terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A última eleição de 2010


Não votei no segundo turno dessas eleições. Estava longe da minha cidade e justifiquei o voto. Foi uma eleição fraca, em que o roto venceu o esfarrapado. Nenhum dos candidatos inspirava mudanças. A candidata da oposição continuará fazendo tudo o que o seu antecessor e mentor fez, com a diferença de que será obrigada a cortar a mamata do empréstimo, do carnê de pagamento. O da oposição, não faria nada diferente do que o seu partido sempre fez.

A segunda eleição de 2010, a de melhor jogador do mundo, também está assim. Não existe um franco-favorito, uma escolha unânime. Ontem, a FIFA e a revista francesa France Football, que agora dão juntas o prêmio de melhor do mundo, anunciaram os três finalistas da votação. E todos vestem a camisa azul-grená do Barcelona. Messi, Iniesta e Xavi.

Messi é magistral, um demônio dentro de campo, um jogador de vídeo-game, daqueles que você chega rir da jogada e diz que isso só acontece no mundo dos games. Mas Messi não conseguiu conduzir o Barcelona ao principal título europeu, a Liga dos Campeões. Já Iniesta fez o gol do título mundial da Espanha na Copa do Mundo da África. Mas mal conseguiu entrar em campo com a camisa do Barcelona por toda a temporada.

Nesse ano, o melhor do mundo não armou uma jogada sequer, não deu nenhum chute a gol e não fez nenhum desarme, tudo porque ele não podia passar do retângulo que fica do lado de fora da linha lateral do campo, mais conhecida como área técnica. O técnico português José Mourinho foi o melhor do mundo de 2010. Comandou a Inter de Milão na conquista do título da Liga dos Campeões, eliminando o Barcelona na semifinal. A Inter ganhou tudo que disputou na temporada passada sob o comando de Mourinho. Sem o português no comando, a Inter patina no campeonato italiano e se classificou, hoje, em segundo lugar do grupo A na Liga dos Campeões, com direito a uma surra de 3 a 0 do Werder Bremen.

Esqueci de falar de Xavi? Não, deixei-o por último de propósito. Discreto, cerebral e genial. É nele que eu votaria nessa eleição. Xavi é o cérebro do todo poderoso Barcelona e da seleção campeã da Copa do Mundo, Espanha. Em ambos, as jogadas começam, passam ou saem dos seus pés. Não é driblador como Messi, nem veloz como Iniesta, mas deixa um companheiro na cara do gol com um simples toque ou um lançamento perfeito por baixo ou por cima.

Xavi é o cara que bota a bola no pé do homem do gol, talvez isso explique, porque o melhor do mundo ainda não apareceu pra mídia.


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Em tempo: A revista italiana Gazzetta dello Sport, que antecipou o anúncio dos 3 finalistas ao prêmio de melhor do mundo, cravou que Iniesta levará a bola de ouro pra casa.

No texto, eu escrevi sobre em quem eu votaria, se fosse participar dessa votação. O anúncio do melhor do mundo será feito no dia 10 de janeiro de 2011.

4 comentários:

  1. Leandro, gosto muito dos três atletas, apesar de achar o Xavi muito bom, de verdade, acho que o Messi ainda leva esta, pela tradição do cara, imagino isso. Grande Abraço.

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  2. Não sei porque falam melhor jogador do mundo se apenas os que estão na Europa participam, é ridículo.Eu acho que a imprensa da América Latina deveria ignorá-los

    Um abraço

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  3. Acho que o Villa merecia estar entre os três finalistas, de qualquer forma pra mim merece ganhar o Iniesta .......

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