custa 20% do valor máximo do amigo secreto.

Não escolho presentes pelo preço, escolho pelo que eu quero. Claro que se o presente que eu quero custar mais do que o valor estipulado, eu não colocarei na lista. Deixarei para que eu mesmo compre. Mas não me preocupo se ele for bastante inferior ao valor máximo. O importante é o valor que eu dou para o presente e não o valor monetário dele.

No ano passado, tirei um primo meu (de 2º grau, filho de um dos meus primos quarentões) no amigo secreto. O pedido dele era um brinquedo, não lembro o nome, mas era um boneco dinossauro-robô, que saía de dentro de um ovo. O brinquedo custava na faixa dos 20 reais, mas para ele o valor monetário pouco importava. Ele deve ter lá seus 10, 11 anos de idade, não sei a idade dele exatamente, assim como não sei a dos outros. Mas como toda criança (deveria ser), ele está mais preocupado com o brinquedo para brincar e não com o valor dos brinquedos. Criança é simples, não fica pensando em valor monetário, não se preocupa com isso. Elas pensam apenas em viver felizes brincando com seus briquedos prediletos.

Talvez eu seja criança em escolher presentes que eu goste, mas que são muito baratos. Talvez eu devesse ser que nem os adultos e escolher presentes que se aproximem mais do valor máximo, já que terei que dar um presente que talvez seja caro (dentro do limite). Mas não penso assim, penso com a simplicidade e a inocência de uma criança que só quer ganhar o seu brinquedo predileto para fazer da hora da brincadeira a melhor do dia. O que eu quero é apenas assistir Cães de Aluguel e depois colocá-lo na estante em que estão os outros filmes da minha coleção. Meu pedido para Papai Noel é esse o dvd Cães de Alguel. Feliz Natal para todos!!

*****

"Na hora em que a morte aparece por perto nada mais nos interessa tanto quanto a vontade de continuar respirando. Não há razão para lembrar, por exemplo quanto dinheiro estamos deixando. Não se pensa no carro nem mesmo na casa, isso é tudo merda. Só pensamos nos planos que não realizamos, pois da vida nada se leva".

Gabriel O Pensador, músico e compositor.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Quatro homens e um segredo

Não durou mais do que 3 minutos. Três homens invadiram o Museu de Arte de São Paulo (Masp) e levaram 2 obras do acervo O Lavrador de Café, de Portinari e O Retrato de Suzanne Bloch, de Picasso. As duas obras estavam no segundo andar do museu, mas em locais diferentes, isto é, os ladrões só queriam essas duas obras.

Os três ladrões entram no museu depois de arrombarem o portão principal usando um macaco hidráulico. As câmeras do circuito interno de tv do museu não tinham infra-vermelho e como ainda eram 5 da manhã não havia luz necessária para elas captarem imagnes que ajudasse a polícia a identificar os ladrões. Outro detalhe é que o roubo aconteceu durante a troca de turno dos seguranças, o que possibilitou que a ação dos bandidos não fosse vista por ninguém. Um quarto ladrão ficou do lado de fora para avisar aos outros caso saísse alguma coisa errada.

Dá um bom roteiro de filme. Aliás, já existem filmes semelhantes a esse roubo, destacarei alguns que julgo os principais. O primeiro deles é Thomas Crown - A arte de um crime, em que o próprio colecionador de obras de arte era o ladrão das telas. O segundo foi o que eu assisti recentemente, Cães de Aluguel, em que um gângster planeja muito bem o roubo de uma joalheria, inclusive ele toma o cuidado dos próprios bandidos não saberem o nome verdadeiro do outro, apelidados apenas com nomes de cores. O terceiro, o mais espetacular de todos (em termos de roubo!!), que é Onze Homens e Um Segredo. Danny Ocean é o líder da quadrilha e planeja um assalto espetacular de vários cassinos ao mesmo tempo (a versão original do filme, feita em 1960). Ocean escolhe a dedo os ladrões que farão os roubos e passa dias e dias explicando e ensaiando o plano do roubo para os selecionados.

Esse roubo do Masp se assemelha muito com este último filme citado. A ação durou apenas 3 minutos, ninguém viu e eles só roubaram o que queriam. Devem ter levado alguns meses planejando e ensaiando o assalto. Já com o segundo filme citado, a semelhança é que alguém deve ter encomendado o roubo das telas, devem ter oferecido uma ótima grana para os ladrões. E com o primeiro filme, apenas por se tratar de roubo de obras de arte.

Foi um crime perfeito (existe um filme com esse título). Ninguém sabe quem foi, ninguém viu na hora que aconteceu e a polícia não tem idéia de quem tenha feito isso. Até agora a polícia só sabe como foi o roubo, como fizeram. A essa altura as telas podem estar escondidas em algum lixão de São Paulo ou em alto mar a bordo de um cargueiro, a caminho de Portugal, dentro de algum container de soja ou os ladrões pegaram o avião para fora do país logo depois que fizeram o roubo...

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Surpresas do coração

Coração é um bicho traiçoeiro. Uma hora ele está bem, tudo bonito, tudo muito lindo. Mas de repente o tempo fecha, o chão falta nos pés e tudo vira uma enorme nuvem negra. E depois vem a trevas, a escuridão. Aí o bicho pega!

Sempre que perguntam à algum(a) famoso(a), uns respondem através da piadinha: meu coração vai bem, fui no médico outro dia e está tudo bem com ele. Se você gosta desse famoso, dê graças à Deus por estar tudo bem com o coração dele.

No domingo retrasado (9) estava eu, como sempre (nesse dia nenhum ensaio de banda de axé me despertou interesse de ir...), no msn conversando e entre uma resposta e outra, escrevia um pouco para atualizar o blog. Por volta das 18 e tanta, meu pai disse que estava se sentindo mal, sentindo tontura. Ele foi deitar. Até aí tudo bem, normal, todo mundo sente tonturas uma vez na vida. Mas a tontura demorou de passar. Então ele mediu a pulsação e estava fraca. Não era taquicardia, era pior do isso. Fomos pro hospital fazer exame. Inicialmente era apenas exames, ficar um tempo na observação e depois ser liberado, imaginei que por volta da meia-noite. Mas a brincadeira era séria. E o médico disse que ele teria que passar a noite no hospital e que talvez tivesse que botar marca passo. Voltei para casa, mas passei a noite inteira preocupado com isso.

No outro dia eu cheguei no hospital para saber as novidades. Logo de cara já fico sabendo que vai ter que botar marca passo e 10 minutos depois, já levaram meu pai pra sala de cirurgia (isso tudo era na área de emergência e o médico era o da emergência) para botar um marca passo provisório enquanto esperava a liberação do plano de saúde para botar o definitivo. Pronto.

Algo que nunca havia acontecido na minha vida era ver alguém que eu gosto muito, que eu amo morrer. A morte nunca sorrio para mim. E dessa vez, ela ensaiou um sorriso. Dizem que quando a morte ronda você, passa um filme da sua vida na cabeça. Comigo não passou filme nenhum, eu estava assustado demais para relembrar coisas que aconteceram há 20, 15, 10 anos atrás. Eu só pensava no que acontecia na sala fechada e queria que tempo passasse logo para eu conhecer a resposta. Saí do lugar em que eu estava e fui ligar para um amigo meu, recém formado em medicina, crânio, daqueles que tem tudo para ser O Cara na profissão. Ilustrando com o futebol, ele é um Breno, ex-São Paulo e atual Bayern de Munique ou Alexandre Pato, ex-Inter e atual Milan. O cara me tranquilizou, me explicou tudo sobre o marca passo e disse que o lugar em que meu pai estava era muito bom, conceituado.

Meu medo era do lugar. Hospital ruim, não tem Deus que faça milagre toda hora. Hospital bom, Ele ajuda a dá tudo certo. Os caras devem botar marca passo toda semana, já devem fazer isso de olhos fechados. Fiquei tranquilo, no final deu tudo certo. A única coisa a se preocupar era em vencer a burocracia do plano de saúde o mais rápido possível e voltar para casa. A dúvida não era se o plano iria autorizar a cirurgia do marca passo definitivo e sim agilizar os tramites normais para isso.

No final deu tudo certo. No final da tarde de quarta-feira (12), ele fez a cirurgia para colocar o definitivo. Tudo certo mais uma vez, graças à Deus e aos médicos. Na quinta meu pai teve alta e voltou para casa. Hoje está tudo bem com ele. A única preocupação agora é com a cicatrização do corte, que é pequeno (o marca passo é do tamanho de uma caixa de fósforo). Esse foi o motivo da minha ausência na semana passada. Domingo não pude escrever porque fui bebemorar com meus amigos na Timbalada. Essa foi a minha semana (passada), uma semana ótima nos últimos dias, mas preocupante e assustadora no início. Ainda bem que acabou, porque como diz o ditado só acaba quando tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou no final. Até a próxima!

domingo, 9 de dezembro de 2007

O eterno imortal

Ontem foi o aniversário de morte de John Lennon. No dia 08 de dezembro de 1980 um fã louco atirava na cabeça do homem que viria a se tornar um mito. Ele já era ídolo desde os tempos em que liderava, ao lado de Paul McCartney, a banda The Beatles.

O que mais me impressiona é o seu legado que é passado de geração a geração. Vira e mexe você encontra na rua alguém vestido com uma camisa que tenha a foto do Lennon sozinho ou com a banda. E não é só isso, até hoje, 27 anos depois de morto, ele ainda influência milhões e milhões de pessoas nos 4 cantos do mundo. Várias bandas, de diversos estilos de música, que estão nascendo agora ou até mesmo as já consagradas, sempre botam um ou outra música dele no repertório dos shows. Eu acho isso incrível!!

Uma coisa é você ser famoso por 5 minutos ou por 4, 5 décadas enquanto você está em atividade, em evidência. Outra coisa, bem diferente e quase impossível de acontecer é você continuar conquistando uma legião de fãs no mundo inteiro mesmo depois de morto e sem lançar nenhum trabalho novo. E, por falar em trabalho novo, a obra que o Lennon deixou é muito grande. Sempre tem uma música dele que alguém ainda não ouviu. O mesmo acontece com Bob Marley que até hoje conquista novos fãs e devido a sua vasta obra é raro ter alguém que conheça todas as sua músicas. Para mim, essa é mais perfeita definição de imortalidade.

Ultimamente tenho procurado ouvir mais o trabalho dos Beatles e, consequentemente, conhecer mais a obra de John Lennon. Estou começando a concordar com Noel Gallagher e mais meio mundo de gente: John Lennon é foda!


*****

"A vida é o que acontece quando estamos ocupados fazendo outros planos."

John Lennon, mito.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A hora de vim é agora

Atenção mulheres desse enorme Brasil: Venham para Salvador!! Agora é a hora que a cidade bomba. Tem festas a semana inteira e festas boas com muita gente bonita. O único mal é que são caras, nessa época do ano a galera aproveita pra encher o bolso.
Na segunda vão começar os ensaios de Harmonia. Terça tem a bênção do Olodum. Quarta é dia de Eva convida, que por sinal, ontem eu fui, teve Ivete Sangalo e já comprei o ingresso da semana que vem que terá Durval como convidado. Quinta por enquanto não tem nada, mas sexta tem Negra Cor. O dia morto é o sábado que não tem nada. Mas domingo tem ensaio em cada canto da cidade, com Motumbá, Alexandre Peixe e Cheiro (por isso que em alguns domingos ficarei em falta com o blog, que foi o que aconteceu nesse último domingo).
O verão chegou e com ele as festas boas daqui. O mal é que quando ele vai embora leva junto o meu dinheiro. Os preços dos ingressos são em média 30, 40 reais. Quando a festa bomba e os ingressos acabam na bilheteria os cambistas metem a faca, por exemplo ontem tinha cambista vendendo ingresso entre 60 e 100 reais (e o pior é que vi gente pagando os 100 reais).
Apesar de caras são festas que valem a pena pagar e ir, porque nem todos os dias banda Eva, Ivete, Asa e etc tocam por aqui. E verão é a estação mais quente do ano e aqui ferve. Vem muita gente de fora e as mulheres que ainda não estão aqui, venham porque nessa época aqui é A Cidade. O resto é propaganda enganosa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Alegria x Tristeza x Razão

Alegria: Ê Ê Ê Ê tamo na série B, tamo na série B!!! Hahahaha
Tristeza: O que fizeram com o meu Timão?!?
A: Rebaixaram o seu ÙLTimão, isso sim!! Que felicidade.
T: Culpa do Inter que tirou o pé contra o Goiás e o aquele bandeirinha tranca-rua que voltou os 2 pênaltis perdidos por Paulo Bayer.
Razão: Não, Corinthians só dependia dele mesmo pra se manter na 1ª divisão. A Culpa foi da diretoria que entregou o clube pra máfia russa.
A: O Kia deve tá comemorando até agora. Botou o Tévez no Manchester, o Mascherano no Liverpool, o Wiliam na Rússia e o Timón na segundona!!!
T: Dualib aquele ladrão... Mas agora o Corinthians vai se recuperar. O gigante cai, mas levanta.
Foi bom ter caído. Agora que chegou no fundo do poço é começar do zero.
A: É, foi bom. Flamengo também precisou cair pra se recuperar. É, é bom ser rebaixado. Que nada, foi bom para o resto do Brasil ver o Corinthians na série B.
R: E o pior de tudo é que a série B pode não ser o fundo do poço... Esse presidente que está aí apoiou a vinda da MSI, é farinha do mesmo saco.
A: Não há nada que esteja ruim, que não possa ficar pior ainda. Ê Ê Ê Ê Ê vâmu pra série C!!!
T: Eu nunca vou te abandonar porque eu te amo... Eu sou Corinthians. Vai Corinthians!!!
A: Que ano maravilhoso!! São Paulo pentacampeão brasileiro, Santos classificou pra Libertadores, a Lusinha subiu e o Corithians caiu!! Só faltou o Palmeiras se classificar pra Libertadores também pra a festa ser completa, mas tudo bem, só vê a Gambazada na segundona já está ótimo!!
R: Dá pena ver a segunda maior torcida do Brasil humilhada. O Corinthians vai fazer muita falta na série A. É menos um grande time para fazer clássicos brasileiros. Espero que a diretoria aprenda a lição.
A: Que nada, é ótimo ver o Corinthians rebaixado. Agora a segunda-feira vai se chamar "Gambá-feira"!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Sem assunto, mas com diversos assuntos

O que é que eu vou escrever hoje? Não faço idéia. Essa semana não tive idéia alguma pra escrever. Até o último post foi forçado, foi aquela "se não tem tu, vai tu mesmo!!". Mas hoje não tem tu e tu não vai mesmo assim. Meu Deus o que escrever?!?! - O primeiro já foi, menos um parágrafo!

Bom, os últimos dias o que mais tenho ouvido é uma música dos The Beatles chamada I'm only sleeping. Mas não é na voz e a guitarra do John Lennon junto com o baixo do Paul McCartney, a guitarra do George Harrison e a bateria do Ringo Starr. Quem canta é o vocalista do Stereophonics que eu não sei o nome, mas lembro que um nome de mulher, junto com o maior de todos Noel Gallagher. Tem mais gente tocando, mas abafa porque eu não sei quem são. Gosto de algumas músicas dos Beatles, mas coincidentemente as melhores versões das músicas deles que eu gosto são na voz e violão do Noel. Pois é, Noel Gallagher, o líder do Oasis, é o único cara da música, ou melhor, o único cara famoso que reconheço que sou fã. O resto apenas gosto de ouvir ou assistir.

Mudando de assunto, talvez seja implicância, mas não vejo nada de bonito na torcida do Corinthians (quer dizer, tem uma linda sim). Acho a torcida do Flamengo muito mais bonita e arrepiante no estádio. Agora, dá pena ver a torcida do Corinthians do jeito que estava ontem depois que o jogo acabou, perdida, olhando por nada, atordoada, chorando.

Li hoje na parte de fofoca que a Pamela Anderson vai se aposentar daqui a 5 anos. Mas me pergunto, se aposentar de quê, se Baywatch já acabou faz tempo?!? Vai se aposentar de vestir microdecotes nos enormes gêmeos dela? Ou vai se aposentar do vai-e-vem com o eterno namorado dela, Tommy Lee? Ou vai se aposentar de caçar homem-rico-famoso para dar boa vida a ela e destaque na mídia?

Vi também que o pai da Marina Mantega prometeu um ótimo presente de natal para nós brasileiros, caso a CPMF não seja prorrogada. Aumento de imposto, porque sem a CPMF, pelo que ele disse, o país vai parar. Não vai ter dinheiro para quase nada, só para pagar os salários dos funcionários dos ministérios e dá um aumentozinho para os coitados que dão duro trabalhando no Congresso Nacional. É brincadeira um negócio desse, viu?!

E mais um capítulo da minha novela das sete. A Honda também voltou a sonhar com Fernando Alonso. E o principal trunfo dos japoneses para contar com o espanhol é o novo contratado Ross Brown. Se Alonso for para a Honda, Rubens Barrichello iria para a Super Aguri. Mas Red Bull e Renault continuam no páreo para contar com o bicampeão em um dos seus carros.

Amém!! Cheguei no último parágrafo!! Ah, o link da música está aqui, mas vocês tem que clicar no botão direito do mouse e selecionar "Abrir em uma nova janela", para depois disso comentar aqui!! Por hoje é só. Até a próxima.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O Bope é Pop

Li isso numa reportagem de uma revista chamada Bravo!. Já vinha pensado nisso. Tropa de Elite caiu perfeitamente no gosto do povo e isso não é indicado apenas nas bilheterias dos cinemas que vem quebrando recordes entre os filmes nacionais, apesar de toda a pirataria 1 mês antes da estréia do filmes nos cinemas. O que vem me impressionando e chamando a atenção são os bordões dos filmes exaustivamente repetidos nas ruas no país inteiro.

Em qualquer lugar que você vá, pare e fique por alguns minutos observando um grupo de pessoas (vi isso com um pessoal que jogava bola), em vários momentos uns vão falar com os outros "Pede pra sair 01!", "O senhor é um fanfarrão, seu 06", "Senta o dedo nessa porra" e por aí vai. Isso eu nunca vi acontecer com nenhum filme. Claro que num filme ou outro algumas pessoas vão usar alguns bordões, mas nunca um país inteiro.

Tropa de Elite é um filme feito com a intenção de traçar um painel da criminalidade no Rio de Janeiro baseado em fatos reais. Porém o filme tem os moldes perfeitos da cultura pop. O herói é um policial, que faz parte de um Batalhão considerado o melhor do mundo, truculento, incorruptível que saí esculachando usuários de drogas e matando os bandidos impiedosamento. É como se o filme fosse a banda inglesa The Beatles, ao passo que Cap. Nascimento é John Lennon. Os bordões são dele, as frases são dele e isso se deve muito a atuação excepcional de Wágner Moura.

A unanimidade é burra, já dizia Nelson Rodrigues. Também não vejo com bons o que a esmagadora maioria gosta. Mas nesse caso foi uma ótima escolha, pois o filme é excepcional, o Cap. Nascimento é mísero e quem não gostou do filme é um fanfarrão e a única saída para isso é pedir pra sair.

domingo, 25 de novembro de 2007

Sem motivos para comemorar

Tinha tudo para ser uma bela festa. Estava tudo pronto para o Dique virar um Campo Grande em domingo de carnaval ou uma Ondina numa terça de carnaval. Tinham 3 trios parados no estacionamento do estádio da Fonte Nova e uma multidão dentro e fora do estádio.

O Bahia só precisava de um empate para subir pra Série B. No finalzinho do primeiro tempo do jogo, Nonato, o artilheiro do Tricolor de Aço, tratou de assegurar o empate despediçando um pênalti. Não vi o jogo. Tentei entrar na Fonte Nova, mas não consegui comprar ingresso, por causa dos cambistas que compraram muitos e colocaram os preços lá em cima (na bilheteria os ingressos acabaram desde sexta). Mas o Tricolor de Aço conseguiu o empate e ficou com uma das vagas na Série B do ano que vem.

Estava tudo perfeito para a festa, o Bahia fez a parte dele e a torcida estava presente. Mas aos 35 minutos do segundo tempo, uma parte da arquibancada superior cedeu e várias pessoas caíram de uma altura de 15 metros. Oito pessoas morreram e 40 ficaram feridas. O que era para ser uma festa terminou em tragédia e a única grande comemoração que teve foi quando o juiz acabou o jogo e a torcida invadiu o gramado.

Devido a tragédia, não houve grandes comemorações, não ouvi muitas buzinas nas ruas e nem o povo gritando, coisa que aconteceu na última quinta-feira quando o Bahia ganhou do ABC por 2 a 0, que foi um passo importante para que hoje o time só precisasse do empate. O que poderia terminar com uma enorme festa madrugada a dentro, acabou em tragédia. A tragetória do Bahia rumo à série B terminou com a ascensão, mas sem um final feliz.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Luís Fabigol, o Fabuloso

Luís Fabigol, Luís Fabuloso ou Luís Fabiano, o Fabuloso. Eram esses os apelidos que a torcida são-paulina chamava-o no Morumbi. Sou fã dele hoje, mas fui mais ainda quando vestia a camisa 9 do São Paulo. Ah, que saudade do Luís Fabiano com a 9 do Tricolor!

Ontem Luís Fabiano voltou ao Templo que brilhou em vários jogos. Voltou com uma camisa diferente, talvez um pouco estranha nele por causa do costume (temporário, porque acho que ele será figurinha certa nas próximas convocações). Mas ele fez o que sempre fazia nos velhos tempos. Gol. E não apenas 1, fez 2. Foi o herói da partida e saiu aplaudido como sempre acontecia. O gol de empate que ele marcou me trouxe várias boas lembranças dele. O chute quase sem ângulo e a comemoração no escudo do São Paulo me deixaram arrepiado.

Lembro de um jogo Grêmio x São Paulo no estádio Olímpico em Porto Alegre, em que ele fez um gol parecido, num chute sem ângulo. Era o Campeonato Brasileiro de 2003. Eu estava chegando em casa e o jogo já tinha começado. Aliás, já estava quase acabando o 1º tempo. O jogo estava empatado, 1 a 1. Achei o resultado até bom, um empate fora de casa e num clássico brasileiro contra o Grêmio, normal o empate. Mas quando terminou o 1º tempo apareceu o placar com os autores dos gols. Júlio Baptista tinha aberto o placar e Anderson empatou para o Grêmio. Nesse momento pensei: fica tranquilo, falta o gol do Luís, pode botar aí 2 a 1. Dito e certo (eu estava sozinho em casa, não iria ficar falando sozinho, né?), no início do segundo tempo, o Fabuloso fez o gol da vitória. Foi um chute forte e alto, quase sem ângulo, pela esquerda, perto da linha de fundo. Lembro também do comentarista da tv dizendo que só chutava para o gol, naquela posição sem ângulo, o atacante que estivesse com a confiança em dia. Naquela época o Fabuloso estava numa fase em que fazia gol em quase todos os jogos.

É bom rever o Luís Fabiano. O ruim é não vê-lo vestido com a camisa branca com duas listras verticais, uma preta e outra vermelha, no meio. Que saudade!! Hoje era tudo que o São Paulo precisava para ser um time completo. Uma forte defesa, quase intransponível, e um ataque matador, liderado por um atacante fabuloso.

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Minha novela das sete

Todos os dias às 19 horas (20 horas em Brasília...) ligo o computador e vou direto acompanhar a minha novela das sete no site Grande Prêmio e no Blog do Flávio Gomes (os sites tem links aí do lado, na parte de Fontes, Inspirações e Influências). A novela é o desfecho da Temporada 2007 de Fórmula 1. Pois é, a temporada ainda não acabou.
A novela tem dois núcleos e algumas tramas inlfuenciam as outras. Um dos núcleos é o do Tapetão, que possui duas tramas. A primeira já chegou ao fim, que foi a apelação da Mclaren na FIA contra a não-punição aos pilotos da Williams e BMW Sauber, que no GP do Brasil usaram gasolina resfriada além da medida. Se a apelação desse certo, o resultado da corrida seria alterado e, por consequência, Hamilton seria campeão. A segunda trama desse núcleo, deverá chegar ao fim no dia 06/12 em Mônaco, que é a acusação da Mclaren por ter sido espionada pela Renault. Segundo os ingleses, os franceses teriam posse de dados de funcionamento de sistemas dos carros deles de 2006 e 2007. E se a FIA seguir o mesmo roteiro de punição da Mclaren, a Renault deverá perder os pontos do campeonato e pagar uma multa de 100 milhões de dólares.
O segundo núcleo é o dos pilotos. Fernando Alonso saiu da Mclaren e fez com que a dança das cadeiras voltasse a ser a brincadeira da vez. Já estiveram na briga pelo Alonso, Williams, Toyota e BMW Sauber. A Williams caiu por falta de dinheiro para pagar o enorme salário dele. A Toyota fechou por esses dias a sua dupla de pilotos (Jarno Trulli e Timo Glock) e a BMW não quer gastar uma dinheirama com salário de quem quer que seja. Restaram ainda na briga a Renault e a Red Bull. No capítulo de ontem, Alonso deu uma passada na Red Bull para conferir as intalações e aproveitou para moldar um banquinho... Já no capítulo de hoje, Carlos Ghosn (presidente mundial da Renault) e Flávio Briattore (diretor da equipe Renault) disseram que querem um contrato de 3 anos com Alonso, coisa que ele não quer. Ele só quer contrato de 1 ano, para tentar buscar uma equipe de ponta para 2009.
Com Alonso indo para a Renault, quem deve dançar é Heikki Kovalainen, que deverá ir para Mclaren. Aliás, especula-se também que Adrian Sutil, Sebastian Vettel possam dirigir o segundo carro da Mclaren.
O cerco está se fechando para Fernando Alonso na trama central da novela. Red Bull ou Renault? Para onde vai o espanhol em 2008? E a Renault, no núcleo do Tapetão, será que vai ser punida que nem a Mclaren? E quem correrá ao lado de Lewis Hamilton e, escancaradamente, como segundo piloto na Mclaren? Vettel? Sutil? Kovalainen? São cenas dos próximos capítulos.

domingo, 18 de novembro de 2007

Mensagem Pré-Verão

Basta que os primeiros batuques de atabaques ecoem em Salvador para que a temporada de promoções sentimentais se encerre, dando lugar a uma outra fase, a da piriguetagem desvairada de verão, com intensa troca de saliva. Assim que os primeiros refrões das canções de carnaval se instalam nas nossas mentes, começamos a repensar nossos namoros. Vale a pena trocar uma relação estável pelos prazeres da vadiagem carnavalesca? Aliás, vocês já repararam que várias músicas de carnaval falam sobre casais que se separaram? ("se for ficar sem seu amor, eu piro", "não vale a pena te esquecer", "foi eterno em quanto durou, foi sincero nosso amor, mas chegou ao fim").

Setembro começa, e os casais permanecem estáveis. Basta analisar o orkut para perceber que todos os meus amigos e amigas foram tragados pelo furacão amoroso do inverno, buscando companhia estável, colo quentinho para deitar nas tardes de frio. Quando os primeiros pacotes do Sauípe Folia começam a ser vendidos, começa a fase das separações. O colo quentinho passa a fazer calor, e as mãos dadas começam a suar, fazendo com que muitos admitam: Asa de Águia gera divórcios. E milhares deixam seus amores em busca de um espacinho sob a Trivela maravilhosa.

Alguns casais resistem, persistem em acreditar que a paixão verdadeira não é coisa que se encontra em cada esquina, e que as relações estáveis têm - de fato - um preço alto, mas que valem a pena. Algumas relações não há Mastercad que possa comprar. Por isso, seguem rumo ao próximo obstáculo. É quando lançam os pacotes do Sauípe Fest, Negra Cor surge com seus primorosos ensaios e convidados mais do que especiais, Jammil lança DVD com mega show... Enfim, o sol sobe mais, a praia fica mais cheia, as saias encurtam, os bombados tiram as camisas... O calor aumenta. Seu orkut exibe a comprovação da teoria. Todo mundo quer ficar solteiro no verão!! Quer cantar "sou praieiro" ou "ai, ai, ai, tô solteiro em Salvador", ou "aqui ninguém é de ninguém", enfim, quer cair mesmo é na putaria. Os mais apaixonados resistem aos primeiros ensaios de verão, ainda em novembro, e se contorcem no mês de dezembro. Quando surge a melhor segunda-feira do mundo com o Harmonia do Samba. Enfim, chega o reveillon, Morro de São Paulo, Itacaré, Porto Seguro, Arraial D´Ajuda, Paratinga. Então, aquele amor já não lhe parece tão grande, ou aquele relacionamento, estável. Você briga mais, se irrita mais, e se incomoda imensamente com cada defeito. Se estressa com cada mancada dela ou dele, e vai buscando justificativas para entrar o ano como o diabo gosta: livre-leve-e-solto!

Chega o Bonfim Light, Farol Folia, Lavagem de Ondina, Festival de Verão, Ensaio Geral do Camaleão, Cerveja e Cia Summer com Ivetona em Praia do Forte, Carnaval. Em fevereiro, (detalhe que esse ano começa 31 de janeiro), então os casais do orkut são raros. O que vale é o beijo vazio, gratuito nos blocos e becos. É o sexo sem sentimento, sem afetividade. O coração palpitante dos romances incertos de verão. A noite povoada pelos amigos, ou vazia por causa da solidão. Cariocas, paulistas, mineiras putz las gringas, made in france, eua, as italianinhas isso sem contar as baianas que com seu cheiro, jeito e encanto, encantam qualquer homem...

Então, o que era fardo antes do verão transforma-se em saudade. O que era excesso te faz uma falta...! E aquela namorada ou namorado que você dispensou para curtir o verão te deixa com saudade. "Amor de praia não sobe serra e o verão passou, já era!" E bate aquele arrependimento de quem acabou de comer duas pizzas em pleno regime. Aquela malhação segura e pesada antes do carnaval já não é mais tão freqüente. Ahhh verão traiçoeiro! Uma Iara que canta para seus ouvidos e te encanta. Assim é o carnaval da Bahia, assim é o coração dos baianos...
P.S: Recebi esse texto por e-mail nesse final de semana.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Foi ruim, mas foi bom

Na última terça-feira o Vitória-BA garantiu uma das quatro vagas na Série A do Campeonato Brasileiro de 2008, ao golear o CRB por 4 a 1 no Barradão. Foi ruim, mas foi bom.

Não gosto do Vitória, que junto com o Corinthians são os times mais odiados por mim. Mas já torci pro Vitória, pelo menos 1 vez na vida que foi no Brsaileirão de 99. Naquele ano, o time baiano chegou na semi-final do campeonato, sendo eliminado pelo Atlético-MG, mas gostei mesmo foi das quartas-de-finais contra o Vasco. Lembro do segundo jogo no São Januário em que o Vitória arrancou o empate que precisava para se classificar. O porteiro do meu prédio dizia, antes do jogo, que o Vitória fazia gol quando queria e foi exatamente o que aconteceu. Mas voltando ao meu ódio pelo Vitória, eu sou são-paulino e nas horas vagas torço para o Bahia aqui na minha terra. Esse é o motivo por não gostar do rubro-negro baiano.

Queria que o Vitória continuasse na segunda divisão no próximo ano para, se Deus quiser, encontrar o Bahia. Em 2008, o Bahia subiria pra primeira e o Vitória continuaria na segundona, só conseguindo a ascensão em 2009.

O problema do Vitória é que ele quer se achar maior que o Bahia. O tricolor baiano vive de museu, sobrevive do título brasileiro de 88, tudo bem. Mas as únicas coisas que o Vitória tem no currículo são alguns campeonatos baianos e mais de 100 anos de idade. Aliás não, o Vitória tem um "importantíssimo" vice-campeonato brasileiro de 93. Pois é, o feito mais importante do Vitória(?) é um vice-campeonato. Se o Bahia vive do passado, o Vitória não tem passado, muito menos pode viver do presente, o que resta é apenas sonhar com o que "poderia" ser no futuro.

Tem muita gente que pensa que a volta do Vitória vai trazer o público baiano para o estádio. Puro sonho. A torcida do Vitória é daquelas que só lota estádio quando o time está bem, disputando alguma coisa importante (com excessão de rebaixamento). Na verdade, quem lota estádio aqui é a torcida do Bahia que bota mais de 50 mil pessoas na Fonte Nova em jogo da terceirona.

O lado bom da volta do rubro-negro baiano à primeira divisão é que agora poderei ver, pelo menos um, jogo do São Paulo no estádio, sem precisar viajar. O sacrifício disso é ter que ir no Lixão de Canabrava... ops! Quer dizer no Barradão.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

O futuro do país

Todos pensam que ele é fictício, uma mera criação de Stan Lee em 1962. Mas o Homem Aranha existe na vida real e não somente nos HQs. Quer dizer, homem ele ainda não é, hoje ainda é apenas uma criança de 5 anos, mas que já está aprendendo a usar seus poderes para daqui há uns 15 anos, começar a combater o crime.

Todos sabem que os super-heróis tentam esconder a sua identidade, mas quando eles tem que entrar em ação e não dá tempo de botar a máscara, aí eles mostram a cara e parte pra cima com o peito e com a coragem. Foi isso que o "futuro" Homem Aranha fez. Uma casa, da rua em que ele estava (os super-heróis sabem estar no lugar certo, na hora certa), pegava fogo e uma mulher chorava e gritava desesperadamente, porque seu bebê estava dentro dela, no meio do incêndio. Foi aí que o Homem Aranha viu que não tinha tempo de botar a máscara (só a roupa) e entrou correndo na casa incendiada. Ele conseguiu pegar o bebê que estava no berço, que segundos depois foi engolido pelo fogo, e saiu da casa com a criança nos braços. Entregou para a mãe do bebê e só não usou a teia para subir nos prédios, porque ele ainda não tem domínio total sobre seus poderes (claro, trata-se de uma criança).

Pois é! O herói aracnídeo existe, não é americano (apesar das cores do uniforme), mas ainda é uma criança. Riquelme Wesley dos Santos tem 5 anos e mora na cidade de Palmeira em Santa Catarina. Futuramente ele será o Homem Aranha, o problema dele é que agora é conhecido por todos, ficou famoso no Brasil inteiro, está dando entrevistas e sendo parado por fãs na rua para tirar fotos (acho que autógrafo ainda não...). Agora os vilões como o Duende Verde, Duende Macabro, Dr. Octopus e etc, saberão a identidade secreta do herói. O outro lado bom, é que a Mary Jane é uma gata!!


*****


Em Aracaju, outro garoto de 4 anos salvou um bebê e a babá de um assalto. Os assaltantes ainda botaram fogo na casa para dificultar a ação do super-herói (ainda sem nome e fantasia), mas não foi o suficiente para detê-lo.

Junta esse de Aracaju com o Homem Aranha e já tem aí uma dupla para combater o crime!! Daqui a pouco aparecem mais e dá até pra formar uma Liga da Justiça. Quando os homens não dão jeito no mundo, ainda bem que existem as crianças.

domingo, 11 de novembro de 2007

Nunca na história...

...deste que vos escreve aconteceu de torcer para algum sucesso do Corinthians. Sempre odiei o Corinthians. É (depois é "foi"...) o único time que sempre desejei que fosse derrotado, até mesmo para times argentinos. Um amigo meu dizia sempre que dois times que ele não gostava muito jogavam, ele torcia para cair um avião no meio do campo. Eu só não torcia para que isso acontecesse num jogo do Corinthians contra times argentinos porque o estádio era sempre o Morumbi, propriedade do São Paulo, meu time do coração. Só por isso torcia para os argentinos.

Na luta do Corinthians contra o rebaixamento, um personagem do elenco está conquistando a minha admiração, que é o atacante Finazzi. Ele está me fazendo criar uma certa simpatia pelo Corinthians e pela primeira vez na minha história, torço para que se salve do rebaixamento.


Finazzi é um jogador limitado, mas que sabe fazer gols. É humilde, sabe das limitações dele e não tem vergonha de falar isso. Veste a camisa do Corinthians e joga com raça, dando suor e sangue pelo clube. Não é um craque, mas é um exemplo para todos os jogadores de futebol do mundo inteiro, principalmente para os craques.


Por causa de Finazzi, estou torcendo para o Corinthians não ser rebaixado. Mas a minha torcida não é aquela que ecoa pelos quatro cantos do mundo. Minha torcida para o Corinthians é discreta. Não sairei pulando, gritando quando o time escapar de vez do rebaixamento, mas soltarei um discreto sorrisinho de canto de boca e pensarei: que bom que o Corinthians escapou. Depois disso, não sei se a minha simpatia com o Corinthians durará muito tempo. Mas o fato é que pela primeira vez na vida estou torcendo para o "Timão" se dá bem e isso é triste.

P.S: Hoje o Corinthians deu um importantíssimo passo para escapar do rebaixamento ao empatar com o Goiás no Serra Dourada. Felipe pegou um pênalti cobrado por Paulo Baier no final do jogo, garantindo o empate. Finazzi não fez gol hoje.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

O segundo penta brasileiro

Como na semana passada eu viajei e não pude atualizar o blog, hoje vou falar do título de bicampeonato brasileiro do São Paulo, que na soma dos títulos se tornou Pentacampeão. É ótimo ser campeão e o melhor de tudo é ter amigos que torcem pra Santos, Flamengo, Corinthians e por aí vai.

O São Paulo conquistou o bicampeonato com muita competência, o que possibilitou uma certa facilidade. O elenco não é recheado de craques, muito pelo contrário. O goleiro Rogério Ceni é o único jogador acima da média no time. O resto são todos bons pra médios jogadores, fruto da escassez de craques que assola o país. A diretoria são-paulina soube montar um time competitivo e equilibrado. Pode-se dizer que a diretoria forneceu o material, porém a construção do time foi obra do técnico Muricy Ramalho, que soube armar muito bem o time, além de encontrar os substitutos, Richarlyson e Hernanes, para a dupla Mineiro e Josué que deixaram o clube (o primeiro antes do início da temporada e o segundo no meio do ano) e administrá-lo nos momentos difíceis. O ponto forte do time é o sistema defensivo, que possui uma das melhores médias de gols sofridos da história do Campeonato Brasileiro.

O São Paulo é penta assim como o Flamengo. Sou são-paulino, mas reconheço isso. Apesar da confusão que teve no campeonato de 87, vejo o Flamengo como penta. Entretanto, faço de conta que esqueço disso quando vou "escaldar" meus amigos flamenguistas.

Tive que acompanhar a "final", São Paulo x América-RN, pela internet ouvindo pela rádio Eldourado/ESPN, porque a dona Globo fez o favor de transmitir o jogo das massas, Flamengo x Corinthians. Mas em compensação, a Vênus Platina transmitiu o importantíssimo jogo Juventude x São Paulo na noite de ontem. O São Paulo entrou em campo de ressaca depois da festa do título e perdeu para o vice-lanterna da competição. Os jogadores estavam desinteressados no jogo e eu idem que nem assisti. Agora se me dão licença, vou encontrar meus amigos e dizer a eles que estou preocupado com a situação do meu time no campeonato depois dessa derrota pro Juventude. Até a próxima.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Uma única vez na vida

Me desliguei do mundo e fui pro mato. Troquei a floresta de concreto e aço pela floresta de árvores, ar puro, riachos e cachoeiras. Fui pro Capão no feriadão. Fiz várias trilhas. Tomei banho de cachoeira, bebi a água pura dela e fiquei admirando as belas paisagens de lá.

Viajar pro Capão é apenas para fazer trilha, se resume a dormir e acordar para as trilhas. Você tem que acordar cedo para começar a fazer as trilhas cedo para dá tempo de fazer todas que estão no roteiro, e dormir cedo porque além de você está exausto, você tem que acordar cedo no outro dia. Nada de festa, nada de bebida.

Algumas trilhas são longas, outras são mais curtas e mais fáceis de fazer. Elas são bastante cansativas, porém quando você cai na água pra tomar banho de cachoeira é recompensador, parece até que a força da cachoeira leva todo o seu cansaço embora.

Apesar de ter gostado bastante da viagem, das tirlhas, dos visuais, das cachoeiras, dificilmente voltarei lá novamente. Essa viagem me fez descobrir duas coisas em mim que antes não sabia. Primeiro, que não nasci para fazer trilha, cansa demais, apesar do resultado final compensar. Segundo, descobri que tenho medo de pular de altura. É, eu explico. Não tenho medo de altura, por exemplo, não tenho medo de olhar para baixo num prédio muito alto. Medo é quando estou numa determinada altura e tenho que pular. Descobri isso quando meus amigos pularam de um local muito alto. Eu subi lá, olhei para baixo, me concentrei, olhei para baixo novamente, depois pro alto, me concentrei... e não pulei. O local era seguro, não tinha erro, era bastante fundo, eu já tinha pulado de um lugar um pouco mais baixo (como se fosse o 1 andar abaixo). O corpo pularia, mas a cabeça não deixou e me travou.

Quando digo que dificilmente eu voltarei pro Capão é porque não penso em voltar pra lá nunca mais. Entretanto não digo "nunca" (como diz o ditado nunca diga nunca), porque pode ser que meus amigos me apresentem um ótimo argumento para me convencer a ir ou "a argumentação" valha a pena. Fora isso não irei tão cedo. Fazer trilha não é comigo. Também descobri isso no Capão. Mas adianto para vocês que é uma viagem que vale a pena. Se eu não tivesse ido agora, iria numa próxima oportunidade. Para mim, é uma viagem para você fazer pelo menos 1 única vez na vida.